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sábado, 7 de dezembro de 2024

POSTAIS DE NATAL


Ainda os postais de Natal.

Repesco esta crónica que o escritor e editor  Manuel Alberto Valente publicava no Expresso.

DESERTO DE AFECTOS


Lembram-se, por este tempo, quando abriam a caixa do correio e desabava um mar de cartões de Boas-Festas?

As palavras, os desejos eram sempre os mesmos, mas sentíamo-nos confortáveis.
Agora apenas as cartas costumeiras das facturas, disto daquilo daqueloutro, que há para pagar, a publicidade de viagens de fim-de-semana, de telemóveis, um cartãozinho do Professor Fofana, especialista em amor, astrólogo, médium africano, 45 anos de experiência.
Já não há cartões de Boas Festas. Onde é que ficou esse tempo? Quando perdemos esse gosto?
Sentir uma amarga nostalgia por esse tempo, um certo pânico por este silêncio, por este quase deserto de afectos.
Gostar de cartas, gostar de cartões de Boas Festas, gostar de selos, coleccionar selos, gostar de esperar, ansioso, pela chegada do correio, cartas, por vezes ilegíveis – por sua dama tornou-se paleógrafo - abrir a carta com uma faquinha apropriada, ou abrir a carta, desesperadamente, rasgando o envelope, quando se esperam palavras como sem ti a minha vida não era feliz.
Os correios comovem-no.

Quem leu Júlio Dinis sabe do que ele está a falar.

O correio electrónico, o telemóvel, tomaram-nos de assalto, determinaram que é obsoleto comprar um cartão de Boas Festas –já nãos vendem! -, escrever palavras com uma caneta, o caminhar para a estação de correios ou para o marco do correio.

«Mãe Tá-se? Tou aí no Natal levo a Bé. Depois dou um tok para confirmar».

O José Gomes Ferreira ensinou-lhe que «saudades, só do futuro», mas, caramba! tem saudades do tempo em que não havia telemóveis, mails, tem saudades do tempo em que as cartas, os cartões de Boas Festas que se enviavam, quando os amigos estavam aquém dos olhos, estavam perto, estavam longe e nos dizíamos uns aos outros que é sempre pouco o esforço que se faz para gostar.

Coisas simples, sinceras, saber que ser amigo é poder a gente entregar-se sem nos passar pela cabeça que o próximo se vai rir de nós.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

POSTAIS DE NATAL


 Durante muitos anos trabalhei perto da Praça da Figueira.

Recordo-me de nos Restauradores, por esta época natalícia, perto do Hotel Avenida Palace, com cenário montado estava, por lá um Pai Natal, trenó, árvore de Natal, para a velha fotografia das crianças mandarem à família.

Alguém me contou que um dia, o Pai Natal perguntou a um garoto, que se aprestava para a fotografia, se ele se portava bem lá por casa e que lhe respondeu:

«Eu porto. Quem não se porta bem é o meu avô que chega todos os dias bêbado.»

Colaboração de Aida Santos

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

POSTAIS DE NATAL


«- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah perdão, disse o principezinho.
Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
- Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui, observou a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens. Que significa “cativar”?
- Os homens têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa “criar laços”.»

Antoine Saint-Exupéry em O Principezinho

Colaboração de Aida Santos

domingo, 5 de dezembro de 2021

POSTAIS DE NATAL


“Que quem critica o Natal como um pretexto forçado para reunir familiares, distantes ou não, se lembre que é um melhor motivo que o seu próprio funeral.”

Colaboração de Aida Santos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

POSTAIS DE NATAL


«Detesto esta época do ano. Tenho de ser bom durante mais duas semanas se quiser ter prendas este Natal! Nunca serei capaz.»

Calvin personagem de banda desenhada.

Colaboração de Aida Santos

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

POSTAIS DE NATAL


O Natal está quase a chegar.

Colaboração de Aida Santos

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

POSTAIS DE NATAL

Panelas velhas não tocam nos Reis.

Colaboração de Aida Santos

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

POSTAIS DE NATAL

Falar assim devagarinho, silenciosamente dos natais de infância que nunca tive. Ouvir falar do Natal pelos colegas da escola, do que comeram, os presentes que tiveram e eu perdida, como tantas outras crianças daqueles tempos, que viam o Natal pela janela dos outros.

Colaboração de Aida Santos

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

POSTAIS DE NATAL


Os tempos deste país sempre foram difíceis.

Os governantes aflitos, de calças na mão, lembram-se sempre de lixar os do costume, vulgo mexilhão.

Em 1983, era Ernâni Lopes ministro das finanças de um governo de Mário Soares, lembraram-se de lixar os portugueses retirando-lhes metade do subsídio de Natal.

A Editorial Caminho editou um cartão natalício.


