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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

SOLTAS


O Papa Leão XIV visitou a França e não esqueceu as vitimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero e pediu aos bispos franceses que continuem a trabalhar mantendo “a máxima vigilância” face ao flagelo dos abusos, durante uma reunião em Lourdes.

«Nos últimos anos, vocês enfrentaram com firmeza o doloroso flagelo do abuso de menores cometido por membros do clero ou no seio da Igreja. Tomaram medidas corajosas para a combater, através da escuta ativa, da busca da verdade, da justiça, do perdão, da reparação e de um firme compromisso com uma cultura de prevenção e proteção contra estes crimes.»

Em França, foram identificados aproximadamente 330.000 casos de abusos cometidos por membros do clero entre 1950 e 2020, de acordo com uma investigação de 2021, e pouco menos de 2.000 vítimas receberam uma indemnização por esses crimes.

Assim vai o clero, frouxo quase indiferente, face aos crimes praticados, seja onde for, pelos seus membros.

A atitude do clero português, face a este flagelo, nem é frouxa, nem indiferente:

É MISERÁVEL!

1.

 

Não esquecer nunca que a União Europeia, os Estados Unidos, outros mais, são cúmplices do genocídio que Netanyahu está a realizar em Gaza.

2.

Alguém terá que dizer a Cristiano Ronaldo, e Jorge Jesus não é rapaz indicado para isso, que está a aproximar-se de um fim de carreira sem ponta de glória.

Diz um leitor do Público:

« Ronaldo está a envelhecer muito mal. É preciso saber sair, é preciso saber carregar todos os records.Fazer figura de malcriado, reles, mimado e burgesso não é compatível com a sua ambição.Ronaldo precisa de contratar um gestor de carreira e de liderança para conseguir não estragar tudo o que alcançou. Pode cobrir-se de ouro, diamantes, pedras preciosas, jactos privados,iates, carros desportivos bimbos, tudo o que o dinheiro pode comprar, mas isso não esconde a ignorância, a soberba e falta de visão. Mais dignidade, gravitas e sabedoria, acorda Ronaldo, já bateste contra a parede.»

3.

Um estudo recente da Fundação Francisco Manuel dos Santos faz um levantamento  dos 507 ministros da democracia portuguesa, concluindo que quem  tem governado Portugal em democracia são sobretudo homens, com mais de 50 anos, que  pertencem a “elites políticas altamente profissionalizadas, nas quais a experiência partidária e a competência técnica se entrelaçam de forma estrutural; de acordo com o estudo, os governos portugueses estão a ficar mais velhos, mais qualificados e mais partidários e para entrarem no círculo do poder as mulheres precisam de mais estudos; outro dado: ser ministro em Portugal não é um emprego estável já que  a duração média no cargo é de um ano e meio, 19% dos membros do governo  não completam o mandato e quatro em cada dez saem devido a escândalos, pressões dos jornais ou contestação social.

4.

Portugal é o país da União Europeia (UE) onde mais pessoas bebem álcool diariamente. Quase um quinto da população (16%) ingere estas bebidas todos os dias, três vezes mais do que a média europeia. Os homens portugueses consomem o triplo das mulheres e 15,4% desta população está em risco de pobreza ou exclusão social.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO

81ª Assembleia Geral da ONU.

Antes do discurso de Netanyahu, foram apresentadas na Assembleia Geral as declarações do Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, que tiveram de ser previamente gravadas, já que os Estados Unidos rejeitaram os pedidos de vistos feitos por si e pela sua delegação, pelo segundo ano consecutivo.

Netanyahu leu o seu discurso perante aquela enorme quase sala completamente vazia e acabou a dizer que Israel tem o exército mais mural do mundo.

Fora do edifício da ONU decorreram largos protestos, convocados por grupos judaicos e israelitas contra a governação de Netanyahu e apelando a que seja responsabilizado pelos crimes cometidos à luz do direito humanitário internacional.

Cerca de uma centena de manifestantes foram detidos pela polícia e nesse grupa estava a actriz Susan Sarandon:

«Netanyahu, não podes esconder-te, acusamos-te de genocídio e nenhum de nós é livre até que todos sejamos livres.»

sexta-feira, 10 de julho de 2026

TRUMPALHADAS

Há um tempo atrasado, não muito, Donald Trump declarou que as forças militares norte-americanas tinham destruído, por completo, a marinha, a força aérea, o exército do Irão, não restando absolutamente nada.

Uma mentira a juntar a tantas e tantas outras, pelo que, nestes dias, voltou, com o amigo Bibi, a bombardear o Irão.

Continuam a não perceber, para mal do mundo, onde se foram meter!

