Setúbal.
Mais
propriamente a Livraria Uni Verso do editor, poeta, alfarrabista João Carlos
Raposo Nunes.
Colaboração de
Aida Santos.
Mais
propriamente a Livraria Uni Verso do editor, poeta, alfarrabista João Carlos
Raposo Nunes.
Colaboração de
Aida Santos.
CASA DAS
IMAGENS LAURO ANTÓNIO
Rua da Velha Alfândega,
N. 8.
2900-660-
Setúbal
Telefone:
969754116
«A Casa das Imagens Lauro António –
Biblioteca, Mediateca e Arquivo, inaugurada a 8 de maio de 2021, reúne o acervo
doado pelo cineasta e crítico de cinema Lauro António à cidade de Setúbal.
A Câmara Municipal de Setúbal adquiriu e
adaptou um edifício da Baixa, com uma localização privilegiada, para consulta e
fruição pública de todos os que nos visitam e têm interesse pela sétima arte.
Tem por missão a recolha, proteção,
preservação, conservação, divulgação e dinamização do património audiovisual,
promovendo em permanência a construção do conhecimento sobre a sua história,
atualidade e futuro.
Neste espaço cultural reúne-se um acervo
relacionado com a imagem – com publicações de cinema, audiovisuais e televisão,
assim como de banda desenhada e cartoons, revistas especializadas de cinema,
DVD, cartazes, documentação e arquivo pessoal de Lauro António reunido durante
uma vida.
Na Casa das Imagens encontra-se uma
biblioteca especializada na temática da imagem, com foco especial no cinema, e
uma sala de audiovisuais, que alberga mais de 3500 filmes.
Afirma-se como espaço de fruição do
cinema e do audiovisual, nas suas múltiplas vertentes, promovendo exposições
temporárias, ciclos de cinema temáticos, tertúlias com atores, realizadores e
outras atividades em torno do cinema, da imagem e do audiovisual, para
diferentes públicos.»
«Quando tomei a iniciativa de propor à Câmara
Municipal de Setúbal a oferta da minha biblioteca e de grande parte do recheio
da minha casa particular, muitos me perguntaram porquê Setúbla?
Desde logo por ser terra de que sempre
gostei (..) mas estou ligado a Setúbal por uma série de efemérides, desde o
facto de ter sido um dos fundadores, juntamente com o Manuel Costa e Silva, do
Festival Internacional de Cinema de Tróia, até à encenação de uma peça minha “A
Encenação”, no TAS, a convite do saudoso Carlos César, ainda no velho Luisa
Todi»
Lauro António, 18 de Agosto de 2020
SECA ADEGAS
R. Sra. da
Graça 1, 3500-399 Viseu.
Telefone: 918 618 909
Dizem o pior,
dizem o melhor, eles gostaram bastante e entenderam o aviso:
«Restaurante com segmento de serviço
exclusivo em carnes bovinas Nacionais zona Norte e importadas (Argentina,
Uruguai e Australiana). Não usamos nem servimos qualquer tipo de carne
Maturada.»
Fica-se a
olhar a carne excelentemente grelhada e colocada em pedra, acompanhada com
arroz de feijão e batatas fritas que não eram congeladas, também uma grande
salada mista.
Façam uma
visita e opinem.
Eles, sempre
que por ali passem, voltarão.
Chamam-lhe
restaurante, para eles é mais um tasco.
Legenda: a
bonecada que se passeia por aqui, encontra-se na entrada.
No passado fim-de-semana,
fomos a Viseu ao aniversário de uma velha amiga e apanhámos um calorão
infernal.
Foi no meio desse inferno
que, entrando num quiosque para comprar o jornal, arregimentei este postal de
um nevão em Aveiro.
Dizem os visienses que a cidade é assim: insuportavelmente, fria no Inverno e quente no Verão.
Tempos.
O
Tejo visto de uma janela virada para o mar.
O lembrar de um poema para crianças contado pelo Mário Castrim.
Tenho uma janela
que dá para o mar
barcos a sair
barcos a entrar
tenho uma janela
que dá para o mar
sonhos a partir
sonhos a chegar
tenho uma janela
que dá para o mar
um fio de fumo
uma sombra além
uma história antiga
um cantar de vela
um azul de mar
tenho uma janela
que dá para o mar
tenho uma janela
que seria bela
seria mais bela
que qualquer janela
janela fosse ela
de Lua ou de estrelas
ou qualquer janela
de qualquer escola
se não fosse aquele
pescador já velho
que anda pela praia
a pedir esmola
barcos a sair
barcos a entrar
chego-me à janela
e não vejo o mar.
Também uma frase solta do Patxi Andion encontrada pelo tempo em que se (des)arrumam caixas com papéis, em busca de espaço para os livros que se amontoam por aqui, por ali:
«Uma cidade sem mar é como uma casa sem janelas».
Sim,
quantas vezes eles andaram naquele Elevador, mais subidas que descidas.
Não
conseguem, agora, saber a data em que a fotografia do Elevador da Glória, com o
assador das castanhas em fundo, foi tirada.
Dado
o fumo das castanhas, talvez um tempo outonal/invernoso.
Mas foi a 3 de Setembro que a tragédia se abateu sobre o velho Elevador da Glória.
«Foi numa quarta-feira, a 3 de Setembro, com o país regressado de férias,
mas com Lisboa ainda repleta de veraneantes, que o elevador da Glória salta
para as páginas dos jornais de todo o mundo. Aquilo que era para ser mais uma
das 87 viagens diárias de rotina do elevador mais conhecido de Lisboa, acaba em
tragédia quando um dos dois veículos se desliga do cabo que o sustentava (e
rebocava) e corre desgovernado pela Calçada da Glória abaixo embatendo numa
esquina e em dois postes de electricidade, provocando a morte de 16 pessoas.
As ondas de choque deste acidente dominariam as notícias e a vida política do
país durante semanas. O elevador da Glória transportava 3 milhões de
passageiros por ano, na sua maioria estrangeiros e era um ícone da capital
portuguesa. Num país europeu, considerado seguro, não era suposto que o cabo de
um equipamento tão importante se desligasse do veículo e o deixasse à solta,
fora dos carris, sem outra redundância eficaz para o fazer parar.»
Quanto
às indemnizações, a que todas as vítimas da tragédia têm direito, deverão
decorrer ainda muitos anos para que isso venha a acontecer, uma lonjura de
tempo em que as companhias de seguros são exímios mestres.
O
Jardim é uma homenagem a Fernando Pessa, jornalista da rádio e televisão, que por aqui dava
os seus passeios a pé e de bicicleta.
Colaboração
de Aida Santos