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sábado, 19 de setembro de 2026

SOLTAS


 Seis meses de guerra no Irão já custaram 43,6 mil milhões de dólares aos Estados Unidos.

1.

Voltamos ao vinho:


«Viticultores do Douro que deixem uva por vindimar receberão 1125 euros por hectare
viticultores que não encontrem comprador para as suas uvas e que, por isso, as deixem ficar nas videiras receberão um apoio máximo do Estado de 1125 euros por hectare, o que equivale a assegurarem escoamento para a produção de três pipas, pouco mais de 1500 litros de vinho, como de resto tinha antecipado o cronista Pedro Garcias, na rubrica que assina semanalmente na Fugas.

Os 12 milhões de euros do Governo para o Douro são uma ofensa e um desperdício
Chegou, finalmente, o dia da vergonha e da humilhação no Douro. Não foi nenhuma surpresa, não surgiu do nada. Estava escrito na pedra há muito tempo. Mas nem isso diminui a vergonha e a humilhação. Ficará para os anais: na vindima de 2026, no dia 4 de Setembro, o Governo de Portugal, liderado por Luís Montenegro e cujo ministro da Agricultura se chama José Manuel Fernandes, aprovou a concessão de 12 milhões de euros do Orçamento Geral do Estado para pagar aos durienses que deixem as uvas maduras na vinha.»

O curioso, assim como quem diz que é, o governo dá milhões de euros para que os viniticultores não apanhem as uvas, e nos supermercados, estamos a comprar uvas, vindas de toda a parte, menos Portugal, a preços incomportáveis e de qualidade duvidosa, enquanto as excelente uvas do Douro ficam a olhar a paisagem.

2.

Um leitor do Público, por causa do cómico Jerry Seinfeld, lamenta-se:

« Não me levam a mal, mas a conclusão de que Israel está a cometer genocídio consta dos relatórios da Comissão Independente da ONU, da Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio, ou de organizações de direitos humanos como a Amnistia Internacional, o Centro Europeu de Direitos Constitucionais e Humanos, o Human Rights Watch, o Médecins Sans Frontières e ainda de prestigiadas ONG's israelitas como a B'Tselem e a Physicians for Human Rights. Também são da mesma opinião dois especialistas israelitas judeus: Omer Bartov, "I’m a Genocide Scholar. I Know It When I See It", NYT, e Amos Goldberg, "Holocaust Memory in a Time of Genocide". Sem dúvida há sempre jornalistas do Público e leitores aqui que o negam. Respeito as suas opiniões. Porém, nunca nenhum apresentou um estudo a apoiá-las.»

Pedro Tadeu no Diário de Notícias:

«Recordo, para quem ande esquecido, que esta posição de Seinfeld é discutida num contexto em que o Governo israelita massacra a população de Gaza, destrói as condições da sua sobrevivência e pratica atos que a Amnistia Internacional classificou como genocídio. A desproporção em relação aos ataques terroristas do Hamas de 7 de outubro de 2023 é evidente. Esses crimes não justificam matar civis, provocar fome ou destruir um território. As vítimas palestinianas não são responsáveis coletivamente pelos crimes do Hamas.»

3.

Um estudo da Marktest indica que três em cada quatro portugueses adultos consome bebidas alcoólicas.

4.

A electricidade fica mais cara em Outubro no mercado regulado por causa da guerra no Irão. São mais 0,005 euros por kWh, a aplicar a partir de 1 de Outubro de 2026.

5.

Portugal registou o maior aumento anual do custo da habitação entre 57 países analisados num estudo internacional, tendo-se verificado um aumento de 15,2% em apenas um ano, enquanto o preço das casas, em termos mundiais, caíu 1,2% no mesmo período.

domingo, 16 de agosto de 2026

TRUMPALHADAS

«Assim que acabarmos de derrotar o Irão, que está a sofrer uma derrota esmagadora, vou declarar, muito em breve, o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos da América.»

Donald Trump, ontem, ou hoje, ninguém sabe quando.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

À LUPA

E sim, o desprezível regime do Irão mantém-se de pé, porventura mais forte do que estava antes.

David Pontes no Público

segunda-feira, 15 de junho de 2026

TRUMPALHADAS

Os Estados Unidos e o Irão chegaram a acordo para pôr fim à guerra que dura desde Fevereiro, anunciou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite deste domingo, 14 de Junho. A informação foi corroborada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem actuado como mediador do conflito. A televisão estatal iraniana confirmou igualmente o fim da guerra, explicando que o Irão "forçou os Estados Unidos" a aceitar o acordo de paz e avançou com a reabertura do estreito de Ormuz.

