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segunda-feira, 30 de março de 2026

À LUPA

O presidenta da República convidou o escritor Francisco José Viegas para integrar a Casa Civil. Viegas, também jornalista e editor, foi, durante um ano, secretário de Estado da Cultura no Governo de Passos Coelho.

Como é sempre tarde quando se chora, entendeu que se ter metido a secretário de estado da cultura de um governo de Pedro Passos Coelhos foi uma péssima ideia.

Alguém que se diz de inteligência acima da média, evita cascas de banana nos passeios para não ter que invocar problemas de tensão arterial para evitar saídas pela direita baixa

Diz gostar de livros mas só os dos seus amigos e dos interesses livreiros dos mesmos de sempre.

António José Seguro escolheu pessimamente, ou foi mal aconselhado…

segunda-feira, 23 de março de 2026

À LUPA


«Quem terá sido o assessor que aconselhou António José Seguro a andar com cara de governante em tempo de catástrofe, sempre grave e rígido? Cavaco era assim e vejam como acabou. Em todo o caso, gostei de saber que o novo Presidente serviu um vinho pouco conhecido no jantar oficial da tomada de posse. Chama-se Serra P e é produzido pelo próprio Presidente. É um luxo termos um vitivinicultor em Belém.

O vinho de Seguro, os lobos de Hollywood e a bulha no Chega
De certeza que o vinho foi oferta da casa, para poupar no orçamento da Presidência e mostrar que o país não vive só de Barca Velha ou Pêra-Manca. Há mais país e vinho no jardim. Imagino o que estarão a pensar alguns leitores: “Lindo começo, ao primeiro jantar oficial serve logo o seu vinho e não o esconde de ninguém. Já parece o Trump.” Mas não há razão para tanto. Seguro é assim, um rural honesto e simples, desses vitivinicultores que se orgulham das suas raízes e têm brio no que fazem. Quando recebem alguém em casa, não vão comprar frango assado ao Continente ou bacalhau com natas ao Pingo Doce. Cozinham algo especial e servem o seu melhor vinho. Por norma, perguntam: “É bom, não é?” Foi o que aconteceu, aposto. Além do mais, e para que não houvesse dúvidas, Seguro já tinha passado o negócio do vinho e do turismo para os filhos.»

Pedro Garcias no
Público

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO


António José Seguro, a partir de hoje, é o novo presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa que, após dois mandatos, deixa Belém.

Dois mandatos presidenciais com algumas sombras:

- o caso das gémeas luso-brasileiras que levou a um corte de relações com um dos seus filhos e transformou-se numa autêntica novela mexicana

- o caso do encobrimento dos crimes sexuais da igreja.

- o caso de, por uma birra, ter liquidado o governo de maioria absoluta de António Costa, empurrando o país para eleições que resultariam  nos governos de Luís Montenegro.

Outros casos de sombra existiram, mas estes foram marcantes.

Ficaram os afectos, as selfies, Feiras do Livro, por Setembro, nos jardins do Palácio de Belém.

Marcelo, como presidente, quis ser um anti-Cavaco Silva.

Certamente, António José Seguro não vai querer ser um anti-Marcelo. 

Tem um outro olhar, uma outra pretensão para o cargo que agora inicia.

Espera-se...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O DIA SEGUINTE


Dias negros.

Continuam as intempérie provocadas pelas depressões Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta.

Quem se seguirá?

Quase impossível trabalhar nas regiões que foram afectadas pelas depressões.

Dois dias sem olhar as pedras do Cais.

Apenas inquietação.

Somos o que somos, o que aceitamos ser, pouco ou nada do que deveríamos querer ser.

Que outras inquietações?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

À LUPA


 O debate de ontem nas televisões ajudou a concluir que o presidente «daquela coisa» não é flor que se cheire e que não basta António José Seguro vencer a 2ª volta das presidenciais, é muito importante que ninguém fique em casa e demonstre nas urnas que «aquela coisa» não pode continuar a ofender, a criar cenas de ódio, a desestabilizar um país, já em si tão frágil.

É importante reconhecer, apesar de tudo, a importância do momento que vivemos, representa a necessidade de lutar para que as a esperança em tempos melhores não morra de vez.

