quinta-feira, 23 de julho de 2026

VELHOS RECORTES

Um muito velho recorte de uma crónica de José Quitério no Expresso  de 28 de Maio de 2011.

Pelo Hotel Albatroz, frente ao mar, e por gins-tónicos, brevemente, voltaremos.

OLHAR AS CAPAS


Petisquinhos de Lisboa

Eduardo Fernades (Esculápio)

Prefácio Carlos Consiglieri

Compendium, Lisboa 1995

O gosto de comer vem desde a imemorial hora em que o nosso antepassado deu conta do paladar e o repetiu.

Se a mão talhou o homem, a boca fez os sabores – os sentidos do gosto, em cada época do ano e ao longo do fluir da vida.

Talvez desde sempre, o comer fora um acto colectivo, quando mesmo não partilhado ou sublimado no silêncio de recordações. Saber repetir qual sabor, o travo único, o instante suspenso, o efémero da diferença que agita o subconsciente em regresso emotivo.

Aliás o percurso do homem é, em grande parte, identificado com o comer. Sem cairmos em determinismos fáceis – mas no sentido de partir de um dado momento -, um dos grandes saltos qualitativos da humanidade dá-se, depois do domínio do fogo, quando se estratifica a família  e se originou o Estado. Este processo inclui inevitavelmente a comida – na quantidade (nos excedentes em poder de unas), na qualidade e na diversidade.

AS MENINAS, SENTADAS SOBRE O MURO

As meninas, sentadas sobre o muro,

trazem as mãos para a roda dos vestidos:

resguardam-se do vento e, sem saber,

escondem o corpo puro da violência do

amor. Têm boquinhas frescas e vermelhas,

mas nos seus lábios arrepiados de segredos

não pousaram ainda os nomes que as

levarão ao escândalo e à loucura. Nós

 

já fomos assim; passámos as mãos pelo

nada dos sentidos e pousámos beijos nas

paisagens. E agora encosta-nos o vento

ao cansaço dos muros e conhecemos apenas

línguas mortas – nomes que, buscarmos,

teimam em chegar cada vez menos.


Maria do Rosário Pedreira em Poesia Reunida

quarta-feira, 22 de julho de 2026

POSTAIS SEM SELO


Porque será que, se longe, nos dizemos abraços e, ao pé, nem a palavra inicial?

Armindo Miranda

Legenda: imagem de Sandra Galloway

LUÍS REPRESAS (1956-2026)

Morreu Luís Represas.

TRUMPALHADAS


 O New York Post avança que Donald Trump quer que Gianni Infantino, presidente da FIFA, seja o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, sucedendo aAntónio Guterres, cujo mandato termina em Dezembro deste ano.

O  jornal norte-americano,"acredita que Infantino é respeitado por tudo o mundo e reconhece que tem uma capacidade especial para aproximar as pessoas". Trump, que estreitou laços com Infantino durante o Mundial, "sente que há uma oportunidade clara num leque de candidatos que uma fonte interna descreveu como sendo fraco".

Em declarações ao 'New York Post', Paolo Zampolli, enviado especial de Trump, afirmou que a ideia de Trump é "genial" e que Infantino faria um "óptimo trabalho" como secretário-geral da ONU. O empresário ítalo-americano acrescentou que existe "alguma semelhança" entre os cargos. "Na ONU, é preciso lidar com 193 Estados-Membros. Na FIFA, há mais de 200 membros e o excelente percurso de Gianni Infantino mostra que ele sabe como gerir", referiu.

Aspecto de somenos nesta história:Infantino ganharia menos na ONU. Passaria a receber um ordenado mais baixo na ONU (418 mil dólares por ano) do que aquele que recebe como presidente da FIFA (6 milhões de dólares por ano).

Legenda: imagem do Record.

QUOTIDIANOS

 «Numa tarde em que estava sentada numa esplanada a beber um café e a ler um livro, fui interpelada por uma antiga colega de trabalho que apareceu sem eu dar conta: disse-me, em tom jocosos, que eu tinha uma boa vida, pois estava ali, sem fazer nada, “ a lar um livrinho ao sol”. Achei interessante esta ideia de que uma pessoa que está a ler um livro tem uma vida ótima, porque eu estava de rastos nesse dia, exausta, a ter os meus primeiros trinta minutos sozinha depois de ter sido mãe. Ela tinha razão: ali estava a viver uma boa vida, no entanto, não era por não estar a fazer nada – luxo a que todos deveríamos ter acesso -, mas, sim, por estar a ler.»

Maria Francisca Gama, escritora

OLHAR FRIGIDEIRAS, TACHOS, PANELAS


A minha mãe fazia uns Peixinhos da Horta maravilhosos.

