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domingo, 2 de fevereiro de 2025

POSTAIS SEM SELO


 O mundo é um sonho mau.

Sylvia Plath

terça-feira, 12 de setembro de 2023

POSTAIS SEM SELO


Morrer é uma arte, como outra coisa qualquer

Sylvia Plath

Legenda: não foi possível identificar o autor/origem da imagem.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

VISITA DE MÉDICO AOS SUICIDAS


Parecia-me que andava em visita de médico aos suicidas. Akutagawa. Dazai. Plath. Mortos pela água, por barbitúricos e por monóxido de carbono; Sylvia Plath matou-se na cozinha do seu apartamento em Londres, no dia 11 de Fevereiro de 1963. Tinha trinta anos. Foi um dos invernos mais frios de que há memória em Inglaterra. Tinha estado a nevar desde o Boxing Day e a neve atingia uma grande altura nas valetas. O rio Tamisa estava gelado e as ovelhas morriam à fome nas montanhas. O seu marido, o poeta Ted Hughes, tinha-a deixado. Os filhos estavam cuidadosamente aconchegados nas suas camas. Sylvia meteu a cabeça no forno. Treme-se só de pensar na situação de uma existência capaz de chegar a um desencanto tão radical. O cronómetro marca o tempo. Ainda restam alguns momentos, a possibilidade de ainda poder viver, de desligar o gás. Imagino o que terá passado pela sua cabeça naqueles minutos: os seus filhos, o embrião de um poema, o marido mulherengo a barrar uma tosta ao pé de outra mulher. Pergunto-me o que terá acontecido ao forno. Talvez o inquilino seguinte tenha ficado com um fogão impecavelmente limpo, um enorme relicário da última reflexão de um poeta e um fio de cabelo castanho-claro preso numa dobradiça de metal.

Patti Smith em MTrain

Legenda: Sylvia Plath

quinta-feira, 19 de julho de 2012

OLHAR AS CAPAS



Mulheres Que Lêem São Perigosas

Stefan Bollmann
Tradução Maria Filomena Duarte
Prefácio Elke Heidenreich
Tradução do prefácio: Paulo Rêgo
Quetzal Editores, Lisboa Abril 2007

Entender-se-iam homens e mulheres melhor se os homens lessem tanto como as mulheres? Saberiam eles mais acerca das nossas vidas, dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, se lessem Sylvia Plath, Virginia Woolf, Carson McCullers, Jane Bowles, Annemarie Schwarzenbach ou Dorothy Parker, do mesmo modo que nós lemos Hemingway, Faulkner, Updike, Roth, Flaubert e Balzac? «As mulheres lêem de maneira diferente», observa Ruth Kluger ao abordar este interessante tema. Elas também lêem mais. E, ao ler, são ambas as coisas, homem e mulher, não têm sexo, sofrem com o herói, com a heroína, com o autor, com a autora, é-lhes indiferente. Estão reféns do livro. Apenas consigo amara homens que lêem, que de repente erguem a cabeça com aquela expressão no olhar, vinda de bem longe, suave, uma expressão repleta de um conhecimento não apenas de si, mas também acerca de mim. No entanto, regra geral, os homens não gostam de mulheres que lêem. E só muito de quando em quando é que homens e mulheres lêem em conjunto.

(Citação retirada do prefácio)