Entretanto, Israel terá partilhado, recentemente, informação dos Serviços de Segurança com os Estados Unidos que apontam para a existência de um novo plano do Irão para assassinar o Presidente Donald Trump.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

TRUMPALHADAS

Os Estados Unidos e o Irão chegaram a acordo para pôr fim à guerra que dura desde Fevereiro, anunciou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite deste domingo, 14 de Junho. A informação foi corroborada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem actuado como mediador do conflito. A televisão estatal iraniana confirmou igualmente o fim da guerra, explicando que o Irão "forçou os Estados Unidos" a aceitar o acordo de paz e avançou com a reabertura do estreito de Ormuz.

Será que o louco conseguirá sair do buraco onde Netanyahu o enfiou?

Entretanto, no outro lado do mundo, a Rússia lançou, durante a madrugada desta segunda-feira, 15 de Junho, uma vaga de ataques de mísseis e drones sobre várias regiões ucranianas, tendo provocado pelo menos 11 mortos e danos substanciais num dos principais símbolos religiosos do país: o mosteiro ortodoxo da Pecherskaya Lavra, na capital da Ucrânia.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

POSTAIS SEM SELO


Amo de tal forma a vida que me levanto violentamente contra os que a negam, a destroem, a corrompem.

Joseph Losey

sábado, 23 de maio de 2026

À LUPA

Ainda vamos ouvindo, uma conversa sem fim, que Israel é uma democracia.

Uma história para enteter camelos.

Ben-Gvir, ultra-ministro do ultra governo de Benjamim Netanyahu, divulgou imagens da violência com que Israel trata as pessoas que participaram na última flotilha que foi interceptada. As imagens chocaram o mundo e Netanyahu veio dizer que aquele tratamento “não se alinha com os valores de Israel”.

Mas quais são os valores de Israel?

O governo português , como em outras situações em que as sanguinárias forças de Israel estão envolvidas, gagueja para um lá e para outro. Não só o governo português porque nos restantes países da Europa, do mundo, não se vê uma reação violenta contra os governantes israelitas.

Têm medo de quê?!

sexta-feira, 22 de maio de 2026

TRUMPALHADAS

Donald Trump, Benjamim Neta, toda aquela montanha de ignorantes que os envolvem, meteram-se naquele vespeiro que é o Irão e não sabem como hão-de sair daquilo.

O Vietnam, o Iraque, o Afeganistão não lhes serviram de exemplo.

Mas todos os dias, Donald Trump  diz aos seus fanáticos que destruiu a marinha, a força aérea do Irão, mas que ainda falta o golpe final que destruirá um país, golpe que, até agora, não passa da louca imaginação daqueles fanáticos.

E o mundo vai olhando para uma das suas maiores crises...

Como é possível?

sábado, 11 de abril de 2026

MÚSICA PELA MANHÃ


Guerras.

Sempre as guerras espalhadas por todos os cantos do mundo.

Apenas mortes e destruição.

 As guerras sempre foram um enorme maná para empresas gigantes, e não só, da produção de materiais de guerra.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em Fevereiro de 2023, fez com que passasse a ser premente, tanto para o Ocidente, como para a Rússia, o aumento da capacidade de produção de equipamento militar.

E assim aconteceu.

As maiores cinco empresas do sector da defesa do mundo (todas norte-americanas), anunciaram uma chuva de receitas no ano de 2023.

E ainda não tínhamos chegados às decisões assassinas de destruição e morte do duo de loucos Donald/Netanyahu, que estão patentes aos olhos incrédulos do mundo, sem que acha alguém, uma organização que ponha fim a esta monstruosidade.  

 

Tempo para ouvir, em Música pela Manhã, Bob Dylan no seu segundo álbum The  Freewheelin’Bob Dylan (1963), a faixa Masters of War que poderão encontrar no 1º Volume das Canções de Bob Dylan, publicadas pela Relógio d’Água:

Vinde, senhores da guerra

Vós que construís todas as armas

Vós que construís os aviões da morte

Vós que construís as grandes bombas

Vós que vos escondeis atrás de muros

Vós que vos escondeis atrás de secretárias

Eu só quero que vocês saibam

Que consigo ver através das vossas máscaras

 

Vós que nunca fizestes nada

Senão construir para destruir

Vós brincais com o meu mundo

Como se fosse o vosso brinquedinho

Vós colocais-me uma arma na mão

E escondei-vos dos meus olhos

E virais as costas e fugis para bem longe

Quando voam as balas velozes

 

Como o Judas de outrora

Vós mentis e enganais

Uma guerra mundial pode ser ganha

Vós quereis que acredite

Mas vejo através dos vossos olhos

E vejo atrvés da vossa mente

Como vejo através da água

Que se escoa pelo cano abaixo

 

Vós firmais os gatilhos

Para os outros dispararem

Depois recuais e ficais a ver

Quando a contagem de mortes se eleva

Vós escondei-vos na vossa mansão

Enquanto o sangue dos jovens

Lhes escorre dos corpos

E se enterra na lama

 

