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quinta-feira, 18 de junho de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO

A notícia, assinada por Ana Dias Cordeiro, pertence ao Público e diz-nos que a Segurança Social encerrou dez lares por mês no ano passado por falta de condições para acolherem idosos.


«O fecho urgente das casas usadas como residências ilegais para idosos em Lousada, na terça-feira, foi muito noticiado por estas casas estarem a ser alvo de uma operação policial no culminar de uma investigação a maus tratos graves, mas esta é apenas mais uma de muitas situações em que residências, por serem clandestinas ou por não terem condições de segurança, recebem ordens para fechar portas. No ano passado, 120 lares foram encerrados: são, em média, dez lares por mês, segundo os dados do Instituto da Segurança Social.

Segurança Social encerrou dez lares por mês no ano passado por falta de condições para acolherem idosos
As estatísticas não destoam das de anos anteriores: em cinco anos houve 568 lares encerrados e, destes, 119 (um quinto) foram-no com carácter de urgência, por perigo iminente para a vida dos idosos. No ano passado, o
número de encerramentos urgentes baixou ligeiramente, foi de 18, quando nos cinco anos anteriores tinha passado sempre a barreira dos 20.»

sexta-feira, 12 de junho de 2026

SOLTAS

 

O livro do Nuno Júdice, Primeiro Poema, fecha-se com estes versos:

«o que eu queria era medir a distância a partir de um relógio

cuja corda se partiu, posso dar voltas ao ponteiro e é

sempre a mesma hora, não se assustem, o tempo não parou

nem vai parar, o que eu tenho no pulso é esse falso

relógio

de luz radioactiva que se pode ver do fundo da

carruagem,

se alguém estiver muito interessado em saber que

horas

são e, na verdade, ninguém precisa disso para nada,

como se o tempo tivesse mesmo parado e está na altura de recomeçar do zero, onde tudo recomeça»

1.

A ministra da Saúde reconheceu que o INEM enfrenta falta de recursos humanos, após a morte de um homem de 63 anos que esperou mais de uma hora por assistência médica em Palmela. Ana Paula Martins garantiu, contudo, que o Governo tem reforçado o recrutamento.

2.

O país está a entrar numa armadilha demográfica e laboral que ameaça transformar a falta de trabalhadores num dos maiores bloqueios ao crescimento económico da próxima década. O alerta é deixado pelo relatório "Emprego em Portugal", apresentado esta terça-feira em conferência no Porto e elaborado pelo CoLABOR, que traça um retrato duro de um país envelhecido, incapaz de reter jovens qualificados e dependente da imigração para evitar uma crise estrutural no mercado de trabalho.

 Lido no Jornal de Notícias

3.

N o ano passado mais de 1200 doentes com pulseira amarela abandonaram os serviços de urgência dos hospitais devido ao tempo de espera para o atendimento.

4.

José Sócrates exige 205 mil euros de indemnização por lentidão da justiça.

5.

Os milionários não sabem cozinhar.

6.

«Como vais?

se morrer vestido – vou como quiserem

se for nu – vou como vim…

- Mas o sangue?»

Eusébio C. Martins

7.

Em Portugal, os jovens só saem de casa por volta dos 29 anos. A coabitação, por vezes, torna-se sufocante para pais e filhos e é preciso “responsabilidade, comunicação clara e limites saudáveis.

8.

A idade da reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os dados da esperança de vida publicados esta quinta-feira, 28 de maio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A esperança de vida aos 65 anos, no período 2023-2025, foi estimada em 20,19 anos para o total da população", indica o INE, o que corresponde a um aumento de 0,17 anos (2,0 meses) relativamente ao triénio 2022-2024.

Com base nestes dados é possível calcular que em 2027 a idade legal de acesso à reforma será de 66 anos e 11 meses.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

VELHOS RECORTES

Uma crónica encontrada no República de 6 de Julho de 1973.

Ainda não tinha acontecido um tal 25 de Abril, que originaria, entre outras coisas, o Serviço Nacional de Saúde.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

SOLTAS


Ovelho recorte que há dias publicámos sobre o encerramento da Editora/Livraria Cotovia, revelava que o seu proprietário apenas publicava os livros de que gostava. O dinheiro era dele, a editora era dele, a escolha era dele e não estava para cedências, fossem elas quais fossem.

Nunca encontrei o livro, especificamente não sabia da sua existência, mas fiquei a saber que João André editou um livro sobre os começos dos poemas de Jorge de Sena e isso é tão importante quando se sabe que muitos poemas não têm título e apenas funciona o começo de cada poema.

Apesar de saber que os livros de Poesia do Jorge de Sena têm um Índice dos Primeiros Versos, achei a edição do João André uma coisa maravilhosa.

1.

Portugal foi em 2025 o quinto país do mundo que mais milionários recebeu, ao mesmo tempo que se vai sabendo que o risco de pobreza ou exclusão social  ameaça 2,1 milhões de pessoas.

2.

Por vezes vem-me à memória os tempos do confinamento provocado  do Covid desce até nós.

As horas em que não sabíamos nada uns dos outros.