Será que o louco conseguirá sair do buraco onde Netanyahu o enfiou?

Entretanto, no outro lado do mundo, a Rússia lançou, durante a madrugada desta segunda-feira, 15 de Junho, uma vaga de ataques de mísseis e drones sobre várias regiões ucranianas, tendo provocado pelo menos 11 mortos e danos substanciais num dos principais símbolos religiosos do país: o mosteiro ortodoxo da Pecherskaya Lavra, na capital da Ucrânia.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

TRUMPALHADAS

 

Que mais há a pensar de Donald Trump?

Inculto, ignorante, populista, demagogo.

O mesmo espanto de sempre: como é que um povo elege um presidente disposto a acabar com os Estados Unidos, com o Mundo?

De uma notícia do Público assinada por Ana Brito:

 «Ao fim de três meses, Trump continua sem resolver o problema que criou no Irão
“O Irão quer muito fazer um acordo”, repete Trump todas as semanas, mas o estreito de Ormuz permanece “encerrado” e o Médio Oriente é uma zona de alta tensão.

Os Estados Unidos continuam a mostrar-se incapazes de resolver o problema que criaram há três meses, quando, ao lado de Israel, atacaram o Irão, mataram as principais figuras do regime – incluindo o Guia Supremo da República Islâmica, o ayatollah Ali Khamenei – fazendo com que o poder caísse nas mãos dos generais, que controlam o dinheiro, as armas e o petróleo e têm pouco incentivo para abrir mão do trunfo estratégico que é o estreito de Ormuz.

Esta quarta-feira, depois de a imprensa iraniana ter divulgado uma espécie de base para um memorando de entendimento entre Irão e Estados Unidos, a que a Casa Branca chamou uma “invenção completa”, Donald Trump voltou a dizer que ainda não está satisfeito com o acordo que supostamente está a ser negociado com Teerão, através da mediação paquistanesa.»


sexta-feira, 22 de maio de 2026

TRUMPALHADAS

Donald Trump, Benjamim Neta, toda aquela montanha de ignorantes que os envolvem, meteram-se naquele vespeiro que é o Irão e não sabem como hão-de sair daquilo.

O Vietnam, o Iraque, o Afeganistão não lhes serviram de exemplo.

Mas todos os dias, Donald Trump  diz aos seus fanáticos que destruiu a marinha, a força aérea do Irão, mas que ainda falta o golpe final que destruirá um país, golpe que, até agora, não passa da louca imaginação daqueles fanáticos.

E o mundo vai olhando para uma das suas maiores crises...

Como é possível?

segunda-feira, 18 de maio de 2026

TRUMPALHADAS

Donald Trump mandou suspender novo ataque ao Irão que estava marcado para amanhã, em resposta a um pedido dos líderes dos países do Golfo. Trump afirmou que estão em curso “negociações sérias» e acredita-se que 2será alcançado um acordo”.

Contudo Trump acrescentou que a Administração norte-americana está pronta para um “ataque em grande escala contra o Irão, a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável”.

terça-feira, 12 de maio de 2026

TRUMPALHADAS

Pentágono calcula que guerra no Irão já custou 24,7 mil milhões de euros.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

TRUMPALHADAS

O modo como Donald Trump trata a guerra que mantém com o Irão, lembra uma frase de Pimenta Machado, então presidente do Vitória de Guimarães, que ficou para a história do futebol , e não só:

«O que hoje é verdade, amanhã é mentira!»

Trump, umas vezes diz que as «negociações» estão a correr muito bem, para quase de imediato dizer o contrário.

Ontem, rejeitou a resposta do Irão à mais recente proposta norte-americana para um acordo de paz.

 «Acabei de ler a resposta dos supostos representantes do Irão. Não gosto — totalmente inaceitável", escreveu Trump na rede social Truth Social, sem acrescentar pormenores sobre a recusa. Noutra publicação feita horas antes, o chefe de Estado acusou o Irão de "enganar" e "gozar" com os Estados Unidos há décadas e avisou que isso iria acabar: "Não se vão rir por muito mais tempo!» 

terça-feira, 21 de abril de 2026

TRUMPALHADAS


De adiamento em adiamento, Donald Trump vai mostrando ao mundo que se meteu numa guerra com o Irão sem cuidar que aquela gente, quando acossados, é capaz de tudo e não é o constante despejar de misseis e drones que os fazem recuar.

Poucas horas antes do findar da actual trégua, Trump avisou que os militares norte-americanos estavam desejosos para entrarem em acção.

