O recorte é retirado de Os Beatles e a Censura em Portugal de Abel Rosa e marca oi conhecimento que muitos de nós passaram a ter deste rock and rol e de Bill Haley e os seus Cometas.
CAIS DO OLHAR
domingo, 21 de junho de 2026
MÚSICA PELA MANHÃ
O recorte é retirado de Os Beatles e a Censura em Portugal de Abel Rosa e marca oi conhecimento que muitos de nós passaram a ter deste rock and rol e de Bill Haley e os seus Cometas.
POEMAS AUTOGRAFADOS
Ontem apresentámos o poema
autografado de João Cabral de Melo Neto, hoje fica o de Carlos Drummond de
Andrade.
É o nº 18 de Colecção Poetas de Hoje. A selecção e o prefácio pertencem ao professor e ensaísta brasileiro
Massaud Moisés que entendeu lembrar uma entrevista que o poeta deu O jornalista
brasileiro Homero Senna:
«Minha vida não tem
interesse algum e o que nela pode haver de importante já contei em duas
autobiografias que escrevi para a Revista Acadêmica e para Leitura.
Penso que a biografia do escritor deve ser dada a conhecer ao público quando é
movimentada, rica de passagens curiosas e quando os vários lugares em que o
mesmo esteve e as pessoas que conheceu influíram de algum mnodo na sua obra. Nasci
em Itabira, no ano de 1902, de pais burgueses que me criaram no temor de Deus.
Meu pai era fazendeiro e embora fosse pessoa que nem sequer o curso primário
possuía completo, tomava conta muito bem dos seus negócios e escrevia suas
cartas com correção. Em Itabira passei minha meninice e ali fiz meus primeiros
estudos. Depois estive em Belo Horizonte, no Colégio Arnaldo, e em Friburgo,
com os Jesuítas. Primeiro aluno da classe, é verdade que mais velho que a
maioria dos colegas, comportava-se como um anjo, tinha saudades da família e
todos os outros bons sentimentos, mas expulsaram-me por “insubordinação
mental”. A saída brusca do colégio teve influência enorme no desenvolvimento
dos meus estudos e de toda minha vida. Casado, fui lecionar geografia no
interior. Depois voltei para Belo Horizonte, onde passei a fazer jornalismo,
tendo sido mais tarde levado para a burocracia por Mário Casassanta. Meu lugar
efetivo é, mesmo, de redator do Minas Gerais, que é o jornal oficial do
Estado. Desejando diplomar-me em alguma coisa (não fosse a interrupção dos meus
estudos em Friburgo, eu seria bacharel em direito, como todo brasileiro)
resolvi estudar farmácia. Não por qualquer inclinação especial, mas porque era
o curso mais rápido, três anos apenas. E de fato sou farmacêutico, diplomado
pela Escola de Belo Horizonte. Mas por que insistir nessas coisas?»
sábado, 20 de junho de 2026
MÚSICA PELA MANHÃ
PHILIPS - P 632.900
L - 1966
Lisboa, por esses anos 60, era uma cidade de um torpor quase provinciano.
Lembra-se de andar pelas ruas à noite, e de Lisboa ser um sítio acolhedor, não a ditadura.
Por um Maio de 66, mais precisamente no seu 31º dia, sem se saber muito bem como, o “TUCA - Teatro da Universidade Católica de São Paulo” aparece em Lisboa, também foram ao Porto, para apresentar, em espectáculos únicos, o poema de João Cabral de Melo Neto a que, em 1965, Francisco Buarque de Hollanda emprestara música.
Em Abril tinham ganho o Grande Prémio de Teatro Universitário de Nancy.
Mantém uma ponta de espanto de como a ditadura proporcionou, a quem o pôde ver, este belíssimo espectáculo. Ainda agora um pedaço de nostalgia se eleva do teclado onde escreve. Um verdadeiro luxo para ávida sede de conhecimento de então.
Circunstâncias pontuais, que agora não vêm ao caso, permitiram-lhe arranjar um bilhete de imprensa para o espectáculo. Nunca soube se as bilheteiras chegaram a abrir ao público.
Lembra-se dos enormes magotes de gente postados em frente do teatro, à espera de um qualquer passe de mágica que lhes permitisse assistir ao espectáculo.
Uma boa parte da sala, a rebentar pelas costuras, era constituída por agentes da PIDE.
Um espectáculo memorável, uma encenação simples, uma humildade de representação que fazia realçar todo o colectivo e em que se sentia toda a força do poema, a que a música de Chico Buarque emprestava, um viver e um sentir tão expressivos, e que a leitura do poema não permitiu, sequer, imaginar.
Passaram todos estes
anos e nunca mais sentiu uma embriagues cultural como a daquela.
noite.
Ainda hoje não consegue alinhar meia dúzia de linhas decentes, apenas lhe saem banalidades.