Disse-me como se faziam, li diversas receitas, mas nunca saíram como os da minha mãe. Tão extraordinários que quando tivemos o tasco em Almoçageme, as refeições tinham uma entrada de peixinhos da horta feitos pela minha mãe.

Um sucesso!

Ingredientes

Feijão Verde 250 gramas

125 gramas farinha de trigo

Fermento em pó

2 Ovos

1 dl Vinho branco ou cerveja

1 dl água

2 colheres de sopa de manteiga derretida

Preparação

Retirar ao feijão as pontas e o fio

Coser os feijões inteiros em água bem temperada com sal numa panela destapada.

Depois de cosidos, escorrer bem tempere-os com limão

Bata os ovos, adicionar a farinha, diluída no vinho ou cerveja e água fria, ligando bem, Envolva-os um a um inteiros ou abertos na massa.

Deixar a massa repousar 30 minutos.

Fritar em óleo bem quente até a massa envolvente ficar bem loura e dura.

Colaboração de Aida Santos

Legenda: imagem do site de Clara de Sousa

OLHAR AS CAPAS

Ansel Adams

Direcão: Henrique Monteiro

Colecção Mestres da Fotografia

Edição: Expresso, Lisboa 2008

 Às vezes parece que chego aos lugares que Deus deixou preparados para que alguém os retratasse.

VELHOS RECORTES


Recorte do
Notícias Magazine s/d

DIÁRIO

A partir de agora, todo o poema que fale de amor, fora.

Todo o poema que não revolucione, fora.

Todo o poema que não ensine, fora.

Todo o poema que não salve vidas, fora.

Todo o poema que não se sobreviva, fora.

Vou deixar um anúncio no jornal:

Procura-se poeta. Trespasso-me.

Ana Salomé em Resumo: a poesia em 2009

terça-feira, 21 de julho de 2026

POSTAIS SEM SELO

Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos pássaros, encostar o coração, a minha face ao rosto lunar dos bêbados e perguntar o que aconteceu…

Eugénio de Andrade

RETRATOS


«O meu António é o génio que os grandes homens de bem têm»

Foi o que disse a um amigo, a mãe de António Ramos Rosa.

TRUMPALHADAS


O corrupto Infantino, presidente da FIFA, ainda tentou tirá-lo da fotografia de consagração dos campeões do Mundo, mas Donald Trump nunca, mas nunca mesmo, resiste a  mais uma palhaçada!

À LUPA

Olham-se as notícias do dia, e no que toca ao governo, que alguns nos deram em sorte, reparamos que as culpas são de todos, menos do primeiro-ministro, menos dos ministros!...

OLHAR AS CAPAS

Fragmento e Enigma

José Antunes Ribeiro

Capa: António Pimentel

Colecção Imagem do Corpo nº 30

Ulmeiro, Lisboa Novembro de 1985

Quem saberá toda a verdade de ti? E o que é a verdade? Falavas da mentira com grande ênfase. E o que é a mentira? Será o contrário da verdade?? Dizia o velho sábio: a verdade é o contrário da não-verdade. Tu disseste: prefiro o contrário de quase tudo. Eu disse: eis aqui uma pessoa sensata.

SABER SEMPRE ONDE ESTÃO AS COSTAS

Saber sempre onde estão as costas

e o norte.

 

Deixar de repetir a palavra

Ainda

Como se pudesse salvar-me da chuva

Inesperada.

Margarida Ferra em Sorte de Principiante

segunda-feira, 20 de julho de 2026

POSTAIS SEM SELO


… peço desculpa se não citei alguém ou se citei alguém. Devo tudo a todos e ninguém me deve nada.

Ruy Belo

NOTÍCIAS DO CIRCO

A extrema-direita nunca gostou de Luís Neves, o ministro da Administração Interna.

O jornalismo de sargeta, que a apoia, tem vindo a cozinhar o caldo habitual que, nestas circunstâncias, pratica e onde há de tudo.

O presidente daquela coisa, com o seu costumaz timbre histérico, escreveu ao primeiro-ministro exigindo a demissão imediata de Luís Neves e mais um par de botas.

Diga-se que, vá lá saber-se porquê, que o ministro se colocou a jeito.

O ruidoso silêncio que passou a praticar, de modo algum lhe é favorável.

Teremos que esperar as cenas dos próximos capítulos, como o bom senso aconselha!... 

OLHAR AS CAPAS


Poetas Húngaros

Antologia

 Organização, Prefácio e Notas: Zoltán Rózsa

Capa: Vitorino Martins

Moraes Editores, Lisboa, 1983

 

Como era ela, loira…

 

Eu já não sei como era loira ela,

mas sei que os campos, esses, loiros são

no pleno Verão, numa espiga amarela;

e assim a vejo, loira como o pão.