Há um Diário por aqui.

«Sexta-feira 13.

Dia de azar.

Feitiços. Bruxas. Gatos pretos. Não passes por debaixo de escadas. Não abras o chapéu-de-chuva dentro de casa. Não tenhas relógios parados dentro de casa.

Em tempo de pandemia valerá a pena falar de sextas-feiras 13?

Bluff absolutamente inútil?

O papel todo branco à espera, ninguém sabe bem de quê!...»

3.

Dom Quixote de Miguel Cervantes.

Está lá tudo.

Um livro impar que não é tão lido como se apregoa por aí.

Mas muito poucos, mesmo muito poucos admitem que não o leram.

5. Não se pode ser português e assim suave, sem se sentir, primeiro, alguma raiva e, depois, uma melancolia incurável. Disso se morre por vezes. Disso terá morrido o pintor Bernardo Marques, compadre o poeta José Gomes Ferreira

4.

Como dizia a mulher do tipo que se atirou do Viaduto Duarte Pacheco: a vida tem as suas compensações.

 5.

Existem 4800 médicos estrangeiros inscritos na Ordem dos Médicos mas apenas 976 têm contrato com o SNS. em 2025 as duas maternidades onde se realizaram mais partos são de hospitais particulares; seis em cada dez partos em hospitais privados são feitos com recurso a cesarianas, o dobro do que se verifica no sector público.

6.

«Sá de Miranda já falava do desconcerto do mundo, Camões aprofundou o desconcerto do mundo, Vieira sentiu na pele o desconcerto do mundo, Nicolau Tolentino denunciou em versos autocomplacentes o desconcerto do mundo, o desconcerto do mundo persegue-nos. Do renascimento ao barroco, da arcádia lusitana ao romantismo, do modernismo ao surrealismo, passando pelo neo-realismo e demais ismos, sempre o desconcerto do mundo, sempre esta sensação de injustiça, de premiação do mal e desprezo do bem. Ainda hoje, o desconcerto do mundo. Uma guilhotina suspensa por fios débeis sobre as nossas consciências.»

Hmbf  em Antologia do Esquecimento 

sábado, 10 de janeiro de 2026

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


Que presidente da República iremos ter?

A campanha eleitoral vai-se arrastando envolta numa pobreza franciscana.

Destaco este comentário de um leitor do Público:

«A memória é muito frágil e não tem sido trabalhada desde há uns anos Esquecer é mais fácil.

Quem apoia o Chega não é desejável como eleitor por não ser de confiança. Ponto. Já agora, a "geringonça" não era de esquerda. Era um governo minoritário de um partido de direita que necessitava do apoio de dois partidos de esquerda para poder governar.»

L. Mendonça, leitor do Público, na edição de 28 de Dezembro.

1. 

A PSP de Lisboa deteve cinco jovens, entre os 15 e os 20 anos, por roubos a estafetas de entrega de comida. O grupo foi apanhado em flagrante, num armazém em Marvila, do dia 29 de dezembro, a consumir a comida e as bebidas que tinham encomendado.

De acordo com a PSP, os suspeitos tinham delineado um plano com este objetivo, efetuando a encomenda e dando uma morada falsa. Quando o entregador chegou foi cercado, agredido e, sob ameaça de faca, obrigado a entregar as três encomendas realizadas para o mesmo local e o telemóvel.

2.

«A Sicasal, empresa industrial de processamento de carnes localizada no concelho de Mafra, foi declarada insolvente, a pedido do Banco Comercial Português, de acordo com o anúncio da declaração de insolvência do Tribunal da Comarca Lisboa Oeste publicado esta quarta-feira.
Contactado pela agência Lusa, o administrador de insolvência disse que a "produção da Sicasal está parada, mas há a intenção de apresentar um plano de recuperação para a reactivar e há todo o interesse em não encerrar a unidade".

Jorge Calvete confirmou que existem "vários investidores interessados" na empresa.»

Público

3.

As dez maiores fortunas portuguesas valem cerca de 25 mil milhões de euros, mais 1,6 mil milhões face ao ano passado. Paula Amorim, que lidera a petrolífera Galp - onde é presidente do Conselho de Administração - foi considerada a mais rica de Portugal pela revista Forbes, que divulgou esta quarta-feira o ranking das maiores fortunas nacionais, a maioria de caráter familiar.

Os cinco primeiros lugares da lista continuam a ser dominados pelas famílias Amorim, Soares dos Santos, Guimarães de Mello e Azevedo,  a que se juntou este ano Dionísio Pestana, que subiu um lugar face ao ano passado, dono do Grupo Pestana, Pousadas de Portugal e o Casino da Madeira, entre outras empresas.

4.

O Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2024, indica que cerca de 24 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica, o que dá uma média de um crime a cada 22 minutos.

5.


Esta frase da ministra da Saúde retrata a incompetência, a teimosia de um primeiro-ministro que teima em não querer ver o estado crítico que se vive no Serviço Nacional de Saúde.

