Por um deslize imperdoável, com o devido destaque, não foi referida a morte de Maria do Carmo Vieira, professora, ensaísta e voz crítica do acordo Ortográfico de 1990.
Servimo-nos da notícia do Público:
«Nascida em Lisboa, em 1952, Maria do Carmo Vieira desenvolveu grande parte da
sua carreira como professora do ensino secundário, distinguindo-se pelo
trabalho em defesa do ensino da língua portuguesa e pela reflexão sobre a
literatura, a arte e a obra de Fernando Pessoa. Destacou-se “pela coragem, pela capacidade
de tomar partido, pela sensibilidade ao sofrimento, pelo humor, pela análise
aos disparates que o acordo ortográfico fez acontecer a um ritmo alucinante”,
recorda ao PÚBLICO a sua irmã, a também professora e filósofa Maria Filomena Molder.
“Era um espírito compassivo, muito atento e muito exigente. Nunca esperava que
lhe dissessem como devia agir. Queria mudar o mundo e isso foi muito visível
com o acordo ortográfico, uma causa de que nunca desistiu. Nunca deixou de
combater essa decisão tão errada, tão absurda e tão penosa para a língua
portuguesa na sua ortografia.”»
1.
Dois irmãos, de 3 e 15 anos, foram abandonados pela mãe,
há alguns dias, em Braga. Ambos foram resgatados pela PSP, na madrugada desta
quarta-feira, e transportados ao Hospital Central de Braga, onde foram
avaliados. A mulher já foi localizada pela PSP e constituída arguida pelo crime
de exposição e abandono de menores.
Jornal de Notícias, 19 de Agosto
2.
O Hotel Cascais Miragem vai avançar com o despedimento de 177 trabalhadores, na sequência da realização de obras de remodelação que encerrarão a unidade hoteleira durante dois anos.
«Em causa está o despedimento coletivo de 142 trabalhadores efetivos e
de 35 contratados a termo, num universo de 182 pessoas que trabalham na unidade
hoteleira do concelho de Cascais (distrito de Lisboa), disse à agência Lusa
Luís Batista, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria,
Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.
De fora deste processo deverão ficar os cinco trabalhadores que
desempenham funções administrativas.
"A fundamentação da empresa é que terá de despedir estes
trabalhadores porque decidiu investir numas obras de luxo no hotel, onde prevê gastar 80 milhões de euros.
Como não quer assegurar o pagamento dos salários, nem manter os postos de
trabalho, tenta aqui utilizar uma figura jurídica, que é a figura de suprimento
coletivo, para deixar de ter responsabilidades perante estes
trabalhadores", apontou.
Segundo Luís Batista,
o despedimento que a administração do Cascais Miragem pretende levar a cabo
"não cumpre os pressupostos previstos no artigo 359.º do Código de
Trabalho", argumentando que "não existe um nexo causal entre a
realização das obras e a necessidade de despedir os trabalhadores".
"Não estamos
perante uma empresa que tenha dificuldades económicas. Não estamos perante uma
empresa que vai mudar o ramo de atividade ou que vai deixar de precisar de
trabalhadores", apontou.»
3.
Médicos reformados a trabalhar no SNS batem recorde e
mais de metade são médicos de família.

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