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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

POSTAIS SEM SELO


 

O 25 de Novembro foi um momento fracturante e eu entendo que os momentos fracturantes não se comemoram; recordam-se e recordam-se apenas para reflectir sobre eles.

Ramalho Eanes em Novembro de 2015.

domingo, 15 de agosto de 2021

DÁ CÁ VINTES!


Lisboa, finais dos anos 60.

Eu a descer o Chiado, o Luiz Pacheco a subir.

A tal imagem de marca do artista: saquinho de plástico, calça curta, canela quase à mostra, peúgas descaídas por falta de elástico.

«Repare nas minhas calças: sou o gajo das calças curtas. Porquê? Porque não mando fazer um fato desde 1957 ou 1958! E por acaso tinha um bom alfaiate, mas o último fato não o paguei e nunca mais lá fui… «O gajo anda de calças assim para provocar, para se mostrar original.» Não é! Eu vejo aí é calças a três e quatro contos e eu ia dar três contos por um par de calças?! Jamais de ma vie, porra! Se me dão calças compridas, visto-as, dão-me curtas, eu visto-as! Quero lá saber… são dadas! Essa carneirada acha de mim uma coisa, eu acho deles outra! Agora, isto não tem nada a ver com a obra que fiz!»

(De uma entrevista de Luiz Pacheco no Público, Março de 1995, e que consta dO Crocodilo Que Voa, organização de João Pedro George)

Cruzamo-nos à porta da Leitaria Marques, que continua fechada, questões de massas ou lá o que é, mexe no saco de plástico, saca umas folhas copiadas a stencil.

- Dá cá vintes!

Os tempos eram difíceis, mas o Pacheco era o Pacheco, dei-lhe os vintes.

Fiquei com dezes e a Comunidade.

A capa e a primeira folha que aqui se reproduzem.

Amareladas pelo tempo não consegui uma boa reprodução., mas ficam aqui.

Um lindíssimo texto, uns vintes, em tempos tão difíceis, muito bem empregues.

Em Março de 1970, a Comunidade saiu em folheto, ainda pela Contraponto, «fez-se uma tiragem especial de trezentos exemplares, numerada e assinada pelo Editor, com um «poster-hors-texte», original de Carlos Ferreiro.»

Segundo o catálogo da Exposição 1 Homem Dividido vale por 2, a Comunidade foi saindo editada não só pela Contraponto. Da  edição do ano de 1996, publicaram-se 500 exemplares, «especialíssima, dedicada em preito de homenagem e gratidão, a Sua Excelência o presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares».


Por Mário Soares, conta a Pachecal figura:

«Essa história do gajo me dar dinheiro? As pessoas têm esta coisa que é assim: «o presidente da República deu 200 contos àquele calhordas», isso provocou espanto. Estupefacção. Andámos na faculdade, nunca tivemos um relacionamento íntimo ou uma grande amizade. Eu via o gajo no Chiado: «Ó Mário, passa-me aí algum, pá.» Ele puxava da carteira, tirava cinco paus, fazia um gesto com o dinheiro na mão para o mostrar, e dava-mo. Agora, aqui, em Setúbal, isso tem uma explicação. O assessor cultural foi à livraria da Raposo (Pacheco refere-se à livraria UniVerso, em Setúbal) e este, para se evidenciar, disse logo: «quem está aí é o Pacheco e tal». E o outro foi dizer ao Mário Soares. Não é lá essa história do presidente descobrir que eu estou aqui no buraco e manda-me 200 contos, dentro do envelope vinham 25 notas de 10 contos. Ia morrendo. Acho que tem uma razão deontológica…, o escritor, o escriba, depois como é que agradece um gesto destes?»

(De uma entrevista de Luiz Pacheco, publicada em Dezembro de 1995, no Blitz e que consta O Crocodilo Que Voa)

«Do Jorge Sampaio nem cheiro. Pior foi o Eanes. Como o David  Mourão-Ferreira tinha conseguido um subsídio para o Raul de carvalho, o Alçada Baptista falou-lhe em mim. E o Eanes respondeu-lhe: «Para quê? Para ir gastar na taberna?» O Soares não perguntou onde é que eu ia gastar a massa.»