Luís Montenegro ao anunciar ao país, com pompa e circunstância, a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, esqueceu-se de dizer que essa processo começou com o governo PS e arrasta-se há dois anos, e só chegarão daqui três e seis meses sem poderem a acudir ao pico de crise que se vive neste Inverno. 

domingo, 4 de janeiro de 2026

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Requisitámos trabalho para o Mourad e a Aishe  limparem a casa para a festa de Ano Novo que vamos dar.

A festa inclui duas pessoas a comer salada de batata e umas salsichas saborosas.

Não tenho a certeza se as duas pessoas vão aguentar ficar acordadas até à meia-noite, mas vamos ver o que acontece.

Porque comemoramos a passagem de ano em frente à televisão.

Se sobrevivermos até à meia-noite, talvez bebamos uma taça de champanhe ou talvez tenhamos começado a dormir mais cedo, então, sem champanhe.

1.


Lisboa perdeu mais 12 ecrãs de cinema com o encerramento, no final de 2025, do complexo Alvaláxia, explorado pela Nos Cinemas. É uma dúzia de salas perdidas que se junta aos 37 outros ecrãs apagados em várias cidades do país no ano passado, entre os quais cinco em Portimão, e aos nove que estão a caminho de encerrar em Vila Nova de Gaia.

2.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou na passada quarta-feira repúdio pelas recentes notícias de exonerações de administrações hospitalares, acusando o Governo de actuar por razões "estritamente de natureza política".
O governo vai afastar a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José em Lisboa e vai escolher um militante do PSD para o cargo. O mesmo vai suceder com a ULS de Coimbra.

3.

«Segundo a ONU, até novembro de 2025 mais de 69 mil palestinianos foram mortos e cerca de 170 mil feridos pelos bombardeamentos em Gaza ocorridos depois de um ataque terrorista perpetrado pelo Hamas a 7 de outubro de 2023, que matou 726 civis bem como 379 militares e polícias israelitas.

A resposta desproporcional de Israel ao terrorismo, assim quantificada, foi objetivamente uma carnificina, um autêntico genocídio, como muitos o classificam.

A entrada em vigor do acordo de paz entre Israel e o Hamas negociado em outubro deste ano por Donald Trump retirou do foco mediático a situação humanitária no território palestiniano, mas a ONU voltou a fazer soar o alarme, perante a indiferença ocidental.»

Pedro Tadeu no Diário de Notícias

4.

Os Estados Unidos invadiram a Venezuela para prender o ditador Nicolás Maduro e fazer o seu julgamento nos Estados Unidos.

Donald Trump disse que com este acto militar apenas pretende o petróleo venezuelano e instalar companhias norte-americanas para renovar o parque de extracção de petróleo que se encontra praticamente degradado.

Não se sabe o que seguirá mais: a Colômbia, Cuba...ah! sim, a Gronelândia?

Dizer ainda que este nosso mundo não só está mais perigoso como caminha precipitadamente para o abismo!

sábado, 13 de dezembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 «A opinião pública europeia foi enganada durante três anos e meio sobre as causas da guerra da Ucrânia e a situação no campo de batalha. Perante a impossibilidade de sanções secundárias contra a Rússia, pressionado pela sua base eleitoral, a quem prometeu acabar depressa com o conflito (mas também pela escassez de munições), Donald Trump mudou subitamente a estratégia americana e decidiu fazer um acordo com Moscovo. Os países europeus estão em pânico, mas ajudaram a escavar o buraco onde agora se encontram presos. A Europa podia ter negociado com o Kremlin muito antes, mas insistiu em prolongar uma guerra que a Ucrânia não podia vencer. Zelensky é uma figura trágica, não tem cartas na mão, será responsabilizado pela maior calamidade sofrida pelo povo ucraniano nos últimos setenta anos; terá de aceitar a neutralidade, perdas territoriais e garantias frágeis. A alternativa a um mau acordo é a saída dos EUA do conflito, inaceitável para todos. Os europeus sabem que não podem continuar sem os americanos e terão de aceitar um entendimento com a Rússia. A realidade tem este péssimo hábito de destruir as melhores ilusões: a guerra acaba, a Rússia sai vencedora, a Ucrânia será um Estado-tampão e os líderes europeus terão de começar a explicar o que fizeram.»

Luís Naves

1.

Não temos o hábito, deveria ser uma obrigação, de conhecer a história do país, a antiga, a de tempos recentes

É necessário ler o que nos possa chegar às mãos.

Em tempos ditadura, com a morte de Salazar, sucedeu Marcelo Caetana e alguém inventou a frase «primavera marcelista»

Uma falácia, como tantas outras.

A Loja Frenesi, pelo preço de 50 euros, tem à venda «Conversas Com Marcelo Caetano» da autoria de António Alçada Baptista.

Paulo da Costa Domingos, o dono da Loja, explica:

 

«Este livro, engendrado já no declínio, senão no estertor, do regime fascista, assume o estilo de um ex-aluno «respeitador» e «admirado» em amena troca de impressões gerais com o seu antigo professor. Mas tais generalidades passam um pouco ao largo da governação de um país a ferro e fogo policial, que é o que acontece quando o poder sente o chão a fugir-lhe de debaixo dos pés. Pode dizer-se que, apesar da dissimulada ambição, Alçada Baptista – que fôra, dez anos antes, o fundador da revista O Tempo e o Modo – nunca possuiu o fulgor atrevido de um António Ferro em diálogo com Salazar, que é o que acontece quando os consensos de uma época empurram a passos desordenados para o fim.