Através da sua rede social, Truth Social, o Presidente dos Estados Unidos anunciou que prolonga o período de cessar-fogo, que terminaria dentro de poucas horas, "até que os líderes e representantes do irão consigam chegar a uma proposta".

Entretanto as autoridades militares norte-americanas pediram hoje o investimento de dezenas de milhares de milhões de dólares no próximo ano fiscal em drones, sistemas de defesa aérea e caças, que têm sido peças-chave na guerra com o Irão.

No âmbito da iniciativa do Presidente Donald Trump para aumentar as despesas com a defesa para 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros, à taxa de câmbio actual) no orçamento de 2027, o Pentágono quer triplicar as despesas com drones e tecnologias relacionadas para mais de 74 mil milhões de dólares e investir mais de 30 mil milhões de dólares em munições mais críticas, incluindo interceptores de mísseis, cujos stocks se tornaram criticamente baixos durante a guerra com o Irão.

As autoridades militares afirmaram que o plano de despesas foi desenvolvido antes do conflito no Médio Oriente. Também não discutiram quanto irão solicitar em fundos adicionais para a guerra, o que seria um acréscimo ao aumento das despesas de defesa já solicitado pela Casa Branca para o próximo ano fiscal.


domingo, 12 de abril de 2026

TRUMPALHADAS


«Ao aceitar ser arrastado por Israel para a guerra e ao ameaçar dizimar a civilização persa numa noite, o presidente dos EUA não afundou apenas o seu já reduzidíssimo capital ético e político. Donald Trump ultrapassou uma linha que nem muitos dos seus radicalizados apoiantes ousou admitir. Pela primeira vez desde o regresso à Casa Branca, membros MAGA, a base de apoio de Trump, levantaram a voz – em uníssono com os Democratas – para criticar o presidente e admitir a invocação da 25ª Emenda constitucional que prevê a destituição. A admissão do recurso ao genocídio para acabar com aquele que já foi um dos maiores impérios do Mundo só poderia envergonhar os americanos, da mesma forma que deixou perplexos muitos de nós. E nem o anúncio de frágil cessar-fogo, feito pouco antes da hora-limite da infame ameaça, apaga a errância de Trump na tentativa de sair de um conflito que não está a vencer, por muito que grite vitória. A guerra inútil de Trump não mudou o regime em Teerão, não é certo que abra o estreito de Ormuz, não obliterou o poder militar da Guarda Revolucionária, não travou o enriquecimento do urânio iraniano e aumentou a morte de civis no Líbano. Trump é o grande derrotado desta guerra e, mais cedo ou mais tarde, vai pagar por isso.» 

Alfredo Leite no  Correio da Manhã.

1.

Os Estados Unidos e o Irão não alcançaram qualquer acordo de paz no final de 21 horas de negociações no Paquistão.

É provável que existisse alguém que ainda acreditasse em algo diferente do que veio a acontecer.

Vance disse que os Estados Unidos apresentaram a sua "melhor oferta final", mas que os iranianos recusaram a proposta, bem como qualquer compromisso para não desenvolver armas nucleares.

A delegação iraniana, por seu turno, acusa os norte-americanos de terem apresentado "exigências irrazoáveis" e "ilegais". Para além do nuclear, continuam a ser pontos de discórdia o controlo do estreito de Ormuz, o levantamento de sanções e o pagamento de indemnizações de guerra. Não houve acordo em nenhuma das frentes.

A reacção de Donald Trump, é de indiferença. 

"Aconteça o que acontecer, nós ganhamos", declarou ainda na noite de sábado e foi assistir a um combate de luta livre em Miami.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

TRUMPALHADAS


O mundo entregue a loucos, a assassinos, a aldrabões.

Na noite de ontem o louco presidente norte-americano  avisou que uma civilização inteira iria morrer, para nunca mais voltar.

«Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer.»

Antes, utilizando linguagem imprópria para um chefe de Estado, Donald Trump prometeu ao Irão, numa mensagem publicada na Truth Social, que a próxima terça-feira, 7 de Abril, será “Dia das Centrais Nucleares” e “Dia das Pontes”, sugerindo uma forte ofensiva militar norte-americana caso o Irão não cumpra a sua principal exigência: "Abram o raio do estreito, seus sacanas loucos, ou viverão no inferno" (“Open the Fuckin’ Strait, you crazy bastards, or you’ll be living in Hell - JUST WATCH! Praise be to Allah”.

Mas a hora e meia do fim do ultimato que aniquilaria uma civilização para sempre, sabia-se que Washington e Teerão aceitam uma proposta paquistanesa de cessar-fogo de duas semanas.

E agora, o que irá acontecer?

