sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

BILY PRESTON & SYREETA


Teve um tempo em que andou apanhadinho, quase fan-fan, pelo som Motown.

Em tempos colocou, aqui, um BestMotown e lamentava que os antologiadores tenham deixado de fora duas canções de Syreeta e do Billy Preston: A Long And Lasting Love e What We Did For Love.

É este o disco, uma capa, simplesmente, horrorosa.

Para encontrar o disco foi uma carga de trabalhos.

Praticamente já dele se esquecera quando o encontrou na Grande Feira do Disco, na Rua Forno de Tijolo, estava a casa a dar as últimas.

De 1973 a 1977, Billy Preston, nos teclados, fez parte dos Rolling Stones. Keith Richards manifesta a opinião de que ele trouxera aos Stones um novo som. As coisas corriam bem em estúdio mas, ao vivo, o Billy não ficava descansado enquanto não punha o selo bem escarrapachado em cada canção.

Uma noite, em Glasgow, tocava tão alto que abafava o resto da banda.

Keith chamou-o aos bastidores, mostrou-lhe a naifa e disse: Sabes o que é isto, Bill? Caro William, se não baixas imediatamente o volume dessa merda, vais conhecê-la de perto. Isto não é um concerto dos Rolling Stones e do Billy Preston. Tu és o teclista dos Rolling Stones.

Em Life, Keith Richards, conta o resto da história:

O Billy morreu de complicações provocadas por todo o tipo de excessos, em 2006. Não tinha de ser assim; ele bem podia ter continuado em espiral ascendente. Tinha todo o talento do mundo. Talvez estivesse no meio há demasiado tempo; tinha começado muito novo. Era gay numa altura em que ninguém o podia ser abertamente, o que lhe trouxe dificuldades acrescidas. A maior parte das vezes o Billy era de matar a rir, mas às vezes também se passava. Uma vez, num elevador, tive de o impedir de dar porrada ao namorado. «Billy ou te acalmas ou rasgo-te a peruca.» Ele usava aquela peruca afro enorme e ridícula, quando o seu cabelo natural, que fazia lembrar o Billy Eckstine, não lhe ficava nada mal.»


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