domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL E FLORES


Esta manhã, ao passar pela loja de plantas e flores da minha rua, deparou-se-me de chofre, dependurado no vidro da porta, um cartaz salpicado de neve escandinava com esta legenda: INGEN JUL UDEN BLOMESTER. (Nenhum Natal sem flores.)

José Gomes Ferreira, Dias Comuns, Vol. III., Publicações Dom Quixote, Lisboa Maio de 2000.

DITOS & REDITOS


Se a gente não voltar a ver-se, um Bom Natal!

Caminhar ao longo dos barcos.

Criada em que o patrão não se põe não ganha amor à casa.

Quem estuda não guarda cabras.

Não é permitida a entrada na sala após o início do espectáculo.

Das coisas mais seguras o mais seguro é duvidar.

Não é com vinagre que se apanham moscas.

Faça as suas compras de Natal no comércio da freguesia.

Publicidade aqui, não!

Rebenta com eles, Cajó!

Não se efectuam trocas ou devoluções de roupa interior.

Quem não tem dinheiro, não tem vícios.

MIJINHO DO MENINO

Nas ilhas dos Açores, algumas semanas antes do natal, começam a prepara-se os licores caseiros - licor de leite, licor de baunilha. de maracujá, de casca de tangerina -, o chamado «mijinho do menino» que manda a boa cortesia se ofereçam às visitas que no do de Natal vêm dar as boas-festas e admirar o presépio.

Lido em Natal do Minho ao Algarve Açores e Madeira.

NATAL DOCE, DOCE NATAL


A crise também assaltou a Sidul.
Se no Natal do ano passado conseguiram originais pacotes de açúcar, este ano são tão pobrezinhos que não merecem destaque individual.

sábado, 21 de dezembro de 2013

CONCERTOS DE NATAL


Amanhã, domingo, o último dos Concertos de Natal nas Igrejas de Lisboa.
Pelas 16,00 Horas na Igreja de São Domingos o Coro Sinfónico Lisboa Cantat e Orquestra de Câmara Portuguesa:

MILAGRE NATALÍCIO

A Missa em dó maior op. 86 de Beethoven foi escrita em 1807 por encomenda do Principe Nikolaus Estehrázi II, fazendo parte de uma tradição de missas/concerto iniciada em 1795, ano em que Joseph Haydn regressa da sua viagem a Londres e recebe a encomenda do Príncipe para escrever anualmente uma missa. 

PROGRAMA

Missa em Dó Maior op. 86, (1807), Ludwig van Beethoven

Orquestra de Câmara Portuguesa
Pedro Carneiro, Direcção

Coro Sinfónico Lisboa Cantat
Jorge Alves, Direcção
Sara Afonso, Soprano
Carolina Figueiredo, Mezzo
Carlos Monteiro, Tenor
Armando Possante, Barítono

ILUMINAÇÕES DE NATAL


Estas são as tristes bolas que constituem as iluminações de Natal na Avenida Guerra Junqueiro.


Iluminações na Praça de Londres.

AO NATAL CHEGA-SE PARTINDO


Quando eu era criança, o Natal entristecia-me. A desusada agitação dos adultos, a mãe metida na cozinha, o cheiro a fritos (as filhoses, as rabanadas, os sonhos) pela casa, as prendas, que me pareciam apenas uma rotina cabisbaixa (e porquê não poder abri-las antes da meia-noite?), o desolador menu da ceia (bacalhau! eu que imaginava a felicidade sob a forma de um bife com batatas fritas!), tudo me fazia detestar o Natal. Só a construção do presépio me animava; com musgo e com algodão em rama imaginava campos e colinas cobertos de neve; um sinuoso caminho de serradura subia até à gruta, onde o Menino jazia deitado num ninho de pintarroxo (ainda hoje o tenho, a esse ninho); a vaca e o burro eram desproporcionados em relação ao tamanho do Menino, mas os meus pais sempre se recusaram a comprar outros; e o rei Mago preto tinha-se partido noutro natal e, no seu lugar, estava agora um jogador do Sporting, com bola e tudo!
Como a infância, o Natal é algo que só podemos ter quando o perdemos. Quando somos crianças, o Natal é próximo de mais, e real de mais, para ser verdadeiro. Só a memória (e a memória construímo-la como construímos um presépio: com pedaços) o torna verdade. E só a memória nos permite saber, enfim, algo essencial: que o Menino da manjedoura éramos nós.

Manuel António Pina em Crónica, Saudade da Literatura.

CONTINUAM AS MISSAS


21 de Dezembro de 1968

Aproxima-se o findar do ano.

Um ano que viu Salazar cair de uma cadeira, que obrigou a uma complicada intervenção cirúrgica e, dadas incapacidades várias, ser substituído por Marcelo Caetano.