A título de exemplo, uma passagem:

Sinto que, para Marcello Caetano, a política é muito mais uma “arte” do que uma “ciência”: uma estratégia de conter o real que resulta das concretas motivações dos homens num determinado tempo da história, no pressuposto inabalável de que eles, neste domínio, quase nunca se movem segundo as “rectas intenções”. Daí que, desgraçadamente, o fenómeno político reflicta, afinal, o denominador comum da nossa humana banalidade. Donde, a consequência duma dualidade inevitável: de um lado, um universo pessoal povoado de valores tradicionais que se reflectem num comportamento pessoal à base das “antigas virtudes”: trabalho, exigência interior, vida espiritual, honestidade pessoal, austeridade; do outro, um universo social cujas virtudes são as “virtudes” da guerra, perante um inimigo que, no seu entender, está disposto a tudo, e a quem não podemos oferecer a vantagem dos nossos princípios pessoais. E que seriam esses prin­cípios, de que o homem completamente se desinteressou, que, a serem colectivamente vividos, poderiam modificar um dia as regras dum jogo que, ainda no seu entender, os outros quiseram assim. [...]» – Alçada Baptista, há que sublinhá-lo, está a referir-se ao segundo Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa, organização para-militar émula da “juventude hitleriana...»

2.

«O Ministério da Saúde promoveu uma conferência de imprensa para falar da prevenção e tratamento, pedindo a quem não se vacinou para se vacinar e para se usar máscara em espaços fechados. Senão, o aumento de casos às urgências e respetivos internamentos levarão “à interrupção das cirurgias menos urgentes”. Xavier Barreto e Carlos Cortes criticam Governo por que isto é o que acontece todos os anos e “estamos exatamente na mesma situação”».

3.

Hoje, em Portugal, 1,9 milhões de pessoas, cerca de 18,6% da população , estão em «risco de pobreza e exclusão social», de acordo com o INE.

4.

«Número de pensionistas a trabalhar está a subir e já é de 10%
O número de pensionistas que decidiram adiar a reforma para além da idade legal, ou continuar a trabalhar depois de se reformarem, aumentou, nos últimos sete anos, de forma significativa em Portugal. Um fenómeno que mostra não só o impacto das medidas de incentivo ao prolongamento da vida activa, como também a forma como, num cenário de desemprego baixo, se assiste actualmente a um reforço da procura por trabalhadores com idades mais avançadas.

Os dados fazem parte do retrato publicado esta sexta-feira pelo Banco de Portugal sobre “os pensionistas de velhice em Portugal”, que revela, na análise realizada desde 2018, para além da manutenção de tendências de passado como a existência de uma forte desigualdade entre os homens e as mulheres no valor das pensões recebidas, a concretização, igualmente, de mudança significativas em diversas áreas.»


Ségio Aníbal no Público

5.

Nos primeiros dez meses do ano a PSP detectou em média 26 condutores por dia a conduzir com excesso de álcool no sangue.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO


«Portugal é dos países mais envelhecidos, mas dos que tem menos camas e trabalhadores para cuidar de idosos.

Envelhecimento implica procura de cuidados, mas Portugal só tem 3,9 camas por 1000 habitantes com 65 e mais anos e 0,8 trabalhadores por 100 pessoas com 65 e mais anos, respectivamente.

O número de idosos tem vindo sistematicamente a crescer e a tendência é para se manter, alerta o relatório Health at a Glance 2025, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que estima que em Portugal um terço da população tenha 65 e mais anos em 2050, altura em que “mais de uma em cada oito pessoas terá 80 anos ou mais”. O envelhecimento traz procura de cuidados, mas somos dos países que tem menos camas e trabalhadores para cuidar de idosos: 3,9 camas por 1000 com 65 e mais anos e 0,8 trabalhadores por 100 pessoas com 65 e mais anos, respectivamente.

O ritmo do envelhecimento em Portugal é dos mais acelerados, a par da Coreia, Japão, Grécia e Itália, já que para a média dos países da OCDE a estimativa é que a população com 65 e mais anos seja de 26,4% em 2050 e que o grupo dos mais velhos (80 e mais anos) represente uma em cada dez pessoas, refere o documento divulgado esta quinta-feira, que dedica um capítulo ao envelhecimento e aos cuidados de longa duração.»

Artigo de Ana Maria lido no Público de hoje.

domingo, 9 de novembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Gostar de futebol é uma coisa, saber que as televisões demoram horas intermináveis a discutir eleições, penaltys que não foram marcados ou foram mal marcados, ou golos que estavam em fora de jogo.

Poderia pensar-se que as mesmas televisões poderiam dedicar, não digo as mesmas horas intermináveis mas apenas algumas horas, sobre um filme, um livro, uma peça de teatro, uma exposição…

1.

