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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

OLHAR AS CAPAS


Errata: Revisões de Uma Vida

George Steiner

Tradução: Margarida Vale de Gato

Capa: Fernando Mateus

Relógio d’Água Editores, Lisboa, Novembro de 2001

Não ouso sequer imaginar as limitações, a miséria humana infligida pela cegueira, mas interrogo-me se a surdez não será a mais escura das escuridades.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

POSTAIS SEM SELO


Nenhum lugar é aborrecido se me derem uma mesa, café e livros. Isso é uma pátria.

George Steiner

domingo, 11 de junho de 2017

DA IMPORTÂNCIA DE VIVER


George Steiner disse recentemente que vivemos demasiado.

Numa velha entrevista ao Expresso, Maria João Seixas, quando viveu em África, referiu que o animal que mais a impressionou foi o elefante. Pela sua maneira de viver em grupo, de se sociabilizar…

«Também porque nos dá uma grande lição de morte. A dignidade da morte é uma coisa que nos escapa. Os elefantes quando sentem que vão morrer escolhem um parceiro e afastam-se do grupo com ele. Podem andar os dois vários quilómetros em silêncio. A um dado momento o elefante que sabe que vai morrer encontra o seu cemitério, um círculo imaginário na terra queimada na savana, e estaca no perímetro. Trombeteia para o outro que lhe responde e vai-se embora. O elefante doente senta-se espera a morte. Sozinho».

Elio Vittorini publicou, em 1947, Consideram-se Mortos e Morrem.

Da nota final que Vittorini escreveu:

«Discurso sobre a morte, poderia eu ter chamado ao livrinho. Ou pelo contrário: Da importância de viver. Porque não?
Eu não pensava, ao escrever, terminar onde terminei. Tinha na ideia uma segunda parte em que procuraríamos, pelos bosques em torno da cidade, o velho que se foi. Mas não digo que não retome em mãos a coisa, dentro de algum tempo. É um motivo que me é muito caro. Portanto, pode acontecer que nos voltemos a ver por aí, com o «meu avô», pouco importa se não for propriamente no livro imediatamente a seguir a este».