sábado, 22 de agosto de 2026

SOLTAS


Por um deslize imperdoável, com o devido destaque, não foi referida a morte de Maria do Carmo Vieira, professora, ensaísta e voz crítica do acordo Ortográfico de 1990.

Servimo-nos da notícia do Público:


«Nascida em Lisboa, em 1952, Maria do Carmo Vieira desenvolveu grande parte da sua carreira como professora do ensino secundário, distinguindo-se pelo trabalho em defesa do ensino da língua portuguesa e pela reflexão sobre a literatura, a arte e a obra de Fernando Pessoa. Destacou-se “pela coragem, pela capacidade de tomar partido, pela sensibilidade ao sofrimento, pelo humor, pela análise aos disparates que o acordo ortográfico fez acontecer a um ritmo alucinante”, recorda ao PÚBLICO a sua irmã, a também professora e filósofa Maria Filomena Molder.

“Era um espírito compassivo, muito atento e muito exigente. Nunca esperava que lhe dissessem como devia agir. Queria mudar o mundo e isso foi muito visível com o acordo ortográfico, uma causa de que nunca desistiu. Nunca deixou de combater essa decisão tão errada, tão absurda e tão penosa para a língua portuguesa na sua ortografia.”»

1.

Dois irmãos, de 3 e 15 anos, foram abandonados pela mãe, há alguns dias, em Braga. Ambos foram resgatados pela PSP, na madrugada desta quarta-feira, e transportados ao Hospital Central de Braga, onde foram avaliados. A mulher já foi localizada pela PSP e constituída arguida pelo crime de exposição e abandono de menores.

Jornal de Notícias, 19 de Agosto

2.

O Hotel Cascais Miragem vai avançar com o despedimento de 177 trabalhadores, na sequência da realização de obras de remodelação que encerrarão a unidade hoteleira durante dois anos.

«Em causa está o despedimento coletivo de 142 trabalhadores efetivos e de 35 contratados a termo, num universo de 182 pessoas que trabalham na unidade hoteleira do concelho de Cascais (distrito de Lisboa), disse à agência Lusa Luís Batista, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.

De fora deste processo deverão ficar os cinco trabalhadores que desempenham funções administrativas.

"A fundamentação da empresa é que terá de despedir estes trabalhadores porque decidiu investir numas obras de luxo no hotel, onde prevê gastar 80 milhões de euros. Como não quer assegurar o pagamento dos salários, nem manter os postos de trabalho, tenta aqui utilizar uma figura jurídica, que é a figura de suprimento coletivo, para deixar de ter responsabilidades perante estes trabalhadores", apontou.

Segundo Luís Batista, o despedimento que a administração do Cascais Miragem pretende levar a cabo "não cumpre os pressupostos previstos no artigo 359.º do Código de Trabalho", argumentando que "não existe um nexo causal entre a realização das obras e a necessidade de despedir os trabalhadores".

"Não estamos perante uma empresa que tenha dificuldades económicas. Não estamos perante uma empresa que vai mudar o ramo de atividade ou que vai deixar de precisar de trabalhadores", apontou.»

3.

Médicos reformados a trabalhar no SNS batem recorde e mais de metade são médicos de família.

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