sábado, 28 de fevereiro de 2026

OLHAR AS CAPAS

América, Nixon, Etc…

Diversos Autores

Capa: Fernando Felgueiras

Novos Cadernos D. Quixote nº 1

Publicações Dom Quixote, Lisboa s/d

Nos Estados Unidos, todos os negócios que não são tratados pelo telefone são-no em relação com o álcool ou com a gastronomia, muitas vezes em condições de embriaguez avançada.

ATAQUE COORDENADO CONTRA O IRÃO


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou, num vídeo publicado no X, que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que classificou como a "ameaça existencial" representada pelo Irão.

 “Ao grande e orgulhoso povo do Irão, digo-vos que a hora da vossa liberdade está a chegar. Abriguem-se, não saiam de casa, é muito perigoso, bombas vão cair em todo o lado. Quando terminarmos de derrubar o vosso Governo, ele será vosso para o ocuparem”, afirmou Donald Trump no final de um vídeo de oito minutos, publicado na sua Truth Social, em que anuncia o ataque militar.

"Esta será provavelmente a vossa única oportunidade durante [várias] gerações", afirmou. "Durante muitos anos, pediram a ajuda da América, mas nunca a obtiveram. Nenhum Presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite. Agora têm um presidente que vos está a dar aquilo que querem, por isso vejamos como respondem."

MÚSICA PELA MANHÃ

Soube-se ontem que Donald Trump, sugeriu uma “tomada de controle amistosa” de Cuba.

“Eles não têm dinheiro, eles não têm nada neste momento. Mas estão conversando connosco e talvez tenhamos uma tomada de controle amistosa de Cuba”.

Ninguém sabe o que é um controlo amistoso de um país sobre outro. Mas vindo de quem vem, não se augura nada de bom.

Lembremos, entretanto a música cubana, fumemos um charuto e bebamos um trago de rum, ou dois...

Company Segundo que morreu de insuficiência renal com 95 anos dizia:

«Enquanto tiver sangue nas veias, vou gostar de mulheres. Um verdadeiro cubano bebe rum, fuma “habanos” e os olhos brilham-lhe quando passa uma mulher bonita na rua. Company Segundo nasceu junto ao mar, em Siboney e era filho de um maquinista que trabalhava nos comboios de minas de manganésio. Com 5 anos de idade começou a fumar charutos que acendia a pedido da avó que morreu com 115 anos.»




À LUPA

Centenas de pessoas ficaram impossibilitadas de regressar a casa por causa dos danos da tempestade Kristin. Números estão a baixar, mas há quem ainda não saiba como será o futuro.

Da reportagem de Patrícia Carvalho no Público.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

POSTAIS SEM SELO


Eu detesto o mando; dão-me nojo os mandões.

António Sérgio

Legenda: Alexi Pretti assassinado, em Minneapolis, pela polícia norte-americana.

OLHAR AS CAPAS


 Confissões de Um Cooperativista

António Sérgio

Editorial Inquérito, Lisboa 1948

Os povos conscientes fazem os bons governos; não são os governos que fazem os povos bons.

NESTE DIA


Estamos a 25 de Maio de 1994, com o 2º volume dos Cadernos de Lanzarote de José Sartamago e o tema é Miguel Torga e uma sua frase ao agradecer um prémio: «Logicamente, eu devia ter ficado a cavar na minha terra; esse era o meu destino.»

A interpretação Saramaguiana da frase:

«Sem saber que palavras o conduziram a estas, sem conhecer as outras que proferiu depois, umas expondo os dados prévios do pensamento, outras apresentando as conclusões, leio algo que disse Miguel Torga ao agra­decer o Prémio da Crítica: «Logicamente, eu devia ter ficado a cavar na minha terra; esse era o meu destino.» À primeira vista, parece que Torga quis reunir numa mesma irremovível fatalidade a lógica e o destino. Po­rém, o que ele quis dizer, imagino, é que, tendo em conta o fim-do-mundo onde nasceu (as serranias de Trás-os- Montes) e a dura vida dos seus primeiros anos (uma família pobre), dever-se-ia esperar que dali saís­se, logicamente, um cavador, nunca um poeta, ou, quan­do muito, no caso de a vocação apertar, alguém que, intelectualmente, se ficaria pelas quadras de pé-quebra­do para reforço de galanteios e animação de récitas e ro­marias. Sabemos, contudo, que nem sempre as coisas se passaram assim: a vida lá encontrava maneira de partir os dentes à lógica, e o destino, duvidoso nos rumos, mais do que se crê, não raro acabou por levar aos ma­res do Sul quem do Norte julgava não poder sair. Hou­ve mesmo um tempo em que parecia que ninguém nascera nas cidades grandes, éramos todos da província.»

