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quarta-feira, 17 de julho de 2019

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O Enigma do Crime no Jardim

S. S. Van Dine
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 309
Livros do Brasil, lisboa s/d

Foi, simultaneamente, um crime peculiar e implausível, planeado com tanta astúcia que só por grande acaso – ou talvez devesse dizer por intervenção fortuita – se deslindou.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

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A Série Sangrenta

S.S. Van Dine
Tradução: M.G.
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº  30
Livros do Brasil, Lisboa s/d

Frequentemente pergunto a mim próprio porque não houve entre os escritores criminalistas mais conhecidos um só que se tenha ocupado da tragédia Greene para coloca-la no lugar que merece, já que é, sem dúvida, um dos mistérios mais surpreendentes dos tempos modernos, um caso único, aliás, nos anais contemporâneos do crime.
Em linhas gerais, o caso é conhecido em todo o Mundo. A Imprensa dos dois continentes publicou, durante largos meses, extensas informações sobre a tragédia, cujos espantosos pormenores impressionaram o público que ama o sensacional e que jamais sacia a sua sede de novidades trágicas. A história oculta da catástrofe, porém, excede tudo quanto a imaginação mais ardente haja podido conceber e, quando pego da pena para relatar pela primeira vez os factos, chego a duvidar da sua realidade, apesar de em grande parte se terem desenrolado sob os meus olhos e de possuir, além disso, irrefutáveis provas da sua autenticidade.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

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O Crime do Dragão

S.S.Van Dine
Tradução: Roberto Ferreira
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 97
Livros do Brasil, Lisboa s/d

A propriedade era de arvoredo: cedros, carvalhos e pinheiros, com trechos cobertos de mato e jardins rústicos. A casa ficava sobre uma pequena elevação.
Avistavam-se de todos os lados sinais da vida estuante de Nova Iorque. No entanto, uma sensação de mistério e isolamento se me insinuou no espírito e compreendi, pela primeira vez, o anacronismo daquele lugar. Efectivamente, Inwood mais parecia uma fortaleza, perdida em remoto canto do mundo, do que uma parte da cidade, a que, no entanto pertencia.

domingo, 29 de outubro de 2017

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O romance Dois Crimes no Inverno, tem no seu final As Vinte Regras que S.S. Van Dine entendia que deviam orientar tanto os autores como os leitores de romances policiais, publicadas em 1928 na American Magazine.
É um curiosíssimo documento em que Van Dine começa por afirmar que o romance policial é uma espécie de jogo e acrescenta que é importante que o autor seja mais manhoso que o leitor assim como o leitor deve ter as mesmas oportunidades que o detective.
A regra nº 3 é muito curiosa e, nem todos os autores – feliz ou infelizmente – a seguiram:
«O verdadeiro romance policial não deve ter enredo amoroso. Introduzir nele o amor seria perturbar o mecanismo do problema puramente intelectual.»

Está aberta a aula de catequese do Sr, S.S. Van Dine:






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Dois Crimes no Inverno

S.S. Van Dine
Tradução: António Lopes Ribeiro
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 57
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Efectivamente – disse Vance – vi a colecção há alguns anos. Está mal guardada.
- pois está. Por sorte que o local não fica dentro dos limites do meu distrito. De contrário, viveria numa angústia constante. Já o tenho aconselhado a transferir a colecção para um museu qualquer.
- Que ideia, Markham! Ele quer-lhe mais que à vida. Se o privassem das esmeraldas, morreria. Porque é que há no mundo colecionadores?
- Não sei. Não fui eu quem fez o mundo.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

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Os Crimes do Bispo

S.S. Van Dine
Tradução: Peri Pinto Diniz
Capa: Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 6
Livros do Brasil, Lisboa s/d

Uma vez sentados na biblioteca, insistiu em oferecer-nos um copo de vinho do porto que ele mesmo serviu.
- Druker deveria estar aqui – disse o professor. – Tem muito carinho pela minha «Noventa e seis», embora ele beba somente em rras ocasiões. Eu disse-lhe que deveria tomar mais vinho do porto; mas ele pensa que lhe faz mal e lembra a minha gota. Todavia não existe relação alguma entre a minha gota e o vinho do Porto. A opinião é mera superstição. Um bom vinho do Porto é o mais são de todos os vinhos. A gota não é conhecida na cidade do Porto. Druker precisa um pouco de estimulante físico de boa qualidade… Pobre homem. O seu espírito equivale a um forno que lhe queima o corpo. É um homem brilhante, Markham. Se tivesse suficiente energia física, que se harmonizasse com o seu espírito, será um dos maiores físicos do Mundo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

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O Caso Benson

S. S. Van Dine
Tradução: Pepita de Leão
Capa: Cândido da Costa Pinto
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Faça-me o favor de pedir à senhora Platz que me empreste uma fita métrica e um novelo de fio; o Procurador Geral precisa disso – acrescentou, fazendo uma reverência para o lado de Markam.
- Não creio que pretenda enforcar-se, retorquiu este.
Vance olhou-o repreensivo e depois disse suavemente:
- Permita-me que lhe recomende o Othello:
Quão miseráveis são os que não têm paciência!
Que ferida jamais sarou, senão aos poucos?
Ou – descendo de um poeta para um espírito vulgar – deixe-me apresentar à sua consideração um pensamento de Longfellow: «Todas as coisas vêm às mãos daquele que sabe esperar». Falso, sem dúvida, mas consolador. Melhor o disse Milton no seu: «Também servem…» Mas Cervantes o exprimiu ainda melhor: «Paciência e baralha as cartas». Conselho sadio, Markham, e expresso livremente, como deve ser um bom conselho. Acredite, a paciência é uma espécie de último recurso – uma prática a adoptar quando já nada há a fazer. Ainda assim, como virtude, ela às vezes recompensa o que a pratica; posto que, por via de regra – outra vez como virtude – é inútil. Quer dizer, é a sua própria recompensa. Entretanto, tem sido enfarpelada em vários trajos verbais: «escrava da tristeza» e «soberano sobre os meus regenerados»; «paixão dos grandes corações». Rousseau escreveu: A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce. Mas talvez o seu espírito jurídico se incline mais para o latim: Superanda omnis fortuna erendo est, segundo Virgílio. Horácio também falou no tema: Durum! disse ele, sed levius fit patientia.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

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A Morte da Canária

S. S. Van Dine

Tradução: Darcy Azambuja
Capa de Cândido Costa Pinto
Colecção Vampiro nº 20
Edições Livros do Brasil - Lisboa, Janeiro de 1949

Depois ordenou a Heath e Snitkin que esperassem no “hall” e nós, fomos para um quarto próximo. Markhan ficou perto da porta, como fazendo guarda, e Vance, com um sorriso irónico, foi até à janela.
- Esse homem é formidável, Markhan – disse ele – É digno de admiração.
Markhan não respondeu. O ruído que vinha da cidade parecia aumentar o sinistro silêncio do aposento.
De súbito ouviu-se no outro quarto o estampido de um tiro.
Markhan abriu a porta de para em par, Heath e Snitkin correram e debruçaram-se sobre o corpo de Spotswood. Markhan voltou-se de súbito e fixou os olhos em Vance.
- Suicidou-se!
- Era de prever – disse Vance
- Você… você sabia o que ele ia fazer? – exclamou Markhan.
- Era evidente, não acha?
- E você intercedeu deliberadamente por ele para lhe dar a oportunidade a?...
- Tá, tá, meu querido amigo. Peço-lhe que não ostente uma indignação convencional. Dispor da vida do próximo não é muito razoável, mas da própria sim, quando se tem motivo. O suicídio é um direito inalienável.