Tal como se pode ler na Antologia do Esquecimento:

«Ventura acha que está no caminho certo porque estão todos contra ele. Na verdade, não estão todos contra ele. Mais de 1 milhão de palermas votaram nele. Ele próprio, nas eleições anteriores em que foi candidato, todas e mais algumas, tem vindo a gabar-se de arrasar com este e com aquele porque os portugueses estão do seu lado. Ora, há nesta lógica propagandística uma contradição que não é de admirar. Ventura diz e desdiz a cada hora que passa. O que me parece interessante, desde já, sublinhar é a importância de estarmos todos contra as pragas de ratos, independentemente do caminho que elas sigam. O discurso dos estão todos contra mim é ainda interessante por vir de um bully que passa a vida a estar contra tudo e todos, nomeadamente o PSD e PS, que ele faz equivaler em cartazes sobre corrupção, ou os ciganos, assim generalizados como se no interior da comunidade não houvesse tanta gente diferente. Ventura está constantemente a pôr-se no centro do mundo, as televisões ajudam. Também por isto é tão importante ir votar contra ele, para que finalmente ele perceba que os que estão com ele não são assim tantos como ele apregoa. O que está em causa nas próximas eleições não é a direita versus a esquerda, é indecência versus a decência, não é o socialismo versus as democracias liberais, é o respeito pela Constituição da República versus o desrespeito por uma Constituição que se pretende mudar para favorecer elites contra os direitos de todos, o que está em causa não é 52 anos de corrupção versus três Salazares para acabar com a mama, é a possibilidade de o país continuar a progredir versus um cheque em branco aos pardais das mamadas.»

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO


Dois dias sem percorrer as pedras do Cais.

Passei o sábado de reflexão, quando chega o dia em que as autoridades acabam com esta idiotice, esta anormalidade?... e o domingo, depois de exercer o meu direito de voto, em limpezas, na (im)possibilidade de encontrar espaço para os livros que se amontoam um pouco por cada sala da casa.

Sabemos, agora, quem irá à 2ª volta da eleição presidencial que ocorrerá a 8 de Fevereiro.

1.

«O próximo Presidente vai ter uma tarefa difícil.»

Marcelo Rebelo de Sousa, na sexta-feira antes das eleições.

2.

«O PSD foi escolhido para governar Portugal e não emitirá nenhuma indicação de voto para a segunda volta.»

Luís Montenegro

3.

Na segunda volta a esquerda apoia António José Seguro.

4.

«A direita acordou, e é hora de liderar a direita e juntar esforços para evitar um socialista em Belém. É esta a batalha da segunda volta das eleições presidenciais.»

O presidente «daquela coisa»

5.

Mantém-se os sérios riscos que pairam sobre a democracia portuguesa!

sábado, 8 de novembro de 2025

À LUPA


O Partido Socialista é um erro de casting.

Nunca foram socialistas.

Por um dia antigo, Mário Soares, encerrou o marxismo numa qualquer gaveta.

Nunca mais encontraram a chave.

Sempre foram sociais democratas.

Hoje, declaram-se de centro-esquerda, algo que o PPD, desde os primórdios do partido, sempre disse que era, para hoje não ser nada disso.

António José Seguro, por vontade própria, avançou para as presidenciais do ano que vem.

O Partido Socialista recentemente deu-lhe um certo apoio.

Numa entrevista ao jornal Público teve dificuldade em se assumir de esquerda.

Posteriormente disse que o apanharam num mau dia e adiantou:

«Pertenço à esquerda moderada, àquela esquerda moderna que se afirma com soluções concretas para os problemas das pessoas.»

Quem navega naquelas águas acaba por não conseguir perceber o que, efectivamente, António José Seguro defende.

A Lupa também não consegue lá chegar, mas não dramatiza porque respira outros ares.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


1.

Pedro Passos Coelho recusou hoje fazer "striptease bancário" das suas contas no período 1997-1999.
Fê-lo depois de António José Seguro lhe ter exigido que levantasse o sigilo bancário sobre as suas contas nesse período, para provar definitivamente que foi mesmo deputado em exclusividade nessa altura.
"Se eu tiver que fazer o striptease para deleite dos leitores de jornais - eu isso não faço", disse Passos.