Alguns ainda se devem lembrar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

POSTAIS DE NATAL

O José Carlos Ary dios Santos disse-nos que Natal é quando um homem quiser. Assim como o texto que um dia li, publicado num jornal de Milão, de uma leitora do jornal que se chamava Simona Angioni. Chamaram-lhe Encontro:

«Eu sou quem decide quando é Natal. Vocês poem-no sempre no mesmo dia, como uma marcação no cabeleireiro. Não funciona assim. Transfiro o Natal para onde quero. Para um banco de onde se vê o rio, para uma esquina da noite, entre lençóis vermelho fogo, para uma sala burguesa cheia de familiares à hora do chá. Ou no Verão, num alpendre, às duas da tarde de uma terça-feira qualquer. Quando souber a data, digo-vos. Agora não é altura para um feriado. Há demasiada leveza. De qualquer maneira, quando o momento chegar vocês compreenderão sozinhos. Haverá uma barriga. E um choque surpreendente para sair para o ar livre.»

Colaboração de Aida Santos

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

POSTAIS DE NATAL


Nunca aceitei, nunca entendi as razões por que a Igreja deixou de considerar este dia, da Nossa Senhora da Conceição, como sendo o Dia da Mãe, mandando a comemoração para o primeiro domingo de Maio.

A minha mãe morreu em Fevereiro deste ano.

Mas sempre foi neste dia que comemorámos o Dia da Mãe.

Cá estamos de novo e para sempre.

Colaboração de Aida Santos 


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

POSTAIS DE NATAL


Começámos já a viver os tempos mais maravilhosos que o calendário nos oferece: o Tempo de Natal.

A morte da minha mãe em Fevereiro, será o primeiro Natal sem a sua presença, a pandemia que invadiu os nossos dias. Mas, nada, deveria permitir que estes dias gloriosos sejam ofuscados. Mas é tão difícil!...

Peguei num livro que há cá pela casa, Pai Natal de Armand d’ Apremont e deu-me para copiar este pedacinho:

«Decididamente, o nosso São Nicolau tinha qualquer coisa de pouco católica. A hierarquia eclesiástica não estava enganada. No início doas anos de 1970, em consequência do concílio do vaticano, a Santa Sé suprimiu o calendário, e da litania de santos, um certo número de personagens de acentos demasiado pagãos que, muito manifestamente, e no que respeita ao nosso assunto, foi estabelecido formalmente que nunca existiu nenhum bispo católico de nome Nicolau, que as lendas atribuídas a esse santo não eram de origem cristã e que vinham provavelmente de tradições pagãs.»

Entre o Menino Jesus e o Pai Natal a Igreja ficou a perder. E muito.

Vejo pelos meus netos. É o Pai Natal que lhes diz qualquer coisa. O Menino Jesus é uma coisa vaga que os deixa a olhar para o nada.

A Igreja despertou tarde para uma realidade que lhe passou ao lado, ainda tentou combater as renas, os trenós, lembrando o menino numa manjedoura, mas foi um acto falhado.


Colaboração de Aida Santos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

DO BAÚ DOS POSTAIS


O importante seria que não caminhássemos, sempre de mãos dadas, apenas nas épocas festivas.
Sabemos o quanto é difícil... se sabemos...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

POSTAIS DE NATAL


Postal enviado pela Helga e o Dieter.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

POSTAIS DE NATAL


Nenhum Natal sem flores.

José Gomes Ferreira

domingo, 23 de dezembro de 2018

POSTAIS DE NATAL


Postal enviado pela Angelika e o Hans-Martin.
«Not our Christmas-Tree!
We like it more small ans simple decoration!»

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

POSTAIS DE NATAL DE BEATRIX POTTER


Numa Feira do Livro, realizada na APISAL, comprei uma lindíssima colecção de postais de Boas Festas de Beatrix Potter.

Este é o último postal da colecção.

O Alfaiate Velhote

«Reza uma lenda muito antiga que, entre a noite da véspera de Natal e a manhã do di de Natal, todos os animais falam (embora muito poucas pessoas consigam ouvi-los ou perceber o que dizem).»

Colaboração de Aida Santos

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

POSTAIS DE NATAL DE BEATRIX POTTER


Numa Feira do Livro, realizada na APISAL, comprei uma lindíssima colecção de postais de Boas Festas de Beatrix Potter.

Por estes dias vou coloca-los por aqui:

O Alfaiate Velhote

«Reza uma lenda muito antiga que, entre a noite da véspera de Natal e a manhã do di de Natal, todos os animais falam (embora muito poucas pessoas consigam ouvi-los ou perceber o que dizem).»

Colaboração de Aida Santos

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

POSTAIS DE NATAL DE BEATRIX POTTER


Numa Feira do Livro, realizada na APISAL, comprei uma lindíssima colecção de postais de Boas Festas de Beatrix Potter.

Por estes dias vou coloca-los por aqui:

O Alfaiate Velhote

«Reza uma lenda muito antiga que, entre a noite da véspera de Natal e a manhã do di de Natal, todos os animais falam (embora muito poucas pessoas consigam ouvi-los ou perceber o que dizem).»

Colaboração de Aida Santos