Enviado da Sardenha pela Angelika e o Hans-Martin.
Colaboração de Aida Santos.
Noé
Cardoso, tripulante de um navio português, a caminho de Buenos Aires, manda
saudações - a data não está legível -, para o amigo Raul Ferreira que vivia em Angeja, vila perto de Aveiro.
Curiosamente,
em 1965, passei férias em casa da minha avó Brígida no Fontão, uma terreola
perto de Angeja.
Colaboração de Aida Santos
O
postal enviado pelos nossos amigos Angelika e Hans-Martin, saudando uma Primavera que
tarda em chegar.
Colaboração de Aida Santos
O caminho da montanha, tal como o da vida, não se reconhece com as
pernas, mas com o coração.
Ati Quigua (líder Aruaca)
O neto foi
despedir-se dos avós, agora que ia de férias com os pais.
- Manda-nos um
postal, disse a avó.
- O que é um postal, vó?...
Na
Parede, por onde andei estes dias, tentei encontrar postais da vila para enviar
a uns amigos alemães. Percorridas umas cinco papelarias não consegui encontrar
um único postal, tão pouco de Carcavelos, Estoril ou Cascais. Na Livraria da Europa-América
só havia postais de Lisboa!...
Na
papelaria junto à Estação do comboio, disseram-me que já ninguém usa postais,
mandam-se «sms». Disse-lhe que não tenho telemóvel, a moça ficou espantada a
olhar não sei para onde…
Reconheço
que sou um tipo antigo, agarrado a coisas extintas ou em vias de o serem,
coisas completamente desactualizdas, tudo tão de outro tempo.
Mas é bom
escrever aos amigos e um postal talvez seja uma maneira de estar perto desses amigos.
Um tempo outro de coisas modernas mas que não conseguem juntar as pessoas.