2.

O Presidente da República sublinhou esta tarde que Passos Coelho respondeu "a todas as questões que lhe foram colocadas" sobre o caso Tecnoforma e que "escolheu o sítio certo" para o fazer, a Assembleia da República, por ser a instituição que fiscaliza o Governo.

Fonte: Diário de Notícias

Legenda: fotografia de André Koster, Lusa

domingo, 8 de junho de 2014

DAS DIREITAS E DAS ESQUERDAS A PARTIR DO LARGO DO RATO


Há dias, num artigo publicado no Diário de Notícias, Mário Soares cirandava à volta da ideia de um certo direitismo de António José Seguro:

 O povo português é um grande povo e não se engana. Viu-se nas últimas eleições, em que a esmagadora maioria não votou apesar do seu apelo nem perdoou ao PS, cujo líder é António José Seguro, ter estado ou à direita ou crítico da direita, conforme as situações. Mas nunca claramente à esquerda, como foi sempre a posição do PS desde que se tornou um partido em 1973, data da sua constituição. E, por isso, perante a crise atual nunca passou dos 30 e poucos por cento. Resultado inaceitável para um partido como o PS, se estivesse realmente à esquerda.

Goste-se ou não de António José Seguro, Mário Soares será, provavelmente, o último dos dirigentes a poder invocar  que o PS é um partido de esquerda ou, para ir um pouco  mais longe, um partido socialista.

Quarenta anos talvez ainda não seja tempo suficiente para que muitos portugueses tenham perdido a memória e não se recordem do não socialismo de Mário Soares.

Em 6 de Março de 1998, o sempre pouco credível Vasco Pulido Valente escreveu um artigo em O Independente que intitulou:

O Partido Socialista nunca existiu.

A matriz do partido sempre foi social-democrata, puxando como conveniente aliado o SPD de Willy Brant e o socialismo apareceu como mero e puro oportunismo político.

Quando fizeram saber a Mário Soares das movimentações no seio das Forças Armadas, saltou de imediato a ideia de que não havia tempo a perder.
Solicitado apoio logístico e material ao SPD alemão, vinte personalidades, onde abundam advogados e outras profissões liberais, não há um operário ou algo que por lá perto ande, fundam, em 19 de Abril de 1973 em Bad  Munstereifel, o Partido Socialista Português.

Amigos idos de Portugal, a que se juntaram diversos exilados políticos espalhados pela Europa, acabaram por não ser unânimes na transformação da Acção Socialista Portuguesa em partido, mas Soares já tinha declarado o objectivo de «não perder tempo para nos assumirmos como partido logo às primeiras horas da queda do fascismo»

Mário Soares, por ocasião do quarto aniversário do PS:

O apoio do SPD alemão foi enorme. Estivemos reunidos na Alemanha em condições excepcionais, de ambiente formidável, durante vários dias, num quadro de facto paradisíaco, no meio de uma floresta, numa casa que tem a fundação, próxima do Partido Social Democrata, justamente para reuniões dos quadros do SPD.

Da Declaração de Princípios aprovada no I Congresso do PS, Dezembro de 1974: 


 Etelvina Lopes de Almeida, no decorrer do I Congresso do PS:

Somos orgulhosamente marxistas.

Julho de 1977, Jean-Pierre Chavenement, durante o Congresso do Partido Socialista Francês, propõe que o lema do partido seja;

Nem perecer como no Chile, nem trair como em Portugal.

Em Julho de 1975, para encher a Fonte Luminosa, Mário Soares solicita ao Cardeal Patriarca, D.António Ribeiro, para que os púlpitos das igrejas sejam utilizados para convocar gente para a grande manifestação contra o avanço dos comunistas e da extrema-esquerda.

De uma citação do Diário de Lisboa de 25 de Outubro de 1975:



Em Outubro de 1979, Mário Soares garantia que o seu encontro com D. Júlio Rebimbas,  Bispo de Viana do Castelo, apenas visava combater uma campanha tendenciosa que tem vindo a ser feita por certos sectores reaccionários no sentido de englobarem o PS nas partidos marxistas.