Gouveia e Melo revela que se candidata porque Marcelo Rebelo de Sousa o tentou travar. Presidente nega ter tomado essa posição em público.

2.

Cavaco Silva declara apoio a Marques Mendes e diz que Gouveia e Melo carece de competência:

«O almirante Gouveia e Melo pode ter muitos predicados, mas não possui as competências e qualificações para exercer as funções de Presidente da República.»

3.

CGTP e UGT anunciam greve geral para 11 de Dezembro contra a reforma da legislação laboral.

4.

Segundo o bastonário da ordem dos médicos todos os anos saem 800 médicos de Portugal.

5.

Os bancos portugueses concederam 18 mil milhões de empréstimos para a compra de casa nos primeiro oito meses do ano.

6.

O Governo acaba de propor um aumento do subsídio de refeição para a função pública em 10 cêntimos ao ano a partir de 2027, de modo a atingir em 2029 o valor de 6,30 euros.

7.

Uma bebé nasceu dentro de uma ambulância do INEM, na berma da A22, em Loulé, quando estava a ser transportada para o Hospital de Portimão. O caso ocorreu na noite em que a urgência de Obstetrícia do Hospital de Faro estava encerrada por falta de médicos especialistas.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Diversos profissionais de saúde, por motivos diversos, vão pedindo a demissão dos seus cargos que a ministra logo aceita.

Da demissão da Ministra de Saúde é que não há notícia.

A sua teimosia, bem como a do primeiro-ministro, constituirá, certamente, um caso de estudo.

A morte de uma grávida de 38 semanas, na sexta-feira, no Hospital Fernando da Fonseca levou à demissão do presidente do Conselho de Administração da ULS Amadora Sintra. Mas a razão da saída está no facto de ter havido uma falha na informação passada à ministra da Saúde, com a justificação de que o sistema informático existente no hospital e no centro de saúde são diferentes. SPMS confirma que esta ULS é das que tem sistema antigo.

Teremos também de considerar inaceitável o aumento de casos de bebés que nascem em ambulâncias, carros particulares ou até na recepção de um hospital, que se junta aos cortes orçamentais que o primeiro-ministro decretou e a ministra aceitou.

Aos poucos, o principal trabalho do Luís tem sido a destruição do Serviço Nacional de Saúde.

Estava escrito nas estrelas e os portugueses não olharam, não quiseram olhar.

sábado, 4 de outubro de 2025

DISTO,DAQUILO E DAQUELOUTRO


As eleições autárquicas são a 12 de Outubro.

Os partidos, em campanha eleitoral, têm invadido as ruas das cidades, vilas, aldeias.

Tirando os que vão a todas, são eles que são o número das arruadas, das bandeiras, das palavras de ordem.

O resto do país está cansado de eleições, desmotivado, não acredita nas promessas apregoadas e nunca concretizadas.

Chegámos a isto!

O circo não presta e o pão já vai faltando!...

1.

Passado um mês sobre o trágico acidente, o governo ainda está a averiguar quem é a entidade responsável pela fiscalização do elevador da Glória.

2.

«Governar com a expectativa de que o Chega pode ser, ou vir a ser, um parceiro fiável é desconhecer a fábula da rã e do escorpião. Com tantos malabarismos, tanta estalada sem resposta, tanta ambiguidade no confronto com um inimigo agressivo e perigoso, Montenegro pode ganhar uma lei para acalmar as percepções e mais meia dúzia de meses de equilibrismo. Mas sendo assim, jamais será o que hoje faz mais falta: um homem de Estado, capaz de ler o país e o mundo para lá do pequeno cálculo eleitoral. As pessoas que prezam coisas simples como a coragem, que em tempos expressou no “não é não”, ou a honra do bom nome, dificilmente olharão para ele com apreço.»

Manuel Carvalho no Público de 2 de Outubro.

3.

«Até Agosto deste ano, o SNS gastou mais de 17 milhões que em todo o ano de 2024 com médicos tarefeiros. Desde 2009, uma única empresa faturou perto de 56 milhões de euros. 

Em notícia avançada pela revista Sábado foi revelado o negócio de milhões das empresas que fazem da doença lucro. Empresas como a Randstad, a Talenter, ou Select Clinical viram na falta de médicos no SNS e na dificuldade de recrutamento, a oportunidade de negócio ideal e os vários governos foram facilitando e alinhando cada vez mais na contratação de médicos a essas empresas.

Na prática, os médicos tarefeiros trabalham à tarefa, ou seja, recebem por horas de serviço prestado, consultas feitas ou turnos realizados, e normalmente não têm vínculo laboral direto com o hospital público onde trabalham. Desta feita, o hospital ou centro de saúde celebra um contrato com uma empresa de prestação de serviços médicos e paga-lhe a quantia acordada por hora ou turno.» 

Lido em Abril, Abril

4.

«A medicina é uma arte do comércio.»

Nuno Júdice

5.

«Que podemos nós fazer pelo mundo, enquanto vivemos? Muitos homens e muitas mulheres desejariam servir a Humanidade, mas encontram-se perplexos, e a sua força parece infinitesimal. O desespero apodera-se deles, e mais sofrem com o sentimento de impotência, e os que mais estão expostos à ruína espiritual através da perda da esperança.»

