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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

OS ITINERÁRIOS DO EDUARDO


Rua Azedo Gneco em 1949.

Onde?

Será Chaves? Será Vila Real? Será Porto? Será Lisboa?

Por vezes, o Eduardo, quando fala de ruas, nem sempre  indica a cidade.

Importa saber?

Rua Azedo Gneco em 1949.

O Eduardo fala de escadas de serviço, junto-lhe traseiras de casas, de que tanto gosto. Vão desaparecendo na voragem dos prédios demolidos para abrir construções novas.

«Rua Azedo em 1949. Nas escadas de serviço: corridas, perseguições, casas abandonadas, outras escadas de serviço. O terrível pormenor de uma tesoura aberta, a discussão, o pontapé a atingir-lhe o sexo que logo ali sangrou. Daí. A clínica, raios ultra-violetas, vergonha, e um sinal agora nítido na erecção que talvez excite e interesse e que lhe faz recordar uns clandestinos pães com marmelada ou os livros Zé Fagulha comprados em Natal precário de que mais tarde se fala nas obras completas ao referir a destruição de qualquer coisa a exigir muitas mais páginas.»

Eduardo Guerra Carneiro em É Assim que se Faz a História

Legenda: fotografia Shorpy

sexta-feira, 14 de março de 2014

POSTAIS SEM SELO


As mulheres de roupão nas varandas
sacodem os braços com dedos de pó
na intimidade clara
de cheirarem ao suor dos fantasmas da noite
que ainda não se levaram

José Gomes Ferreira em Poesia V, Portugália Editora, Lisboa s/d

Legenda: pintura de John Sloan