Trump mostra-se desesperado perante uma guerra para a qual foi conduzido por Netanyahu.

O assassino israelita, como se diz na esplanada do Café do Bairro, comeu Donald de cebolada.

O primeiro-ministro israelita afirmou que está pronto para retomar a guerra contra o Irão a qualquer momento, defendendo que o cessar-fogo temporário acordado entre Washington e Teerão "não é o fim" e que Israel ainda tem objectivos a cumprir.

"Ainda temos objectivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja através da força", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso ao país. Netanyahu disse ainda que a trégua foi decidida "em plena coordenação" com Washington, garantindo que Israel não foi "apanhado de surpresa".

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, considerou que "nada está acabado": "Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão."

O mundo permitiu-se respirar de alívio.

Que alívio?

quinta-feira, 2 de abril de 2026

À LUPA

Leio espantado, completamente espantado:

 «A União Europeia condenou inequivocamente os ataques indiscriminados do Irão. Desde 28 de Fevereiro de 2026, e tem estado em contacto constante com dirigentes de todo o Médio Oriente e da Europa, solidarizando-se com os países atacados pelo Irão e apoiando as aspirações democráticas do povo iraniano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, bem como a alta representante/vice-presidente, Kaja Kallas, reafirmaram o empenho da União Europeia na estabilidade regional, instando a

 

desescalada imediata e retenção máxima

protecção da população civil e das infra-estruturas civis

pleno respeito pela Carta das Nações Unidas

 

A posição da União Europeia E foi reiterada nas conclusões do Conselho Europeu de 19 de março de 2026, em que todos os 27 dirigentes condenaram os ataques do Irão, exigiram um cessar-fogo imediato e apelaram a uma moratória aos ataques às infraestruturas energéticas e hídricas.»

quarta-feira, 25 de março de 2026

TRUMPALHADAS

Os estilhaços da guerra desencadeada por Benjamim Netanyahu e com o beneplácito de Donald Trump, vão caindo no nosso dia-a-dia aumentando os riscos de um viver ainda mais difícil.

Como é que estes dois loucos não sabiam que é impossível vencer uma guerra contra fanáticos religiosos dispostos a tudo, incluindo pôr um povo a morrer em nome de Deus?

1.

«Conversações produtivas.” Assim se define a porta entreaberta por Trump quanto a um possível fim da guerra, ao suspender a vontade imperial de bombardear, arrasar, pulverizar, o Irão, com armas convencionais ou mesmo nucleares, como insinua a sua narrativa torpe e alucinada. O problema desta porta entreaberta é que ela vem de uma palavra presidencial que não vale nada. Trump, já sabemos, diz hoje uma coisa e, hoje ainda, o seu contrário. A sua conceção do mundo convocaria, na melhor das hipóteses, Dirty Harry, o justiceiro que celebrizou Clint Eastwood, mas não está sequer próxima do rastejante e traiçoeiro Tuco, protagonizado pelo genial Eli Wallach. Trump é apenas um asqueroso vilão, psicopata narcísico e corrupto. A sua fortuna triplicou num ano, está a rebentar os contrapesos da democracia americana, usa a seu bel-prazer a máquina judicial contra quem o contraria, como está a fazer com Joe Kent.

As “conversações produtivas” com o Irão são um eufemismo, de quem procura uma saída, já muito penosa, para o maior desastre norte-americano a seguir ao Vietname e ao Iraque. A sua própria base de apoio tem vindo a intensificar os sinais de que os EUA têm de sair do Irão depressa e em força. Perderam o controlo da guerra e o próprio aliado, Israel, faz o que quer. Como se Trump fosse uma marioneta nas suas mãos, depois de já se ter percebido que também o é para Putin. É este o Presidente que a América tem e de que será difícil desembaraçar-se.»

Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã

2.

Trump em cada dia que passa diz já ter vencido o Irão mas… acabou por envia ao Irão um plano com 15 pontos destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente, plano foi entregue através do Paquistão.

Segundo David Pereira no Diário de Notícias as condições abrangem todos os objetivos de guerra dos Estados Unidos e de Israel, mas a estação televisiva israelita indica que Jerusalém está preocupada com o facto de Trump e a sua equipa quererem pressionar rapidamente para um "acordo-quadro, um acordo de princípio" com o Irão, em vez de insistir nestas exigências como condição para interromper a guerra.

3.

O Presidente norte-americano anunciou na segunda-feira um prolongamento de cinco dias no prazo de 48 horas que estabelecera dois dias antes para começar a atacar instalações energéticas iranianas, caso Teerão não desbloqueasse o Estreito de Ormuz.

