A Pena de Morte não devia ser possível em qualquer país do Mundo.
Em
1 de Julho de 1867, foi promulgada, no reinado de D.Luís, a carta de lei que
abolia a pena de morte em Portugal, o que levaria o escritor Victor Hugo a escrever
à Academia das Ciências de Lisboa, em 15 de Julho de 1867:
«Realizar
este progresso é dar um grande passo na civilização.Desde hoje, Portugal está à
cabeça da Europa.»
Nos
Estados Unidos, em alguns estados, não só é permitida a pena de morte, como
a é promovida a espectáculo de circo.
«E Trump é o padrão para toda a direita radical na Europa — sabemos bem quem andou a mexer os cordelinhos para estar lá atrás na assistência da tomada de posse de Trump —, e tem o beneplácito dos ditadores como Putin, vários pequenos e obscuros ditadores asiáticos que colocou no Board of Peace, Kim Jong-un e Netanyahu. Não incluo o ditador chinês Xi Jinping porque desse ele tem medo e inveja.
Escrevo este artigo quando Trump permitiu a execução por fuzilamento de um criminoso militar. É verdade que a pena de morte é comum nos EUA, em particular nos estados republicanos, mas, depois de um ligeiro declínio, está outra vez na moda. As cenas de crueldade com a execução falhada de uma mulher já nos tinham mostrado como a violência está inscrita na sociedade americana, antes de Trump, mas agora transformada num espectáculo nestes dias de “demónios”.
Mas a decisão de transmitir em directo o fuzilamento do militar é talvez o melhor exemplo desta banalização do mal, da transformação da morte num espectáculo para educação das massas. E o mais grave é que não tenho dúvidas sobre as audiências no dia do fuzilamento, 3 de Dezembro.
Pode ser que haja recuo, porque o único motivo para Trump é o medo eleitoral na sua base de apoio, mas o mal já está feito, a intenção de Hegseth, o gnomo da guerra de Trump, foi expressa num tom quase jocoso, e cruel. Não esqueçamos que o major criminoso tem um nome árabe e presume-se que era muçulmano, o que é hoje uma garantia da majoração da pena para educação das massas MAGA dominadas hoje pelos anjos do mal, ou seja, pelos demónios.»

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