Fundação Francisco
Manuel dos Santos, Lisboa, Maio de 2026
A pobreza pode levar vários atletas a alimentarem-se mal,
ou obrigá-los a terem um trabalho (para além de tentarem o sonho do futebol).
Podem ter de se deslocar em transportes públicos, o que afetará o seu tempo
disponível, sobretudo se residirem em locais onde tais transportes sejam
escassos ou demorados. Por outro lado, os jovens que vivem em casas mais
pequenas e que, após as aulas, não têm atividades estruturadas ou sequer a
presença de outros membros da família são aqueles que mais saem à rua nos seus
bairros e mais tendem a pegar numa bola e jogar com os amigos.
Donald Trump foi
assistir a um jogo da final de basquetebol.
Acabou vaiado,mas as
vaias não impediram que adormecesse.
Alguém que adormece
num jogo da NBA , adormece em qualquer sítio, a qualquer hora.
É o que acontecerá
nas reuniões do governo, com as tragédias que, por causa disso, e não só, o
mundo está a enfrentar.
Entretanto, o somali
Omar Artan é um dos melhores árbitros de África nos últimos anos, estava entre
os três juízes do continente para ajuizar encontros do Mundial'2026, mas não
vai poder estar presente no certame que começa na próxima semana porque... os
Estados Unidos lhe negaram a entrada no país.
Falando de homem para homem, isto ´r, de fantasma para
fantasma, a massa de que eles se fazem tem que se lhe diga. No dia em que o o
professor de Moral me perguntou se habitualmente fazia em privado cócegas na
gaita, tinha com certeza um programa intenso: além da obrigação de assistir às
aulas, poderia ter de declamar um soneto da minha autoria ou uma estrofe de Os
Lusíadas, apalpar o cu à miúda da Cruz Quebrada, dizer olá, de longe, à minha
querida, ouvir ressonar em inglês, jogar à bola – integrava a equipa da Linha,
rival número um da de Lisboa – ouvir uma história edificante de elogio à
pobreza, espreitar a vizinha, comer em pensamento, Liberta, devorar a Beta
Humana, espremer-me em conformidade.
«O principal objectivo da
nova PSU é rebaixar os mais desprotegidos. A medida tem uma carga moral
absurda, que desestabiliza e obriga os beneficiários a trabalhar a troco de uma
esmola. O Primeiro-Ministro explicou que é «para que as pessoas não se
mantenham na armadilha da pobreza», e a Ministra do Trabalho, Solidariedade e
Segurança Social continuou com o seu discurso cínico. A hipocrisia dos ricos é
uma coisa atroz».
Andaram
por aí notícias a contar das dificuldades de o povo chegar a praias em zonas de
condomínios de luxo no concelho de Grândola, mas a ministra do Ambiente de
Portugal declarou que o acesso ao areal é uma das prioridades para esta época
balnear.
“As
praias são de todos” e “para todos” disse a ministra e isso é o mote da
abertura da época balnear.
os
meus verões são tão diversos como diversa tem sido toda a minha vida arroz de
pimentos e pasteis de bacalhau aos domingos até algés ou cruz quebrada, o mar
da infância ficava longe castelos na areia anos mais tarde dois meses na
trafaria em casa alugada a pescadores, quando as férias eram grandes uma juke
box na esplanada do marques o lucho gatica a cantar o moliendo café o marino
marini a cantar honeymoon também um barrote espetado no meio do areal, um
alti-falante no topo a ouvir-se o armando marques ferreira a apresentar o
programa da manhã do rádio clube português as canções das praias de todos os
anos kanimambo pelo joão maria tudela a lenda da conchinha da celly
campelo o ouro negro setembro chegou vamo-nos separar os golfinhos a percorrer
o tejo a caminho da barra os bailes de despedida dos banhistas no salão de
festas dos bombeiros e agora senhoras minhas meus senhores o conjunto faz um
pequeno intervalo damas ao bufete um enorme alguidar de zinco cheio de gelo e
garrafas de vinho branco camilo alves, cada taça vinte e cinco tostões dois
para a esquerda um para a direita directrizes para o pezudo que sempre fui as
férias da infância não se repetem o ruy belo que esperava pelo verão como por
outra vida depois passei a odiar, o verão dou-me muito mal com o calor longe
muito longe da sophia que dizia que metade da vida dela era maresia e eu a
acreditar baixinho que o verão é um território do pecado, todos os pecados se
confundem e de pecados fujo a sete pés e gozar que nem um perdido com a marilyn
monroe num filme do billy wilder a dizer ao vizinho de baixo que se
vai vestir à cozinha, o vizinho na cozinha porquê e ela a dizer que no verão
anda nua pela casa e põe as cuecas no congelador o verão prestes a chegar o meu
pai a dizer-me que em setembro voltamos a ser gente e sempre sempre os gatos
selvagens e o verão a chegar sur la plage por fim mas não como último sinal há
longos anos que deixei de passar férias e apenas sinto que as férias é que
passam por mim a uma velocidade tão louca e muito longe da calma e serenidade
das férias do sr. hulot ou brigitte bardot em 1955 de biquíni em saint-tropez,
aquele grande sorriso e o resto que poderá ser um refresco de limão, muito gelo
um dedal de gin e lembrar-me ainda que nunca usei óculos de sol
No
dia 1 de Junho de 1926, em Los Angeles, nascia Norma Jeane Mortensensen que o
mundo, mais tarde, passaria a conhecer como Marilyn Monroe.