4.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos como “uma farsa", negando qualquer diálogo com Washington.

"O Irão considera o pedido de negociações dos Estados Unidos como uma nova tentativa de dissimulação para se reagrupar e, encontrar brechas” com vista a “intensificar novamente os ataques", declarou na rede social X a representação iraniana em Islamabad.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou pelo seu lado na segunda-feira que o Presidente norte-americano acredita na possibilidade de “alcançar os objetivos da guerra” através de um acordo com o Irão, mas advertiu que Israel vai defender os seus “interesses vitais em qualquer circunstância”.

5.

Entretanto O Pentágono anunciou que Donald Trump está a planear enviar três mil soldados paraquedistas para o Médio Oriente, para apoiar os combates no Irão. A Casa Branca afirmou que as operações militares norte-americanas na região vão continuar. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

6.

As negociações entre os Estados Unidos e o Irão existem mesmo?

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que não estão actualmente a decorrer negociações entre Teerão e Washington, acrescentando que a troca de mensagens através de diferentes mediadores “não significa negociações”. 

Segundo Araghchi, as principais autoridades iranianas estão a analisar as propostas de paz apresentadas, mas Teerão não tem intenção de negociar com os EUA, algo que nesta fase seria reconhecer uma derrota. O Irão prefere "continuar a resistir", para "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", disse o ministro à televisão estatal iraniana, citado pela agência Lusa.

Os norte-americanos falharam em alcançar os seus principais objectivos, entre eles uma vitória militar rápida e a mudança de regime no Irão, aponta o ministro iraniano, afirmando também que os EUA falharam na protecção dos seus aliados no Médio Oriente, apesar das bases militares instaladas na região, notou, insistindo que o estreito de Ormuz está "fechado apenas aos inimigos".





segunda-feira, 23 de março de 2026

TRUMPALHADAS

Quando acabará a guerra que em 28 de Fevereiro Israel e os Estados Unidos iniciaram com o propósito de "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano"?

Nem Netanyahu, nem Donald Trump informaram que iriam iniciar a guerra contra o Irão.

Donald Trump não sabe quando terminará a guerra, está entalado e pediu a ajuda, com ameaças à mistura para quem não o ajudar, para desbloquear o estreito de Ormuz.

Os principais aliados dos Estados Unidos reagiram com cautela ao pedido de ajuda de Donald Trump para garantir a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, evitando comprometer-se com uma missão militar sem objetivos ou limites claros que arrisca arrastá-los para uma guerra que não escolheram.

Mas…

A poucas horas de terminar o prazo do ultimato lançado a Teerão para a abertura do estreito de Ormuz, o Presidente dos Estados Unidos alegou que a sua Administração teve "conversas produtivas com o Irão", tendo decidido adiar por cinco dias os ataques contra infra-estruturas energéticas iranianas — período ao longo do qual considera ser possível chegar a acordo com Teerão.

Segundo o Presidente norte-americano, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner (seu genro) estiveram no domingo reunidos com “um líder respeitado” do Irão, mas não o ayatollah Mojtaba Khamenei. As negociações, acrescentou Trump, devem continuar esta segunda-feira.

Trump admitiu aos jornalistas que não podia revelar o nome da pessoa com quem está a negociar. “Não quero que ele seja morto”, justificou, num aparente remoque aos israelitas, que eliminaram várias figuras de topo da hierarquia iraniana.

"Tivemos conversas muito, muito boas. Vamos ver onde elas nos levam. Temos pontos de acordo", disse Trump. "Estamos diante de uma possibilidade real de fechar um acordo".

O Irão rapidamente desmentiu o chefe de Estado norte-americano e garantiu que não estão em curso "comunicações directas ou indirectas" com Washington. Reiterou também que atacará as "centrais de energia do regime ocupante", bem como as infra-estruturas económicas, industriais e energéticas utilizadas pelos norte-americanos, caso as centrais de energia iranianas sejam atingidas.

1.

Segundo Pedro Adão e Silva no Público, em apenas 12 meses, Trump fez o que alguns dos autocratas mais proeminentes dos últimos 25 anos demoraram anos a conseguir.

2.

«Sem os EUA, a NATO é um tigre de papel», escreveu Donald Trump numa publicação na sua Truth Social. O Presidente norte-americano critica os aliados porque “não quiseram juntar-se à luta para travar um Irão com capacidade nuclear" nem se disponibilizaram para uma "simples manobra militar" para reabrir o estreito de Ormuz, “tão fácil para eles, com tão pouco risco”.

“Agora que essa luta está militarmente ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", lê-se ainda na mensagem. “Cobardes, e nós não nos vamos esquecer!”, termina Trump.