(De uma entrevista de Luiz Pacheco, dada a Rodrigues da Silva, publicada no JL e que consta de O Crocodilo que Voa).


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

OS IDOS DE DEZEMBRO DE 1975


8 de Dezembro de 1975

Um dos primeiros actos de Ramalho Eane,s como novo Chefe do Estado Maior do Exército foi determinar a anulação do juramento de bandeira dos recrutas do Ralis.

O despacho tem o nº 33/B/1975:

  1. Considerando que o acto de juramento de bandeira é condição fixada para a conclusão do período de preparação militar (artº 20.º nº 4 da Lei de Serviço Militar);
  2. Considerando que o juramento de bandeira está sujeito à imposições fixadas pelo general chefe do Estado Maior do Exército;
  3. Considerando que o juramento de bandeira dos recrutas do 2ºT/75 do Ralis, efectuado em 21 de Novembro de 1975, se processou com manifesto desrespeito daquelas disposições;
Determino que:
a)      Seja considerado nulo e de nenhum efeito o juramento de bandeira dos recrutas do 2ºT775 realizado no PALIS EM 21 DE Novembro de 1975;
b)      Os referidos recrutas deverão proceder a novo juramento de bandeira, com observância das disposições fixadas para o efeito, a fim de lhes ser dado como findo o período de preparação militar;
c)      Com essa finalidade deve o Comando do ralis convocar imediatamente os recrutas em causa, para as unidades mais próximas das suas residências, para aí efectuarem o juramento de bandeira de acordo com as disposições em vigor;
d)       Aos recrutas que se recusem a prestar juramento de bandeira nas condições atrás expressas deve ser levantado auto de corpo de delito por crime de insubordinação, previsto e punido nos termos do art.. 91 e seguintes do Código de Justiça Militar.

Fontes:
- Acervo pessoal

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

OS IDOS DE NOVEMBRO DE 1975


27 de Novembro de 1975

Face aos acontecimentos, começam a movimentar-se forças que exigem a ilegalização do Partido Comunista, bem como dos partidos da extrema esquerda.

Antes de qualquer tentativa do começo de uma caça às bruxas, o Major Melo Antunes, numa curta intervenção, transmitida pela RTP, exprimiu que o Partido Comunista é fundamental para a construção do Socialismo.

A afirmação caíu muito mal entre elementos do poder político e militar.

Nunca lhe perdoaram!

Para se ter ideia do que se ia passando, é imprescindível voltar ao livro de José GomesMota:

A revolta agonizava às mãos do Grupo Militar do Movimento que com eficiência e um patriotismo notáveis conduzia todas as operações militares.
Desejo, muito vivamente, realçar o sentido patriótico de actuação do Grupo Militar, que não cedendo a quaisquer tentações de exibicionismo sufocou a revolta sem matar a revolução!
É que se o Grupo Militar se tem deixado arrastar para as retaliações que tantos lhe sugeriam, teria sido impossível evitar a violência de determinados confrontos, inevitavelmente o rastilho para quaisquer acções de terrorismo.
  

Nota oficiosa do Estado-Maior das Forças Armadas:


São enviadas para a Prisão de Custóias, alguma dezenas de militares detidos por participação na tentativa de golpe.

Entre eles estão o major Dinis de Almeida, o capitão faria Paulino, o capitão-tenente Marques Pinto.

Os generais Carlos Fabião. Chefe do Estado-Maior do Exército, e Otelo Saraiva de Carvalho, comandante da Região Militar de Lisboa e do COPCON, apresentaram pedidos de demissão dos cargos que desempenhavam, que foram aceites.

O cargo de Chefe de Estado-Maior do Exército passa a ser desempenhado, interinamente, pelo Tenente-Coronel Ramalho Eanes, enquanto o cargo de comandante da Região Militar de Lisboa é desempenhado por Vasco Lourenço.

