Luís
Represas: a voz dos Trovante.
Um
tempo e uma voz que partem.
O
caminhar dos dias.
Lembrar
o 1º LP, ouvido, quase religiosamente.
Lembrar,
não esquecer, é o que nos resta.
Luís
Represas: a voz dos Trovante.
Um
tempo e uma voz que partem.
O
caminhar dos dias.
Lembrar
o 1º LP, ouvido, quase religiosamente.
Lembrar,
não esquecer, é o que nos resta.
Eça
de Queiroz
Nota
Prévia: A. Campos Matos
Capa
e Ilustrações: João Abel Manta
Edições
O Jornal, Dezembro de 1979
Mesmo
em tardes muito quentes de Verão,
há sempre uma ave aventureira
que sobrevoa a terra.
(Pensando melhor, o que de facto há
é terra, apenas terra — que a seu tempo
há-de sobrevoar o voo das aves.)
A. M. Pires Cabral em Resumo: a poesia em 2013
Citação
de Bette Davis, também de Clint Eastwood
Legenda:
Bette Davis
Um
muito velho recorte de uma crónica de José Quitério no Expresso de 28 de Maio de 2011.
Petisquinhos de Lisboa
Eduardo
Fernades (Esculápio)
Prefácio Carlos
Consiglieri
Compendium, Lisboa 1995
O gosto de comer vem desde a imemorial
hora em que o nosso antepassado deu conta do paladar e o repetiu.
Se a mão talhou o homem, a boca fez os sabores
– os sentidos do gosto, em cada época do ano e ao longo do fluir da vida.
Talvez desde sempre, o comer fora um
acto colectivo, quando mesmo não partilhado ou sublimado no silêncio de
recordações. Saber repetir qual sabor, o travo único, o instante suspenso, o
efémero da diferença que agita o subconsciente em regresso emotivo.
Aliás o percurso do homem é, em grande
parte, identificado com o comer. Sem cairmos em determinismos fáceis – mas no
sentido de partir de um dado momento -, um dos grandes saltos qualitativos da
humanidade dá-se, depois do domínio do fogo, quando se estratifica a família e se originou o Estado. Este processo inclui
inevitavelmente a comida – na quantidade (nos excedentes em poder de unas), na
qualidade e na diversidade.
As meninas, sentadas sobre o muro,
trazem
as mãos para a roda dos vestidos:
resguardam-se
do vento e, sem saber,
escondem
o corpo puro da violência do
amor.
Têm boquinhas frescas e vermelhas,
mas
nos seus lábios arrepiados de segredos
não
pousaram ainda os nomes que as
levarão
ao escândalo e à loucura. Nós
já
fomos assim; passámos as mãos pelo
nada
dos sentidos e pousámos beijos nas
paisagens.
E agora encosta-nos o vento
ao
cansaço dos muros e conhecemos apenas
línguas
mortas – nomes que, buscarmos,
teimam
em chegar cada vez menos.
Maria
do Rosário Pedreira em Poesia Reunida
Armindo
Miranda
Legenda:
imagem de Sandra Galloway
O jornal norte-americano,"acredita que Infantino é respeitado por tudo o mundo e reconhece que tem uma capacidade especial para aproximar as pessoas". Trump, que estreitou laços com Infantino durante o Mundial, "sente que há uma oportunidade clara num leque de candidatos que uma fonte interna descreveu como sendo fraco".
Em declarações ao 'New York Post', Paolo Zampolli, enviado especial de Trump, afirmou que a ideia de Trump é "genial" e que Infantino faria um "óptimo trabalho" como secretário-geral da ONU. O empresário ítalo-americano acrescentou que existe "alguma semelhança" entre os cargos. "Na ONU, é preciso lidar com 193 Estados-Membros. Na FIFA, há mais de 200 membros e o excelente percurso de Gianni Infantino mostra que ele sabe como gerir", referiu.
Aspecto de somenos nesta história:Infantino ganharia menos na ONU. Passaria a receber um ordenado mais baixo na ONU (418 mil dólares por ano) do que aquele que recebe como presidente da FIFA (6 milhões de dólares por ano).
Legenda: imagem do Record.
