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quarta-feira, 18 de julho de 2018

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

POSTAIS SEM SELO


Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que conquista por cima do medo.
A minha inspiração são os homens e as mulheres que surgiram em todo o globo e escolheram o mundo como o teatro das suas operações, e que lutam contra as condições socioeconómicas que não promovem o avanço da Humanidade, onde quer que este ocorra. Homens e mulheres que lutam contra a supressão da voz humana, que combatem a doença, a iliteracia, a ignorância, a pobreza e a fome. Alguns são conhecidos, outros não. Essas são as pessoas que me inspiraram.

Nelson Mandela

domingo, 8 de dezembro de 2013

À LUPA


A Federação Turca de Futebol vai instaurar processos disciplinares a Didier Drogba e Emmanuel Eboue. 
Na base desta decisão está o facto dos dois costa-marfinenses terem homenageado Nelson Mandela, que na quinta-feira faleceu aos 95 anos. Os dois jogadores do Galatasaray infringiram a norma que proíbe a exibição de mensagens de cariz político, anunciou neste domingo o órgão que rege o futebol turco.
As homenagens de Drogba e Eboué ocorreram no final do jogo entre o Galatasaray, e Elazigspor, na última sexta-feira.

NELSON MANDELA


Entre 1964 e 1976, Alden Whitman fez centenas de obituários para o The New York Times e fez desse género uma arte. Escrevia os obituários de avanço e aperfeiçoava-os pedindo entrevistas ao futuro morto. Nesses encontros, ele tinha o pudor de não dizer porque estava ali, mas o ex-Presidente Harry Truman, homem prático, foi direito ao assunto: "Sei porque está aqui, pergunte lá..." Eu não faço obituários, mas sabia que iria escrever na morte de Nelson Mandela. Sabia também que seria incapaz de escrever de avanço sobre ela. E sabia ainda, na hipótese inverosímil de entretanto encontrar Mandela, que nesse encontro não lhe pediria memórias para um obituário. Pela razão inversa que está expressa na frase de Harry Truman: ali, havia só uma personagem (o ex-Presidente) e um mediador (o jornalista). Ora, se o assunto é a morte de Mandela, um encontro meu com ele trazia uma outra personagem: eu. Há meses, no princípio do verão, já a agonia de Mandela se anunciara, escrevi aqui uma crónica sobre a condição social que mais me determinou: ser africano branco, engajado na independência da minha terra e consciente também sobre o que ela podia trazer de mau, o exílio, para os meus mais próximos. Escrevi: "Apetece-me dizer isto hoje porque a minha vida só faz sentido porque houve um líder como Nelson Mandela. Sem ele eu sentir-me-ia abusado, dano colateral, mexilhão. E não, não sou." Há pessoas assim, morrem e só nos dá para falar de nós.

Ferreira Fernandes no Diário de Notícias

sábado, 7 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA (1918-2013)


Há meses gravemente doente, Nelson Mandela morreu aos 95 anos.
A força de um homem que viveu e lutou pela liberdade do seu povo, pela liberdade de todos povos.
O que dizer de alguém que mudou  a vida de tanta gente?
Podemos pedir ajuda a  Bertold Brecht:

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

PARABÉNS, MADIBA!


Apesar dos dias difíceis por que tem passado, Nelson Mandela celebra, hoje, o seu 95º aniversário.
Desde 8 de Junho que está hospitalizado no Hospital de Pretória.

sábado, 15 de junho de 2013

VIVER E MORRER COM DIGNIDADE


Um homem deve viver digno e morrer digno.

Nelson Mandela continua hospitalizado num estado considerado grave.

Num espectacúlo deplorável, encenado grotescamente, pela família, por altos dirigentes do ANC, Mandela surgiu, há dias, em imagens que mostravam o seu enfraquecimento e apatia.

Andrew Mlangeni, um velho companheiro de luta de Nelson Mandela disse: é tempo de o deixar partir. A sua família deve deixá-lo para que Deus possa fazer à sua maneira.

Percy Bridgaman, prémio Nobel da Física, ao suicidar-se em plena fase terminal de um cancro, deixou escrito:

Quando o fim de um indivíduo lhe pareça inevitável deve dar-se o direito de recorrer à medicina para que lho resolva civilizadamente.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

JANELA DO DIA



1.

Nelson Mandela.

Noventa e três anos de vida, vinte e sete dos quais passados na prisão por liderar a luta do seu povo contra o “apartheid”.

“Não sou um santo, a não ser que pensem que um santo é um pecador que ainda não desistir de transformar o mundo num ligar melhor. Está nas tuas mãos a diferença.”

2.

Da crónica de Ferreira Fernandes  no “Diário de Notícias” de hoje:

“Cavaco Silva vai a Caminha, assiste à assinatura para a construção do Museu Sidónio Pais e fala aos jornalistas: "Eu gostaria que o euro fosse mais fraco." Não devia dizê-lo. Mas o Presidente até não foi professor de Economia? Precisamente por isso. Mais depressa se lhe perdoava que falasse de rimas na poesia ou do gaze a usar em cirurgias nos campos de refugiados.”

