Porque será que, se longe, nos dizemos abraços e, ao pé, nem a palavra inicial?
Armindo
Miranda
Legenda:
imagem de Sandra Galloway
Armindo
Miranda
Legenda:
imagem de Sandra Galloway
O jornal norte-americano,"acredita que Infantino é respeitado por tudo o mundo e reconhece que tem uma capacidade especial para aproximar as pessoas". Trump, que estreitou laços com Infantino durante o Mundial, "sente que há uma oportunidade clara num leque de candidatos que uma fonte interna descreveu como sendo fraco".
Em declarações ao 'New York Post', Paolo Zampolli, enviado especial de Trump, afirmou que a ideia de Trump é "genial" e que Infantino faria um "óptimo trabalho" como secretário-geral da ONU. O empresário ítalo-americano acrescentou que existe "alguma semelhança" entre os cargos. "Na ONU, é preciso lidar com 193 Estados-Membros. Na FIFA, há mais de 200 membros e o excelente percurso de Gianni Infantino mostra que ele sabe como gerir", referiu.
Aspecto de somenos nesta história:Infantino ganharia menos na ONU. Passaria a receber um ordenado mais baixo na ONU (418 mil dólares por ano) do que aquele que recebe como presidente da FIFA (6 milhões de dólares por ano).
Legenda: imagem do Record.
«Numa tarde em que estava sentada numa esplanada a beber um café e a ler um livro, fui interpelada por uma antiga colega de trabalho que apareceu sem eu dar conta: disse-me, em tom jocosos, que eu tinha uma boa vida, pois estava ali, sem fazer nada, “ a lar um livrinho ao sol”. Achei interessante esta ideia de que uma pessoa que está a ler um livro tem uma vida ótima, porque eu estava de rastos nesse dia, exausta, a ter os meus primeiros trinta minutos sozinha depois de ter sido mãe. Ela tinha razão: ali estava a viver uma boa vida, no entanto, não era por não estar a fazer nada – luxo a que todos deveríamos ter acesso -, mas, sim, por estar a ler.»
Maria Francisca Gama, escritoraDisse-me
como se faziam, li diversas receitas, mas nunca saíram como os da minha mãe.
Tão extraordinários que quando tivemos o tasco em Almoçageme, as refeições
tinham uma entrada de peixinhos da horta feitos pela minha mãe.
Um
sucesso!
Ingredientes
Feijão
Verde 250 gramas
125
gramas farinha de trigo
Fermento
em pó
2
Ovos
1
dl Vinho branco ou cerveja
1
dl água
2
colheres de sopa de manteiga derretida
Preparação
Retirar
ao feijão as pontas e o fio
Coser
os feijões inteiros em água bem temperada com sal numa panela destapada.
Depois
de cosidos, escorrer bem tempere-os com limão
Bata
os ovos, adicionar a farinha, diluída no vinho ou cerveja e água fria, ligando
bem, Envolva-os um a um inteiros ou abertos na massa.
Deixar
a massa repousar 30 minutos.
Fritar
em óleo bem quente até a massa envolvente ficar bem loura e dura.
Colaboração
de Aida Santos
Legenda:
imagem do site de Clara de Sousa
Ansel Adams
Direcão: Henrique Monteiro
Colecção Mestres da Fotografia
Edição: Expresso, Lisboa 2008
A partir de agora, todo o poema que fale de amor, fora.
Todo
o poema que não revolucione, fora.
Todo
o poema que não ensine, fora.
Todo
o poema que não salve vidas, fora.
Todo
o poema que não se sobreviva, fora.
Vou
deixar um anúncio no jornal:
Procura-se
poeta. Trespasso-me.
Ana Salomé em Resumo: a poesia em 2009
Que posso eu fazer senão escutar o
coração inseguro dos pássaros, encostar o coração, a minha face ao rosto lunar
dos bêbados e perguntar o que aconteceu…
Eugénio de Andrade
Foi o que
disse a um amigo, a mãe de António Ramos Rosa.
Olham-se as notícias do dia, e no que toca ao governo, que alguns nos deram em sorte, reparamos que as culpas são de todos, menos do primeiro-ministro, menos dos ministros!...
Fragmento
e Enigma
José
Antunes Ribeiro
Capa:
António Pimentel
Colecção
Imagem do Corpo nº 30
Ulmeiro,
Lisboa Novembro de 1985
Quem
saberá toda a verdade de ti? E o que é a verdade? Falavas da mentira com grande
ênfase. E o que é a mentira? Será o contrário da verdade?? Dizia o velho sábio:
a verdade é o contrário da não-verdade. Tu disseste: prefiro o contrário de
quase tudo. Eu disse: eis aqui uma pessoa sensata.
