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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

OLHAR AS CAPAS


O Imaginário de Lisboa

Na Ficção Narrativa de José Rodrigues Miguéis

Teresa Martins Marques

Capa: Soares Rocha

Colecção Imprensa Universitária nº 103

Editorial Estampa, Lisboa, 1994

A cidade é a experiência que dela temos.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

O OUTRO LADO DAS CAPAS


Teresa Martins Marques é uma profunda estudiosa da obra de José Rodrigues Miguéis. Entre 1994/96 dirigiu e prefaciou, para o Círculo de Leitores, os 13 volumes da edição das Obras Completas de José Rodrigues Miguéis.

Com essa enorme bagagem da obra de Miguéis, Teresa Martins escreveu uma biografia do autor como se fosse um romance: Nos Passos de José Rodrigues Miguéis.

Concebido através de diálogos do escritor com a cientista Maria de Sousa, sua grande amiga e confidente, com quem convive, desde 1975, quando Maria de Sousa foi fazer pesquisa científica em Nova Iorque. Numa carta, datada de 1978, dirigida ao amigo e director do Diário Popular, Jacinto Baptista, confessa que é uma investigadora de categoria, também poeta.

Para este longo trabalho foram compulsados e citados numerosos fragmentos, de cartas inéditas de Miguéis a intelectuais e amigos. São igualmente citados excertos de crónicas, paratextos e aforismos, bem como excertos de cariz autobiográfico da sua obra ficcional.

O importante é conhecer a obra de José Rodrigues Miguéis, extraordinário escritor, um dos grandes prosadores do século XX, mas Nos Passos de José Rodrigues Miguéis torna-se uma aventura deliciosa a leitura deste retrato em livro de 698 páginas. 

OLHAR AS CAPAS


Nos Passos de José Rodrigues Miguéis

Uma Biografia Como um Romance

Teresa Martins Marques

Prefácio: Onésimo Teotónio Almeida

Capa: Sofia Travassos

Âncora Editora, Lisboa, Junho de 2025

Bem sei que o António Sérgio escreveu no Diário de Lisboa (5/4/1935) sobre mim: «é um espírito rico, variado, insinuante, fino e o mais admirável dos oradores que jamais ouvi na minha língua.» Confesso que nem sempre terei sido justo com este homem, mas o meu coração pende para o lado de Raul Proença. O que fazer? Devo-lhes a todos eles o encorajamento para começar a escrever e até mesmo a bolsa que tive par ir estudar em Bruxelas.