sexta-feira, 31 de julho de 2026

NOIVA

Linda, como somente vós sabeis,

forte, como a esperança que em vós ponho,

alegre, como fostes, sois, sereis,

assim vos penso, assim vos recomponho,

curvada embora à vida e às suas leis

mas nunca libertada do meu sonho.

Fostes a noiva na manhã de Reis,

ainda hoje o sois nos versos que componho.

 

Leio Luís de Camões, o nosso poeta,

a suspirar do amor mais desgraçado

e a maldizer o dia em que nasceu.

 

Sobreponho-me à morte e à dor secreta,

o amor feliz, senhora, é o nosso fado,

cantá-lo, a chave do destino meu.

 

Odylo Costa, filho

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