Citações para Todas as Ocasiões
Rita Matos
Prefácio: Pedro Rolo
Duarte
Capa: Carmen Dias
Verso de Kapa,
Lisboa, Abril de 2016
As frases estão aqui, as ocasiões nunca mais serão as
mesmas.
Citações para Todas as Ocasiões
Rita Matos
Prefácio: Pedro Rolo
Duarte
Capa: Carmen Dias
Verso de Kapa,
Lisboa, Abril de 2016
As frases estão aqui, as ocasiões nunca mais serão as
mesmas.
O primeiro jogo da
selecção nacional mostrou-nos que temos excelentes jogadores, mas entregámos os
seus destinos a um espanhol completamente ignorante que de imediato ficou
enredado no governo federativo sombra de Cristiano Reinaldo/empresário Jorge Mendes e da incompetência
de Pedro Proença.
Roberto Martinez já
mostrara as suas debilidades quando, há uns anos atrás, espatifou uma selecção
belga rodeada de excelentes jogadores.
Agora saiu-se com
este disparate:
A notícia, assinada por Ana Dias Cordeiro, pertence ao Público e diz-nos que a Segurança Social encerrou dez lares por mês no ano passado por falta de condições para acolherem idosos.
«O fecho urgente das casas usadas como residências ilegais para idosos em
Lousada, na terça-feira, foi muito noticiado por estas casas estarem a ser alvo
de uma operação policial no culminar de uma investigação a maus tratos graves,
mas esta é apenas mais uma de muitas situações em que residências, por serem
clandestinas ou por não terem condições de segurança, recebem ordens para
fechar portas. No ano passado, 120 lares foram encerrados: são, em média, dez
lares por mês, segundo os dados do Instituto da Segurança Social.
Amanhã e depois
todas as tardes,
espero os grilos
que enchem ao
longe as noites
curtas, cada vez
menos curtas.
Margarida Ferra em Curso Intensivo de Jardinagem
Blaise
Pascal
Luís Trindade
Capa: Fernando
Rochinha Diogo
Colecção
Fotobiografias Século XX
Círculo de Leitores,
Lisboa, Novembro de 2008
«Sou do século passado. Inventou-se o cinema. o telefone, o avião… e o Vasco Santana! Foi uma bela invenção de fim de século.»
«A arte de negociar de Donald Trump parece funcionar porque os objectivos da negociação são estabelecidos no fim da negociação e correspondem sempre ao que foi acordado. A julgar pelo comentário do Presidente dos Estados Unidos na sua conta na rede Truth Social, o líder da Casa Branca conseguiu desbloquear um estreito que estava aberto antes de ele iniciar uma guerra contra o Irão e de voltar a fazer fluir parte do petróleo mundial que estava a correr normalmente antes de os bombardeamentos terem começado. Portanto, Trump conseguiu negociar um acordo que deixa as coisas como estavam, mas depois de ter gasto já mais de 112,7 mil milhões de dólares na guerra, de acordo com o Iranian War Cost Tracker.
Trump não conseguiu a mudança de regime a que se propôs, não fez cair a
autocracia teocrática que governa o Irão com mão de ferro, nem substituiu o
líder por um outro mais disposto a cumprir os desejos dos EUA (como fez na
Venezuela), não destruiu a capacidade nuclear iraniana nem sequer negociou o
fim do enriquecimento de urânio (essa discussão ficou para depois).»
E sim, o desprezível regime do Irão mantém-se de pé, porventura mais forte do que estava antes.
distante
mais distante
que a nuvem mais remota
está agora
a tua voz amor
a tua voz que um dia
um dia que já esqueceste
me falou de nós
me disse que seríamos
só um
que seríamos para sempre
como o dia e o sol
agora amor
exactamente neste momento
perdido na noite solitária
oiço apenas o eco
do que disseste
recordando a luz perdida
dos teus olhos
enquanto meus lábios
sangram
amargos
ouve amor
ouve em silêncio
este último grito
que
como um sonho perdido
vai desaparecendo ao longe
pela noite
pela solidão
ouve-o amor
ouve-o em silêncio
nunca o esqueças
com ele vão os meus olhos
com ele vai a recordação
das minhas mãos
que uma vez
foram tuas
ouve-o amor
ouve-o em silêncio…
Mário-Henrique Leiria em Poesia
José
Saramago
Bertrand Russell
Tradução: Wilson
Veloso
Companhia Nacional
Editora, São Paulo, 1956
Ao caracterizar-se uma sociedade, seja antiga ou moderna,
dois elementos há, que se ligam assaz intimamente, e que são da máxima importância:
um é o sistema económico, o outro é o sistema familiar.