Copia-se um comentário de um leitor  (Zapata) do Público:

«Curioso... Trump pediu a vários países que o fossem ajudar a "desentupir" a navegação no Estreito de Ormuz. Só não pediu a Israel. Está mal. Foi Israel que nos meteu nesta embrulhada. E os iranianos têm um amor por israelitas que só visto. Quando o Xá fugiu para o estrangeiro, apareceram graffiti nas paredes a dizer "Não façam mal aos judeus. Mas se encontrarem israelitas podem matar." Alguns milhares de israelitas viviam que nem uns nababos no Irão (a aperfeiçoar, entre outras coisas, a SAVAK). A cena é contada num documentário israelita que passou no "Toda a Verdade" na 2a-feira, na SIC-Notícias.»

3.

«Não, o Irão não é a Venezuela, mas Trump poderá ter sido levado a achar que era pelo orgulho, pela vaidade e pela influência de Netanyahu, e mergulhou de cabeça numa guerra cuja extensão terá calculado mal. E aqui entra o fecho do estreito de Ormuz pelo Irão e as consequências generalizadas provocadas pelo aumento do preço do petróleo que ameaça uma nova crise global pela qual os EUA não passariam incólumes. Aparentemente, apenas a China e a Rússia poderão, em tese, beneficiar num cenário destes, o que torna este cenário ainda mais caricato.»

Do editorial de Pedro Candeias no Público

4.

Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irão", disse Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, na sua carta de demissão entregue ao presidente Donald Trump e publicada no X . "O Irão não representa uma ameaça iminente para a nossa nação, e é evidente que iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso lobby americano".

Donald Trump, pelo contrário, congratulou-se com a sua saída: “Ainda bem que ele se foi embora. Ele disse que o Irão não era uma ameaça. Todos os países reconhecem que o Irão é uma ameaça.” Na mesma declaração aos jornalistas, na Sala Oval, o Presidente declarou que não conhecia “muito bem” Joe Kent e que lhe parecia “um tipo porreiro”.

domingo, 15 de março de 2026

TRUMPALHADAS

Fotografia de Benoit Terrier da Reuters, publicada no Público,:navios ancorados no estreito de Ormuz vistos a partir de Muscat, em Omã, a arma dos iranianos com que o presidente louco, apoiado por loucos, eleito por outros loucos, parece não ter contado.

1.
«A questão que se coloca com cada vez mais pertinência é simples: os Estados Unidos avaliaram todas as consequências da guerra contra o Irão antes de lançarem o ataque conjunto com Israel que entra hoje no seu 16.º dia? Provavelmente, esperavam uma rendição ou destruição do regime mais rápida. Provavelmente, não avaliaram a capacidade de resistência do regime, preparada, não ontem, mas há muito tempo. Provavelmente, a pressão de Israel foi decisiva. Já ouvimos Donald Trump dar as mais variadas explicações sobre os objectivos da guerra e a sua oportunidade. Todos os dias, promete bombardeamentos ainda mais fortes para o dia seguinte. O Irão resiste. Continuamos sem ter uma perspectiva sobre a duração desta guerra. Mas há uma coisa que já sabemos — as suas consequências para a economia global serão enormes. Porque os países do Golfo fornecem mais de 20% da energia consumida no mundo. Porque a produção desses países está a ser alvo de drones e mísseis iranianos. Porque o Estreito de Ormuz, por onde passam os navios que abastecem o mundo inteiro de petróleo e gás, está bloqueado. Praticamente nenhum navio o atravessa neste momento. As imagens de satélite são impressionantes.»

Teresa de Sousa no Público

2.

«Quase duas semanas depois do início da guerra da aliança EUA/Israel ao Irão, o que sobra? Os factos são claríssimos. O regime iraniano não caiu e o povo, por um misto de medo e orgulho nacional, não se revoltou. Os dois maiores exércitos e secretas do Mundo não conseguiram, sequer, manter a navegabilidade do estreito de Ormuz.

O choque petrolífero, por causa disso, está a capturar o Mundo inteiro, incluindo a América, numa armadilha económica que ameaça arrastar o cenário de crise por demasiado tempo. A subida do custo de vida, dos juros, da energia, agita a sombra tenebrosa da estagflação, essa velha mistura entre inflação e ausência de crescimento económico. Nos EUA, o galão de gasolina já bate nos 4 dólares e Trump arrisca-se a ficar enredado na sua própria política.