Vós lançastes o pior dos medos

Que alguma vez se pode proferir

Medo de trazer filhos

Ao mundo

Por ameaçardes o meu filho

Por nascer e sem nome

Não valeis o sangue

Que vos corre nas veias

 

Quando é que eu sei

Para falar o que não devo

Vós podeis dizer que sou ignorante

Mas uma coisa há que eu sei

Ainda que seja mais novo que vós

Nem mesmo Jesus jamais

Perdoaria o que fazeis

 

Deixai-me fazer-vos uma pergunta

O vosso dinheiro é assim tão bom

Comprar-vos-á o perdão

Achais que poderia

Penso que descobrireis

Quando a vossa morte vier cobrar o seu direito

Que todo o dinheiro que ganhastes

Jamais vos resgatará a alma

 

E espero que vocês morram

E a vossa morte chegue depressa

Seguirei o vosso caixão

Na pálida tarde

E ficarei a ver até vos baixarem

Ao vosso leito de morte

E vou vigiar a vossa campa

Até ter a certeza que estai mortos

quarta-feira, 8 de abril de 2026

TRUMPALHADAS


O mundo entregue a loucos, a assassinos, a aldrabões.

Na noite de ontem o louco presidente norte-americano  avisou que uma civilização inteira iria morrer, para nunca mais voltar.

«Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer.»

Antes, utilizando linguagem imprópria para um chefe de Estado, Donald Trump prometeu ao Irão, numa mensagem publicada na Truth Social, que a próxima terça-feira, 7 de Abril, será “Dia das Centrais Nucleares” e “Dia das Pontes”, sugerindo uma forte ofensiva militar norte-americana caso o Irão não cumpra a sua principal exigência: "Abram o raio do estreito, seus sacanas loucos, ou viverão no inferno" (“Open the Fuckin’ Strait, you crazy bastards, or you’ll be living in Hell - JUST WATCH! Praise be to Allah”.

Mas a hora e meia do fim do ultimato que aniquilaria uma civilização para sempre, sabia-se que Washington e Teerão aceitam uma proposta paquistanesa de cessar-fogo de duas semanas.

E agora, o que irá acontecer?

Trump mostra-se desesperado perante uma guerra para a qual foi conduzido por Netanyahu.

O assassino israelita, como se diz na esplanada do Café do Bairro, comeu Donald de cebolada.

O primeiro-ministro israelita afirmou que está pronto para retomar a guerra contra o Irão a qualquer momento, defendendo que o cessar-fogo temporário acordado entre Washington e Teerão "não é o fim" e que Israel ainda tem objectivos a cumprir.

"Ainda temos objectivos a alcançar e iremos alcançá-los, seja através de um acordo, seja através da força", afirmou Benjamin Netanyahu num discurso ao país. Netanyahu disse ainda que a trégua foi decidida "em plena coordenação" com Washington, garantindo que Israel não foi "apanhado de surpresa".

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, considerou que "nada está acabado": "Não vejo como é possível aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão."

O mundo permitiu-se respirar de alívio.

Que alívio?

quarta-feira, 25 de março de 2026

TRUMPALHADAS

Os estilhaços da guerra desencadeada por Benjamim Netanyahu e com o beneplácito de Donald Trump, vão caindo no nosso dia-a-dia aumentando os riscos de um viver ainda mais difícil.

Como é que estes dois loucos não sabiam que é impossível vencer uma guerra contra fanáticos religiosos dispostos a tudo, incluindo pôr um povo a morrer em nome de Deus?

1.

«Conversações produtivas.” Assim se define a porta entreaberta por Trump quanto a um possível fim da guerra, ao suspender a vontade imperial de bombardear, arrasar, pulverizar, o Irão, com armas convencionais ou mesmo nucleares, como insinua a sua narrativa torpe e alucinada. O problema desta porta entreaberta é que ela vem de uma palavra presidencial que não vale nada. Trump, já sabemos, diz hoje uma coisa e, hoje ainda, o seu contrário. A sua conceção do mundo convocaria, na melhor das hipóteses, Dirty Harry, o justiceiro que celebrizou Clint Eastwood, mas não está sequer próxima do rastejante e traiçoeiro Tuco, protagonizado pelo genial Eli Wallach. Trump é apenas um asqueroso vilão, psicopata narcísico e corrupto. A sua fortuna triplicou num ano, está a rebentar os contrapesos da democracia americana, usa a seu bel-prazer a máquina judicial contra quem o contraria, como está a fazer com Joe Kent.

As “conversações produtivas” com o Irão são um eufemismo, de quem procura uma saída, já muito penosa, para o maior desastre norte-americano a seguir ao Vietname e ao Iraque. A sua própria base de apoio tem vindo a intensificar os sinais de que os EUA têm de sair do Irão depressa e em força. Perderam o controlo da guerra e o próprio aliado, Israel, faz o que quer. Como se Trump fosse uma marioneta nas suas mãos, depois de já se ter percebido que também o é para Putin. É este o Presidente que a América tem e de que será difícil desembaraçar-se.»

Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã

2.

Trump em cada dia que passa diz já ter vencido o Irão mas… acabou por envia ao Irão um plano com 15 pontos destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente, plano foi entregue através do Paquistão.

Segundo David Pereira no Diário de Notícias as condições abrangem todos os objetivos de guerra dos Estados Unidos e de Israel, mas a estação televisiva israelita indica que Jerusalém está preocupada com o facto de Trump e a sua equipa quererem pressionar rapidamente para um "acordo-quadro, um acordo de princípio" com o Irão, em vez de insistir nestas exigências como condição para interromper a guerra.

3.

O Presidente norte-americano anunciou na segunda-feira um prolongamento de cinco dias no prazo de 48 horas que estabelecera dois dias antes para começar a atacar instalações energéticas iranianas, caso Teerão não desbloqueasse o Estreito de Ormuz.

4.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos como “uma farsa", negando qualquer diálogo com Washington.

"O Irão considera o pedido de negociações dos Estados Unidos como uma nova tentativa de dissimulação para se reagrupar e, encontrar brechas” com vista a “intensificar novamente os ataques", declarou na rede social X a representação iraniana em Islamabad.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou pelo seu lado na segunda-feira que o Presidente norte-americano acredita na possibilidade de “alcançar os objetivos da guerra” através de um acordo com o Irão, mas advertiu que Israel vai defender os seus “interesses vitais em qualquer circunstância”.

5.

Entretanto O Pentágono anunciou que Donald Trump está a planear enviar três mil soldados paraquedistas para o Médio Oriente, para apoiar os combates no Irão. A Casa Branca afirmou que as operações militares norte-americanas na região vão continuar. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito no Médio Oriente.

6.

As negociações entre os Estados Unidos e o Irão existem mesmo?

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que não estão actualmente a decorrer negociações entre Teerão e Washington, acrescentando que a troca de mensagens através de diferentes mediadores “não significa negociações”. 

Segundo Araghchi, as principais autoridades iranianas estão a analisar as propostas de paz apresentadas, mas Teerão não tem intenção de negociar com os EUA, algo que nesta fase seria reconhecer uma derrota. O Irão prefere "continuar a resistir", para "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", disse o ministro à televisão estatal iraniana, citado pela agência Lusa.

Os norte-americanos falharam em alcançar os seus principais objectivos, entre eles uma vitória militar rápida e a mudança de regime no Irão, aponta o ministro iraniano, afirmando também que os EUA falharam na protecção dos seus aliados no Médio Oriente, apesar das bases militares instaladas na região, notou, insistindo que o estreito de Ormuz está "fechado apenas aos inimigos".





segunda-feira, 23 de março de 2026

TRUMPALHADAS

Quando acabará a guerra que em 28 de Fevereiro Israel e os Estados Unidos iniciaram com o propósito de "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano"?

Nem Netanyahu, nem Donald Trump informaram que iriam iniciar a guerra contra o Irão.

Donald Trump não sabe quando terminará a guerra, está entalado e pediu a ajuda, com ameaças à mistura para quem não o ajudar, para desbloquear o estreito de Ormuz.

Os principais aliados dos Estados Unidos reagiram com cautela ao pedido de ajuda de Donald Trump para garantir a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, evitando comprometer-se com uma missão militar sem objetivos ou limites claros que arrisca arrastá-los para uma guerra que não escolheram.

Mas…

A poucas horas de terminar o prazo do ultimato lançado a Teerão para a abertura do estreito de Ormuz, o Presidente dos Estados Unidos alegou que a sua Administração teve "conversas produtivas com o Irão", tendo decidido adiar por cinco dias os ataques contra infra-estruturas energéticas iranianas — período ao longo do qual considera ser possível chegar a acordo com Teerão.

Segundo o Presidente norte-americano, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner (seu genro) estiveram no domingo reunidos com “um líder respeitado” do Irão, mas não o ayatollah Mojtaba Khamenei. As negociações, acrescentou Trump, devem continuar esta segunda-feira.

Trump admitiu aos jornalistas que não podia revelar o nome da pessoa com quem está a negociar. “Não quero que ele seja morto”, justificou, num aparente remoque aos israelitas, que eliminaram várias figuras de topo da hierarquia iraniana.

"Tivemos conversas muito, muito boas. Vamos ver onde elas nos levam. Temos pontos de acordo", disse Trump. "Estamos diante de uma possibilidade real de fechar um acordo".

O Irão rapidamente desmentiu o chefe de Estado norte-americano e garantiu que não estão em curso "comunicações directas ou indirectas" com Washington. Reiterou também que atacará as "centrais de energia do regime ocupante", bem como as infra-estruturas económicas, industriais e energéticas utilizadas pelos norte-americanos, caso as centrais de energia iranianas sejam atingidas.

