sábado, 25 de julho de 2015

NINGUÉM ESCREVE A NINGUÉM


Já ninguém escreve a ninguém.
Disso também se queixava o coronel no livro do Gabriel Garcia Marquez.
Abre-se ao caixa do correio e nem uma carta, um simples postal dos amigos.
Os amigos preferem mandar os abraços pelas modernices frias da tecnologia.
Já não se escrevem cartas como antigamente.
Um mundo de silêncio em que nos convertemos ou onde nos encerrámos, esquecendo  que as palavras que se escrevem substituem a depressão.
Graham Greene perguntava-se como é que as pessoas que não escrevem escapam à melancolia.
Sim o enigma de escrever para se amnter vivo.

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