Começou
no México a 11 de Junho, terminará nos Estados Unidos a 15 de Julho.
Há
venenos próprios para o povo ter alegria.
«Deus
criou o mundo e desistiu de continuar a sua obra ao sétimo dia, porque era
domingo e havia um desafio de futebol».
O
futebol não tem culpa de ser um belo espectáculo mas o escritor Mário de
Carvalho revelou que «a maior alegria que me podiam dar era proibir a porcaria
do joga da bola.».
Nestes
dias, a Lupa inclinou-se para a tétrica socialite portuguesa:
Lili Caneças revela ritual insólito para ajudar a Selecção: "Ajoelho-me, rezo e espalho um sapray de água benta que trouxe de Fátima" e garante que a bola acaba por entrar.
Nunca soube o teu nome.
Entraste numa tarde,
por engano, a perguntar se
eu era outra pessoa -
um sol que de repente acrescentava
cal aos muros,
um incêndio capaz de
devorar o coração do mundo.
Não te menti; levantei-me e
fui levar-te à porta certa
como um veleiro arrasta os
sonhos para o mar; mas,
antes de te deixar,
disse-te ainda que nessa tarde
bem teria gostado de chamar-me
outra coisa - ou
de ser gato, para poder ter
mais do que uma vida.
Maria do Rosário Pedreira em Poesia Reunida
Breve Interpretação da História de Portugal
António Sérgio
Edição crítica
orientada por Castelo Branco Chaves, Vitorino Magalhães Godinho, Rui Grácio,
Joel Serrão e organizada por Idalina Sá da Costa e Augusto Abelaira
Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa s/d
Fadados à sina de transpor limites, tivemos um carácter universalista pela nossa a acção no mundo físico: está na índole da nossa história que o tenhamos também no mundo moral.
Os Estados Unidos e o Irão chegaram a acordo para pôr fim à guerra que dura desde Fevereiro, anunciou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite deste domingo, 14 de Junho. A informação foi corroborada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem actuado como mediador do conflito. A televisão estatal iraniana confirmou igualmente o fim da guerra, explicando que o Irão "forçou os Estados Unidos" a aceitar o acordo de paz e avançou com a reabertura do estreito de Ormuz.
Será
que o louco conseguirá sair do buraco onde Netanyahu o enfiou?
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de
desencanto...
Fecha o meu livro, se por
agora
Não tens motivo nenhum de
pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia
ardente...
Tristeza esparsa... remorso
vão...
Dói-me nas veias. Amargo e
quente,
Cai, gota a gota, do
coração.
E nestes versos de angústia
rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na
boca.
- Eu faço versos como quem
morre.
Manuel Bandeira em Obras Poéticas
Mário Castrim: o mais brilhante crítico de televisão deste país.
Ainda morava na Rua dos Lusíadas, quase frente à estação da Carris, trabalhava noite dentro, deixava a crítica no puxador da porta, ao lado da saquinha do pão, e era ali que o motorista do Diário de Lisboa a ia buscar, às 7 da manhã.
As
suas críticas eram também verdadeiros poemas, ou histórias de encantar.
É o
caso deste olhar sobre um documentário sobre antílopes.
O que arde cura e o que aperta segura.
Não interessa se cais, é a maneira como te levantas que te
define.
O que não se pode provar não existe.
A ignorância, quando bem organizada, pode parecer uma
teoria.
É possível parar o tempo?
A alguns, tantos, as coisas acontecem demasiado tarde,
excepto a morte.
O que foi não volta a ser.
Legenda: azulejos de
Querubim Lapa na Escola Luísa de Gusmão
Voltamos
a lembrar as poucas manifestações de não concordância na ideia de Alain Oulman
pôr artistas a cantar Luís de Camões:
«Quando,
em Outubro de 1965, a cidadã Ivone Maneiras teve conhecimento que Amália
Rodrigues publicara um
disco a cantar Luís de Camões, escreveu uma carta ao Director do Diário
Popular.