Com o espectáculo a percorrer-lhe as veias, meteu pés por Lisboa fora, madrugada dentro, a falar sozinho ou, como dizia o José Gomes Ferreira, a falar com os fantasmas e a sua sombra.
Por um Dezembro-quase-Natal, de 1967, a descer a Rua do Carmo, viu na montra da Discoteca do Carmo, o disco de “Vida e Morte Severina”. Entrou, deparou-se com um preço-de-nota-preta.
Contou os tostões, o parco subsídio de Natal já tinha viajado para paragens outras, e os que pelo bolso viajaram, ficaram como sinal. Num ápice voltaria para finalizar o pagamento e, a certeza certa, que o resto do mês passaria a pão e água, salsichas Izidoro, mas que se lixasse: aquele gozo já ninguém lhe tirava.
Porque há coisas de
que não podemos deixar passar ao lado.
Soube depois que o disco na montra era exemplar único, e já há alguns dias que por ali estava, sem ninguém nele reparar.
Por uma vez,
sentiu-se um tipo com sorte!
Espectáculo
patrocinado pelo Ministério da Educação Nacional, Ministério dos Negócios
Estrangeiros e com a colaboração da Embaixada do Brasil.
Maio de 1966
O Xico nem precisa de letristas. Faz ele próprio. Mas tem
graça que a primeira vez que o vi (tão menino ainda) a “letra” era do poeta
João Cabral de Melo Neto. Produzia-se “Morte e Vida Severina” no Teatro
Avenida. Xico, autor da música vinha integrado no TUCA (Teatro da Universitário
da Universidade Católica de S. Paulo) e também representava. João Cabral, que
acorrera propositadamente de Sevilha ou de Marselha para assistir (ver e dar
assistência…), estava sentado a meu lado. Creio que nunca tinha visto “Morte e
Vida Severina” em cena. Creio que estava a redescobrir o seu texto (pelo qual
não devia já nutrir grande admiração, perfeccionista como é…) Quando, no final,
os aplausos explodiram e começaram a chamar o autor ao palco, João, sem se
virar, cada vez mais enterrado na cadeira, ia-me dizendo apavorado: “Não olha
para mim! Não olha para mim!” Acabou por ter de ser. João Cabral foi coxia
abaixo, pôs a mão no bordo da ribalta e com agilidade saltou para o palco.
Abraços, agradecimentos ao público pela sua estrondosa ovação: João Cabral ao
seu lugar. Digo-lhe: “V. saltou com uma facilidade!” E ele, com orgulho de
rapazinho: “V. esquece que eu joguei futebol!
Alexandre O’ Neill em “Já Cá Não está Quem Falou”, Assírio & Alvim, Abril
2008.
POEMAS AUTOGRAFDOS
Quando por aqui fizemos o registo dos poemas autografados da Colecção Poetas de Hoje, publicados pela Portugália Editora, por motivos que não consigo encontrar (?), faltaram dois volumes: um de João Cabral de Melo Neto, outro de Carlos Drummond de Andrade.
Hoje
trataremos de Melo Neto, amanhã de Drummond.
É o nº 9 da Colecção Poetas de Hoje e para
apresentação do poeta («apenas alguma indicações ao leitor comum»), a
editora escolheu Alexandre Pinheiro Torres.
Quando
Chico Buarque de Holanda, mais um grupo de universitários brasileiros,
representaram em Lisboa Vida e Morte de Severina que vi no Teatro
Avenida, já conhecia a peça de Melo Neto, pois faz parte desta antologia.
Diga-se
que João Cabral de Melo Neto é um dos maiores poetas brasileiros, nascido em
1920 no Recife, estado de Pernambuco, que faz parte do nordeste brasileiro, e
Alexandre Pinheiro Torres não hesita em dizer que Melo Neto é poeta de «génio
autêntico».
sexta-feira, 19 de junho de 2026
POSTAIS SEM SELO
Já me disseram que a gente que nasce e vive ao pé do mar é mais pura.
Herberto
Helder
Legenda:
pintura de Silva Porto.
OLHAR AS CAPAS
Francis Ford Coppola
Stéphane Delorme
Consultoria: Mário
Augusto
Colecção Grandes
Realizadores nº 7
Edição do jornal
Público s/d
Podemos ficar parados no tempo.
Podemos ficar além do tempo.
Podemos ficar à frente do tempo.
Mas não podemos ficar sem tempo.
(…)
O tempo não espera por ninguém.
HOJE TENHO AS TUAS MÃOS E O TEU SILÊNCIO
Hoje tenho as tuas mãos e o teu silêncio
e a livre flor por ti
colhida em pleno Abril deste ano.
Tenho as árvores onde vamos
pousar os mesmos olhos
e o vento que nos viaja
quando estamos
sob o rumor dos pinheiros
rente ao rio.
