Primeiro
Poema
Nuno Júdice
Prefácios:
Manuela Júdice e Ricardo Marques
Capa: Rui
Garrido
Publicações
Dom Quixote, Lisboa, Abril 2026
O Espelho da
estrofe
Se me perguntarem para que serve
a poesia, peço para pegarem num espelho
de vidro limpo e puro. O rosto que ali
aparece, mais do que aquele de quem o
olha,
é o rosto que perdura no olhar que, um
dia,
encontrou noutro olhar o seu duplo.
Assim,
se a poesia serve para alguma coisa,
é para te ver, para lá do tempo
e da ausência, e novamente ter à minha
frente
esse olhar que nunca mais esqueci
e que vive, no mais fundo de mim,
quando te encontro, no espelho do poema,
fazendo com que eu peça que o reflexo
se transforme na realidade do teu corpo.
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