O vespertino aproveitou a
carta para fazer um inquérito a algumas personalidades.
Já nos referimos à
opinião de José Gomes Ferreira.
Passados todos estes anos,
consigo compreender a posição do poeta mas não concordo com ela. Aliás, José
Gomes Ferreira teve para com Luís Cília uma posição de desagrado com as músicas
que Cília fez para poemas seus.
A talhe de foice, e por
mera curiosidade, publicamos uma carta patética de um colaborador de A
Voz, jornal católico, monárquico e salazarista, sobre a lírica de Camões e
a voz de Amália.
O recorte pertence à edição
de 16 de Fevereiro de 1966»:
«Esta imagem é uma imitação das que Trump publica todos os
dias e em que se apresenta com diferentes trajes e posturas, desde Jesus Cristo ao Capitão América. Se vivêssemos num mundo
normal, o narcisismo patológico de Trump já o teria levado a ser internado numa
instituição para doentes mentais. O homem mais poderoso do mundo está louco, certificado por muitos médicos e psiquiatras, e
a sua loucura tem aberto um caminho perigoso para tornar os EUA uma ditadura, e
dado origem a muitas mortes, destruição de vidas e famílias, invasões,
vinganças, ameaças e uma perturbação mundial dos equilíbrios geoestratégicos
sem qualquer ideia de fundo, mas apenas caos e errância. O pior retrato dos
anos que vivemos é esse homem poder continuar a estragar as poucas coisas que
as democracias e o primado da lei e do direito tinham adquirido, poucas coisas,
mas raras e boas, no meio de um mundo que já era, em si mesmo, muito mau. Trump
valorizou todas as coisas más e está a destruir as boas.
André Ventura é o nosso discípulo de Trump. Tem muito de comum com Trump, a
violência, a crueldade, o conteúdo vingativo contra os mais fracos, o combate à
empatia, nos dias de hoje, um programa anticristão, criticado com severidade pelos bispos portugueses e pelos Papas. O “Deus” da legenda
no cavalo é mais o do Jeová do Antigo Testamento e menos o de Cristo no Novo,
ou melhor ainda não é Deus nenhum, porque o “Deus” é o que está a montar o
cavalo.
O título que dei a este artigo, a prova de que o ridículo não mata, aplica-se à
letra. Para além da enorme prosápia, tudo está errado nesta imagem. O grande
anacronismo é obviamente a bandeira jacobina, que, mesmo sendo a nossa bandeira
nacional, tem uma história e um conteúdo totalmente incongruentes com o
cavaleiro e cavalo, as duas imagens mais fortes. Convém lembrar que, quando a
República escolheu a actual bandeira, muitos republicanos e monárquicos ficaram
furiosos pelo abandono do branco e azul. Não tenho nenhuma dúvida de que, se
esse debate fosse hoje, Ventura estaria com os monárquicos contra a bandeira
“ideológica” da República.
Compreende-se, a actual bandeira nacional recupera a bandeira revolucionária do
31 de Janeiro e do 5 de Outubro, com origem na Carbonária, escolhendo o verde,
a “cor que, segundo Augusto Comte, mais convém aos homens do porvir”, como se
diz no relatório oficial da bandeira. Comte e o positivismo, Carbonária,
República revolucionária, pouco têm que ver com o “Deus, Pátria e Família"
e com o programa político do cavaleiro medieval que a segura. Na verdade, valia
mais usar a bandeira da Mocidade Portuguesa.
Como a imagem foi feita com inteligência artificial e ninguém tinha a cultura
mínima para a rever, os erros abundam. O castelo de fundo nada tem que ver com
os castelos medievais, mas sim com os pastiches românticos que vão desde Sintra
à Penitenciária de Lisboa. Mas, na verdade, a ideia dos pastiches, se calhar,
tem todo o sentido. A procissão que aparece ao lado tem também anacronismos
semelhantes. Liderada pela bandeira jacobina, atrás vão as cruzes. Pode ser
liberdade poético-política, mas estas falsificações têm um significado.
Mas é Salazar a sua inspiração, como se vê nesta imagem,
toda ela um programa: homem a regressar do trabalho no campo, a mulher a
cozinhar, o filho vestido da Mocidade Portuguesa e a cómoda com um pequeno
altar. Este é o mundo imaginário do Chega e de Ventura, e mais valia admiti-lo
na sua inspiração salazarista sem rodeios.