1.

Segundo Pedro Adão e Silva no Público, em apenas 12 meses, Trump fez o que alguns dos autocratas mais proeminentes dos últimos 25 anos demoraram anos a conseguir.

2.

«Sem os EUA, a NATO é um tigre de papel», escreveu Donald Trump numa publicação na sua Truth Social. O Presidente norte-americano critica os aliados porque “não quiseram juntar-se à luta para travar um Irão com capacidade nuclear" nem se disponibilizaram para uma "simples manobra militar" para reabrir o estreito de Ormuz, “tão fácil para eles, com tão pouco risco”.

“Agora que essa luta está militarmente ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", lê-se ainda na mensagem. “Cobardes, e nós não nos vamos esquecer!”, termina Trump.

Copia-se um comentário de um leitor  (Zapata) do Público:

«Curioso... Trump pediu a vários países que o fossem ajudar a "desentupir" a navegação no Estreito de Ormuz. Só não pediu a Israel. Está mal. Foi Israel que nos meteu nesta embrulhada. E os iranianos têm um amor por israelitas que só visto. Quando o Xá fugiu para o estrangeiro, apareceram graffiti nas paredes a dizer "Não façam mal aos judeus. Mas se encontrarem israelitas podem matar." Alguns milhares de israelitas viviam que nem uns nababos no Irão (a aperfeiçoar, entre outras coisas, a SAVAK). A cena é contada num documentário israelita que passou no "Toda a Verdade" na 2a-feira, na SIC-Notícias.»

3.

«Não, o Irão não é a Venezuela, mas Trump poderá ter sido levado a achar que era pelo orgulho, pela vaidade e pela influência de Netanyahu, e mergulhou de cabeça numa guerra cuja extensão terá calculado mal. E aqui entra o fecho do estreito de Ormuz pelo Irão e as consequências generalizadas provocadas pelo aumento do preço do petróleo que ameaça uma nova crise global pela qual os EUA não passariam incólumes. Aparentemente, apenas a China e a Rússia poderão, em tese, beneficiar num cenário destes, o que torna este cenário ainda mais caricato.»

Do editorial de Pedro Candeias no Público

4.

Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irão", disse Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, na sua carta de demissão entregue ao presidente Donald Trump e publicada no X . "O Irão não representa uma ameaça iminente para a nossa nação, e é evidente que iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso lobby americano".

Donald Trump, pelo contrário, congratulou-se com a sua saída: “Ainda bem que ele se foi embora. Ele disse que o Irão não era uma ameaça. Todos os países reconhecem que o Irão é uma ameaça.” Na mesma declaração aos jornalistas, na Sala Oval, o Presidente declarou que não conhecia “muito bem” Joe Kent e que lhe parecia “um tipo porreiro”.

domingo, 15 de março de 2026

TRUMPALHADAS

Fotografia de Benoit Terrier da Reuters, publicada no Público,:navios ancorados no estreito de Ormuz vistos a partir de Muscat, em Omã, a arma dos iranianos com que o presidente louco, apoiado por loucos, eleito por outros loucos, parece não ter contado.

1.
«A questão que se coloca com cada vez mais pertinência é simples: os Estados Unidos avaliaram todas as consequências da guerra contra o Irão antes de lançarem o ataque conjunto com Israel que entra hoje no seu 16.º dia? Provavelmente, esperavam uma rendição ou destruição do regime mais rápida. Provavelmente, não avaliaram a capacidade de resistência do regime, preparada, não ontem, mas há muito tempo. Provavelmente, a pressão de Israel foi decisiva. Já ouvimos Donald Trump dar as mais variadas explicações sobre os objectivos da guerra e a sua oportunidade. Todos os dias, promete bombardeamentos ainda mais fortes para o dia seguinte. O Irão resiste. Continuamos sem ter uma perspectiva sobre a duração desta guerra. Mas há uma coisa que já sabemos — as suas consequências para a economia global serão enormes. Porque os países do Golfo fornecem mais de 20% da energia consumida no mundo. Porque a produção desses países está a ser alvo de drones e mísseis iranianos. Porque o Estreito de Ormuz, por onde passam os navios que abastecem o mundo inteiro de petróleo e gás, está bloqueado. Praticamente nenhum navio o atravessa neste momento. As imagens de satélite são impressionantes.»

Teresa de Sousa no Público

2.

«Quase duas semanas depois do início da guerra da aliança EUA/Israel ao Irão, o que sobra? Os factos são claríssimos. O regime iraniano não caiu e o povo, por um misto de medo e orgulho nacional, não se revoltou. Os dois maiores exércitos e secretas do Mundo não conseguiram, sequer, manter a navegabilidade do estreito de Ormuz.