Saber sempre onde estão as costas
e
o norte.
Deixar
de repetir a palavra
Ainda
Como
se pudesse salvar-me da chuva
Inesperada.
Margarida
Ferra em Sorte de Principiante
Ruy
Belo
A
extrema-direita nunca gostou de Luís Neves, o ministro da Administração
Interna.
O
jornalismo de sargeta, que a apoia, tem vindo a cozinhar o caldo habitual que,
nestas circunstâncias, pratica e onde há de tudo.
O
presidente daquela coisa, com o seu costumaz timbre histérico, escreveu ao primeiro-ministro
exigindo a demissão imediata de Luís Neves e mais um par de botas.
Diga-se
que, vá lá saber-se porquê, que o ministro se colocou a jeito.
O
ruidoso silêncio que passou a praticar, de modo algum lhe é favorável.
Teremos que esperar as cenas dos próximos capítulos, como o bom senso aconselha!...
Poetas
Húngaros
Antologia
Organização, Prefácio e Notas:
Zoltán Rózsa
Capa:
Vitorino Martins
Moraes
Editores, Lisboa, 1983
Como
era ela, loira…
Eu
já não sei como era loira ela,
mas
sei que os campos, esses, loiros são
no
pleno Verão, numa espiga amarela;
e
assim a vejo, loira como o pão.
Já
não sei do azul dos olhos dela,
mas
abrem-se, porém, no Outono, os céus,
e
de novo a cor dos olhos se revela
quando
Setembro finda e diz adeus.
E
já não sei também da voz de seda e bela;
mas
vem a Primavera sussurrante
e
a quente voz de Ana fala, apela
de
outra Primavera tão distante.
Gyula
Juhász
(Tradução
literal de Zoltán Rózsa
versão de Predo Tamen)
«Donald Trump está desesperado. Resta-lhe o caos.
Enquanto Rubio e Trump elaboram sobre os “inimigos” da América, o ICE (a
polícia de fronteiras e de imigração) mata gente inocente nas ruas das cidades
americanas com uma impunidade assustadora. Depois do que aconteceu no Minnesota
em Janeiro deste ano, foi agora a vez de Houston e do Maine. No Minnesota, o
ICE assassinou uma jovem mãe de família que seguia no seu carro e que não terá
parado às ordens dos seus agentes, e um enfermeiro que tentava socorrer uma pessoa
caída no chão quando o ICE atacou uma manifestação de protesto contra as suas
investidas contra os imigrantes. Chamavam- se Renée Good e Alex Pretti. Desta
vez foi em Houston, quando abateram a tiro um pacífico cidadão mexicano,
Lorenzo Salgado Araujo, construtor civil de profissão, a viver nos EUA há 35
anos, que conduzia o seu carro numa rua da cidade, aparentemente com uma única
justificação: era latino. Queriam parar a viatura? Como disse a procuradora da
cidade, atiravam para os pneus. Começaram por dizer que se enganaram. Agora
dizem que havia um pó branco dentro do carro. Agem com o descaramento de quem
sabe que ninguém os chamará à responsabilidade. O Departamento de Segurança
Interna da Administração federal ainda falou em averiguações. Trump corrigiu-o,
dizendo que eles têm de manter a ordem nas ruas. No Texas, está em causa a
eleição de um senador nas eleições de Novembro e as sondagens dizem que o
candidato democrata, James Talarico, pode vencer o republicano, coisa que não
acontece no maior estado americano há mais de 40 anos. No Maine, o mesmo ICE
assassinou outro pacífico cidadão, um jovem pai de 25 anos que ia com a filha
no carro e que não terá parado às suas ordens, tal como em Houston. Chamava-se
Joan Sebastian Guerrero. Estava legalmente nos Estados Unidos. Tinham em comum
o facto de serem latinos. Os agentes do ICE fazem-se transportar em carros não
identificados.»
Teresa de Sousa, Público 19 de
Julho
2) «Lorenzo Salgado Araujo
(1973-2026), morto pela manhã.
Segundo estimativas conservadoras, os cortes efectuados pelo DOGE de Elon Musk
na Agência para o Desenvolvimento Internacional provocaram já a morte de 700
mil seres humanos, a maior parte dos quais crianças. De acordo com a insuspeita
e prestigiada revista The Lancet,
tais cortes levarão à morte de 9,4 milhões de pessoas, pelo menos, até 2030. É
mais do que os judeus mortos no Holocausto, é praticamente toda a população de
Portugal, liquidada de uma penada, por uma decisão impensada. Lembre-se disso
quando decidir comprar um Tesla ou navegar na rede X.