Quanto ao significado do conjunto da imagem de Ventura, tenho mais sugestões
para novas imagens: D. Miguel, um Inquisidor, Salazar, Silva Pais, e muitos
outros, dos protagonistas da ditadura aos Integralistas Lusitanos, os
cavaleiros da Monarquia do Norte, etc., etc. Hesitei em sugerir Miguel de
Vasconcelos, em parte uma provocação que não vale a pena, mas por outro lado
mais certeira, porque Miguel de Vasconcelos era um patriota dos espanhóis, e
Ventura e o Chega são patriotas dos americanos de Trump e fecharam os olhos à
nossa soberania teórica da base das Lajes.
O que isto tudo revela é que esta política do cavaleiro branco vai ao mais
fundo da nossa ignorância e que, se Ventura quer fazer de cavaleiro medieval,
talvez se arranje uma máquina de viajar no tempo para o enviar para o século
XIV, uma época, apesar de tudo, complicada pelas jacqueries que não gostavam
deste tipo de cenas. Essa máquina chama-se crítica política, voto e primado da
lei, democracia.»
Pelo menos, uma vez por ano, fala-se de Luís de Camões.
Cantar os nossos poetas sempre deu algum falar por aqui.
Em
Março de 2019, publicámos no Cais do Olhar este texto e amanha
voltaremos ainda a este tema:
«Há uma Amália antes e depois de Alain Oulman.
Não sou dado a grandes conhecimentos da matéria, mas se assim penso assim, escrevo.
Quando, em Outubro de 1965, Alain Oulman musicou poemas de
Camões para a voz de Amália, Amália Canta Camões, os intelectuais tiveram
reacções diversas.
José Gomes Ferreira não concordou e respondeu assim ao Diário Popular:
«Não estou disposto a ouvir. Não quero ouvir. Mas acho
mal. Existem obras-primas da música portuguesa, como por exemplo, “Os
Madrigais”, de Luís de Freitas Branco, inspiradas em poesias de Camões. Claro
que também existiu a Engraxadoria Camões. Para cada um - seu paladar».
Se bem que tenha um número bem razoável de poemas seus musicados, José Gomes
Ferreira nunca simpatizou com a ideia.
A excepção é o trabalho com Fernando Lopes Graça.
A tal ponto que, em 28 de Setembro de 1970, enviou à Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais a seguinte carta:
«De regresso de férias, encontrei a vossa carta de 21 de
Setembro de 1970 a que me apresso a responder, com os meus melhores
cumprimentos.
O pedido de autorização ao sr. José António Matildes para
musicar o meu poema de Poesia III, “Ó pinheiro verdadeiro” honra-me muito, mas
infelizmente não posso conceder-lha por motivo de “princípios estéticos” pois
discordo inteiramente da chamada música ligeira quando adaptada aos meus
versos, escritos sem essa intenção.
Claro que esta recusa nada tem de pessoal. Peço-lhe até
que explique ao Sr. José António Matildes que as canções e as baladas
aparecidas recentemente na rádio e em discos com versos meus são todas
clandestinas, feitas sem a minha autorização. Ao Sr. José António Matildes
devo, pelo menos, essa delicadeza que muito me sensibilizou.
Em resumo: incito-o a fazer a música que lhe apetecer sem me pedir licença!»
Em contraste, é interessante ir buscar o exemplo de
António Gedeão que, nas suas Memórias, escreve
que muito deve a Manuel Freire e às músicas que fez para poemas seus:
«Suponho que foi pela sua actuação que a minha poesia conseguiu tão grande êxito generalizado.»
O mês dos perfumes mágicos. Intensos. Sardinhas assadas, manjericos, sardinheiras, Jacarandás, “meu limão, meu limoeiro, meu pé, meu pé de jacarandá”. Cheira a fruta madura quando é Verão. O solstício que se aproxima. Os dias mais longos, as noites sem tamanho.
Lisboa 1992.
Faz-me festas em Lisboa. O que eles riram.
Nunca como nesse ano a sensação de que foram as mais inesquecíveis. Talvez não tenham sido as melhores sardinhas, a melhor sangria,mas tudo foi diferente, marcado nos dias e nas noites, nos acasos. O Ateneu Comercial, a orquestra Latina de Roberto Pia.