«Numa tarde em que estava sentada numa esplanada a beber um café e a ler um livro, fui interpelada por uma antiga colega de trabalho que apareceu sem eu dar conta: disse-me, em tom jocosos, que eu tinha uma boa vida, pois estava ali, sem fazer nada, “ a lar um livrinho ao sol”. Achei interessante esta ideia de que uma pessoa que está a ler um livro tem uma vida ótima, porque eu estava de rastos nesse dia, exausta, a ter os meus primeiros trinta minutos sozinha depois de ter sido mãe. Ela tinha razão: ali estava a viver uma boa vida, no entanto, não era por não estar a fazer nada – luxo a que todos deveríamos ter acesso -, mas, sim, por estar a ler.»
Maria Francisca Gama, escritoraDisse-me
como se faziam, li diversas receitas, mas nunca saíram como os da minha mãe.
Tão extraordinários que quando tivemos o tasco em Almoçageme, as refeições
tinham uma entrada de peixinhos da horta feitos pela minha mãe.
Um
sucesso!
Ingredientes
Feijão
Verde 250 gramas
125
gramas farinha de trigo
Fermento
em pó
2
Ovos
1
dl Vinho branco ou cerveja
1
dl água
2
colheres de sopa de manteiga derretida
Preparação
Retirar
ao feijão as pontas e o fio
Coser
os feijões inteiros em água bem temperada com sal numa panela destapada.
Depois
de cosidos, escorrer bem tempere-os com limão
Bata
os ovos, adicionar a farinha, diluída no vinho ou cerveja e água fria, ligando
bem, Envolva-os um a um inteiros ou abertos na massa.
Deixar
a massa repousar 30 minutos.
Fritar
em óleo bem quente até a massa envolvente ficar bem loura e dura.
Colaboração
de Aida Santos
Legenda:
imagem do site de Clara de Sousa
Ansel Adams
Direcão: Henrique Monteiro
Colecção Mestres da Fotografia
Edição: Expresso, Lisboa 2008
A partir de agora, todo o poema que fale de amor, fora.
Todo
o poema que não revolucione, fora.
Todo
o poema que não ensine, fora.
Todo
o poema que não salve vidas, fora.
Todo
o poema que não se sobreviva, fora.
Vou
deixar um anúncio no jornal:
Procura-se
poeta. Trespasso-me.
Ana Salomé em Resumo: a poesia em 2009
Que posso eu fazer senão escutar o
coração inseguro dos pássaros, encostar o coração, a minha face ao rosto lunar
dos bêbados e perguntar o que aconteceu…
Eugénio de Andrade
Foi o que
disse a um amigo, a mãe de António Ramos Rosa.
Olham-se as notícias do dia, e no que toca ao governo, que alguns nos deram em sorte, reparamos que as culpas são de todos, menos do primeiro-ministro, menos dos ministros!...
Fragmento
e Enigma
José
Antunes Ribeiro
Capa:
António Pimentel
Colecção
Imagem do Corpo nº 30
Ulmeiro,
Lisboa Novembro de 1985
Quem
saberá toda a verdade de ti? E o que é a verdade? Falavas da mentira com grande
ênfase. E o que é a mentira? Será o contrário da verdade?? Dizia o velho sábio:
a verdade é o contrário da não-verdade. Tu disseste: prefiro o contrário de
quase tudo. Eu disse: eis aqui uma pessoa sensata.
Saber sempre onde estão as costas
e
o norte.
Deixar
de repetir a palavra
Ainda
Como
se pudesse salvar-me da chuva
Inesperada.
Margarida
Ferra em Sorte de Principiante
Ruy
Belo
A
extrema-direita nunca gostou de Luís Neves, o ministro da Administração
Interna.
O
jornalismo de sargeta, que a apoia, tem vindo a cozinhar o caldo habitual que,
nestas circunstâncias, pratica e onde há de tudo.
O
presidente daquela coisa, com o seu costumaz timbre histérico, escreveu ao primeiro-ministro
exigindo a demissão imediata de Luís Neves e mais um par de botas.
Diga-se
que, vá lá saber-se porquê, que o ministro se colocou a jeito.
O
ruidoso silêncio que passou a praticar, de modo algum lhe é favorável.
Teremos que esperar as cenas dos próximos capítulos, como o bom senso aconselha!...