O COPCON é integrado no EMGFA

Os pára-quedistas de Tancos são passados à disponibilidade.

Fontes:

- Acervo pessoal.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

OS IDOS DE NOVEMBRO DE 1975


23 de Novembro de 1975

Um silêncio ensurdecedor envolve o País.

José Freire Antunes em O Segredo do 25 de Novembro:

Um homem está cada vez mais no centro da crise.
António Ramalho Eanes, de quem os jornais não falam. Desenvolve um trabalho insano. Apodera-se, pouco a pouco, dos fios essenciais desta teia de Novembro.
O seu perfil de militar espartano, silencioso mas implacável, impõe-se sem que da sua parte haja um esforço para se fazer notado, uma corrida para a fácil fama e as bocas do mundo.

O Segredo do 25 de Novembro, José Freire Antunes, Publicações Europa-América, Lisboa s/d

segunda-feira, 23 de março de 2015

OS IDOS DE MARÇO DE 1975


23 de Março de 1975

NUMA ASSEMBLEIA, realizada em Sacavém, foi aprovado que uma comissão directiva provisória passou a gerir o Sindicato dos Metalúrgicos do Distrito de Lisboa, que conta com 64 mil associados.

O DECRETO-lei nº 238/75 torna obrigatório o seguro de responsabilidade civil automóvel a partir de 1 de Julho.

MAIS DE 400 trabalhadores da RTP aprovaram uma moção na qual manifestam o maior apreço pela integridade e rectidão de conduta do major Ramalho Eanes e pedem que ele volte a dirigir a empresa.
Ramalho Eanes demitiu-se após saber que, na reunião plenária do MFA, realizada na madrugada de 12 de Março, o seu nome surgiu entre os acusados de envolvimento na tentativa de golpe militar do 11 de Março.

O CONSELHO da Revolução não aceitou o símbolo partidário da FEC (ML), com vista às eleições do próximo mês de Abril, porque considera que esse símbolo, bem como o da UDP, podem confundir-se com o do PCP.
O mesmo decidiu em relação à Frente Socialista Popular cujos símbolos foram considerados demasiado semelhantes aos do PS.
A foice e o martelo são o símbolo internacional do comunismo, não são uma marca registada de qualquer mercadoria capitalista, disse o dirigente da UDP Vladimiro Guinot.

O MINISTÉRIO da Educação e Cultura determinou a substituição imediata de todos os directores escolares do continente e ilhas adjacentes.


Fontes:
- Acervo pessoal;

Os Dias Loucos do PREC de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ESTE DIA NÃO!


Como atempadamente a própria disse, a Aida teve um tasco em Almoçageme, ela bem me corrige, dizendo que era um Restaurante, mas para mim sempre foi um tasco porque é a palavra de que mais gosto para nomear sítios onde se come, onde se bebe, onde se conversa.
Enquanto por lá estivemos, muita gente entrou por aquelas portas dentro.
De entre os clientes lembro Duran Clemente.
Conversámos várias vezes, e questionado sobre tal, sempre me disse que teria que correr muita água por baixo das pontes para que um dia se saiba o que foi o 25 de Novembro de 1975. 
O livrinho que Duran Clemente já escreveu, publicado em 1976 pelas Edições Sociais, é apenas um alinhavar de notas e acontecimentos.
Não tinha qualquer intenção de referir a data, mas no blogue Entre as Brumas da Memória, Joana Lopes colocou um texto de Duran Clemente sobre o 25 de Novembro.
Porque é um texto importante, reproduzo-o com a devida vénia:

Manuel Duran Clemente deixou há dois dias este texto no meu mural do Facebook e, com a sua autorização, publico-o também aqui. Muitos leitores, provavelmente a maioria, discordarão do conteúdo e da forma peculiar e truculenta usada pelo autor. Mas é o que pensa hoje um dos ícones do (não) 25 do Novembro, aquele que ouvíamos naquela noite em nossas casas e a que foi retirada abruptamente a palavra, e faço questão de lhe «devolver» a voz.