São também muito claras as contradições políticas e militares entre os dois aliados. Os EUA a tentarem, de forma incipiente, construir uma narrativa de saída do vespeiro iraniano, e Israel a assumir que ainda vai demorar uns tempos a bombardear o Líbano e o Irão. A União Europeia reage a várias vozes, em torno da ideia de medidas preventivas de defesa, mas, no essencial, avulta a ausência de liderança em Bruxelas. Com os caminhos que tudo isto leva, quem precisa de inimigos, se tem aliados como Trump e Netanyahu?!»

Eduardo Dâmaso no Corrreio da Manha

3.

«Ele acrescentou que os jactos norte-americanos sobre o Irão estão “a controlar os céus, a atingir alvos” e a trazer “morte e destruição do céu, durante todo o dia”.

Pete Hegseth, chefe do Pentágono (palavras citadas em vários jornais, no dia 3 de Março)
Não se espera que a linguagem da guerra seja macia e benevolente. Mas devemos notar que em relação às guerras anteriores a que assistimos, desde a guerra dos Balcãs, nunca este tipo de linguagem tinha sido utilizada. “Viva la muerte” é um grito que vem da Guerra Civil de Espanha e que permaneceu silenciado durante bastante tempo. Ressurgiu agora de uma maneira ainda mais cruel, sob a forma não de uma palavra de ordem, mas de um regozijo indisfarçável. Não falo do lugar de um pacifista; falo do lugar em que me sinto arrepiado por esta linguagem, sabendo que ela é performativa: traz a morte ao ser proferida e dissemina-a por toda a terra, e não apenas pelo território onde caem as bombas».

António Guerreiro no Público

4

«A frase sobre o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão não foi dita por um crítico do Presidente norte-americano. Foi proferida nesta semana por um dos maiores podcasters do mundo, Joe Rogan, um reconhecido apoiante de Donald Trump.

Não é fácil, a quem quer se seja, encontrar uma racionalidade nesta guerra, até porque para Trump ela já foi um pouco de tudo. Num dia, o que está em causa é a mudança de regime, no outro dia só quer destruir a capacidade militar do Irão. Num dia, nunca haverá tropas no terreno, no outro dia já é possível que isso aconteça. Hoje, Trump quer ter uma palavra na escolha do novo líder iraniano, amanhã quer que todas as lideranças pereçam. Num dia, está aberto a negociações, no dia seguinte pede “uma rendição incondicional”.»


Isabel França

terça-feira, 10 de março de 2026

TRUMPALHADAS

 Casa Branca. Grupo de religiosos, alguns com as mãos nos ombros de Trump, rezam pela proteção do presidente, das forças armadas, da América. O vídeo foi compartilhado pelo vice-chefe de gabinete Dan Scavino.

 

1.

“Trump, olha-os nos olhos”: jornal iraniano publica fotografias das crianças mortas no ataque a uma escola.
A capa do jornal iraniano
Tehran Times desta segunda-feira foi totalmente preenchida com as fotografias de 100 crianças alegadamente mortas num ataque contra uma escola no Sul do Irão, no dia 28 de Fevereiro. As fotografias são acompanhadas da frase “Trump, olha-os nos olhos”, depois de nem os Estados Unidos nem Israel terem assumido a autoria do ataque.

Mafalda Fidalgo no Público

2.

A Índia anunciou uma distribuição prioritária de gás natural para consumo doméstico e transportes, numa altura em que as perturbações no abastecimento devido à guerra no Médio Oriente preocupam vários setores da economia.

O país mais populoso do planeta, com cerca de 1,5 mil milhões de habitantes, é o quarto maior importador mundial de gás natural liquefeito .

Uma grande parte do gás natural consumido na Índia é proveniente do Qatar, cujas unidades de produção foram atacadas pelo Irão desde o início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

3.

Donald Trump, manifestou  o desagrado com a eleição de Mojtaba Khamenei como líder supremo iraniano, para suceder ao pai, Ali Khamenei, morto no início da ofensiva israel-americana contra o Irão.

Donald Trump queria participar na escolha do novo líder de Teerão.

Israel determinou que o novo líder irá ser morto, esteja ele onde estiver.

4.

Definitivamente não é possível acreditar que as decisões de Donald Trump são tomadas com base nos princípios de racionalidade e da sensatez.

5.

Preço do petróleo já está 25% acima do valor assumido pelo Governo Luís Montenegro no Orçamento do Estado de 2026.

Vários analistas temem persistência do valor do barril na casa dos 80 dólares. Outros, mais pessimistas, atiram cenário para 100, 150 dólares ou mais. 

Luís Montenegro:

 "Tenho a certeza de que não me vou arrepender de nada do que fizemos nestes dias"

6.