O Notícias de Portugal dá conta que o Palácio Nacional de Queluz voltou a ser cenário da já tradicional cerimónia de apresentação de cumprimentos de Natal, dos membros do Corpo Diplomático ao Chefe do estado, em que, mais uma vez, se trocaram mensagens de paz e prosperidade para o Ano Novo.

Inúmeras pessoas de todas as categorias sociais continuam a inscrever-se no livro de cumprimentos ao Presidente Salazar.

Quase diariamente o Chefe de Estado, acompanhado de sua filha D. Natália Thomaz, outras individualidades do regime, deslocam-se à Casa de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, para saber da evolução do estado de saúde do ilustre enfermo.

Por todo o país, continuam a celebrar-se missas por intenção do pronto restabelecimento de Salazar.

Começam a circular rumores de que está para breve a transferência de Salazar para a sua residência de S. Bento, transferência, por enquanto, condicionada a obras de beneficiação nos aposentos que habitualmente ocupa.

Recorrendo a Jacinto Baptista, nos seus Caminhos Para Uma Revolução, pode ler-se:

Salazar, segundo notícia autorizada pela Censura, já não é assistido pela equipa do Dr. Vasconcelos Marques – informou o Prof. Eduardo Coelho.
Este passo, porém é cortado:
«-Já não está? Evidentemente que já não está. Isso acabou. Fui eu que o chamei para operar o doente, não é verdade? Agora ele vai lá para baixo e já está entregue ao médico assistente, que sou eu…»
E está-lhe entregue, acrescente-se, com autorização de Américo Tomás.


Legenda: Fotografia do Notícias de Portugal nº 1130.

QUALQUER DIA


O Outono já lá vai, começou hoje o Inverno.

 No Inverno penso muito
oh que coisas eu já via
no Inverno penso muito
Qualquer dia, qualquer dia!

Música de José Afonso para um poema de F. Miguel Bernardes.

Pertence ao álbum Contos Velhos Novos Rumos, 1ª edição (1969).

REBANHOS DE PERUS


A Praça da Figueira, com todos os seus atractivos, era caso de duas vezes ao, pelo Natal e pela Páscoa, e implicava táxi à volta, com toda a carga de compras a que se ia. O peru, esse, comprava-se nos rebanhos que vinham pela rua acima e invadiam Lisboa inteira, bamboleando-se diante das canas que os guiavam, parando o trânsito. Eu observava, menino calado, todos esses fenómenos, usos, costumes, ofícios. Por mim, a escolha para profissão futura, andava entre os caminhos de ferro e os eléctricos, maquinista ou condutor. Mas também pianista – porquê?

José-Augusto França em Memórias Para o Ano 2000, Livros Horizonte, Lisboa Novembro 2000

Legenda: fotografia de Paulo Guedes

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

AS MINHAS CANÇÕES DE NATAL




Ouvi o  Natal de Elvas num Concerto de Natal na Gulbenkian.
Ficou a pertencer Às Minhas Canções de Natal.

Eu hei-de ir ao presépio
A assentar-me num cantinho
A ver com’o Deus Menino
Nasceu lá tão pobrezinho.
Ó meu Menino Jesus,
Que tendes, por que chorais?
Deu-me minha mãe um beijo,
Choro por que me dê mais.
O Menino chora, chora,
Chora por muita razão:
Fizeram-lhe a cama curta
Tem os pezinhos no chão.

Existe uma outra letra para o Natal de Elvas mas não consegui encontrar no You Tube nenhuma versão:

Eu hei-de dar ao Menino
Uma fitinha pró chapéu
E ele também me há-de dar
Um lugarzinho no céu.

Olhei para o céu
Estava estrelado
Vi o Deus Menino
Em palhas deitado.
Em palhas deitado,
Em palhas estendido,
Filho duma rosa,
Dum cravo nascido!

No sei da Virgem Maria
Encarnou a divina graça;
Entriu e saiu por ela
Como o sol pela vidraça


Arre , burriquito ,
Vamos a Belém,
A ver o Menino
Que a senhora tem ;
Que a senhora tem,
Que a senhora adora
Arre burriquito,
Vamo-nos embora
.

DO BAÚ DOS POSTAIS

CONCERTOS DE NATAL


Amanhã dia 21, pelas 16,00 Horas, na Igreja de Santo Agostinho em Marvila Concerto de Natal com Os Músicos do Tejo

PROGRAMA

Domenico Gabrielli (1651-1690)
Canon para dois Violoncelos e basso continuo
Sonata em Lá Maior para violoncelo e basso continuo
Grave-Allegro-Largo-Presto

J.S. Bach (1685-1750)
Suite para violoncelo solo em ré menor, BWV 1008 (excertos)
Prelude 3:44 – Sarabande 5 – Gigue 3

Heinrich Ignaz Franz Biber(1644-1704)
Passacaglia para violino solo 10′
Sonata do Rosário – A crucificação  – para violino e basso continuo

 Os Músicos do Tejo
Tera Shimizu, Violino barroco e Violoncelo barroco
Ana Raquel Pinheiro, Violoncelo barroco

Duncan Fox, Violone

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Anúncio publicado no Diário de Lisboa de 18 de Dezembro de 1975.