Tenho os teus olhos e a
água em que se espelham
e a terra onde tocam os
teus dedos.
Tenho a voz com que me
falas ao ouvido
para podermos sentir ao
mesmo tempo
a brisa madura do Nordeste,
e tenho quando és longe, o
teres sabido
estar comigo inteira a ver
a tarde
correr tal como um rio
livre das horas.
Mas que terei eu de ti
quando amanhã
te fores de vez embora?
Eduardo Valente da Fonseca
em 71 Poemas
quinta-feira, 18 de junho de 2026
OLHAR AS CAPAS
Citações para Todas as Ocasiões
Rita Matos
Prefácio: Pedro Rolo
Duarte
Capa: Carmen Dias
Verso de Kapa,
Lisboa, Abril de 2016
As frases estão aqui, as ocasiões nunca mais serão as
mesmas.
À LUPA
Somos assim: da euforia passamos ao mais negro desapontamento.
O primeiro jogo da
selecção nacional mostrou-nos que temos excelentes jogadores, mas entregámos os
seus destinos a um espanhol completamente ignorante que de imediato ficou
enredado no governo federativo sombra de Cristiano Reinaldo/empresário Jorge Mendes e da incompetência
de Pedro Proença.
Roberto Martinez já
mostrara as suas debilidades quando, há uns anos atrás, espatifou uma selecção
belga rodeada de excelentes jogadores.
Agora saiu-se com
este disparate:
NOTÍCIAS DO CIRCO
A notícia, assinada por Ana Dias Cordeiro, pertence ao Público e diz-nos que a Segurança Social encerrou dez lares por mês no ano passado por falta de condições para acolherem idosos.
«O fecho urgente das casas usadas como residências ilegais para idosos em
Lousada, na terça-feira, foi muito noticiado por estas casas estarem a ser alvo
de uma operação policial no culminar de uma investigação a maus tratos graves,
mas esta é apenas mais uma de muitas situações em que residências, por serem
clandestinas ou por não terem condições de segurança, recebem ordens para
fechar portas. No ano passado, 120 lares foram encerrados: são, em média, dez
lares por mês, segundo os dados do Instituto da Segurança Social.
As estatísticas não destoam das de anos anteriores: em cinco anos houve 568 lares encerrados e, destes, 119 (um quinto) foram-no com carácter de urgência, por perigo iminente para a vida dos idosos. No ano passado, o número de encerramentos urgentes baixou ligeiramente, foi de 18, quando nos cinco anos anteriores tinha passado sempre a barreira dos 20.»
SOLSTÍCIO DE VERÃO
Amanhã e depois
todas as tardes,
espero os grilos
que enchem ao
longe as noites
curtas, cada vez
menos curtas.
Margarida Ferra em Curso Intensivo de Jardinagem
quarta-feira, 17 de junho de 2026
POSTAIS SEM SELO
Se o nariz de Cleópatra tivesse sido mais pequeno, toda a face da Terra seria diferente.
Blaise
Pascal
OLHAR AS CAPAS
Vasco Santana
Luís Trindade
Capa: Fernando
Rochinha Diogo
Colecção
Fotobiografias Século XX
Círculo de Leitores,
Lisboa, Novembro de 2008
«Sou do século passado. Inventou-se o cinema. o telefone, o avião… e o Vasco Santana! Foi uma bela invenção de fim de século.»
TRUMPALHADAS
«A arte de negociar de Donald Trump parece funcionar porque os objectivos da negociação são estabelecidos no fim da negociação e correspondem sempre ao que foi acordado. A julgar pelo comentário do Presidente dos Estados Unidos na sua conta na rede Truth Social, o líder da Casa Branca conseguiu desbloquear um estreito que estava aberto antes de ele iniciar uma guerra contra o Irão e de voltar a fazer fluir parte do petróleo mundial que estava a correr normalmente antes de os bombardeamentos terem começado. Portanto, Trump conseguiu negociar um acordo que deixa as coisas como estavam, mas depois de ter gasto já mais de 112,7 mil milhões de dólares na guerra, de acordo com o Iranian War Cost Tracker.
Trump não conseguiu a mudança de regime a que se propôs, não fez cair a
autocracia teocrática que governa o Irão com mão de ferro, nem substituiu o
líder por um outro mais disposto a cumprir os desejos dos EUA (como fez na
Venezuela), não destruiu a capacidade nuclear iraniana nem sequer negociou o
fim do enriquecimento de urânio (essa discussão ficou para depois).»
À LUPA
E sim, o desprezível regime do Irão mantém-se de pé, porventura mais forte do que estava antes.
