segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

OLHAR AS CAPAS



Escola de Férias

André Bay
Tradução: Mário Braga
Prefácio: Fernando Namora
Capa: João de Mascarenhas
Colecção Presença nº 6
Editorial Presença. Lisboa, Novembro de 1961

Os comboios partem à hora certa. Demasiado cedo para quem os perde, demasiado tarde para quem toma lugar com muita antecedência. Só os romancistas podem fazer partir os comboios à hora que querem. Mas isto é um facto contra o qual ninguém pode nada, a não ser que se seja chefe de estação ou maquinista. É preciso essa fatalidade da hora de partida que impele, comprime, empurra o viajante, o faz praguejar, bufar, discutir, misturar o conteúdo das algibeiras e perder o lenço à força de temer não encontrar os bilhetes.

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