Finalmente foram precisos mais de 38 anos para hoje toda a gente ou a sua maioria concluir que não houve nenhum golpe de esquerda...mas sim um razoável golpelho de "medrosos" (duma direita merdosa) a maior parte deles representando, conscientemente ou não, os que tinham perdido privilégios no 25 de Abril de1974 e aos quais os meus camaradas, pouco cultivados nestas coisas da política, incluindo Costa Gomes e outros experts - com Melo Antunes [a comandar os "nove"], que não sabia de politica mais do que eu - se associaram, não com medo do Partido Comunista nem dum guerra civil, mas sim com medo dos poderosos americanos , suas CIA e FBIs, que a pronto mataram J. Kennedy e Robert Kennedy, Luther King...Allende no Chile, Amilcar Cabral em Conakry, Mondelane em Moçambique, estudantes no México, o Black Power,...e toda a réstia de esperança dum ano de 1968 e de um Maio de 1968...E aqui na lusa pátria das lutas de 1962, 1969 e 1973.....e dos heróis mortos, feridos e presos do PCP...e dos de outras cores, católicos progressistas ou sociais-democratas, ditos socialistas, exilados ou refractários por Franças, Bélgicas, Alemanhas, Suiças, Holandas ou Escandinávias...terras das sereias.

No Portugal minimamente consciente…nunca ninguém teve medo do PCP, nem de Vasco Gonçalves, nem do MFA...mas toda a gente sofreu e teve horror ao fascismo, aos maus acólitos da igreja e aos nefastos caciques locais que hoje ainda perduram...na direita, na igreja e nas localidades...

Por isso Melo Antunes após este episódio fratricida de 25 de Novembro de 1975, que umas bestas pretendem ainda comemorar, debaixo do chapéu de chuva de R.Eanes...dizia (a meu ver, eu suspeitíssimo) para salvar a sua pele e a dos seus "alienados medrosos"... a democracia tem que contar com o PCP...que o mesmo era dizer a democracia tem de contar com todos nós que fizemos REVOLUÇÃO...que ele, como eu, fizemos...só com a diferença (por eu ser comunista deste os 30 anos..ou desde que nasci) não tenho a Medalha da Liberdade..(sendo dos primeiros dez a conspirar para o 25 de Abril). Coisa formal na qual me estou nas tintas… só nas tintas não. Completamente nas tintas...mas por mor dos meus pecados [acho que S.Pedro ma vai entregar à entrada do Purgatório...].

Com a incultura destes militares adeptos de Melo Antunes e de Vasco Lourenço e com pontas da lança dos EUA (desconhecidos destes e de outros genuínos capitães de Abril) (CIAs, FBIs E CARLUCCIs) infiltrados desde sempre no MFA e que me dispenso de nomear...até porque alguns jazem mortos ...que é que se poderia esperar deste saloio rectangulozinho à beira-mar plantado...??? As promessas europeias dessa outra figura "ignorante" (ignorante como revolucionário, sim...)??? Refiro-me a Mário Soares. É um intuitivo diletante que esteve sempre atrás do biombo da Revolução...como hoje está ...!!!

A diferença é esta...a esquerda "derrotada" estava e está com a Revolução...a dita "esquerda" vencedora está com o 25 de Abril...mascarada de 25 de Novembro.

Como não há 25 de Abril sem REVOLUÇÃO...para que serve o 25 de Novembro? Para, num momento destes, um dos mais graves da vida nacional, uns espertalhaços que ficaram adormecidos com os louros dos 25 de Abril/Novembro, conquistados por nós, se outorguem em dar força à direita e aos inimigos do povo português...

Ramalho Eanes....um andrógeno do 25 de Abril e da REVOLUÇÃO... teve o desplante [nesta era (hoje) sob resgate da troika] de aceitar ser homenageado no dia 25 de Novembro..Se fosse um homem genuíno, do 25 de Abril, devia ter dito que NÃO, redondamente e sem equívocos. Mas não..ao terceiro terço dos mistérios dolorosos, da santa madre igreja, após salvé rainhas...de oh clemente e oh piedoso.. que nem sei quem sois ..declarou aceitar a homenagem fracturante. Mas como tem uma missa em Alcains...(terra do meu apreço pelo belo cabrito que lá se esfola..) à qual prometeu não faltar...vai mandar a mulher (D.M.Portugal) e sua filha, alimentar, no dito jantar, a gula dos vampiros da nossa democracia...dos alegres e tristes algozes deste nosso burgo.