Nas suas conferências de imprensa no Pentágono, Pete Hegseth diz que os Estados Unidos  “estão decisivamente a ganhar a Operação Fúria Épica". O ataque "tem tido resultados incríveis e os Estados Unidos  vão usar todo o tempo necessário para alcançarem os seus objevtivos, nunca houve a intenção de ser, uma luta justa. Nós estamos a atacá-los enquanto eles já estão caídos e é assim que deve ser”

7.

A Administração Trump reuniu-se com executivos das maiores empresas de defesa dos Estados Unidos na Casa Branca para discutir a aceleração da produção de armamento, enquanto o Pentágono trabalha para reabastecer os stocks após os ataques ao Irão e várias outras operações militares recentes,.

A reunião sublinha a urgência sentida em Washington para reforçar os stocks de armamento, depois da utilização intensiva de munições na operação no Irão. Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e Israel iniciou operações militares em Gaza, os Estados Unidos forneceram milhares de milhões de dólares em sistemas de artilharia, munições e mísseis antitanque. O conflito com o Irão consumiu, até agora, um maior número de mísseis de longo alcance do que os que foram fornecidos a Kiev.

domingo, 1 de março de 2026

TRUMPALHADAS

1.

Donald Trump vangloria-se do “sucesso” que tem tido no Irão, mas há dúvidas sobre se terá um plano para o dia seguinte. Encurralada, a cúpula do poder iraniano escolhe um novo líder e a acontecer será mais radical que Khamenei.

2.

Este domingo, Donald Trump descreveu toda a situação como uma vitória: “Está a movimentar-se de forma rápida, ninguém acredita no sucesso que temos tido. Quarenta e oito líderes iranianos foram-se de uma vez”, disse à Fox News.

3.

Em declarações à The Atlantic, Donald Trump pareceu convicto de que existe uma solução: a liderança iraniana está pronta para falar – pelo menos, a que resta. “A maioria destas pessoas já foi. Algumas das pessoas com quem falávamos já foram, porque foi um golpe grande”, afirmou. “Deviam ter chegado a um acordo mais cedo.”

4.

Donald Trump é de opinião que a intervenção no Irão deverá durar 4 semanas e insta os Guardas da Revolução do Irão a “pousarem as armas ou enfrentarem morte certa”
O Presidente norte-americano, Donald Trump, publicou este domingo um vídeo na rede Truth Social onde exortou os Guardas da Revolução do Irão: "Pousem as armas e recebam imunidade total ou enfrentem morte certa. Não vai ser bonito”.

5.

Receando o desenrolar do conflito no Médio Oriente, Israel vai convocar 100 mil soldados na reserva.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

TRUMPALHADAS

Sempre a falar de paz, Donald Trump atacou seis países desde o início do mandato.

Com justificações diferentes, Trump encara o uso da força como um elemento central da sua presidência: Irão, Venezuela, Nigéria, Síria, Iémen e Somália foram os seus alvos. Outros estarão em agenda como Colômbia, Cuba, Gronelândia.


Além dos países que de facto atacou, somam-se as ameaças a outros que, por enquanto, escaparam a Trump: Colômbia, Cuba ou a Gronelândia são exemplos.

A ofensiva ilegal de Israel/Estados Unidos sobre o Irão denomina-se «Operação Fúria Épica» foi levada a cabo com Trump a ignorar o Congresso, os conselheiros militares, e até J.D. Vance se manifestou céptico de intervenções militares.

É entendimento geral que não se pode fazer uma mudança, assim do pé para a mão, de regime no Irão, será mesmo uma missão impossível.

Mas Trump, qual louco a voar pelo mundo de que se diz único dono, é taxativo:

«Eu posso ficar com aquilo tudo ou acabar com isto em dois ou três dias».

ATAQUE COORDENADO CONTRA O IRÃO


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou, num vídeo publicado no X, que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que classificou como a "ameaça existencial" representada pelo Irão.

 “Ao grande e orgulhoso povo do Irão, digo-vos que a hora da vossa liberdade está a chegar. Abriguem-se, não saiam de casa, é muito perigoso, bombas vão cair em todo o lado. Quando terminarmos de derrubar o vosso Governo, ele será vosso para o ocuparem”, afirmou Donald Trump no final de um vídeo de oito minutos, publicado na sua Truth Social, em que anuncia o ataque militar.

"Esta será provavelmente a vossa única oportunidade durante [várias] gerações", afirmou. "Durante muitos anos, pediram a ajuda da América, mas nunca a obtiveram. Nenhum Presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite. Agora têm um presidente que vos está a dar aquilo que querem, por isso vejamos como respondem."