Apesar
do muito e muito que se escreveu, nem tudo se sabe sobre Marilyn.
Marilyn
Monroe deixou um inventário que inclui fotografias, recortes de jornais,
poemas, frases, cartas, notas várias.
Os
papeis e fotografias datam de 1943, e vão até aos dias que antecederam a sua
morte.
Parte
de todo este material foi publicado em livro. Os editores chamaram-lhe Fragments:
Poems, Intimate Notes, Letters.
Do
mundo de lendas que sempre envolveram, e envolvem, Marilyn, conta-se que um
dia, em conversa com um amigo, terá tirado do bolso, um pequeno diário de capa
vermelha a que chamava o seu livro de segredos.
Nesse
livrinho, entre muitas outras coisas, falava dos planos de Kennedy para matar
Fidel de Castro, de testes atómicos, das relações de Frank Sinatra com a Máfia,
do movimento dos negros pelos direitos de igualdade, conversas que Marilyn
ouviu enquanto conviveu com os Kennedys.
Naturalmente
este livro de segredos não consta de Fragments: Poems, Intimate Notes
Letters.
Diz,
quem já o leu, que Fragments, não é a essência da
literatura, mas permite concluir que Marilyn não foi,
exclusivamente, a loura burra que que a indústria de Hollywood construiu e
impingiu à opinião pública de todo o mundo.
«Um símbolo sexual torna-se
um objecto. Eu detesto ser um objecto», disse a actriz.
O
escritor António Tabucchi (1943-2012), escreveu o prefácio para a
edição francesa do livro, e observa:
No interior deste corpo
vivia a alma de uma intelectual e poeta de que ninguém tinha um pingo de
suspeita.
Para
a música desta manhã vamos buscar algumas canções de Marilyn:
Donald Trump, o louco, queria gastar mais 862 milhões de dólares no Salão
de Baile da Casa Branca.
Ao que parece, e hoje tudo nesta América
Trumpiana, é noticiado no «parecer», foi retirado do projecto. O mesmo
aconteceu à verba de 1,55 mil milhões de euros destinada a um fundo que Trump
pretendia usar para indemnizar aliados que enfrentaram processos judiciais
durante a presidência de Joe Biden.
Parecia-me que este dia
sem ti
devia ser inquieto,
escuro. Em vez disso está repleto
de uma estranha doçura, que aumenta
com o passar das horas –
quase como a terra
após um aguaceiro,
que fica sozinha no silêncio a beber
a água caída
e pouco a pouco
nas veias mais profundas se sente
penetrada.
A alegria que ontem foi
angústia,
tempestade –
regressa agora em rápidas
golfadas ao coração,
como um mar amansado:
à luz suave do sol reaparecido brilham,
inocentes dádivas,
as conchas que a onda
deixou sobre a praia.
«Onde melhor poderemos lutar contra a guerra é lá onde ela
se faz e junto daqueles que a fazem e junto dos milhares de jovens soldados que
nessa guerra estão envolvidos. É aí, dentro dos quartéis, nos momentos de
embarque e no próprio campo de batalha, que os comunistas e todos os jovens
progressivos podem mobilizar os soldados para acções a atitudes objectivamente
contra a guerra e neutralizar a influência e as ordens dos comandos e oficiais
fascistas. Podem agir de modo que, onde as tropas fascistas poderiam obter uma
vitória, tenham uma derrota».
