Ainda estou a subir a Rua do Carmo e a encontrar o Luiz Pacheco, a subir ou a descer, calças pela meia canela, saco de plástico cheio de papelada, um enfizema pulmonar debaixo de um casaco sem botões, mais a velha senha «dá cá vintes!» e um qualquer folheto, edição da Contraponto, estendido.
Escritor de ódios e paixões, sem papas na língua na língua ou no bico da pena, poucos ainda terão lido os seus livros, a quantidade enorme de escritos que deixou em qualquer casa, a mandar vir com a puta da vida.
Estamos perante um volume que reúne inéditos do Pacheco, e os seus autores/organizadores dizem que há muito e muito mais por aí e nas mãos do filho Paulocas.
É volumoso o dossier que a Biblioteca da Casa possui
sobre Luiz Pacheco.
Há dias, encontrei um recorte de um artigo do Vergílio
Ferreira sobre o Pacheco, publicado no jornal-cor-de-rosa Comércio do Funchal, datado de 14 de Janeiro de 1968:
«Luiz Pacheco é um escritor ácido, mordaz, violento, mas duma altíssima qualidade e de certeza que podemos confiar no que tem para nos dar num futuro próximo».
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1 comentário:
Sem dúvida um escritor brilhante. Li dele, creio que dois ou três livros, e gostei!
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