DISTANTE
distante
mais distante
que a nuvem mais remota
está agora
a tua voz amor
a tua voz que um dia
um dia que já esqueceste
me falou de nós
me disse que seríamos
só um
que seríamos para sempre
como o dia e o sol
agora amor
exactamente neste momento
perdido na noite solitária
oiço apenas o eco
do que disseste
recordando a luz perdida
dos teus olhos
enquanto meus lábios
sangram
amargos
ouve amor
ouve em silêncio
este último grito
que
como um sonho perdido
vai desaparecendo ao longe
pela noite
pela solidão
ouve-o amor
ouve-o em silêncio
nunca o esqueças
com ele vão os meus olhos
com ele vai a recordação
das minhas mãos
que uma vez
foram tuas
ouve-o amor
ouve-o em silêncio…
Mário-Henrique Leiria em Poesia
terça-feira, 16 de junho de 2026
POSTAIS SEM SELO
Poeta não é gente, é bicho raro que de jaula ou gaiola se escapou e anda pelo mundo às cabriolas, aprendidas no circo que inventou.
José
Saramago
OLHAR AS CAPAS
O Casamento e a Moral
Bertrand Russell
Tradução: Wilson
Veloso
Companhia Nacional
Editora, São Paulo, 1956
Ao caracterizar-se uma sociedade, seja antiga ou moderna,
dois elementos há, que se ligam assaz intimamente, e que são da máxima importância:
um é o sistema económico, o outro é o sistema familiar.
À LUPA
Campeonato do Mundo de Futebol 2022.
Começou
no México a 11 de Junho, terminará nos Estados Unidos a 15 de Julho.
Há
venenos próprios para o povo ter alegria.
«Deus
criou o mundo e desistiu de continuar a sua obra ao sétimo dia, porque era
domingo e havia um desafio de futebol».
O
futebol não tem culpa de ser um belo espectáculo mas o escritor Mário de
Carvalho revelou que «a maior alegria que me podiam dar era proibir a porcaria
do joga da bola.».
Nestes
dias, a Lupa inclinou-se para a tétrica socialite portuguesa:
Lili Caneças revela ritual insólito para ajudar a Selecção: "Ajoelho-me, rezo e espalho um sapray de água benta que trouxe de Fátima" e garante que a bola acaba por entrar.
NUNCA SOUBE O TEU NOME
Nunca soube o teu nome.
Entraste numa tarde,
por engano, a perguntar se
eu era outra pessoa -
um sol que de repente acrescentava
cal aos muros,
um incêndio capaz de
devorar o coração do mundo.
Não te menti; levantei-me e
fui levar-te à porta certa
como um veleiro arrasta os
sonhos para o mar; mas,
antes de te deixar,
disse-te ainda que nessa tarde
bem teria gostado de chamar-me
outra coisa - ou
de ser gato, para poder ter
mais do que uma vida.
Maria do Rosário Pedreira em Poesia Reunida
segunda-feira, 15 de junho de 2026
OLHAR AS CAPAS
Breve Interpretação da História de Portugal
António Sérgio
Edição crítica
orientada por Castelo Branco Chaves, Vitorino Magalhães Godinho, Rui Grácio,
Joel Serrão e organizada por Idalina Sá da Costa e Augusto Abelaira
Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa s/d
Fadados à sina de transpor limites, tivemos um carácter universalista pela nossa a acção no mundo físico: está na índole da nossa história que o tenhamos também no mundo moral.
TRUMPALHADAS
Os Estados Unidos e o Irão chegaram a acordo para pôr fim à guerra que dura desde Fevereiro, anunciou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite deste domingo, 14 de Junho. A informação foi corroborada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem actuado como mediador do conflito. A televisão estatal iraniana confirmou igualmente o fim da guerra, explicando que o Irão "forçou os Estados Unidos" a aceitar o acordo de paz e avançou com a reabertura do estreito de Ormuz.
Será
que o louco conseguirá sair do buraco onde Netanyahu o enfiou?
DESENCANTO
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de
desencanto...
Fecha o meu livro, se por
agora
Não tens motivo nenhum de
pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia
ardente...
Tristeza esparsa... remorso
vão...
Dói-me nas veias. Amargo e
quente,
Cai, gota a gota, do
coração.
E nestes versos de angústia
rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na
boca.
- Eu faço versos como quem
morre.
Manuel Bandeira em Obras Poéticas
domingo, 14 de junho de 2026
OLHARES
Mário Castrim: o mais brilhante crítico de televisão deste país.
Ainda morava na Rua dos Lusíadas, quase frente à estação da Carris, trabalhava noite dentro, deixava a crítica no puxador da porta, ao lado da saquinha do pão, e era ali que o motorista do Diário de Lisboa a ia buscar, às 7 da manhã.
As
suas críticas eram também verdadeiros poemas, ou histórias de encantar.
É o
caso deste olhar sobre um documentário sobre antílopes.

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