O Imaginário de Lisboa
Na
Ficção Narrativa de José Rodrigues Miguéis
Teresa
Martins Marques
Capa:
Soares Rocha
Colecção
Imprensa Universitária nº 103
Editorial
Estampa, Lisboa, 1994
A
cidade é a experiência que dela temos.
Na
Ficção Narrativa de José Rodrigues Miguéis
Teresa
Martins Marques
Capa:
Soares Rocha
Colecção
Imprensa Universitária nº 103
Editorial
Estampa, Lisboa, 1994
A
cidade é a experiência que dela temos.
Teresa Martins Marques é uma profunda
estudiosa da obra de José Rodrigues Miguéis. Entre 1994/96 dirigiu e
prefaciou, para o Círculo de Leitores, os 13 volumes da edição das Obras
Completas de José Rodrigues Miguéis.
Com essa enorme bagagem da obra de Miguéis,
Teresa Martins escreveu uma biografia do autor como se fosse um romance: Nos Passos de José Rodrigues Miguéis.
Concebido através de diálogos do escritor
com a cientista Maria de Sousa, sua grande amiga e confidente, com quem
convive, desde 1975, quando Maria de Sousa foi fazer pesquisa científica em
Nova Iorque. Numa carta, datada de 1978, dirigida ao amigo e director do Diário
Popular, Jacinto Baptista, confessa que é uma investigadora de categoria,
também poeta.
Para este longo trabalho foram compulsados e
citados numerosos fragmentos, de cartas inéditas de Miguéis a intelectuais e
amigos. São igualmente citados excertos de crónicas, paratextos e aforismos,
bem como excertos de cariz autobiográfico da sua obra ficcional.
O importante é conhecer a obra de José Rodrigues Miguéis, extraordinário escritor, um dos grandes prosadores do século XX, mas Nos Passos de José Rodrigues Miguéis torna-se uma aventura deliciosa a leitura deste retrato em livro de 698 páginas.
Nos Passos de José
Rodrigues Miguéis
Uma Biografia Como um Romance
Teresa Martins Marques
Prefácio: Onésimo Teotónio Almeida
Capa: Sofia Travassos
Âncora Editora, Lisboa, Junho de 2025
Bem sei que o António
Sérgio escreveu no Diário de
Lisboa (5/4/1935) sobre mim: «é um espírito rico, variado, insinuante, fino
e o mais admirável dos oradores que jamais ouvi na minha língua.» Confesso que
nem sempre terei sido justo com este homem, mas o meu coração pende para o lado
de Raul Proença. O que fazer? Devo-lhes a todos eles o encorajamento para
começar a escrever e até mesmo a bolsa que tive par ir estudar em Bruxelas.