O choque petrolífero, por causa disso, está a capturar o Mundo inteiro, incluindo a América, numa armadilha económica que ameaça arrastar o cenário de crise por demasiado tempo. A subida do custo de vida, dos juros, da energia, agita a sombra tenebrosa da estagflação, essa velha mistura entre inflação e ausência de crescimento económico. Nos EUA, o galão de gasolina já bate nos 4 dólares e Trump arrisca-se a ficar enredado na sua própria política.

São também muito claras as contradições políticas e militares entre os dois aliados. Os EUA a tentarem, de forma incipiente, construir uma narrativa de saída do vespeiro iraniano, e Israel a assumir que ainda vai demorar uns tempos a bombardear o Líbano e o Irão. A União Europeia reage a várias vozes, em torno da ideia de medidas preventivas de defesa, mas, no essencial, avulta a ausência de liderança em Bruxelas. Com os caminhos que tudo isto leva, quem precisa de inimigos, se tem aliados como Trump e Netanyahu?!»

Eduardo Dâmaso no Corrreio da Manha

3.

«Ele acrescentou que os jactos norte-americanos sobre o Irão estão “a controlar os céus, a atingir alvos” e a trazer “morte e destruição do céu, durante todo o dia”.

Pete Hegseth, chefe do Pentágono (palavras citadas em vários jornais, no dia 3 de Março)
Não se espera que a linguagem da guerra seja macia e benevolente. Mas devemos notar que em relação às guerras anteriores a que assistimos, desde a guerra dos Balcãs, nunca este tipo de linguagem tinha sido utilizada. “Viva la muerte” é um grito que vem da Guerra Civil de Espanha e que permaneceu silenciado durante bastante tempo. Ressurgiu agora de uma maneira ainda mais cruel, sob a forma não de uma palavra de ordem, mas de um regozijo indisfarçável. Não falo do lugar de um pacifista; falo do lugar em que me sinto arrepiado por esta linguagem, sabendo que ela é performativa: traz a morte ao ser proferida e dissemina-a por toda a terra, e não apenas pelo território onde caem as bombas».

António Guerreiro no Público

4

«A frase sobre o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão não foi dita por um crítico do Presidente norte-americano. Foi proferida nesta semana por um dos maiores podcasters do mundo, Joe Rogan, um reconhecido apoiante de Donald Trump.

Não é fácil, a quem quer se seja, encontrar uma racionalidade nesta guerra, até porque para Trump ela já foi um pouco de tudo. Num dia, o que está em causa é a mudança de regime, no outro dia só quer destruir a capacidade militar do Irão. Num dia, nunca haverá tropas no terreno, no outro dia já é possível que isso aconteça. Hoje, Trump quer ter uma palavra na escolha do novo líder iraniano, amanhã quer que todas as lideranças pereçam. Num dia, está aberto a negociações, no dia seguinte pede “uma rendição incondicional”.»


Isabel França

quarta-feira, 11 de março de 2026

TRUMPALHADAS

1.

Ninguém sabe que tempo vai durar a guerra Israel-Estados Unidos-Teerão.

Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a sugerir que o conflito com o Irão vai terminar "brevemente", Teerão ameaçou "centros económicos e bancos" na região e afirmou que está pronto para uma guerra longa, alertando que isto "destruiria" a economia mundial. No estreito de Ormuz, foram registados ataques contra embarcações.

As mensagens dos Estados Unidos em relação à duração e até aos objectivos da guerra no Irão mantêm-se contraditórias, com Donald Trump a dizer que a guerra está quase a terminar ou que durará ainda pelo menos uma semana, enquanto em Israel há preocupações com a possibilidade de a guerra ser mais curta (e uma corrente, minoritária, com ser mais longa), e do Irão surge uma atitude de desafio, recusando um cessar-fogo e prometendo continuar a lutar.

Trump diz que já ganhou ao Irão, mas que os EUA ainda não se vão retirar

Donald Trump declarou a vitória no Irão, ressalvando que os EUA apenas vão permanecer no terreno para concluir o trabalho. “Nunca se gosta de dizer muito cedo que se venceu. Nós vencemos”, exaltou Trump num comício eleitoral em Hebron, Kentucky, citado pela Reuters.

2.

Pelo menos três cargueiros, com bandeiras da Tailândia, do Japão e das Ilhas Marshall, foram atacados no estreito de Ormuz. O tailandês Mayuree Naree foi atingido por "dois projéteis de origem desconhecida", segundo operador da embarcação, citado pela agência Reuters. A Guarda Revolucionária, por sua vez, numa nota divulgada pela agência Tasnim, informou que o navio foi "alvejado por combatentes iranianos". Vinte membros da tripulação foram resgatados e levados para Omã, enquanto três continuavam desaparecidos.

3.

