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domingo, 18 de dezembro de 2016

A MULHER É O FUTURO DO HOMEM


Quem vê para além do horizonte
E o futuro é o seu reino
Face à nossa geração
Eu afirmo com Aragon
A mulher é o futuro do homem

Entre o passado e o futuro
A vossa luta em todos os campos
Da nossa é inseparável
Entre os homens que fazem às leis
Se há quem cante com a minha voz
Outros impõem as interdições bíblicas

O poeta tem sempre razão
Que destrói as antigas preces
A imagem de Eva e da maçã
Face às milenares maldições

Eu declaro com Aragon
A mulher é o futuro do homem
Para parir sem dor
Para o controle dos nascimentos
Foram precisos milênios
Embora tivéssemos saído da Idade Média
Os teus séculos de infinda servidão
Pesam ainda muito sobre a Terra

O poeta tem sempre razão
Quem anuncia a Primavera
Doutros amores no seu reino
restabelece a canção
E declara com Aragon
A mulher é o futuro do homem

É necessário re-aprender a viver
Escrevendo um novo livro a quatro mãos
Redescobrir todos os caminhos
Cada coisa finalmente partilhada
Tudo no casal mudará
Dum modo irreversível

O poeta tem sempre razão
Quando vê para além do horizonte
E o futuro é o seu reino
Face às restantes gerações
Eu declaro com Aragon
A mulher é o futuro do homem

Uma lindíssima canção de Jean Ferrat.

Lamentavelmente não encontro o autor da tradução do poema.


domingo, 17 de julho de 2016

OS CROMOS DO BOTECO



Já há muito que não ia ao Boteco.
Alguém, de nome Ilda, possivelmente sem espaço para guardar vinis, deixou por lá um pequeno monte de EPs e singles.
Vieram comigo e irei colocá-los por aqui.
Começar com Jacques Brel, é um excelente começo.

domingo, 1 de novembro de 2015

PORQUE HOJE É DOMINGO


Permite que eu dance com a sua filha?
Uma velha canção do Adamo para um dia que, dizem, ser de borrasca.
Talvez para ficar em casa a ler um livro, ou a ver um filme, acompanhado por um chá quente.
e menta, um novo sabor da «Lipton», comprado ontem no super.
Bom domingo!

domingo, 7 de junho de 2015

PORQUE HOJE É DOMINGO



Junho.
Um calor asfixiante, de perfeito desespero.
Apetece uma canção fresquinha.
Fui buscar esta, que acompanhou toda a minha adolescência e ainda hoje me faz pele de galinha.
Bom domingo!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

RICHARD ANTHONY (1938-2015)


Só há pouco, pelo blogue do meu amigo Luís, fiquei a saber da morte de Richard Anthony.
Apanhada de surpresa, não sei o que possa dizer.
Cada vez são menos todos aqueles que, pela vida, me deram momentos de alegria.
Este disco no Richard Anthony, que contém o Ce Monde, comprei-o na Discoteca Universal no dia 7 de Janeiro de 1967.
Tinha 22 anos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

VELHOS DISCOS



Marco histórico.
Este foi o primeiro LP que comprei.
No dia 20 de Julho de 1966, na Discoteca Universal, lado direito de quem subia a Rua do Carmo.
Ainda faltavam 11 dias para o fim do mês, dificuldades, dificuldades. 
Já tinha dois ou três EPs do Adamo mas este ao vivo no Olimpia, era o máximo.
Ainda é!
Há sacrifícios que valem mesmo a pena.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ESSE MOVIMENTO DE ANCAS


Juliette Greco evoca Miles Davis, amante. Quando, anos depois, o reencontrou em Paris. Ela, alguns passos na sala, de costas, um pouco curvada, desatenta: procurar um isqueiro, encher um copo com álcool, abrir uma janela porque faz calor. E ele ri, feliz. Juliette Greco pergunta: "Estás a rir, porquê?” E Miles Davis responde: “Porque reconheceria esse movimento de ancas em qualquer parte do mundo.

Eduardo Prado Coelho em Tudo o Que Não Escrevi, Volume I, Edições Asa, Porto, Abril de 1993




domingo, 12 de outubro de 2014

PORQUE HOJE É DOMINGO


Temporal desfeito sobre Lisboa.
É bom ficar em casa a ouvir a chuva e a Sylvie Vartan.
Bom domingo, se possível.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

BON ANNIVERSAIRE


Tem andado por tudo o que é mundo, já esteve várias as vezes em Portugal.

Em Agosto de 1968 foi convidado cinco estrelas do Festival da Costa Verde.

Em trânsito para o Porto, passou por Lisboa e foi dizendo ao repórter do Diário Popular  que começou a cantar porque era isso o que gostava de fazer. Da música portuguesa apenas conhece Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro. Acima de tudo gosta de viver, gosta do trabalho, do amor, da amizade e detesta coisas inertes, negativas, O repórter lembra-lhe que os seus «cachets» são sempre exorbitantes. Simplesmente responde com uma verdade indesmentível:

É preciso ser bem pago para se trabalhar bem.


Em 1988, a CNN elegeu Charles Aznavour artista do século pela simples simples razão de que não se considera uma estrela e mostra-se sempre como um trabalhador incansável da canção, talvez o último «crooner».

Em 2001 anunciou a retirada, mobilizando um mar de gente para aqueles que seriam os seus derradeiros espectáculos, mas chegou à conclusão que ainda não estava preparado
.
Anda em tournée de despedida desde o Outono de 2006, passou por Lisboa em 23 de Fevereiro de 2007 dando um espectáculo no Pavilhão Atlântico.

Continua a viajar, a eterna tournée de despedida.

