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terça-feira, 19 de maio de 2026

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 Velha de Ródão é uma vila portuguesa raiana no Distrito de Castelo Branco, região estatística do Centro e sub-região da Beira Baixa, parte da província tradicional com o mesmo nome.

É sede do município homónimo com 329,91 km² de área e 3.515 habitantes (2023), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Castelo Branco, a sueste pela Espanha, a sul por Nisa e a oeste por Mação e Proença-a-Nova.

As Portas de Ródão constituem um monumento natural emblemático de Vila Velha de Ródão, de que usufrui em parceria com o Município de Nisa.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

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De 22 de Abril e até 30 de Junho, de sexta a domingo, das 10h às 18 horas, com entrada gratuita, nos Pavilhões da Mitra, espaço da Santa Casa, a exposição “Armas de Papel – Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974)” . Esta mostra do arquivo da Associação Cultural Ephemera cobre todo o período da ditadura e todas as correntes políticas e ideológicas perseguidas, como o republicanismo democrático, o anarquismo, o comunismo, o socialismo, o catolicismo progressista ou o esquerdismo.

A exposição revela a comunicação clandestina na luta contra o regime através de uma coleção com origem em doações e aquisições, quer de instituições, quer de pessoas individuais, algumas das quais tiveram um papel relevante na própria produção e distribuição de materiais clandestinos. Presentes na Mitra estão documentos do espólio de Carlos da Fonseca (doados pela Fundação Gulbenkian), de Francisco Martins Rodrigues, de José Miguel Carvalho, de José Pacheco Pereira, aquisições de coleções do Avante!, entre outros.

Armas de Papel também é um livro que José Pacheco Pereira publicou, em Março de 2013 na Temas e Debates/Círculo de Leitores.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

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BOB DYLAN
grafismo de Geoff Gans

Nova Iorque – Londres – Toronto – Sidnei – Nova Deli, 2016

Simon & Schuster Inc.

[reedição muito aumentada]

texto em inglês

262 mm x 213 mm

VI págs. + 2 págs. + 680 págs.
ilustrado

encadernação editorial gravada a prata na lombada, sobrecapa a duas cores directas

exemplar muito estimado; miolo irrepreensível

70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eis a parte substancial da obra de Bob Dylan, galardoada com o Prémio Nobel da Literatura, aquilo que António Feijó, vice-reitor da Universidade de Lisboa, considera «uma das obras maiores das últimas décadas», sendo que o mais importante «nem é saber se ele é ou não um autor literário, que evidentemente é» (fonte: «Dylan Está Acima do Nobel», in Público, Lisboa, 2016, Outubro 10). E para a qual obra Carlos Reis, ex-director da Biblioteca Nacional de Lisboa, mas também especialista em Eça de Queirós, alerta: «[...] Tratemos de reler a poesia de Bob Dylan enquanto poesia e talvez tenhamos algumas surpresas. E sobretudo não fiquemos chocados, pelo facto de essa poesia ser difundida em concertos (como foi), pela rádio, pela televisão e pela internet. Pergunta final, talvez antes de outra reflexão mais alargada: a cultura do século XX seria a mesma sem Bob Dylan? [...]» (fonte: JL, n.º 1.202, 26 de Outubro a 8 de Novembro, 2016).
A soberba e vasta obra literária de Dylan (por acaso cantada, aliás como a de Camões: «Cantando espalharei por toda a parte / Se a tanto me ajudar o engenho e arte»), essa, a de Dylan, é uma certeza, está aí para ficar, com uma vitalidade invejável.
Ressalvando a tremenda qualidade do legado escrito de Bob Dylan, resta assinalar que o Nobel não é prémio que se deseje, quando sabemos que o seu promotor no passado, mas também no presente, colheu e colhe dividendos no negócio das armas.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]


NOTA DO EDITOR:


As canções de Bob Dylan, em português, estão publicadas pela Relógio d’Água:

«Bob Dylan (Robert Allen Zimmerman) nasceu em Duluth, Minnesota, em 24 de Maio de 1941, descendente de emigrantes judeus da Lituânia, Rússia e Ucrânia.

Como aconteceu com tantos outros músicos, Bob Dylan procurou nos agitados anos 60 novas vias de expressão, dando voz aos deserdados e abordando as suas experiências pessoais.

Mas desde muito cedo as suas composições integraram e revitalizaram também as tradições musicais norte-americanas, as baladas do Norte e os blues do Sul. Dylan procedeu assim a uma renovação musical que se prolonga até aos nossos dias, absorvendo e expandindo velhas tradições e levando a literatura ao rock ‘n’ roll.

Uma das suas músicas (“Like a Rolling Stone”, de 1965) tem sido repetidamente considerada como uma das melhores canções de sempre. O primeiro volume reúne as suas composições de 1962 a 1973 e o segundo as composições de 1974 a 2001.» [Canções I e II]»

(Do site da Relógio d'Água).

 

Bob Dylan em Olhar as Capas Vol. I

Bob Dylan em Olhar as Capas  Vol. II

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

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O anúncio não é recente terá para aí uns 10/15 anos, não sei bem. Quando fumava cachimbo, apesar da falta de espaço, estive para comprar este móvel.

