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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LIVROS AUTOGRAFADOS


Quando em Dezembro de 2025, iniciei esta secção dos muitos livros autografados, comprados em alfarrabistas, não lembrava que já lhe tinha dado um início.

Repetirei esse primeiro episódio publicado por aqui em 23 de Junho de 2024:

 A imagem de hoje não pertence à secção do «Outro Lado das Capa», poderia ser «O Outro Lado das Folhas».

Muitos livros da Biblioteca da Casa foram comprados em alfarrabistas.

Nas tardes de sábado, ia com o meu pai à Barateira no Chiado e ao Fausto na Rua Angelina Vidal e nunca saíamos de mãos a abanar.

Este livro de Alexandre Vieira foi oferecido pelo autor à redacção do jornal A Voz.

O matutino A Voz era um jornal católico, monárquico, conservador e ultra-salazarista. Designava-se como «O jornal de maior assinatura em Portugal»

O jornal «A Voz», juntamente com o «Diário da Manhã», deixou de se publicar nos inícios de 1971 e. ambos, deram lugar a um único título: «Época», que deixou de se publicar logo a seguir ao 25 de Abril e veio a ter duas tentativas de publicação, primeiro como «A Época», tendo como director José Manuel Pintasilgo, dias de pois como «A Época Livre»  dirigida por tipógrafo e um grupo de jornalistas do jornal, mas todas as condições eram precárias e os ventos tinham mesmo mudado.

Um dia hei-de aqui trazer os livros comprados em alfarrabistas, com dedicatórias dos seus autores a camaradas seus, bem como outras gentes.

O trabalho não está organizado nesse sentido, tão pouco é tarefa fácil, mas irei tentar.

domingo, 23 de junho de 2024

O OUTRO LADO DAS CAPAS


 A imagem de hoje não pertence à secção do «Outro Lado das Capa», poderia ser «O Outro Lado das Folhas».

Muitos livros da Biblioteca da Casa foram comprados em alfarrabistas.

Nas tardes de sábado, ia com o meu pai à Barateira no Chiado e ao Fausto na Rua Angelina Vidal e nunca saíamos de mãos a abanar.

Este livro de Alexandre Vieira foi oferecido pelo autor à redacção do jornal A Voz.

O matutino A Voz era um jornal católico, monárquico, conservador e ultra-salazarista. Designava-se como «O jornal de maior assinatura em Portugal»

O jornal «A Voz», juntamente com o «Diário da Manhã», deixou de se publicar nos inícios de 1971 e. ambos, deram lugar a um único título: «Época», que deixou de se publicar logo a seguir ao 25 de Abril e veio a ter duas tentativas de publicação, primeiro como «A Época», tendo como director José Manuel Pintasilgo, dias de pois como «A Época Livre»  dirigida por tipógrafo e um grupo de jornalistas do jornal, mas todas as condições eram precárias e os ventos tinham mesmo mudado.

Um dia hei-de aqui trazer os livros comprados em alfarrabistas, com dedicatórias dos seus autores a camaradas seus, bem como outras gentes.

O trabalho não está organizado nesse sentido, tão pouco é tarefa fácil, mas irei tentar.

sábado, 22 de junho de 2024

OLHAR AS CAPAS


No Domínio das Artes Gráficas

Alexandre Vieira

Edição do Autor, Lisboa, Setembro de 1967

No momento em que escrevo estas linhas agita-se a corporação profissional a que pertenço pela conquista de uma jorna mais alta, ao mesmo tempo que pretende restabelecer o regime de salário mínimo, que presentemente não é respeitado pelos industriais de tipografia, forcejando também por conseguir o pagamento dos dias feriados e dos domingos, à semelhança do que se verifica em relação aos colegas que trabalham nos estabelecimentos do Estado e nos jornais diários.

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

OLHAR AS CAPAS


Para a História do Sindicalismo Português

Alexandre Vieira

Colecção Seara Nova – Secção IV – nº 7

Capa: Acácio Santos

Seara Nova Editores, Lisboa, Dezembro de 1970

Era, de facto, incomportável a situação, não só no que respeita a salários, extremamente baixos, mas também ao horário de trabalho, em geral de 12 horas, excluído o operariado da construção civil, que mourejava de sol a sol, do mesmo modo que sucedia em relação aos trabalhadores rurais, estes ainda muito mais mal remunerados do que os operários das cidades, como aliás sucede ao presente.

Quanto à assistência social, era capítulo que não merecia a atenção do patronato, nem tão pouco a dos governos.