A menina dança?
O livro do
Nuno Júdice, Primeiro Poema, fecha-se com estes versos:
«o que eu queria era medir a distância a
partir de um relógio
cuja corda se partiu, posso dar voltas
ao ponteiro e é
sempre a mesma hora, não se assustem, o
tempo não parou
nem vai parar, o que eu tenho no pulso é
esse falso
relógio
de luz radioactiva que se pode ver do
fundo da
carruagem,
se alguém estiver muito interessado em
saber que
horas
são e, na verdade, ninguém precisa disso
para nada,
como se o tempo tivesse mesmo parado e
está na altura de recomeçar do zero, onde tudo recomeça»
1.
A ministra da
Saúde reconheceu que o INEM enfrenta falta de recursos humanos, após a morte de
um homem de 63 anos que esperou mais de uma hora por assistência médica em
Palmela. Ana Paula Martins garantiu, contudo, que o Governo tem reforçado o
recrutamento.
2.
O país está a entrar numa armadilha
demográfica e laboral que ameaça transformar a falta de trabalhadores num dos
maiores bloqueios ao crescimento económico da próxima década. O alerta é
deixado pelo relatório "Emprego em Portugal", apresentado esta
terça-feira em conferência no Porto e elaborado pelo CoLABOR, que traça um
retrato duro de um país envelhecido, incapaz de reter jovens qualificados e
dependente da imigração para evitar uma crise estrutural no mercado de
trabalho.
Lido no Jornal de Notícias
3.
N o ano
passado mais de 1200 doentes com pulseira amarela abandonaram os serviços de
urgência dos hospitais devido ao tempo de espera para o atendimento.
4.
José Sócrates
exige 205 mil euros de indemnização por lentidão da justiça.
5.
Os milionários não sabem cozinhar.
6.
«Como vais?
se morrer vestido –
vou como quiserem
se for nu – vou
como vim…
- Mas o sangue?»
Eusébio C. Martins
7.
Em Portugal, os jovens só saem de casa por volta dos
29 anos. A coabitação, por vezes, torna-se sufocante para pais e filhos e é
preciso “responsabilidade, comunicação clara e limites saudáveis.
8.
A idade da
reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os
dados da esperança de vida publicados esta quinta-feira, 28 de maio, pelo
Instituto Nacional de Estatística (INE).
"A
esperança de vida aos 65 anos, no período 2023-2025, foi estimada em 20,19 anos
para o total da população", indica o INE, o que corresponde a um aumento
de 0,17 anos (2,0 meses) relativamente ao triénio 2022-2024.
Com base nestes dados é possível calcular que em 2027 a idade legal de acesso à reforma será de 66 anos e 11 meses.
Chegados
os dias quentes a escaldar, e o Verão ainda nem se apresentou, metemo-nos nos
jarros de sangrias.
Tanto
quanto é possível apurar, a sangria é algo tipicamente espanhol.
Os experts
entendem que numa sangria deverão entrar bons vinhos, melancolicamente digo que
para uma sangria uso sempre vinhos de preços razoáveis.
Nos
restaurantes há o péssimo hábito de ao vinho, à Seven Up, adicionar bebidas
alcoólicas como Licor Beirão, anis escarchado, brand, gin, vodka, rum, triple
sec, etc..
É
um disparate.
A
sangria é uma bebida simples e refrescante.
A
essência de uma sangria completa-se nas frutas que se adicionam, na quantidade
enorme de gelo, de hortelã em folha, ou em ramo.
Por
mero gosto pessoal, nas sangrias, não ponho pau de canela.
As
frutas que mais utilizo são: laranja, limão, cereja, pêssegos, muito pouca maçã.
Há
quem ponha morangos, ananás, melão, Kiwi, também quem utilize frutos vermelhos
congelados.
O vinho a utilizar poderá ser tinto, branco. ou rosé. Igualmente, há quem faça sangrias com espumante, que fica bem com tudo, e as regras são as mesmas dos vinhos.
INGREDIENTES
Vinho
tinto, branco, rosé, espumantes.
Seven
Up, gasosa, água Castello gaseificada
Frutos
O
que muito bem se entender e goste, cortados finamente, ou em cubos pequenos
Muito
gelo, muita hortelã.
Salut!