Em 25 de Novembro de 1982 para Mário Soares o marxismo está ultrapassado e não tem futuro na Europa do sul sendo portanto objectivo a curto prazo «desmarxizar» o programa do partido.

Almeida Santos em Janeiro de 1983:

O PS não é, nem pelo seu programa, nem pela sua prática política, um partido marxista.

 Em Março de 1983, o ex-ministro da ditadura Veiga Simão, que, desde o 25 de Abril se mantivera afastado da política, garante ao Diário de Notícias que se filia no partido porque lhe garantiram a eliminação de toda e qualquer referência ao marxismo.

A estrutura local de Matosinhos do PS coloca em comunicado que a eliminação da palavra “marxismo” irá contribuir decisivamente para uma maior implantação do PS no seio do povo português.

Num artigo de opinião, publicado em O Jornal de 28 de Outubro de 1983, Eduardo Lourenço escreve:

O insólito tema da «des-marxização», se tem algum sentido só pode ser este: o de evitar, com tão estapafúrdia querela, o verdadeiro debate que não é outro senão o do socialismo do chamado Partido Socialista. Não é, pois, de impossível desmarxização que se trata, mas da trivialíssima dessocialização, a fim de, uma vez por todas, se pôr de acordo o comportamento histórico, político e social do PS e a sua linguagem. Mentir sempre também cansa.
Mário Soares já tem feito milagres maiores. Não há razão nenhuma para pensar que não é capaz de inventar um partido socialista sem uma onça de socialismo.

No decorrer do VI Congresso, o que já fora ameaça no V Congresso, tornou-se realidade: Karl Marx é fechado na gaveta, um mudar de página porque os tempos são outros diz Soares.

Henrique Monteiro em O Jornal:

Karl Marx, era um velho militante socialista que há mais de dez anos deixara de pagar as quotas. Finalmente, neste congresso, ficou reconhecido que estava, definitivamente, afastado do PS.

No já citado artigo de O Independente, Vasco Pulido Valente lembra que Soares não meteu o socialismo na gaveta, porque nunca o tinha tirado de lá.

Víítor Constâncio em Julho de 1986:

PS é o único partido português que traduz a social-democracia.

Claro que nas jotas, de onde provém a esmagadora maioria dos imberbes, impreparados e irresponsáveis políticos e governantes que nos assistem, miudezas destas, outras coisas mais, são desconhecidas.

Daí que as graçolas de Mário Soares sobre António José Seguro terem ficado sem a denúncia e a discussão que mereciam.

É por isso que não há qualquer ponta de espanto no pantanoso estado a que chegámos.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

NOTÍCIAS DO CIRCO


Três anos de feroz austeridade.

As nossas vidas transformadas num inferno.

Nem todas.

Eleições para o Parlamento Europeu.

Foram ontem.

Muito poucos é que sabem o que é, o que se passa no Parlamento Europeu.

Se é que sabem mesmo…

Assim sendo, as eleições de ontem serviam para dar uma paulada num governo de manhosos, incompetentes, corruptos e por aí fora.

Conhecidos os resultados não houve paulada nenhuma, e o Dr. Seguro nem na terra dele conseguiu maioria absoluta.

O futuro não vem nos livros pelo que o nosso destino está traçado para muitas décadas.

Sermos governados pelos partidos do arco da governação, ou o centrão ou o  que à bosta quiserem chamar.

Juntos somaram 59,16% dos votos.

A náusea invadiu-me a noite.

Uma tristeza sem fim.

Que faremos com este povo?

Jorge de Sena e os seus gritos de silêncio.

Os portugueses não se salvam porque não se querem salvar.

Tão só!

sábado, 13 de julho de 2013

NOTÍCIAS DO CIRCO

O TEMPO MUDOU, por uns dias, o calor vai deixar-.nos, de manhã até caíram uns pinguitos de chuva.

Mas foi a única coisa que mudou.

Um executivo moribundo arrasta-se por aí.

O inquilino de Belém olha, medita, entende que deve falar.

Maria já queria estar na Coelheira.

Vai ter de esperar.