Mas sabem no fim disto tudo o que está em causa... é que alguns de nós que nascemos para chatear os malandros (de vários níveis) andamos para aí a espalhar que a culpa do que está a acontecer tem muito (quase tudo ou quase nada, ou qualquer coisa) a ver com uma certa data de um Outono de 1975....em que as nossas mais gloriosas esperanças (ao contrário dos dolorosos mistérios do terço da Virgem Maria) foram decapitadas por inconscientes medrosos ou por conscientes ao serviço do estrangeiro.

E, ao lado desse desígnio, militares, como Melo Antunes, (chefe dos "nove") que passando por Bissau em Agosto de 1974 ,transpirava (vulgo: suava) ao ter de enfrentar seus jovens Duran Clementes, Jorge Golias, Faria Paulinos, Bouça Serranos, Jorge Alves, Barros Mouras, Celsos Cruzeiros, Sousa Pintos, Matos Gomes e outros nobres capitães ou militares de ABRIL ..."assessores" ou "adjuntos" dum homem digno Carlos Fabião...Eu estava junto de Fabião que de Bissau mandou o General Spínola dar uma volta ao bilhar grande. Meus amigos, fui eu que traduzi, ao telefone, em Julho de 1973... Isto porque o general do monóculo queria teimoso aterrar em Bissalanca com as suas 27.000 fotografias para organizar mais um teatral e “falso” congresso do povo guineense…numa última tentativa de abafara descolonização e evitar o inevitável: a já declarada e reconhecida, por quase 100 países, independência da Guiné-Bissau!!! Nessa ocasião pasme-se Melo Antunes ainda andava indeciso com a problemática descolonização. Por isso, antes de morrer, declarou que ela tinha sido uma tragédia. Espero que tivesse, no seu íntimo, responsabilizado essa “proclamada desventura” a António Salazar, a Marcelo Caetano e à ditadura fascista.

Um exemplo da ética de Ramalho Eanes.

Mas ainda hoje se fala aos quatro ventos da ética de Ramalho Eanes. Pois bem, vou-vos contar este acontecimento. Em 1977 o Conselho da Revolução (CR) para apaziguar os militares resolveu promovera publicação dum Decreto-Lei que reintegrava todos os militares “expulsos” das Forças Armadas em consequência dos eventos do 11 de Março e do 25 de Novembro. A coisa foi noticiada em caixa alta nos jornais. Só que esta aparente generosidade de Eanes e dos seus membros do CR estava eivada dum manhoso subterfúgio. Os militares do 25 de Novembro não tinham sido formalmente expulsos, logo a lei não iria aplicar-se a eles.. Depois de termos dado conta disso avisou-se Vasco Lourenço (eu mesmo escrevi uma carta a Melo Antunes) inquirindo-os se tinham consciência do logro. Estes discutiram o facto com Eanes. Afinal a lei não contemplava os militares injustamente acusados de golpe no 25 de Novembro. Viemos a saber que a ética de Ramalho Eanes impediu que o texto da lei fosse adaptado e nos contemplasse. Éticas e manhas. Manhas e lógicas de medo e de falta de saber!!! Como hoje...

Continuarei ...se não houver problemas técnicos...há mais para contar!!!


Manuel Duran Clemente

sábado, 18 de maio de 2013

ORDENADO O REGRESSO DE TOMÁS


Recorte de O Dia de 18 de Maio de 1978

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

POSTAIS SEM SELO


Perdeu-se em Portugal muita coisa desde o 25 de Novembro. Perdeu-se sobretudo a vergonha.

José Saramago

sábado, 12 de março de 2011