Um erro do Exército norte-americano, devido a coordenadas desactualizadas do alvo, originou o bombardeamento de uma escola feminina em Minab, no Irão, a 28 de Fevereiro, noticiou o New York Times, com base em conclusões preliminares de uma investigação militar interna a que o jornal norte-americano teve acesso.

Segundo autoridades iranianas, o ataque fez mais de 175 mortos, a maioria crianças. O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a atribuir a autoria do ataque ao Irão, antes de recuar parcialmente e afirmar que "aceitaria" o resultado da investigação.

Questionado nesta quarta-feira sobre o artigo publicado pelo New York Times, Trump negou ter conhecimento das informações divulgadas.

terça-feira, 3 de março de 2026

TRUMPALHADAS

1.

Sem alguns assassinos como Maduro e Khameney o mundo fica melhor.

Sem o Trump, o Netanyahu, o Putin, e mais alguns espalhados por aí, o mundo ainda ficaria melhor.

Mas… a morte de toda esta gentalha não trás a paz e a democracia.

O actor Robert de Niro disse há dias:

«Trump nunca vai sair. Temos de o obrigar a sair»

Trump classificou-o:

«É um doente e demente!»

2.

A utilização da Base das Lages é um negócio há longos anos nascido,

Nas letras pequeninas do contrato deverá estar o como e o quando os Estados Unidos a poderão utilizar.

Paulo Rangel, ministro dos negócios estrangeiros de Luís Montenegro, gagueja nas explicações.

Quando, por hipótese, os Estados Unidos invadirem a Gronelândia, bater três vezes na madeira, quais serão as explicações que o ilustre ministro dará?

3.

«Israel e EUA atacaram o Irão no intervalo de negociações (que o mediador classificara como positivas), sem provas de que o país constituía um ameaça nuclear (que os bombardeamentos de Junho teriam eliminado de vez) e sem enquadramento legal (um grande contributo para destruir o direito internacional). Badr al Busaid, ministro das Relações Exteriores de Omã, mediador das negociações entre Washington e Teerão, observou que o ataque “não beneficia os interesses dos EUA nem a causa da paz mundial” e instou os norte-americanos a “não se deixarem arrastar mais: esta não é a sua guerra”. Esta é a guerra de Israel.

Israel não tem interesse em negociar a paz com iranianos ou palestinianos e sabota qualquer hipótese de isso acontecer. O que move Benjamin Netanyahu é a destruição do Irão e aliados. O primeiro-ministro israelita e o seu Governo messiânico convivem bem com a permanência da guerra.»

Amilcar Correia no Público

4.

«A morte de Ali Khamenei na primeira vaga de bombardeamentos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel encerra um ciclo de quase quatro décadas de poder absoluto no Irão. Mas abre outro, potencialmente mais perigoso, e mostra que a guerra lançada por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, mais do que responder a uma ameaça iminente demonstrável, visou acima de tudo o derrube do regime iraniano.»

 Tiago Luz Pedro

5.

«Donald Trump arrisca-se a envolver os EUA num conflito prolongado, altamente destrutivo e com potenciais danos significativos nos seus meios militares e aliados do Médio Oriente.»
José Pedro Teixeira Fernandes

6.

Zalenski admitiu esta estar preocupado com uma possível escassez de munições para os sistemas de defesa aérea ucranianos, cruciais para neutralizar os ataques russos, caso a guerra no Médio Oriente se prolongue.



Um artigo desta extensão sobre este tema e nem uma palavra sobre o genocídio dos palestinianos. Mais de 75 mil mortos e as cidades de Gaza arrasadas - nem uma palavra. Como se Netanyahu não tivesse a menor participação no que está a acontecer a esta hora no Irão e em todo o Médio Oriente. Sem Netanyahu este ataque não teria metade da eficácia que demonstra. Mas arranjou espaço para mais uma festinha no lombo do Estado Novo. A menos de 2 meses de se completarem 100 anos sobre a instauração da ditadura em Portugal. Não há acasos.

 

 


«Donald Trump arrisca-se a envolver os EUA num conflito prolongado, altamente destrutivo e com potenciais danos significativos nos seus meios militares e aliados do Médio Oriente.»
José Pedro Teixeira Fernandes

sábado, 28 de fevereiro de 2026

TRUMPALHADAS

Sempre a falar de paz, Donald Trump atacou seis países desde o início do mandato.

Com justificações diferentes, Trump encara o uso da força como um elemento central da sua presidência: Irão, Venezuela, Nigéria, Síria, Iémen e Somália foram os seus alvos. Outros estarão em agenda como Colômbia, Cuba, Gronelândia.


Além dos países que de facto atacou, somam-se as ameaças a outros que, por enquanto, escaparam a Trump: Colômbia, Cuba ou a Gronelândia são exemplos.

A ofensiva ilegal de Israel/Estados Unidos sobre o Irão denomina-se «Operação Fúria Épica» foi levada a cabo com Trump a ignorar o Congresso, os conselheiros militares, e até J.D. Vance se manifestou céptico de intervenções militares.