 

Já não sei do azul dos olhos dela,

mas abrem-se, porém, no Outono, os céus,

e de novo a cor dos olhos se revela

quando Setembro finda e diz adeus.

 

E já não sei também da voz de seda e bela;

mas vem a Primavera sussurrante

e a quente voz de Ana fala, apela

de outra Primavera tão distante.

Gyula Juhász


(Tradução literal de Zoltán Rózsa

 versão de Predo Tamen)

TRUMPALHADAS

«Donald Trump está desesperado. Resta-lhe o caos.
Enquanto Rubio e Trump elaboram sobre os “inimigos” da América, o ICE (a polícia de fronteiras e de imigração) mata gente inocente nas ruas das cidades americanas com uma impunidade assustadora. Depois do que aconteceu no Minnesota em Janeiro deste ano, foi agora a vez de Houston e do Maine. No Minnesota, o ICE assassinou uma jovem mãe de família que seguia no seu carro e que não terá parado às ordens dos seus agentes, e um enfermeiro que tentava socorrer uma pessoa caída no chão quando o ICE atacou uma manifestação de protesto contra as suas investidas contra os imigrantes. Chamavam- se Renée Good e Alex Pretti. Desta vez foi em Houston, quando abateram a tiro um pacífico cidadão mexicano, Lorenzo Salgado Araujo, construtor civil de profissão, a viver nos EUA há 35 anos, que conduzia o seu carro numa rua da cidade, aparentemente com uma única justificação: era latino. Queriam parar a viatura? Como disse a procuradora da cidade, atiravam para os pneus. Começaram por dizer que se enganaram. Agora dizem que havia um pó branco dentro do carro. Agem com o descaramento de quem sabe que ninguém os chamará à responsabilidade. O Departamento de Segurança Interna da Administração federal ainda falou em averiguações. Trump corrigiu-o, dizendo que eles têm de manter a ordem nas ruas. No Texas, está em causa a eleição de um senador nas eleições de Novembro e as sondagens dizem que o candidato democrata, James Talarico, pode vencer o republicano, coisa que não acontece no maior estado americano há mais de 40 anos. No Maine, o mesmo ICE assassinou outro pacífico cidadão, um jovem pai de 25 anos que ia com a filha no carro e que não terá parado às suas ordens, tal como em Houston. Chamava-se Joan Sebastian Guerrero. Estava legalmente nos Estados Unidos. Tinham em comum o facto de serem latinos. Os agentes do ICE fazem-se transportar em carros não identificados.»

Teresa de Sousa, Público 19 de Julho

 

2) «Lorenzo Salgado Araujo (1973-2026), morto pela manhã.
Segundo estimativas conservadoras, os cortes efectuados pelo DOGE de Elon Musk na Agência para o Desenvolvimento Internacional provocaram já a morte de 700 mil seres humanos, a maior parte dos quais crianças. De acordo com a insuspeita e prestigiada revista The Lancet, tais cortes levarão à morte de 9,4 milhões de pessoas, pelo menos, até 2030. É mais do que os judeus mortos no Holocausto, é praticamente toda a população de Portugal, liquidada de uma penada, por uma decisão impensada. Lembre-se disso quando decidir comprar um Tesla ou navegar na rede X.
Lorenzo Salgado Araujo (1973-2026), morto pela manhã
Nada que cause espanto num país em que Richard Sackler, o principal responsável pela crise dos opióides — que já matou cerca de um milhão e 250 mil pessoas —, dorme tranquilamente na sua mansão em Boca Raton, ao sol da Florida, enquanto um homem da Califórnia foi condenado a 50 anos de prisão, sem liberdade condicional, por ter furtado cassetes de vídeos infantis no valor de 153 dólares numa loja Kmart ou outro, no Alabama, cumpre hoje pena de prisão perpétua por ter trocado a etiqueta do preço de um tapete de automóvel e ter tentado sair da loja sem pagar.»

António Araújo, Público 19 de Julho

ENTRE O INFERNO E OS ANJOS


Se o amor se vestisse
de sentidos vernáculos e plenos:
um palco vicentino
a acomodar coragens de falar
 
A língua transitória
– caminho a meio entre o inferno
 
e os anjos, e ao fundo
dessa porta, em baixa-esquerda:
a glória
de escolher o adereço certo
 
A pluma mais brilhante,
a capa de veludo mais macio,
e a fivela
(que, vista assim de perto, era só isso),
ali: um quase diadema
 
O palco vicentino agora
em cor,
o que antes só amor
agora livre,
 
e de um ponto
vernáculo
no tempo,
 
vestir-me outra vez luz,
e olhando os teus olhos
outra vez,
morrer junto à coluna de papel,
num solilóquio que marcasse o fim
do século em viragem
 
e em coragem de espelho ou de punhal,
oferecer-te só isso:
o som, a fúria,
mesmo sabendo-os só sentidos
vãos

 

Ana Luísa Amaral

domingo, 19 de julho de 2026

POSTAIS SEM SELO


Experiência é o que chamamos aos nossos erros.