Logo à noite dará um espectáculo de gala em Berlim e há dias anunciou que já marcou  o seu último espectáculo: 22 de Maio de 2024, o dia em que fará 100 anos.

Ninguém acredita.

Este francês de origem arménia, que já compôs milhares de canções, participou em dezenas e dezenas de filmes, faz hoje 90 anos.

É um velho companheiro da vida de muita gente espalhada pelo mundo.

Parabéns sr. ShahnourVaghinagh Aznavourian e, pelo manos, até 2024.


Legenda: o recorte do Diário Popular é de 18 de Agosto de 1968.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O FINDAR DE SETEMBRO


Agora que Setembro está achegar ao fim, fica aqui uma canção do Gilbert Bécaud de que gosto muito.
Escolhi esta versão porque Bécaud faz dueto com um rapaz da minha geração e que há muito não ouvia: Sacha Distel.

domingo, 2 de dezembro de 2012

DA MINHA GALERIA


Certamente que neste Natal nos vai faltar muita coisa. Como ontem disse: que não nos falte a amizade.
Esta é uma bonita canção que fala de amigos, no fundo, uma canção dentro do espírito natalício.

L'Amitié - Herbert Pagani

Floresce como uma planta selvagem,
não importa onde, na prisão, na escola,
apanhamo-la como apanhamos sarampo,
apanhamo-la como apanhamos a brisa.

É mais forte do que laços de família
e menos complicada do que o amor;
está presente quando estás muito alegre
está presente quando pedes socorro.

É o único carburante que se conhece
que aumenta à medida que é usado
os velhos nela encontram a juventude
e os jovens fazem dela lei.

 É o banco de todas as ternuras
uma aram para todos os combates
aquece-nos e dá-nos coragem
e tem apenas um slogan: partilhar.

 À claridade da amizade, ´céu é mais belo
vem beber à amizade, meu amigo Pierrot
a amizade é outra linguagem
um só olhar, e tudo compreendemos
e  é como um SOS de desempanagem
podes  sempre telefonar dia e noite.

A amizade é o testemunho falso
que te salva num tribunal
é o tipo que te vira as páginas
quando estás só num leito de hospital.

É o banco de todas as ternuras
uma arma para todos os combates
aquece-nos e dá-nos coragem
e tem apenas um slogan: partilhar…

terça-feira, 15 de maio de 2012

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

segunda-feira, 3 de maio de 2010

BAILES DA VIDA

Vocês imaginam bailes da vida sem estes rapazes?
Claro que não!
"Est-ce que tu le sais?, Twist à Saint-Tropez, Oh! Lady, Viens Danser le twist
Derniers baisers, Sous le ciel ecossais, enfim o disco todo.
"Quand viens la fin de lé été sur la plage".
Pois é!


quinta-feira, 18 de março de 2010

O TEMPO DAS CEREJAS


Hoje é o dia da Comuna de Paris.

Hoje é o tempo das cerejas.

O Google diz-nos que A Comuna de Paris é a Primeira experiência de ditadura do proletariado na história, governo revolucionário da classe operária criada pela revolução proletária em Paris. Durou 72 dias: de 18 de Março a 28 de Maio de 1871.A Comuna de Paris foi resultado da luta da classe operária francesa e internacional contra a dominação política da burguesia. A causa directa do surgimento da Comuna de Paris consistiu no agravamento das contradições de classe entre o proletariado e a burguesia decorrente da dura derrota sofrida pela França na guerra contra a Prússia (1870-1871). O empenho do governo reaccionário de Thiers de fazer recair o fardo dos gastos da guerra perdida sobre os amplos sectores da população originou um poderoso movimento das forças democráticas.

“O Tempo da Cerejas" é uma canção, também, o blogue de Vítor Dias, (http://www.tempodascerejas.blogspot.com/) e nele pode ler-se:

"Esta canção de Jean Baptist Clément (letra) e Antoine Renard (música) foi escrita em 1866 sendo portanto anterior à Comuna de Paris (que durou de 26 de Março a 28 de Maio de 1871) e não é um canto revolucionário, mas uma cançoneta de amor. Algumas informações apontam porém para que a última estrofe, posteriormente dedicada, segundo o testemunho de Louise Michel, a uma enfermeira morta em defesa da Comuna, foi escrita sob a influência da «semana sangrenta» em que dezenas de milhar de combatentes da Comuna foram cruelmente massacrados. Foi pois neste contexto histórico que esta canção se tornou um símbolo das imensas esperanças que a Comuna de Paris tinha gerado".

Transcrevo o poema de “O Tempo das Cerejas”. A tradução é de Rui Almeida:





“Quando cantarmos no tempo das cerejas,

E o feliz rouxinol mais o melro gozão
Andarem em festa.
As formosas terão tolice na testa
E os namorados sol no coração...
Quando cantarmos no tempo das cerejas,
Assobiará melhor o melro gozão
Mas passa depressa, o tempo das cerejas,
Quando os namorados colhem, a sonhar,
Brincos de princesa!
Cerejas de amor de igual beleza,
Caem sobre as folhas, qual sangue a pingar.
Mas passa depressa, o tempo das cerejas,
Brincos de coral colhidos a sonhar!
Quando vos chegar o tempo das cerejas,
Se tiverdes medo das coitas d'amor,
Evitai formosas.
Mas eu que não temo penas dolorosas,
Não hei de perder um só dia de dor...
Quando vos chegar o tempo das cerejas,
Haveis de ter também vossas coitas d'amor.
Sempre adorarei o tempo das cerejas:
Guardo desse tempo no meu coração
Uma chaga aberta.
E mesmo a Fortuna, posta como oferta,
Jamais poderá tirar-me esta aflição...
Sempre adorarei o tempo das cerejas
E esta memória no meu coração.”