No dia
9 de Dezembro de 2025, Clara Pinto Correia é encontrada morta pela sua
empregada doméstica, na casa em Estremoz, para onde se havia mudado há alguns
anos.
O que tinha
para dizer?
Que, pelo ano
de 1987, olhando as críticas, comprei o policial Adeus, Princesa, e
recordo-me que me diverti à brava.
Pelo meio,
soube, vagamente, da paixão assolapada que Clara Pinto Correia manteve
com António Mega Ferreira, que deu em casamento.
Era uma das
mulheres mais belas de Lisboa.
Também,
vagamente, soube, algures, de ter sido acusada de plágio relativamente a um
artigo publicado na revista Visão.
Pouco mais
vim a saber sobre Clara Pinto Correia até ter aparecido morta na sua casa de
Estremoz.
Escritora,
jornalista, professora universitária, bióloga e divulgadora e uma vida em que o
mistério, as sombras a envolveram.
Adeus Princesa foi publicado quando tinha 25 anos e marcou
um tempo.
Sabia que o
livro existia na Biblioteca da Casa mas por mero capricho, ou qualquer
outra cousa, tardei em encontrá-lo e acabei por o reler.
Sorri, mas
não me diverti tanto como na primeira leitura.
É natural…
mais que natural…
Não se sabem
os motivos da morte mas lembro-me de ter lido sobre depressão, vícios,
isolamento, problemas financeiros, traumas pessoais derivados dos amigos que a
abandonaram.
A eterna
solidão que, por vezes, invade os artistas, e não só…
Recordo
sempre, ou quase sempre, Tomás da bolandeira no romance Vidas
Secas de Graciliano Ramos, quando Fabiano muitas vezes dissera:
- “Seu Tomás, vossemecê não regula. Para quê tanto papel? Quando a desgraça chegar, seu Tomás se estrepa, igualzinho aos outros”.
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