O MEU NATAL


A noite de Natal. Em meu país, agora,
O que não vai até ao romper do dia, a aurora!
As mesas de jantar na cidade e na aldeia,
À luz das velas, ou à luz duma candeia,
Entre risadas de crianças e cristais
(De que me chegam até mim só ais, só ais),
Dois milhões de almas e outros tantos corações,
Pondo de parte ódios, torturas, aflições,
Que o mel suaviza e faz adormecer o vinho:
São todas em redor de uma toalha de linho!

António Nobre

Legenda: não foi possível identificar o autor/origem da fotografia.

EVA DO NATAL


A minha memória perde-se em mirabolantes detalhes de que não consigo encontrar uma leve ponta para trazer alguma claridade.

Há livros, discos, papeis, coisas, que não sei que tipo de sumiço levaram.

Uma dessas coisas são os números de Natal da Eva que todos os anos comprava a vendedores ambulantes que andavam pelas ruas da baixa.

Uma ponta de honestidade terá que ser dita e centra-se no facto de que comprava a Eva do Natal, não pelo seu director ser Carlos de Oliveira e grande parte da legião de colaboradores ser tudo gente de bom-tom, mas por causa do número da sorte, impresso num rectangulozinho, e que dava direito a sorteio com diversos e atraentes prémios.

Pesco uma história da Eva do Natal no 3º volume dos Dias Comuns de José Gomes Ferreira, também ele um colaborador da revista:

17 de Dezembro de 1967

O segredo do êxito do número do Natal da Eva que, conforme diz o Carlos atinge a tiragem de 200 000 exemplares, reside em ser uma espécie de bilhete da lotaria, a que pode sair, além duma casa completamente mobilada, vários automóveis, rádios, máquinas de lavar roupa, frigoríficos, etc., etc., etc. Um bilhete de lotaria, em suma, convenientemente camuflado com artigos literários, quadros do Menino Jesus, contos, reportagens da pesca do bacalhau, etc.
Ora como o povo tem a agudeza de descarnar as ilusões até ao osso das realidades e os ardinas são povo, encontraram este ano uma forma inteligentíssima de apregoar a revista. Assim:
- Joguem na «Eva»! Joguem na «Eva».
O Abelaira e eu, no autocarro, sorrimos encantados por sermos do partido do povo.

Legenda: A capa desta Revista da Eva do Natal de 1971, é uma cortesia de Mr. Ié-Ié.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO



O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, o aumento da idade da reforma para os 66 anos a partir de 2014.

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


OS CROMOS DO BOTECO



Este ano, e até agora, apenas consegui este Ep de Natal

CONCERTOS DE NATAL


Amanhã dia 20, pelas 16,30 Horas, no Cinema São Jorge, mais um Concerto de Natal organizado pela Câmara Municipal de Lisboa.

SALA MONTEPIO

16h30: Concerto dos Pequenos Violoncelos do Conservatório de Lisboa

 “Lá descemos para o Ré” – S. Suzuki
“Balancé” – S. Suzuki
“Valsa das Flores” – Tradicional
“Estrelinha” – W.A. Mozart
“Canção Francesa” – Tradicional
“O Balão do João” – Tradicional
“Tia Rosa” – Tradicional
“Allegro” – S. Suzuki
“Banaha” – Tradicional
“Long, Long Ago” – Tradicional
“Rigadoon” – G.F. Häendel
“Minuet nº 2” – J.S. Bach
“Chorus Judas Macabeus” – G.F. Häendel
“Hino à Alegria” – L.V. Beethoven
“Jingle Bells” – Tradicional
“Overture” – G. Rossini


17h15: Concerto de alunos de cordas do Conservatório de Lisboa

18h15: Concerto de alunos de sopro do Conservatório de Lisboa

19h15: Concerto de Laureados do Prémio João Domingos Bomtempo

 SALA MANOEL DE OLIVEIRA

21h30: Concerto dos Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa com a Camerata de Lisboa

“José Embala o Menino” – Eurico Carrapatoso
“Três Canções Alentejanas de Natal” – Carlos Marecos
  1. “Entrai, Pastores Entrai”
  2. “Pastores do Verde Prado”
  3. “Natal de Elvas”
“Triste Pastora” – Vasco Pearce de Azevedo
“O Sono do Menino” – Sérgio Azevedo
“Bendito e Louvado Seja” – Vasco Pearce de Azevedo
“Fado de Natal” – João Madureira
“Amigo de Papelão” – Mário Ribeiro