José Saramago apreciava Miguel Torga.

Lamento de José Saramago no momento da morte de Miguel Torga:

«Não conheci Miguel Torga. Nunca o procurei, nunca lhe escrevi. Limitei-me a lê-lo, a admirá-lo muitas vezes, outras não tanto. Foi só de leitor a minha relação com ele.

(…)

Achava que havia em Torga algo que eu gostaria de ter, e não tinha: o direito ganho por uma obra com uma dimensão em todos os sentidos fora do comum, a música profunda de uma sabedoria que nascera da vida e que à vida voltava, para não se tornarem, ambas, mais ricas e generosas. Que Torga não era generoso, dizem-no. Mas eu falo de outra generosidade, a que se entranha nesse movimento de vaivém que em raríssimos casos une o homem à sua terra e a terra toda ao homem.

Demasiado cedo morreu Miguel Torga. Compreendo agora quanto gostaria de tê-lo conhecido. Demasiado tarde».

O sentido das palavras de Torga, ou muito eu me engano, tem mais que se lhe diga. Equivalem ao discur­so de qualquer velhice lúcida - «Cheguei até aqui, fiz o que podia, lástima não ter sabido ir mais além, agora já é tarde» -, mas representam principalmente a cons­ciência dorida de que nada dura, quiçá algo mais a obra que a vida, mas tão pouco, e que, no fundo, tanto monta à felicidade, própria e alheia, ter sido capaz de escre­ver A Criação do Mundo, como, de olhos no chão, ter ficado a cavar as terras do mesmo mundo, sem outro desejo e outra necessidade que ver crescer a seara, moer o trigo e comer o pão.»

À LUPA

Há um problema grave que os americanos terão de resolver que é o da sanidade mental do homem que resolveram reeleger para um segundo mandato presidencial.

Antes disso, terão que resolver a própria sanidade mental por terem oferecido à América, e ao Mundo, tão nefasto personagem.

NOTÍCIAS DO CIRCO

O nosso grande mal, de todos os tempos, são os dons sebastião que, volta e meia, enxameiam os nossos dias.

Um político que a muita boa gente não oferece credibilidade, aproveitou os nevoeiros de Matosinhos, para desancar Luís Montenegro e o seu governo.

Cito Miguel Guedes no Jornal de Notícias:  

«Com brutalidade, Passos Coelho não resiste à tentação de acreditar que, depois de Montenegro, o futuro ainda lhe deve um último acto. Acredita que a maioria de Direita é ainda matéria moldável nas suas mãos, artífice de uma revolução inacabada. Mas o tempo político é um animal caprichoso: raramente devolve intacto aquilo que um dia ofereceu.»

Estamos nisto e os papagaios-comentadores-televisivos tão cedo não vão largar o osso e, como em quase tudo, deixamos que isso nos aconteça.

EPÍGRAFE

De palavras não sei. Apenas tento

desvendar o seu lento movimento

quando passam ao longo do que invento

como pré-feitos blocos de cimento.

 

De palavras não sei. Apenas quero

retomar-lhes o peso  a consistência

e com elas erguer a fogo e ferro

um palácio de força e resistência.

 

De palavras não sei. Por isso canto

em cada uma apenas outro tanto

do que sinto por dentro  quando as digo.

 

Palavra que me lavra. Alfaia escrava.

De mim próprio matéria bruta e brava

- expressão da multidão que está comigo.

 

José Carlos Ary dos Santos em  Insofrimento in Sofrimento

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

NÃO PASSARÁ!

NOTÍCIAS DO CIRCO

Nunca estamos preparados para uma série de procedimentos, necessário e que têm a sua urgência.

Incompetência e mais qualquer coisa. 

«Depois de ter deixado passar o prazo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que permitiria ter um orçamento de 30 milhões de euros para a construção de dois novos centros de instalação temporária  de estrangeiros em processo de expulsão, a PSP criou uma “solução provisória”: a instalação de contentores com 80 camas na Unidade Habitacional de Santo António, no Porto. A notícia foi avançada pelo Diário de Notícias e confirmada pelo PÚBLICO junto de fonte oficial da PSP.

Expulsão de estrangeiros: depois de falhar PRR para centros, PSP paga 800 mil euros por contentores no Porto
Segundo a PSP afirmou ao PÚBLICO, o concurso para esta “solução provisória”, estimada em cerca de 800 mil euros, que sairão do orçamento da PSP, está a ser preparado, e prevê-se que a instalação dos contentores fique pronta até 12 de Junho, data em que os Estados-membros têm de ter implementadas as novas regras do Pacto para as Migrações e Asilo da União Europeia. Segundo a PSP, "a capacidade identificada para Portugal estima uma lotação instalada para cerca de 300 passageiros".