Fui procurar-te à última
morada,
Não te encontrei. Apenas encontrei
Lousas brancas e pássaros cantando...
Teu espírito, longe, onde não sei,
Da obra na eternidade assegurada,
Sorri aos amigos, que te estão chorando.
Das janelas das celas pouco se via,
embora num poema de Borges Coelho se diga que «em dias claros vê-se a Nazaré.» A
presença do mar era uma constante e os poemas escritos pelos presos de Peniche
fazem-lhe constante referência, quer como uma metáfora de liberdade, quer como
fonte de perturbação, pelo seu ruído regular, do estado de espírito dos presos.
A ambivalência de registos é ainda maior quando o texto é escrito por alguém do
«exterior», como é o caso do poema de David Mourão Ferreira,
Abandono
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar!
Este poema, cantado por Amália Rodrigues
ficou conhecido como «Fado Peniche», e aqui o mar e o vento são vistos como
sinal de vida e esperança.
Uma «biografia política de Álvaro Cunhal
não pode ser feita apenas dos eventos directamente relacionados com o
prisioneiro, porque o biografado associou como poucos a sua vida pessoal com a
história do comunismo português. Não há na sua visa adulta uma frase que tenha
escrito, um desenho que tenha feito, um acto de que tenha sido responsável que
não tivessem como interlocutor privilegiado o PCP. Por isso, não pode
compreender Cunhal, mesmo nos seus anos de maior isolamento, sem relação total
com o partido de que fazia parte.
Num repente,
tentando o desespero de ver o pacote laboral aprovado na Assembleia da
República, abraçou-se, mais uma vez, «aquela coisa», para adiar, até 30 de Dezembro, a
entrega de projetos de revisão da Constituição.
Entretanto, Luís
Montenegro disse “não fazer ideia” de qual será a adesão à greve geral de hoje,
mas tem a convicção de que “a grande maioria, a esmagadora maioria dos
portugueses que trabalha, vai trabalhar amanhã
Montenegro
acrescentou que, muitas vezes, o que acontece é que uma minoria consegue
condicionar o trabalho dos outros. "Eu espero que isso não aconteça,
espero que se conciliem as duas coisas, que é, uns têm o direito a exercer o
direito à greve e fazem-no, outros têm o direito a trabalhar e também o possam
fazer", vaticinou.
Staline nunca percebeu porque razão é que Shostakovich não lhe
dedicou uma das suas obras principais e insistia em passar em claro todas as
sua vitórias políticas sem uma sinfonia, ou um quarteto, ou uma ópera, ou mesmo
uma canção.
«E foram também intelectuais comunistas
que traduziram esteticamente o carácter «heróico» do momento. O conjunto de canções que
Fernando Lopes-Graça compôs, no entusiasmo dos dias iniciais do MUD, foram
talvez a mais importante herança simbólica de um movimento que parecia
imparável e em que tudo parecia possível.
Vieram a ser publicadas na Seara Nova, nos finais de 1945 com poemas de José
Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira e Arquimedes da Silva Santos, todos
militantes ou simpatizantes comunistas. Uma canção intitulada «Companheiros, Unidos!» era apresentada como «hino
do MUD», falava de «um combate que vença e que mate – servidão, reacção,
escuridão!». Mas a que ficou mais célebre foi «Jornada», com letra de
José Gomes Ferreira, que se tornou o verdadeiro hino da oposição portuguesa
popularizado que foi pelo MUDJ».
Muitas vezes, nas páginas deste livro,
hesitei se devia identificarcomo
sujeito da acção o partido, o PCP ou Álvaro Cunhal, Muitas vezes poderia ter
escrito aprnas Cunhal, porque a sua marca de autoria está lá na acção
colectiva, no texto anónimo, na posição política. O leitor não estranhe,
portanto, que Cunhal como actor individual não apareça em vários capítulos
deste livro, porque essa não-presença é puramente ilusória.
Luís
Montenegro afirmou que o Governo está focado em não defraudar as expectativas
das pessoas, prometeu trabalho e defendeu que Portugal é uma referência no
mundo ao nível da estabilidade económica e social.