É entendimento geral que não se pode fazer uma mudança, assim do pé para a mão, de regime no Irão, será mesmo uma missão impossível.

Mas Trump, qual louco a voar pelo mundo de que se diz único dono, é taxativo:

«Eu posso ficar com aquilo tudo ou acabar com isto em dois ou três dias».

ATAQUE COORDENADO CONTRA O IRÃO


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou, num vídeo publicado no X, que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que classificou como a "ameaça existencial" representada pelo Irão.

 “Ao grande e orgulhoso povo do Irão, digo-vos que a hora da vossa liberdade está a chegar. Abriguem-se, não saiam de casa, é muito perigoso, bombas vão cair em todo o lado. Quando terminarmos de derrubar o vosso Governo, ele será vosso para o ocuparem”, afirmou Donald Trump no final de um vídeo de oito minutos, publicado na sua Truth Social, em que anuncia o ataque militar.

"Esta será provavelmente a vossa única oportunidade durante [várias] gerações", afirmou. "Durante muitos anos, pediram a ajuda da América, mas nunca a obtiveram. Nenhum Presidente esteve disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer esta noite. Agora têm um presidente que vos está a dar aquilo que querem, por isso vejamos como respondem."

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

EM BUSCA DE FLORES NO DESERTO


 A pergunta é feita hoje por Amílcar Coreia no Público:

 «Porque está Trump tão empenhado no cessar-fogo em Gaza?»

Benjamim Netanyahu não está interessado na paz.

A Donald Trump uma  só coisa importa: negócios e agarrado a isso, money, money, money:


«Netanyahu troçou de Biden, e nunca se deu na perfeição com os democratas, mas acabou nas mãos de um republicano que tem os seus próprios projectos económicos para a Riviera e sócios árabes para o concretizarem.»

terça-feira, 30 de setembro de 2025

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO

Com imensa pena, obrigo-me a dizer que não acredito em nada do que esta gente tem face à guerra na faixa de Gaza.

Lamento mesmo muito!


«Donald Trump prometeu ontem, em Washington, a paz eterna para o Médio Oriente. Com Benjamin Netanyahu ao seu lado, o presidente dos EUA apresentou algumas das 20 medidas que farão parte de um plano de paz para terminar com a guerra na Faixa de Gaza.

O plano prevê a libertação de todos reféns israelitas (vivos ou mortos) e a libertação de 1700 habitantes de Gaza, presos após os ataques do 7 de Outubro de 2023, e 250 prisioneiros condenados a prisão perpétua.

Trump promete a paz eterna no Médio Oriente. Será?
Sobre o futuro do território, Donald Trump afirmou que irá ser criado um “Conselho de Paz, que será responsável pela sua governação. Esse conselho, sem qualquer mandato internacional, será presidido pelo próprio presidente dos EUA e dele fará parte Tony Blair, ex-primeiro-ministo do Reino Unido e figura controversa na região desde a invasão do Iraque com base em provas forjadas.

Mas não é conhecida ainda uma reacção do Hamas, pelo que o sucesso do plano não está garantido. Em Israel, os dois ministros mais radicais do actual governo manifestaram as suas divergências e críticas pelo pedido de desculpas que Benjamin Netanyahu apresentou ao seu homólogo do Qatar, devido ao bombardeamento israelita a responsáveis do Hamas em Doha, no qual morreu um cidadão daquele país. O governo israelita vai sobreviver a esta proposta dos EUA?»


Texto de Amílcar Correi e Ruben Martins no Público

terça-feira, 16 de setembro de 2025

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO


 «Nada nem ninguém parece capaz de impedir o Governo de Benjamin Netanyahu de avançar sobre a Cidade de Gaza, nem mesmo a confirmação pelas Nações Unidas, através de um relatório publicado esta terça-feira, de que aquilo que parece um genocídio é mesmo um genocídio cometido por Israel contra o povo palestiniano na Faixa de Gaza.»

«O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, garantiu que Israel “não cederá e nem recuará – até à conclusão da missão”. Uma missão que cada vez mais se confunde com a destruição total das infra-estruturas de Gaza de tal forma que a vida seja insustentável. Katz, qual Nero perante o incêndio de Roma, escreveu na rede social X: “Gaza está a arder”.»

António Rodrigues no Público

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO


 

Certo que há o apoio, ou silêncio da grande maioria dos judeus pelo mundo.

Que parte da comunidade internacional terá o poder para fazer parar o assassino, o genocida O apoio, ou silêncio da grande maioria dos judeus pelo mundo.

Que parte da comunidade internacional terá o poder para fazer parar o assassino, o genocida Benjamim Netanyahu?

Como é que, sem protesto algum, se admitiu que certa gente afirme que Israel é o povo escolhido para ocupar aquele pedaço de terra?