O TENENTE-CORONEL E O NATAL


A única coisa que quero do Natal é que acabe depressa, acabem depressa as avenidas iluminadas, as lâmpadas nas árvores, a agitação das lojas, toda esta gente nas ruas, os embrulhos, os laçarotes, as fitas, os vizinhos que me deixam bocados de pinheiro nas escadas, o filho da porteira empregado num armazém de roupa a sir de casa vewstido com um casaco encarnado, soprando a barba de algodão para me dizer
- Boa tarde senhor tenente-coronel
e eu a desligar o telefone para que não me macem, a esquecer a caixa do correio a fim de não aturar as boas-festas de ninguém, eu de televisão apagada porque detesto filmes bíblicos, sinos que badalam, mensagens dos primeiros-ministros e programas de circo, e nisto o engenheiro do terceiro-esquerdo todo sorrisos
- A minha mulher manda perguntar se não quer passar lá por cima à noite para comermos uma fatia de bolo-rei juntos.

António Lobo Antunes em Livro de Crónicas, lº volume, Publicações Dom Quixote, Lisboa, Março de 1999.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

NATAL


Neste caminho cortado
Entre pureza e pecado
Que chamo vida,
Nesta vertigem de altura
Que me absorve e depura
De tanta queda caída,
É que Tu nasces ainda
Como nasceste
Do ventre da Tua mãe.
Bendita a Tua candura.
Bendita a minha também.

Mas se me perco e Te perco,
Quando me afogo no esterco
Do meu destino cumprido,
À hora em que Te rejeito
E sangra e dói no Teu peito
A chaga de eu ter esquecido,
É que Tu jazes por mim
Como jazeste
No colo da Tua mãe.
Bendita a Tua amargura
Bendita a minha também.

Reinaldo Ferreira em Natal… Natais, antologia organizada porVasco Graça Moura, Público, Lisboa s/d

Legenda: pintura de Heidi Malott

RECANTOS DO NATAL


Na província não neva (o poeta é um fingidor) e, mesmo que nevasse, nunca passei um Natal na província. Também nunca passei um Natal na neve ou com neve. Confesso que tenho alguma inveja. Um Natal, como esses da Judy Garland em Meet Me in St. Louis, com muitos bonecos de neve e a dita a bater leve, levemente. «Have your self a merry Little Christmas». Também a mim o Natal, em províncias technicoloridas e lares aconchegados me faz sonhar saudades.
Mas não se pode ter tudo. Sobretudo não se deve mal-agradecido. Os meus natais lisboetas e sintrenses já dão pano para mangas, atravessando quatro – ou cinco – gerações felizes, ou imaginariamente felizes, em noites de tantíssimos anos, de tanta gente que já dos meus olhos se apartou ou que aos meus olhos começa a aportar. Quantos foram? Horror, a alembrança das datas? Horror não é palavra que rime com os meus Natais nem com as minhas lembranças. Dos antiquíssimos que recordo, era eu dos mais crianças, aos recentíssimos, sou eu dos mais velhos, a sucessão é boazissimamente boa, e o Natal fica-me bem como eu fico com ele.
Por isso, não esperem de mim conversas de maldição à sociedade de consumo, de raiva à paganização, de mentira às famílias, conversas «desmistificadoras». Natal de manhãzinha ou noite dentro, de rabanadas e perus, de missas do galo e de presépios, de sapatinhos ou de chaminés, de tudo conheci e de todos vivi. E não os troco por nada.

João Bénard da Costa em Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, 2º volume, Assírio & Alvim, Lisboa Novembro 2010

Legenda: imagem do filme Meet Me In St. Louis

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Sinopse copiada da oontra capa da edição em DVD:

Quando Quoyle, um fracassado e infeliz habitante do estado de Nova Iorque, perde a sua distante e fria mulher (Cate Blanchett) num desastre de automóvel, a sua vida transforma-se para sempre. Destroçado e cheio de saudade retira-se, juntamente com a sua tia (Judi Dench) e jovem filha (Alyssa, Kaitlyn Lauren Gainer) para a Terra Nova, a misteriosa terra dos seus antepassados.
Na pequena vila piscatória de Killick-Claw, Quoyle consegue assegurar um emprego como repórter no jornal local, The Gammy Bird. A cada artigo que escreve, Quoyle vai-se apercebendo das pequenas peculiaridades desta pequena comunidade, bem como da sua própria personalidade. Lentamente, apaixona-se por Wavey (Juliane Moore), uma mulher resignada a viver com os seus próprios fantasmas. À medida que constrói uma nova vida na Terra Nova - um lugar mágico, de beleza selvagem e inóspita - o seu passado funde-se com o presente e Quoyle altera a sua maneira de interpretar a vida.