quinta-feira, 10 de março de 2011

PESADELO PARTE II


É oficial: Aníbal Cavaco Silva é, desde as 16:40 de ontem, o 20º Presidente da Republica.
Um pesadelo que durará cinco anos.

Homens como Cavaco Silva irritam-me, e tudo o que eu possa escrever acerca da criatura, será escrito sob o signo dessa irritação.

Não gosto do homem, nem do estilo.

Ontem, não foi inocente a colocação aqui de estilhaços de discursos do “imolado contra-almirante”, como Nuno Bragança chamava a Américo Tomás.

Perspectivavam o discurso melancólico, vazio, redondo de nada dizer, insensível, próprio de um homem do regime, que Cavaco iria pronunciar.

Houve quem aplaudisse. 

Até o Alberto João gostou do discurso do Sr. Silva.

"Só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada", disse o homem que, há mais de uma década, iniciou, como ministro das Finanças, depois como primeiro-ministro, o regabofe a que chegámos.

Ameaçou que irá ter uma "magistratura activa" e disse aos portugueses:

"É necessário um sobressalto cívico que faça despertar os portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos".

Mas o que é um “sobressalto cívico”?

Vende-se nos supermercados?

Este homem não é sério.

Esteve cinco anos em Belém, entretido em passeatas, conspirações e inaugurações, e diz que “agora é que vai ser”!

Daqui por uns dias, alguém terá que dizer ao Sr. Silva que foi eleito para Presidente da República e não para Chefe do Governo.

O oficioso, atento e venerando “Diário de Notícias” de hoje, finalizava assim o seu editorial:

“Este discurso prova mais uma vez que, boas intenções à parte, nunca se elege um presidente de todos os portugueses. Elege-se, isso sim, um homem com as suas ideias e as suas convicções.”
Estamos conversados!

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