A meio da semana, num discurso ininteligível, Cavaco exigiu, um acordo a três: PSD, CDS, PS., um compromisso de salvação nacional.

Se é de salvação nacional que fala, qual a razão de apenas os partidos da governabilidade terem sido chamados?

Com a classe política que nos assiste que se perfila por aí, Portugal é mesmo um país ingovernável.

Definitivamente!

O Paulo e o Passos foram vexados por Cavaco.

Mas ambos estiveram, ontem, amigalhaços, sorridentes, na Assembleia da República, a debaterem o Estado da Nação.

A voz-barítono-do-Pedro, declarou que o governo está vivo e recomenda-se.

Sobre o discurso do inquilino de Belém, o Pedro disse ao Tó Zé: É preciso trocar aquilo por miúdos.

Entretanto, foram todos passar o fim-de-semana.

Não há volta a dar: eleições antecipadas, já!

OS PROCESSOS DE DESPEDIMENTO coletivo concluídos atingiram 4.808 trabalhadores até Maio, o que representa uma média de 32 despedimentos por dia e um aumento de 46,9% face a igual período de 2012.
Segundo dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho, o número de empresas que recorreram ao despedimento coletivo aumentou também 30% até Maio (de 387 para 482).

A TAXA DE DESEMPREGO JUVENIL em Portugal atingiu os 37,7% em 2012, a quarta maior da União Europeia, e mais de seis em cada dez jovens portugueses não trabalhavam nem procuravam emprego, divulgou o Eurostat.
De acordo com os dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, no ano passado, o número total de jovens portugueses entre os 15 e os 24 anos totalizou 1.128.000, dos quais 266.000 tinham emprego, 161.000 estavam desempregados e 701.000 eram economicamente inativos, devido, por exemplo, à educação e formação, a responsabilidades familiares, a doenças ou a deficiências.

DURANTE O ANO passado, o sector da construção civil perdeu 15 mil empresas e mais de 130 mil postos de trabalho.
Mais de dez mil trabalhadores, trabalhadores que aguardam o pagamento de 50 milhões de euros referentes a salários em atraso e indemnizações.
Há processos de insolvência que se arrastam há mais de dez anos nos tribunais.

SEGUNDO O RELATÓRIO do Observatório de Saúde, 13% de doentes crónicos, com mais de 65 anos, e não só, estão a cortar nas despesas de saúde.
O dinheiro das parcas reformas não chega para tudo: água, luz, casa, comida, medicamentos.

ATRAVÉS DO Público, soube-se que Paulo Portas já procurava um novo gabinete onde assumiria as funções de vice-primeiro-ministro. A decisão de Cavaco ao pedir um compromisso de salvação nacional apanhou o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros com os seus pertences empacotados e o gabinete vazio.
Segundo o diário, Portas andava em aventuras nocturnas pelo património do Estado na capital, à procura de uma sede digna para a sua nova função. O ministro até já tinha feito as despedidas pessoais no Palácio das Necessidades.

EIVADA DE RAIVA, numa histérica gritaria, Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, o segundo cargo na hierarquia do estado, gritou para os portugueses que, na galeria, exigiam a demissão do governo.
Façam o favor de se retirar, façam o favor de se retirar!
E não resistiu a citar Simone Beauvoir. 
Não podemos deixar que os nossos carrascos nos dêem maus costumes.
Simone de Beuavoir escreveu a frase, no pós-guerra, e os carrascos eram os nazis que ocuparam o país.
Borrou ainda mais o pé, quando explicou aos jornalistas que utilizara a expressão sem querer ofender nada nem ninguém. Significa que quando as pessoas nos perturbam não devemos dar atenção.
Decididamente, a piquena ensandeceu!

JOSÉ PACHECO PEREIRA, no Abrupto:

Nunca em toda a minha vida, antes ou depois do 25 de Abril, senti um tão agudo ambiente de "luta de classes". Os de baixo contra os de cima. os de cima contra os de baixo. Os de cima que fazem de conta que não há os de baixo, não existem, ponto. Os de baixo que se pudessem apanhar os de cima, sem a corte de guarda-costas, os fariam passar um mau bocado. Sem organização, sem instigação, como quem respira.