Lorenzo Salgado Araujo (1973-2026), morto pela manhã
Nada que cause espanto num país em que Richard Sackler, o principal responsável
pela crise dos opióides — que já matou cerca de um milhão e 250 mil pessoas —,
dorme tranquilamente na sua mansão em Boca Raton, ao sol da Florida, enquanto
um homem da Califórnia foi condenado a 50 anos de prisão, sem liberdade
condicional, por ter furtado cassetes de vídeos infantis no valor de 153
dólares numa loja Kmart ou outro, no Alabama, cumpre hoje pena de prisão
perpétua por ter trocado a etiqueta do preço de um tapete de automóvel e ter
tentado sair da loja sem pagar.»
António Araújo, Público 19 de Julho
Se o amor se vestisse
de sentidos vernáculos e plenos:
um palco vicentino
a acomodar coragens de falar
A língua transitória
– caminho a meio entre o inferno
e os anjos, e ao fundo
dessa porta, em baixa-esquerda:
a glória
de escolher o adereço certo
A pluma mais brilhante,
a capa de veludo mais macio,
e a fivela
(que, vista assim de perto, era só isso),
ali: um quase diadema
O palco vicentino agora
em cor,
o que antes só amor
agora livre,
e de um ponto
vernáculo
no tempo,
vestir-me outra vez luz,
e olhando os teus olhos
outra vez,
morrer junto à coluna de papel,
num solilóquio que marcasse o fim
do século em viragem
e em coragem de espelho ou de punhal,
oferecer-te só isso:
o som, a fúria,
mesmo sabendo-os só sentidos
vãos
Ana Luísa Amaral
Há quem goste
de errar e entender que errar é importante.
Há quem nunca erre, como murmurava Cavaco Silva, ele proprio, que também nunca tinha dúvidas!...
Falemos de
erros, falemos de experiências.
Há uma canção
da América Latina que nos fala de tropeçar sempre na mesma pedra e com o mesmo
pé. Também há Bertold Brecht: «Não me interrompam nem me distraiam. Estou
muito ocupado na preparação do meu próprio erro.», ou E.J. Phelps: «o
homem que não comete erros não costuma fazer grande coisa», Elbert Hubbard:
«o maior disparate que se pode fazer na vida é viver continuamente com medo
de cometer erro», também não falta Pablo Picasso: «o que me salva a vida
é que cada fez faço pior», ou Federico Fellini: «a pessoa que eu mais
admiro é aquela que é capaz de falhar repetidamente, e mesmo assim ter a
persistência de continuar a tentar. Quando lutas por uma coisa, o mais difícil
é manteres o respeito por ti», e há aquele poema do Paulo Leminski:
«Nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez.»
Frequentemente
atribui-se a Napoleão Bonaparte a frase:
«Nunca interrompas o teu inimigo
enquanto estiver a cometer um erro».
O Dicionário
de Morais define erro como «acção de errar; desacerto; inexactidão» e
errar como «não acertar com; enganar-se em: não dar com ou em; falhar».
A actriz
Beatriz Batarda, numa entrevista, contou:
«Uma vez com 17 anos, tive um desses
desgostos. O meu avô passou-me a mão pela cabeça e eu disse-lhe que ele devia
estar envergonhado por mim. E ele respondeu-me: «Eu não te avalio pela
quantidade de vezes que tu cais, mas pela rapidez com que te levantas». E no
dia a seguir deu-me um sempre-em-pé de madeira, um bonequinho que anda sempre
comigo na minha caixa de maquilhagem. Na vida não vale a pena ter medo de nos
entregarmos. Não importa cair, mas levantar-se rápido. Vencer, mesmo que depois
se caia outra vez…»
Cinco anos
antes de morrer, Samuel Beckett escreveu três frases que resumem tudo: «tentar
outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor.»
Raul Brandão
escreveu: «Se tivesse de recomeçar a vida, recomeçava-a com os mesmos erros
e paixões». O meu pai dizia praticamente o mesmo, mas acrescentava: «uma
única coisa faria diferente – tratava melhor dos meus dentes!»
Cometer
sempre novos erros ou errar, errar de novo, errar melhor.
Durante um
tempo, pela net, apareceu um texto intitulado Instantes atribuído a
Jorge Luís Borges. Não é da autoria de Borges mas, aparentemente, da escritora
norte-americana Nadine Stair, escrito em 1978, quando tinha 85 anos.
"Se eu pudesse novamente viver a
minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a
sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu
sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feita a
vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo».
Por aqui,
irei fazer passar as canções, principalmente as dos anos 60, que marcaram a minha
vida. Quase todas já nada dirão à maior parte dos leitores do Cais, mas talvez
seja bom ficarem a saber como tudo se passou.
Esta é a capa
do 1º LP que comprei, 20 de Julho de 1966.Marco histórico.