Oscar Wilde

ERRAR...ERRAR...ERRAR!...


Há quem não goste de errar.

Há quem goste de errar e entender que errar é importante.

Há quem nunca erre, como murmurava Cavaco Silva, ele proprio, que também nunca tinha dúvidas!...

Falemos de erros, falemos de experiências.

Há uma canção da América Latina que nos fala de tropeçar sempre na mesma pedra e com o mesmo pé. Também há Bertold Brecht: «Não me interrompam nem me distraiam. Estou muito ocupado na preparação do meu próprio erro.», ou E.J. Phelps: «o homem que não comete erros não costuma fazer grande coisa», Elbert Hubbard: «o maior disparate que se pode fazer na vida é viver continuamente com medo de cometer erro», também não falta Pablo Picasso: «o que me salva a vida é que cada fez faço pior», ou Federico Fellini: «a pessoa que eu mais admiro é aquela que é capaz de falhar repetidamente, e mesmo assim ter a persistência de continuar a tentar. Quando lutas por uma coisa, o mais difícil é manteres o respeito por ti», e há aquele poema do Paulo Leminski:

«Nunca cometo o mesmo erro

duas vezes

já cometo duas três

quatro cinco seis

até esse erro aprender

que só o erro tem vez.»

Frequentemente atribui-se a Napoleão Bonaparte a frase:

«Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro».

O Dicionário de Morais define erro como «acção de errar; desacerto; inexactidão» e errar como «não acertar com; enganar-se em: não dar com ou em; falhar».

A actriz Beatriz Batarda, numa entrevista, contou:

«Uma vez com 17 anos, tive um desses desgostos. O meu avô passou-me a mão pela cabeça e eu disse-lhe que ele devia estar envergonhado por mim. E ele respondeu-me: «Eu não te avalio pela quantidade de vezes que tu cais, mas pela rapidez com que te levantas». E no dia a seguir deu-me um sempre-em-pé de madeira, um bonequinho que anda sempre comigo na minha caixa de maquilhagem. Na vida não vale a pena ter medo de nos entregarmos. Não importa cair, mas levantar-se rápido. Vencer, mesmo que depois se caia outra vez…»

Cinco anos antes de morrer, Samuel Beckett escreveu três frases que resumem tudo: «tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor.»

Raul Brandão escreveu: «Se tivesse de recomeçar a vida, recomeçava-a com os mesmos erros e paixões». O meu pai dizia praticamente o mesmo, mas acrescentava: «uma única coisa faria diferente – tratava melhor dos meus dentes!»

Cometer sempre novos erros ou errar, errar de novo, errar melhor.

Durante um tempo, pela net, apareceu um texto intitulado Instantes atribuído a Jorge Luís Borges. Não é da autoria de Borges mas, aparentemente, da escritora norte-americana Nadine Stair, escrito em 1978, quando tinha 85 anos.

"Se eu pudesse novamente viver a minha vida, 
na próxima trataria de cometer mais erros. 
Não tentaria ser tão perfeito, 
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido. 

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. 
Seria menos higiênico. Correria mais riscos, 
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, 
subiria mais montanhas, nadaria mais rios. 
Iria a mais lugares onde nunca fui, 
tomaria mais sorvetes e menos lentilha, 
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. 

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata 
e profundamente cada minuto de sua vida; 
claro que tive momentos de alegria. 
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente 
de ter bons momentos. 

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos; 
não percam o agora. 
Eu era um daqueles que nunca ia 
a parte alguma sem um termômetro, 
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e, 
se voltasse a viver, viajaria mais leve. 

Se eu pudesse voltar a viver, 
começaria a andar descalço no começo da primavera 
e continuaria assim até o fim do outono. 
Daria mais voltas na minha rua, 
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, 
se tivesse outra vez uma vida pela frente. 
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo». 

MÚSICA PELA MANHÃ


 Desafiaram-me para ficar com as músicas de domingo e, como muito gosto, aceitei.

Por aqui, irei fazer passar as canções, principalmente as dos anos 60, que marcaram a minha vida. Quase todas já nada dirão à maior parte dos leitores do Cais, mas talvez seja bom ficarem a saber como tudo se passou.

Esta é a capa do 1º LP que comprei, 20 de Julho de 1966.Marco histórico.
Este foi o primeiro LP que comprei. Já tinha dois ou três EPs do Adamo mas este ao vivo no Olimpia, era o máximo.
É assim que (re)começamos.

Bom domingo.





Colaboração de Aida Santos.