Bertrand Russell 

domingo, 28 de setembro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

1.

«Nasceu mais um bebé numa ambulância neste domingo, dia 28 de setembro. A grávida, da Moita, ia com os bombeiros daquele concelho a caminho do Hospital Garcia de Orta, em Almada, devido ao fecho da urgência de obstetrícia do hospital do Barreiro.».

2.

«O Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) voltou a atingir, neste domingo, mais de 19h16m de espera até à primeira observação (tempo depois da triagem) para doentes pouco urgentes. A questão é que os doentes urgentes atingiram 14h13m de espera, segundo indicava o site dos tempos médios de espera do Serviço Nacional de Saúde (SNS) às 12:30. De acordo com o mesmo site, a esta hora o hospital tinha 57 doentes para serem vistos, 28 pouco urgentes e 21 urgentes. Ou seja, na manhã deste dia 28 de setembro, o Amadora-Sintra voltou a ser a unidade com maior número de doentes da região de Lisboa e Vale do Tejo na urgência geral para serem observados e com os tempos mais elevados de espera.»


Lido no Diário de Notícias de hoje.

sábado, 28 de junho de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O ex-diretor executivo do SNS, António Gandra d'Almeida, escolhido pela ministra da saúde no anterior governo, autorizou a majoração do preço/hora pago aos médicos tarefeiros, de 40 euros/hora para 55 euros/hora, mas garante que ele próprio apenas recebeu o correspondente ao trabalho prestado em 2023 na Unidade Local de Saúde da Guarda, não tendo beneficiado da autorização.

Em causa está uma investigação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde: Gandra d'Almeida autorizou, enquanto DE do SNS, o pagamento superior ao estipulado para serviços médicos que ele próprio prestou na urgência da Guarda, num contrato de 29 mil euros.

Gandra d'Almeida explicou que o despacho "foi validar uma coisa para trás".

"Tratava-se de uma autorização genérica, como tantas outras. Quando assinei, não tive a perceção que me abrangia. Não interferiu, nem recebi mais pelo serviço prestado", garantiu, frisando que o relatório preliminar da IGAS aguarda ainda a sua versão.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

DISTO, DAQUILO, DAQUELOUTRO


Não sei se vem a propósito, seja do que for, mas lembrei-me do Fernando Pessoa: “Pertenço a um género de portugueses que depois de estar a Índia descoberta ficaram sem trabalho.” ...

Ontem, Gouveia e Melo fez a apresentação da futura (?) ocupação do lugar de presidente em Belém.

Numa cerimónia completamente pífia, num discurso cheio de banalidades e lugares comuns («um país onde os jovens tenham futuro, onde os mais velhos descansem com dignidade, onde ninguém seja pobre por destino ou falta de oportunidade, onde saúde, habitação e educação sejam direitos e não privilégios, onde a cultura seja central e onde o ambiente seja um compromisso entre gerações»)., marinheiro que foi, acabou a lembrar os mares outrora nunca navegados.

Politicamente não referiu quase nada o que o transforma numa incógnita. Pode ser que até Janeiro do ano que vem, coloque mais qualquer coisinha na bagagem.

Também ontem, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou à nação que aquele, que considerou um rural a viver em Espinho, será o novo primeiro-ministro.

Falando aos portugueses, as banalidades do costume, garantiu que, Luís que é, pretende continuar a trabalhar.

Apenas faltou o coro daquela rapaziada que o acompanha diariamente.

1.

O presidente «daquela coisa» continua a afirmar que Portugal é um país de corruptos.

A Procuradoria-Geral da República informou esta quinta-feira que foram constituídos 12 arguidos na sequência das buscas realizadas pela Polícia Judiciária em vários pontos do país visando empresas e organismos públicos relacionados com um alegado "cartel" em contratações de meios aéreos para o combate aos incêndios rurais.

De acordo a PGR, foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco pessoas coletivas, acrescentando que o processo continua em investigação e em segredo de justiça.

Entre os suspeitos há dois generais e um tenente-coronel, todos já aposentados.

E um dos arguidos é empresário financiador «daquela coisa».

2.

« A forma como o escândalo do dermatologista que ganhou uma fortuna em uns poucos sábados de trabalho extra frutificou, dentro de uma instituição como o Hospital Santa Maria e em todo o sistema, sem reais mecanismos de controlo a funcionar, mostra como o SNS tem sido deixado ao abandono. Mostra a desconexão da gestão hospitalar com o fluxo do dinheiro. Uma vergonha que a todos embaraça e compromete o futuro. Afinal, para que serve a política, se não serve para acabar com esta irresponsabilidade.»

Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã

3.

A taxa de mortalidade infantil em Portugal subiu 20% em 2024 face ao ano anterior em que a região da Península de Setúbal regista o valor mais elevado, com uma taxa de mortalidade infantil de 3,7 por cada mil nascimentos, acima da média europeia.

4.