Este foi o primeiro LP que comprei. Já tinha dois ou três EPs
do Adamo mas este ao vivo no Olimpia, era o máximo.
É assim que (re)começamos.
Bom domingo.
Fotografia tirada por Sebastião Salgado em Luanda, ano de 1975, durante um comício do MPLA.
«O simbolismo da fotografia é claro: o rosto das crianças debaixo das botas e da arma.»
1.
O Campeonato
do Mundo de Futebol 2026 acaba amanhã.
Dado o
excessivo calor que se fazia durante os jogos, a meio de cada parte, existia um
período para beber água.
David Beckham
é o protagonista de dezenas de anúncios milionários exibidos durante as pausas
para hidratação das transmissões de futebol. O ex-jogador aparece em campanhas
de várias marcas globais e os seus contratos de publicidade geram lucros que
rondam os US $25 milhões.
Por mero
acaso encontrei dois textos sobre David e a respectica família.
Ficam por aqui:
2.
Em oito anos,
a despesa directa dos portugueses com hospitais privados subiu 59%, para os
1087 milhões de euros, o que significa quase três milhões de euros por dia,
3.
Num fim de semana de calor extremo a CP
suprimiu 12 comboios Intercidades e entre 4 e 6 de Julho, suprimiu mais
30 comboios, na maioria dos casos devido à falência dos sistemas de ar
condicionado nas carruagens; durante estes dias houve também dezenas de
incidências que afectaram a oferta regular da empresa e que se traduziram em
atrasos consideráveis em 88 comboios.
4.
O Egito Gonçalves dizia que a felicidade não tem história.
O Nuno Júdice dizia que «A medicina é uma
arte do comércio.»
5.
Não se sabe
nunca que mistério nos pode trazer um por de sol.
Isto está mesmo a acontecer-nos!
1) Bidões com químicos para processar droga estavam na posse de amigo do ministro.
2) “Um ministro que não assume responsabilidades deixa de ser ministro”
Há dias, para
o Mundial de Futebol, a Argentina jogou coma Inglaterra e, epicamente, ganhou.
AntónioRodrigues, no Público de ontem, lembra uma canção dramática de Fito
Paez. Aproveitamos tudo isso, e essa será a nossa música pela manhã de hoje.
«A
canção estende-se por 11 minutos e 28 segundos de uma ambiciosa tentativa de
traçar um retrato das sombras traumáticas com que se fazia a Argentina depois
de uma década de neocapitalismo selvagem que se tinha seguido a décadas de
violência, com ditaduras e guerrilha e milhares de desaparecidos muito
presentes no quotidiano.
La Casa Desaparecida, incluído por Fito Paez no seu
álbum Abre,
de 1999, é, como o próprio afirmou, uma “canção incómoda”. Levou-lhe 37 anos a
escrever, porque tinha 37 anos quando a escreveu, mas tardou-lhe apenas uma
hora a compor, porque “a tinha guardada em algum canto, em alguma gaveta”.
É um rio caudaloso de palavras que começa, precisamente, no desastre das
Malvinas, com um veterano carregado de medalhas que perdeu as pernas na guerra
de 1982 e que ainda hoje, tergiversado pelo alcoolismo (o “malvino”,
num tão acertado trocadilho que se perde na tradução para o português mau
vinho) deixa o refrão e o mote: “Argentinos, argentinos/ que destino, meu
amigo, argentinos,/ ninguém sabe responder.”
Em 2014, Paez voltaria a falar das Malvinas noutro tema, La canción del soldado y Rosita Pazos,
para a qual gravou um vídeo vestido de militar, sozinho combatendo os seus
demónios num local inóspito. Rosita está apaixonada por ele e quer “mudar o seu
mundo”, mas “o que o seu amor não conhecia/ é que a guerra nos assassina/ não
sinto amor, não sinto nada”.
Como escreveu no Instagram o treinador e veterano da guerra Omar De Felippe,
junto à foto dos jogadores argentinos no relvado com a faixa sobre as Malvinas,
“o desporto nunca muda a história, mas às vezes ajuda a curar emoções que
continuam muito vivas”. Como as canções: há vídeos nas redes sociais que
assinalam a vitória da Argentina com a banda sonora de Otoño del 82 dos Airbag, que também fala das
Malvinas: “Ninguém me irá devolver a minha recordação perdida.”»
Legenda: Em plena euforia da seleção da Argentina, surgiu uma tarja com uma referência à ferida aberta entre os dois países, a guerra das Malvinas (ou Falklands, em inglês), que opôs as duas nações em 1982, e que terminou com o triunfo britânico. Ainda se desconhece o castigo que a FIFA irá aplicar aos argentinos.