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segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

UM VOLTAR AOS VELHOS CADERNINHOS

«Desejamos-lhe um Feliz Natal
este é o tempo da boa vontade
entre todas as pessoas
e os seus comerciantes
Não saia de casa sem o seu cartão de crédito
ou de débito
e não se esqueça
que se não oferecer aos amigos
tudo o que eles não desejaram
(peúgas, bibelots, tachos e abat-jours)
eles deixarão de ter respeito por si
e abandoná-lo-ão à porta do centro comercial
como qualquer trapo inútil
vazio e triste.»

Colaboração de Aida Santos

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

UM VOLTAR AOS VELHOS CADERNINHOS


De um cartão de Boas-Festas do Armindo, um velho amigo que, um dia, fugiu à guerra colonial e nunca mais deu qualquer notícia:

«Faz todos os disparates que quiseres e puderes e não te arrependas. Tem um Bom Natal!»

Colaboração de Aida Santos

domingo, 1 de dezembro de 2024

UM VOLTAR AOS VELHOS CADERDINHOS

Regresso aos meus velhos caderdinhos.

Coisas e loisas apontadas ao acaso, muitas – quase todas - sem indicação de autor.

Recordarei algumas.

Ao mesmo tempo irei apresentando fotografias de outros natais nas casas dos filhos.

«Que quem critica o Natal como um pretexto forçado para reunir familiares, distantes ou não, se lembre que é um melhor motivo que o seu próprio funeral.»

Colaboração de Aida Santos

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

DOS PEQUENOS CADERNOS

Quem não sabe chegar a horas, deve aparecer meia hora mais cedo.

Colaboração de Aida Santos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

MELHOR É IR AO BAILE


Não vos queria chatear muito mas volto a dizer que gosto de dançar e a falta que isso me faz.

O desespero destes dias que vamos vivendo, obriga a dizer, a fazer qualquer coisa. Continuo a pintar, continuo a dançar sozinha enquanto faço bolos, limpo o pó, aspiro a casa, mas já vos disse isto, mas encontrei, num dos meus caderdinhos, esta quadra do Fernando Pessoa.

E o pé de chumbo do Sammy continua a não querer dançar, mesmo esta velha canção dos Simon Garfunkel que, quando era posta a tocar, obrigava o Garrudo a saltar da cadeira.

Saudades.

                                    No baile em que dançam todos

                                    Alguém fica sem dançar.

                                    Melhor é não ir ao baile

                                    Do que estar lá sem lá estar.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

PEQUENOS CADERNOS


Um recorte encontrado nos Caderdinhos. 
Acho-o uma maravilha.
É um velho recorte tirado do Público de há muitos verões atrás.

domingo, 16 de dezembro de 2018

PEQUENOS CADERNOS


Uma frase, de autor desconhecido, tirada dos meus caderninhos:

Que quem critica o Natal como um pretexto forçado para reunir familiares, distantes ou não, se lembre que é um melhor motivo que o seu próprio funeral.

Colaboração de Aida Santos

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

PEQUENOS CADERNOS


Uma frase de Gertrude Stein nos meus caderninhos:
«Uma rosa é uma rosa é uma rosa é uma rosa». 
Que me levou a uma velha – e tão bonita – canção de Gilbert Bécaud.
O tempo em que a esmagadora maioria das canções que eu ouvia eram francesas e italianas.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

PEQUENOS CADERNOS


Há palavras, há histórias que nos acompanham pela vida fora.
Passo as páginas dos caderninhos e salta sempre e uma qualquer lágrima.
Referências encontradas.
Uma:

- Ó Pedro, que é do livro de capa verde, que te deu o avô?
- Já o dei ao Jorge a guardar.
- Vai lá pedi-lo.
- Para quê?
- Para a tia Carlota ver a gravura do caçador.

Outra:

O Menino da mata e o seu Cão Piloto

Ah! a infância.. a infância…


Pintura de Wislow Homer

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

PEQUENOS CADERNOS


Recorte do Diário de Notícias de 1 de Janeiro deste ano guardado em Pequenos Cadernos.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Nos caderninhos encontrei esta lenga-lenga que não consigo saber se era anúncio, o que quer que fosse…

Desejamos-lhe um Feliz Natal
este é o tempo da boa vontade
entre todas as pessoas
e os seus comerciantes
Não saia de casa sem o seu cartão de crédito
ou de débito
e não se esqueça
que se não oferecer aos amigos
tudo o que eles não desejaram
(peúgas, bibelots, tachos e bat-jours)
eles deixarão de ter respeito por si
e abandoná-lo-ão à porta do centro comercial
como qualquer trapo inútil
vazio e triste

sábado, 2 de dezembro de 2017

ENTÃO, É NATAL


Os Pequenos Cadernos estão cheios de textos e citações de e sobre o Natal.
Começo com um interessante texto de António Bagão Félix, publicado no Público de 19 de Dezembro do ano passado, sobre o lamento de as pessoas já não mandarem cartões de Boas Festas aos familiares e aos amigos.
Eu hei-de de manter sempre essa tradição, que tanto prazer me dá.