Em Dezembro de 2024 residiam em Portugal 1,5 milhões de estrangeiros;  a população empregada em Portugal chegou aos 5,18 milhões.

5.

Segundo o tal semanário que, por vezes se engana, o governo admite gastos de 5% em Defesa, que Luís Montenegro dizia "inexequível", mas que Trump exige que assim seja. 

segunda-feira, 26 de maio de 2025

OS DIAS VISTOS DO CAFÉ DO MONTE


 A crónica de Ana Cristina Leonardo no Ipsilon de sexta-feira, como habitualmente, tem muito interesse.

A pergunta é:

Se os algarvios tivessem um hospital decente, os resultados eleitorais manter-se-iam os mesmos?

E a cronista adianta:


«Tudo começou lá muito atrás, era 2002 (vá lá, já foi no século XXI). Primeiro veio o despacho, um ano depois o mesmo ministro aprova a escolha do terreno; ainda em 2003 é celebrado um Acordo Estratégico, seja lá isso o que for. Em 2004, é a quinta prioridade dos hospitais a construir pelas parcerias público-privadas. Em 2005 há novo estudo e em 2006 passa a segunda prioridade. No mesmo ano, nomeiam-se grupos de trabalho em barda. 2007: mais despachos. 2008: preparação do concurso e apresentação pública do novo hospital (uf!). Refreie-se o optimismo! Chega 2009 e mais um despacho. 2010: seleccionam-se duas propostas e em Setembro “inicia-se a fase de negociação, que ainda decorre” (sic).

Isto, podendo não ser gozar com quem trabalha, é decerto gozar com quem está doente.»

Mais um pedacinho da crónica:

«Se apelidar alguém de gordo pode ser interpretado como discurso de ódio, se questionar a participação de mulheres trans em competições desportivas femininas pode ser (e geralmente é, que o diga J. K. Rowling…) visto como transfobia, se recusar a chamada linguagem inclusiva que multiplica casos e casinhos pode ser entendido como discriminatório, se optar por usar a palavra deficientes em vez da designação pessoas com deficiência pode ser lido como prova de insensibilidade, se contar uma piada passou a ser razoável apenas e só se a piada não ofender ninguém, se… se… se… Já aparecer nas televisões e nos jornais a afirmar mentirosamente (desmentido pelos serviços hospitalares e pela PSP) que os ciganos o queriam matar, ou a expressar ideias boçais que nem na taberna de Eco, como fez o deputado Pedro Pinto (Deputado! Por Toutatis!) — “Não podem querer que André Ventura vá para uma cama onde ao lado esteja, por exemplo, alguém de etnia cigana” — passou a ser admissível e, além de admissível, aceitável.
Repare-se, porém, no detalhe (e o Diabo, é sabido, está nos detalhes): Pedro Pinto, recorrendo, até ele, e apesar da boçalidade, ao politicamente correcto — um entendimento linguístico que nos conduziu à ideia de que é possível mexer na merda sem sujar as mãos… —, não diz ciganos, diz alguém de etnia cigana. É o progresso!»

terça-feira, 18 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O Governo já se encontra em gestão mas quer passar para os privados 174 centros de saúde agregados aos cinco hospitais que virão a ser PPP.

A notícia é do Expresso:

«Relançamento das parcerias público-privadas em cinco hospitais inclui todas as estruturas de cada uma das cinco unidades local de saúde. As ULS que têm os hospitais de Braga, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra e Garcia de Orta servem mais de um milhão e 700 mil pessoas. Privados esperam para ver se as propostas interessam.»

Esta de os privados esperarem para ver se as propostas interessam, não lembraria ao careca!...

O poeta, Nuno Júdice, que nos deixou em 17 de Março de 2024 – um ano, como o tempo voa! – deixou escrito num poema:

«A medicina é uma arte do comércio.»

Outro poeta, Marta Cristina Araújo, também disse que:

« Que importa o nome das doenças, se o dinheiro não chega para pagar a cura? Os pobres quando adoecem deitam-se e tomam chá.»

Sempre soubemos o que o governo do homem de Espinho tinha como prioridade primeira a destruição do Serviço Nacional de Saúde e entrega-lo, de mão beijada, aos privados.

Vamos deixar?

Temos a possibilidade de nas eleições de 18 de Maio evitar que isso aconteça.

sábado, 1 de junho de 2024

NOTÍCIAS DO CIRCO

Pela nossa saúde.

O governo de António Costa estatelou-se, levou um tempo enorme para colocar um competentíssimo Fernando Araújo e a sua equipa, com condições de trabalharem para o Serviço Nacional de Saúde.

Quando as coisas começavam a rolar,  a maquiavélica – é o comentarista Marcelo Rebelo de Sousa que o disse, e repetiu – procuradora geral da república – colocou a maioria absoluta de António Costa em asa delta.

Aconteceu-nos o novo governo da AD cujo chefe há dias perorou:

«Onde alguns titubearam, tergiversaram, precipitaram e revogaram, nós decidimos tranquilamente um impasse décadas.»

No que à Saúde diz respeito, encontramos os privados – muitos sem competência, sem instrumentos que o SNS possui – a esfregar as mãos, a ouvirem o tilintar das contas bancárias.