2


No dia em que o primeiro-ministro confirmou, de viva voz, que é preciso proceder a um ajustamento de cerca de dois mil milhões de euros nas contas públicas, o “Correio da Manhã” colocava na 1ª página que os médicos têm ordens para receitar menos medicamentos, e ficava-se a saber que, na PSP, 150 chefes gozam do benefício de terem acesso a carro com motorista da corporação.

O Primeiro-Ministro disse ainda que o anúncio das medidas de contenção, ou cortes da despesa do Estado, ainda vai ter de esperar até final de Agosto.

3.
De um artigo de António Marinho Pinto no “Jornal de Notícias”:

“Os resultados das últimas eleições para a Assembleia da República podem ser contabilizados não apenas pelo número de deputados eleitos mas também pelos milhões de euros que os partidos irão receber até às próximas eleições legislativas. O partido vencedor continua a ser o PSD, que irá receber do estado quase 38 milhões de euros, logo seguido do PS (mais de 28 milhões), do CDS/PP (quase 13 milhões), do PCP e os Verdes (mais de 10 milhões) e o BE (mais de 6 milhões). Além dos partidos parlamentares, o PCTP/MRPP irá auferir mais de 777 mil euros e o Partido dos Animais e da Natureza mais de 730 mil euros.
Cada partido concorrente às eleições para a AR e que obtenha representação parlamentar ou consiga mais de 50 mil votos tem direito a uma subvenção anual correspondente a 3,1053 euros por cada voto obtido.”

domingo, 11 de julho de 2010

BOLAS PRÓ PINHAL!


Começou no dia 11 de Junho, terminou hoje.

A Espanha é o novo Campeão Mundial de Futebol.

Se fosse vivo, não sei se o catalão Manuel Vasquez Montalban estaria feliz. Possivelmente, sim. Nem que fosse pela circunstância de o seu Barcelona ser o esteio e o perfume da selecção espanhola.

Em Agosto de 1997, no “Le Monde Diplomatique”, Montalban escreveu um artigo que intitulou “O Futebol, Religião Laica Em Busca De Um Novo Deus”.

À boleia do “Euroxuto”, reproduzo um excerto desse artigo, que fica como a última “Bola Pró Pinhal” que, durante um mês, por aqui andou:

“Por isso os políticos cada vez ousam menos beliscar os clubes; não querem arriscar-se a ter de enfrentar um eleitorado organizado e virulento. O espectro do desemprego não provocará certamente uma nova tomada de Bastilha. Em contrapartida, afrontar os adeptos de um clube significa o risco de um novo assalto ao Palácio de Inverno. È bom não esquecer que um diferendo etno-futebolistico foi o detonador dos conflitos jugoslavos, e que uma simples ameaça administrativa contra o clube local pôs em pé de guerra toda a população de Sevilha em Maio de 1996.
Neste fim de milénio, o futebol apelidado de “ópio do povo” no tempo das ditaduras, tornou-se a droga dura das democracias. Permite responder à ausência de projecto das sociedades globalitárias e à parodoxal solidão das massas.”


Legenda: Nelson Mandela, e sua mulher, na festa de encerramento do Mundial da África do Sul.

domingo, 27 de junho de 2010

BOLAS PRÓ PINHAL!


Quando, em Maio de 2004, a FIFA disse à África do Sul que seria o primeiro país do continente africano a organizar um Campeonato do Mundo de Futebol, estalou a euforia, tão frequente nestas ocasiões. O pior é, sempre, o resto…
O Mundo ainda não sabia que, em 2010, estaria envolvido numa enorme crise financeira, mas da África do Sul sabia-se de um país cheio repleto de problemas. Graves problemas, mesmo.
O futebol é uma manta curta que, passada a euforia, devolve as fragilidades.
No dia em que ganharam a votação, os sul-africanos estimaram gastar 250 milhões de euros em estádios e outras infra-estruturas, mas agora esses custos são superiores a mais de dez vezes esse valor. Irão pagar mais de 3 mil milhões de euros.
Construíram cinco estádios de raiz, remodelaram cinco. Apenas tinham previsto construir dois estádios.
O director executivo do comité organizador do campeonato disse, pouco antes do pontapé de saída: “O Mundial que estava na nossa proposta de candidatura não é o Mundial que estamos a organizar”.Como se enganaram? Quem os enganou”
Esse antro mafioso, que dá pelo nome de FIFA, tem, certamente, a resposta.

Legenda: Nelson Mandela Bay Stadium, em Port Elizabeth

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

DEZ MIL DIAS DEPOIS



A 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela, após 27 anos de prisão, saia em liberdade.
Com 71 anos, tinha passado mais de um terço da sua vida preso.
Apenas quis ser libertado quando as autoridades garantiram que todos os companheiros, com quem lutara contra o “Apartheid”, também seriam libertados
Era domingo e estava um calor abrasador.
"Lembro-me que ele saiu da prisão com um sorriso", disse à BBC Deborah Jane Cairns, que na altura tinha 11 anos.
“Não sou um santo, a não ser que pensem que um santo é um pecador que ainda não desistiu.”, disse um dia.