Para André Jorge, presidente do Plano de Recuperação e Resiliência — que tem defendido alternativas à detenção, referindo que esta deve ser a medida de último recurso — a solução dos contentores faz sentido enquanto for provisória, garante “habitabilidade básica", “mas claro que choca”. Atribuiu a situação a falta de planeamento, pouca transparência e ausência de debate público, defendendo que, sem visibilidade, nada disto “é discutido no espaço público”.

Afirma que a detenção é “suficientemente dura e penosa” para alguém “que não cometeu nenhum crime”: “Migrar não é um crime”, e as condições de habitabilidade, cuidados de saúde, apoio psicológico, informação jurídica e acompanhamento são “fundamentais”.»

Lido no Público de hoje

O OUTRO LADO DAS CAPAS


Estamos perante um livro muito bonito.

Octavio Paz, numa nota, explica:

«As construções e caixas de Marie José são objectos tridimensionais transfigurados pela sua imaginação e a sua sensibilidade em conceitos visuais, enigmas mentais portadores, às vezes de imagens bizarras e inquietantes, outras de percepções irónicas.

Mais do que coisas para serem vistas, são asas para viajar, velas para vaguear e divagar, espelhos para atravessar.»

O texto introdutório de José Bento, acima apresentado, explica o resto. 

OLHAR AS CAPAS


Figuras e Figurações

Octavio Paz e Marie José Paz

Ilustrações: Marie José Paz

Apresentação e tradução. José Bento

Colecção Documenta Poética nº 58

Assírio & Alvim, Lisboa, Dezembro de 2000

 

Enigma

 

Nascemos de uma pergunta

cada um dos nossos actos

é uma pergunta,

nossos anos são um bosque de perguntas,

tu és uma pergunta e eu sou outra,

Deus é uma mão que desenha, incansável,

universos em forma de perguntas.

DÁ-ME A TUA MÃO

Dá-me a tua mão:

Vou agora te contar

como entrei no inexpressivo

que sempre foi a minha busca cega e secreta.

 

De como entrei

naquilo que existe entre o número um e o número dois,

de como vi a linha de mistério e fogo,

e que é linha sub-reptícia.

 

Entre duas notas de música existe uma nota,

entre dois fatos existe um fato,

entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam

existe um intervalo de espaço,

existe um sentir que é entre o sentir

- nos interstícios da matéria primordial

está a linha de mistério e fogo

que é a respiração do mundo,

e a respiração contínua do mundo

é aquilo que ouvimos

e chamamos de silêncio.

 

Clarice Lispector  

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

POSTAIS SEM SELO


Nas profundezas do desconhecido, para encontrar algo novo.

Baudelaire

O MUNDO A FUNCIONAR

«O mundo continua a funcionar, outras vidas decorrem sem eu ser chamada a encontrar objectos que não fui eu que perdi»

Margarida Ferra

RETRATOS


Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou descontrolada e, por vezes, difícil de lidar. Mas se não consegue lidar comigo nos meus piores momentos, de certeza que não me merece nos meus melhores.

Marilyn Monroe

OLHAR AS CAPAS

Sebastião Salgado

Direcão: Henrique Monteiro

Colecção Mestres da Fotografia

Edição: Expresso, Lisboa 2008

Às vezes a fotografia não é suficiente. Mas a luta que travamos dá-me ânimo para fazer do mundo um lugar melhor.

AMAR-TE É VIR DE LONGE

Amar-te é vir de longe,

descer o rio verde atrás de ti,

abrir os braços longos desde os sete

anos sob a latada ao pé do largo,

guardar o cheiro a figos vistos lá,

a olho nu, ao pé, ao pé de ti,

parar a beber água numa fonte,

um acaso perdido no caminho

onde os vimes me roçam a memória

e te anunciam mãos e te perfazem;

como se o sino à hora de tocar

já fosse o tempo todo badalado,

e a tua boca se abrisse atrás do tojo,

e abaixo dos calções as pernas nuas

se rasgassem só para o pequeno sangue,

tal o pequeno preço que me pedes.

Atrás da curva estavas, és, serias,

nos muros de granito, nas amoras.

Amar-te era lembrança e profecias,

uma porta já feita para abrir,

e encontrar o lar ou música lavada

onde, se nasces, vives, duras, moras

- meu nome exacto e pão

no chão das alegrias.

 

Pedro Tamen

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

POSTAIS SEM SELO

Seria possível a alguém que o que eu procurava era apenas ver uma coisa que já tinha visto?

Cesar Pavese

SOLTAS


Francis Ford Coppola produz vinhos para fazer os filmes que quer sem depender dos estúdios.

