segunda-feira, 28 de novembro de 2022

SUBLINHADOS SARAMAGUIANOS


 

Alguns dos passos para se chegar ao único Nobel da Literatura em português.

Não posso passar por livrarias, bancas de jornais.

Nas livrarias entro logo, nas bancas de jornais fico a olhar.

 Foi assim naquela quarta-feira de 7 de Outubro de 1998.

 Numa banca de jornais em Manteigas, os olhos saltaram para o topo da primeira página do «24 Horas», de leitura pouco recomendável, e que deixou de se publicar em Junho de 2010.

 O título dizia que os americanos apostavam em José Saramago para o Nobel desse ano.

 Assim aconteceu.

Naquela longa Conversa que manteve com João Céu e Silva, José Saramago revelou:

 «A Agustina, numa entrevista que deu disse que o em Portugal só havia dois escritores que mereciam o Nobel: um era o Vergílio Ferreira e o outro era ela. E também diz a certa altura: “Não, o José Saramago não é um grande escritor. É o produto de certas circunstâncias” e por aqui se ficou.”

 Numa entrevista à Visão, António Lobo Antunes teve este assomo de modéstia:

 «Não tenho a menor dúvida de que não há, na língua portuguesa, quem me chegue aos calcanhares. E nada disto tem a ver com vaidade porque, como sabe, sou modesto e humilde».


(CONTINUA)

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