A tecnologia permitiu, neste século, substituir os tradicionais cartões de boas festas por um bater frio de uma qualquer tecla, apagado com a singeleza de uma outra. É barato, é amigo do ambiente e facilita a selecção na resposta.
Acontece que, em vez da tradicional caixa de correio repleta, surgiu, em movimento uniformemente acelerado, a praga dos emails festivos, mecanicamente enviados, e extraídos de uma lista de amigos, indiferentes, desconhecidos e desavindos, com tratamento igualitário independente do destinatário.
A isso se juntou outra praga: a das mensagens escritas, vulgo SMS, que, sobretudo no dia 24, entopem os telemóveis e saturam as cabeças. Entre a catadupa que nos chega há de tudo. Por exemplo, os que nem sequer disfarçam ser mandados sem critério para uma massa informe de destinatários, os que se permitem enviar para “damas e cavalheiros” ou “car@ amig@, fazendo da arroba@ um símbolo assexuado em termos gramaticais, com “beijos e abraços” ou “abreijos”, os que têm longas dissertações aparvalhadas ou kitsch sobre o Natal e Ano Novo, os que trazem água no bico quanto a um favorzinho a pedir no próximo futuro, os que, na pretensão de inovar nas palavras gastas, fazem textos em que a emenda é pior do que o soneto.
Enfim, tratamentos de massa, cumprimentos de circunstância, anonimato de relação, eis tudo o que o Natal não é.
Por isso, uma súplica virtual: por favor, servidores de todo o mundo, uni-vos e façam greve!
Não escrevo cartões e evito emails e SMS. E agradeço que me tirem de listas de destinatários. Prefiro falar com as pessoas que me interessam, e assim, as reencontrar, que esse é um sinal do que o Natal é.
Sou católico. Mas confesso que tenho que fazer um enorme esforço para encontrar ou descobrir uns momentos de quietude, espiritualidade e paz de espírito para sentir o Natal em que acredito. Para sentir o Natal e não apenas passar por ele. Porque o que me é quase imposto é um abastardamento soez do aniversário do nascimento do Menino.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Cansei-me da igreja.
Desiludiu-me.
Deus é algo em que já não penso.
Mas depois leio palavras como estas de José Tolentino Mendonça:

Muitas vezes Deus prefere
entrar em nossa casa
quando não estamos

… e regressam as dúvidas…

terça-feira, 14 de novembro de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Tenho esta história no caderdinho mas desconheço quem é o autor:

A meio da noite, pegou num martelo e desatou a bater nas paredes do quarto. A princípio com meticulosa cadência. Depois, tomado pelo desespero, de forma desordenada. Abriu buracos por toda a parte. Mas não conseguiu pregar olho.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Mantém os amigos perto de ti e os inimigos ainda mais perto.

Michael Corleone no Padrinho II.

Uma frase que não se pode esquecer.

Está num dos capítulos dos Pequenos Cadernos.

domingo, 6 de agosto de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Este recorte, tirado dos Pequenos Cadernos, é do Diário de Lisboa de 5 de Dezembro de 1981.
São de seca os tempos que se vivem no País.
Não é de hoje.
Já é de há muitos anos, uns mais do que outros.
No Alentejo, quinze localidades já decretaram a redução de consumo de água na rega dos jardins, no encher piscinas, na lavagem de carros.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Tenho esta frase guardada nos caderninhos. 

Desconheço o autor.

 «Nunca ponhas um ponto final onde Deus pôs uma vírgula».

Gosto desta frase.

Suponho que cada um a interpreta à sua maneira, aquilo que ela encerra.

A minha maneira de a entender agrada-me mesmo que esse entendimento não seja exacto ou aquilo que ela quer mesmo dizer.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Hoje, que é Dia Mundial da Criança, fui aos Pequenos Cadernos buscar este palhaço desenhado, em 1990, pela minha filha Sara.
Tinha então 12 anos e chamou-lhe «Circo e Fantasia».

quinta-feira, 20 de abril de 2017

PEQUENOS CADERNOS


Nos Pequenos Cadernos há de tudo, como na botica.
Até um recorte da explicação de como surgiram as alheiras.
Pelo-me por alheiras.
Grelos salteados, uma batatinha cozida, um ovinho estrelado.
As alheiras mais maravilhosas que comi, foram as que uma tia do Germano fazia em Montalegre, Verdadeiramente de fabrico caseiro.
A tia do Germano já não se encontra entre nós.
Mas ficou o sabor e o prazer.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

PEQUENOS CADERNOS


No livrinho, sem indicação de autor:

«O voo dos pássaros é preciosos porque semeia a alegria no rosto do espaço.»