 «Sou apenas uma folha no vento. Fiz quase vinte filmes, muitos deles interessantes. Fala-se sempre nos altos e baixos da minha carreira, mas os meus verdadeiros “flops”, os que não fizeram dinheiro ou não tiveram aplausos ou prémios, foram apenas quatro: Do Fundo do Coração, Rumble Fish, Jardins de Pedra e Cotton Club. Acho que os meus “flops”,  são dos mais interessantes que algum realizador teve, porque eram filmes que tentavam ser diferentes. Sei que as pessoas pensam em mim primordialmente como realizador de O Padrinho, porque foi O Padrinho que o público realmente gostou. Estou a tentar fazer os filmes que quero e sempre a adiá-los para ganhar o dinheiro para pagar as dívidas dos filmes que fiz. Nestes últimos dez anos tenho estado sobretudo ocupado com a minha própria sobrevivência.»

1.

«São breves as flores dum cacto e tardam a nascer. Quando nascem vêm embrulhadas numa penugem que faria inveja ao papel de seda e abrem-se perfeitas, como peças de porcelana fina. Como uma dedicatória num “Livro da Noite” que dizia assim:

“Para ti, a fraternidade de quem escreve livros com a noite para que outros dias sejam possíveis”.»

2. 

Epitáfio do poeta Nicolas Guillen;

«Aqui estou. Lamento tê-los feito esperar tanto tempo.»

3.

E a sua inteligência parecia ser daquelas que acendem fósforos à distância.

4.

Até amanhã é uma primavera de abraços que se adia.

5.

Viagens.

Partir é bom, mas regressar é excelente.

6.

Não necessito de resposta. A dúvida delicia-me longamente.

7.

Em 1999, Marcelo Rebelo de Sousa coordena e publica a Fotobiografia de Baltasar Rebelo de Sousa, seu pai, ministro da ditadura e governador-geral de Moçambique.

O livro foi apresentado num velho restaurante da marginal, junto a S. João do Estoril.

Ness e restaurante, nos anos 50, Baltazar Rebelo de Sousa reunia-se com o seu grupo político numa mesa redonda sempre reservada. Jantavam, cavaqueavam, com música de fundo do Conjunto Shegundo Galarza.

A lagosta àTherminor, um clássico da culinária francesa, custava 48 escudos.

8.

O julgamento de José Sócrates volta a ser adiado porque a advogada nomeada, renunciou invocando que dez dias que a juíza lhe deu para consultar o processo não é tempo suficiente.

O processo é absolutamente gigantesco: tem 300 mil páginas, 126 apensos, tem 400 horas de escutas telefónicas.

9.

Chega de mortes. Chega de destruição.

 ONU diz que guerra na Ucrânia é “uma mancha na nossa consciência coletiva”

À LUPA

Hoje, no final de um fórum organizado, em Matosinhos, pela SEDES, Pedro Passos Coelho debruçou-se sobre a passagem de Luís Neves de director da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna.

Não está de acordo e entende que não é um bom sinal,  é mesmo um grave precedente.

A minha ignorância da matéria não permite qualquer comentário.

O que a Lupa consegue apanhar, é que Pedro Passos Coelho não gosta de Luís Montenegro e terá, possivelmente, começado a sua campanha para a futura presidência do PSD.

NESTE DIA


Hoje, é mesmo NESTE DIA, 24 de Fevereiro de 1991, e estamos num Conta Corrente do Virgílio Ferreira

Lá fora o dia está cinzento, depois de uns estupendos dias de sol que já anunciam a Primavera.

Uma boa parte destes Diários são ocupados por uma certa amargura de Vergílio Ferreira, não declarada, mas em que por sinais não ocultos, o autor vai dizendo que o fim se aproxima.

«Apressa-te, apressa-te, tens já poucos dias para dizeres que existes. E se tu não o disseres, quem é que vai suspeitá-lo?»

Mas vamos ao que o autor sentia neste dia de há 35 anos, um domingo:

Tenho reparado às vezes que, em ritmo acelerado, o coração me para com frequência ou se suspende um momento para depois retomar o ritmo em que bate. Arritmia? Efeito do próprio nervosismo sem razão? Não estou curiosos de o saber. Disse-me um tipo uma vez: as doenças do coração não se tratam, porque são um benefício da natureza. Admito-o para minha tranquilidade»

O OUTRO LADO DAS CAPAS


Conforme escrito ali atrás, regressamos às capas dos policiais da Biblioteca da Casa que estavam em falta.

Da Colecção Alibi, editada pelas Edições 70, só existem dois volumes. O que hojese apresenta da autoria de James Hadley Chase e o Rififi de Auguste le Breton com uma excelente tradução de Mário-Henrique Leiria.