Entregues aos bichos, arrastamos os dias.

O poeta Nuno Júdice e as sua sábias palavras:

«A medicina é uma arte do comércio.»

Outro poeta, Marta Cristina Araújo:

« Que importa o nome das doenças, se o dinheiro não chega para pagar a cura? Os pobres quando adoecem deitam-se e tomam chá.»

quinta-feira, 22 de junho de 2023

NOTÍCIAS DO CIRCO



 

Começa a tomar um forte caminho a ideia de que, aos poucos, o governo de António Costa pretende, a liquidação do Serviço Nacional de Saúde.

O novo ministro é um catavento, os sindicatos dos médicos concluem que não está interessado na resolução dos problemas que, em cada hora, assaltam a assistência hospitalar.

A Direcção Executiva do SNS pretendia ser a chave de alguns dos problemas. Até agora não foi. Tendo tomado posse a 1 de Outubro do ano passado, tinha como uma das principais tarefas a aprovação dos estatutos como ferramenta para a sua organização interna que depende da aprovação de uma portaria dos ministros da Saúde, Finanças e da Presidência. Gente a mais!...

Como colocava o Público na 1ª página da sua edição de 30 de Maio as regras andam por aí à espera das atenções dos burocratas.

Questionado, o governo promete resolver a falha até ao final do primeiro semestre que ocorrerá dentro de uns 8 dias.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

NOTÍCIAS DO CIRCO

Numa altura em que os serviços de urgência de vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão sob grande pressão, devido à falta de recursos humanos, e em que o diretor executivo do SNS assume que a criação da especialidade é um dos objetivos para as mudanças a introduzir, a Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos chumbou ontem, a criação da nova especialidade de Medicina de Urgência.

A criação da especialidade, que anda a ser discutida há mais de 20 anos, parecia ser consensual mas esbarrou na Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos, um órgão elitista, conservador, retrógrado, mais interessado na defesa férrea da medicina privada do que no Serviço Nacional de Saúde.

domingo, 3 de julho de 2022

DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...


 

Este recorte do Público pertence à edição de 29 de Abril.

Washington aposta na vitória da Ucrânia, mas o objectivo é a derrota da Rússia.

Já naquele Abril avistavam-se negociações mas acabaram por dar em nada.

A paz terá que esperar

Vamos percebendo que esta guerra, que a seu tempo poderia ter sido evitada, vai tendo custos que não poderemos suportar.

A Hungria irá vetar novas sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e recusa-se a parar as importações de gás russo, depois de ter cedido no petróleo, anunciou esta o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Já agora mais umpasso das Conversas no Café do Monte:

«A ver se percebo: a Europa da UE, descontadas as excepções, vai continuar a comprar petróleo russo, mas em vez de o comprar directamente, vai comprá-lo a intermediários, o que incluirá as excepções.

Ou seja: a Europa vai pagá-lo mais caro e os russos continuarão a vendê-lo e a financiar a guerra com isso. 

Certo? »

Ana Cristina Leonardo em Meditação na Pastelaria

1.

O Mário Castrim dizia que a medicina deveria ser como um sacerdócio.

Claro que  dinheiro é importante, mas não pode causar estragos idiotas.

E a idiotice tanta ataca médicos, como sacerdotes e por aí fora.

 

Os liberais, os ultra-liberais, a Ordem dos Enfermeiros, a Ordem dos Médicos, uma série de outras ordens sem regras e sem nomes, diariamente exercem uma pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde.

Em cada segundo dizem que o Serviço Nacional de Saúde está a desfazer-se. A todo o custo pretendem que os portugueses, que se vêem aflitos para terem cinco euros diários para gastos quotidianosem que consta produtos alimentares, pretendem que esta mesma gente tenha 120,00 euros para gastar num médico particular.

O Senhor director do Expresso, João Vieira Pereira escrevia num destes dias:

2.

Passaram cinco anos sobre a tragédia dos incêndios em Pedrógão Grande.

Casas destruídas, 28 mil hectares arderam, 66 mortos, feridos que ainda não conseguiram recuperar dos traumas pós-incêndio,  autarcas e ex-autarcas da região centro que estão a ser julgados por suspeitas de corrupção, negligências e responsabilidades várias no que veio a acontecer naqueles dias trágicos. Entre 17 de 24 de junho de 2017-

As defesas destes autarcas e ex-autarcas e outras entidades, apontam o dedo ao Estado por tudo o que sucedeu.

A leitura do acórdão está prevista para o dia 13 de Setembro.

3.

Parados há seis meses por falta de regulamentação, voltam os vistos gold.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a venda de casas a cidadãos de outros países disparou mais de 70%.

4.

Logo atrás da Letónia e Lituânia, Portugal é o terceiro país da zona euro onde o preço dos alimentos mais cresceu. Neste momento a inflação situa-se nos 8% e isso tem obrigado os portugueses a mudar de hábitos e é na alimentação que os portugueses começam a cortar na despesa, reduzindo ou eliminando produtos que compravam nos supermercados.