sexta-feira, 29 de outubro de 2010

BAILES DA VIDA



Ficava muito mal no retrato se não trouxesse para estes bailes o meu amigo Daniel Bacelar.
Ontem passaram cinquenta anos sobre a edição do primeiro disco do “ié-ié português, onde juntamente com “Os Conchas”, aparece o Daniel Bacelar.
Uma canção do Daniel rodava nos Bailes da Vida: “Marcianita”.
Em almoços de amigos, quando de pede ao Daniel para cantar “Marcianita” ele. fica pele de galinha.
A voz do Daniel é como o Vinho do Porto: ganhou com a idade, e é uma pena que ele ainda não se tenha abalançado a um concerto no “Maxime”, como tantas vezes os amigos lhe têm pedido.
Pode ser que seja um dia.
Fui buscar a letra da “Marcianita” porque, nos almoços do “Ié-Ié, quando nos pomos a cantar em coro desafinado, ninguém sabe a letra completa. A começar por mim. Imperdoável!

"Esperada, marcianita,
Asseguram os homens de ciência
Que em dez anos mais, tu e eu
Estaremos bem juntinhos,
E nos cantos escuros do céu falaremos de amor .
Tenho tanto te esperado,
Mas serei o primeiro varão
A chegar até onde estás
Pois na terra sou logrado,
Em matéria de amor
Eu sou sempre passado pra trás.
Eu quero um broto de Marte que seja sincero
Que não se pinte, nem fume
Nem saiba sequer o que é rock and roll.
Marcianita, branca ou negra,
Gorduchinha, magrinha, baixinha ou gigante,
Serás, meu amor
A distância nos separa,
Mas no ano 70 felizes seremos os dois."