Mas não tinha cachimbos suficientes e comprar mais não era possível, havia uma família para sustentar, havia livros e discos para comprar, havia idas ao cinema, havia…

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

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A partir de hoje, e até ao dia 11 de Fevereiro, a Medeia Filmes irá exibir uma retrospectiva integral da obra de João César Monteiro, em cópias digitais restauradas.

«O ideal é chegar ao plateau com a frescura de uma rosa e a agilidade de um caçador perante a presa. Para bem saudar a beleza do mundo, como é evidente. E a beleza do mundo, como se sabe, é a beleza do cinema.»

João César Monteiro

A programação pode ser consultada aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

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 Continua a não haver uma Festa como esta!

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

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 Esta é a parte muito positiva das presidências de Marcelo Rebelo de Sousa.

domingo, 17 de agosto de 2025

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O ciclo Os Anos de Ouro do Cinema Italiano, no Cinema Nimas, começou a 31 de Julho e termina a 3 de Setembro.

Se estiverem para aí virados, consultem aqui os filmes que ainda poderão ver.

Cinema Medeia Nimas - Lisboa

"O cinema italiano é uma tapeçaria rica de emoções, de arte e de contar histórias. Deu-nos filmes icónicos que moldaram a linguagem cinematográfica e continuam a inspirar gerações de cineastas."

Martin Scorsese

"O cinema italiano reflecte a alma do país. Capta a essência da cultura italiana, a sua energia vibrante e as suas tradições profundamente enraizadas. É um testemunho do poder de contar histórias."

Francis Ford Coppola

"A comédia italiana é um verdadeiro tesouro do cinema mundial. Tem uma mistura única de farsa, sátira e absurdo que mantém o público a rir enquanto oferece uma visão profunda da experiência humana."

Wes Anderson

Como podemos ver pelos depoimentos destes três grandes realizadores (e muitos mais, oriundos das mais diversas cinematografias poderíamos ter), o cinema italiano marcou e influenciou a história do cinema, no seu período áureo, que começou no pós-guerra e se prolongou ao longo de algumas décadas, dos anos quarenta aos setenta. De 31 de Julho a 3 de Setembro viajamos pelos “anos de ouro do cinema italiano”, com a exibição de 51 filmes, em cópias restauradas, alguns inéditos em sala, realizados por 16 cineastas que marcaram profundamente o nosso imaginário de espectadores, que criaram dezenas de obras-primas premiadas nos grandes festivais de cinema, que ganharam Óscares e que eram amadas pelo público. Como refere o crítico e curador Roberto Turigliatto, “existia nessa altura uma riqueza tal no cinema italiano que é muito difícil de reencontrar posteriormente. Era um dos grandes cinemas no mundo, quer em número de autores grandes e importantes, quer em capacidade de fazer um grande cinema popular de grande nível estético.”

domingo, 15 de junho de 2025

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Há gente que nunca desiste. É impossível desistir. Sempre.

Abriu a 24 de Maio fechará portas a 24 de Agosto. Uma exposição com fotografia do 25 de Abril, no Parque Empresarial da Mutela (em frente à antiga Lisnave) | de 5ª feira a domingo das 11h às 19h.

Serge Tréfaut, curador da exposição, explica:


                                              Para Margarida Medeiros, in memoriam

Venham mais cinco foi uma ideia que surgiu no Verão de 1993, quando Margarida Medeiros e Ana Soromenho me desafiaram para produzir uma grande exposição com as imagens dos fotógrafos estrangeiros que haviam retratado o processo revolucionário português. No ano seguinte seria comemorado o vigésimo aniversário do 25 de Abril.

Eu acabara de organizar O Mês da Fotografia, um conjunto de exposições, que incluíam Trabalho, de Sebastião Salgado, e a colectiva Magnum no Leste. Estava em diálogo com alguns dos autores que queríamos contactar. Margarida e eu rumámos a Paris e mergulhámos nos arquivos das grandes agências internacionais, vasculhando milhares de provas de contacto.

Para nossa tristeza, a exposição não se pôde fazer em 1994.  Não era politicamente oportuna. Em 1999, transformei o desejo da mostra no meu primeiro documentário, Outro País, que aborda quase o mesmo tema. Participaram Sebastião e Lélia Salgado, Guy Le Querrec, Jean Gaumy e Dominique Issermann, entre outros.

Apesar da existência do filme, ao longo de três décadas, nunca desistimos da exposição. Margarida e eu reescrevemos várias vezes a proposta. Finalmente, em 2023, graças à insistência de uma amiga comum, a jornalista Kathleen Gomes, conseguimos que a Comissão Comemorativa do Cinquentenário do 25 de Abril advogasse em nosso favor junto do Ministério da Cultura. De repente, a porta se abriu.

Três décadas depois, muitos dos arquivos tinham mudado de mãos, alguns tinham desaparecido. Nem todos os fotógrafos continuavam vivos.

Três décadas depois, a exposição vai abrir as suas portas.  Entre o início da nossa pesquisa, no Outono de 1993, em Paris, e o seu recente desaparecimento, Margarida tinha se transformado numa das maiores especialistas de fotografia em Portugal, autora de livros de referência, curadora de exposições e responsável pela formação de várias gerações de estudantes. Esta exposição nasceu da nossa amizade.

Portugal no centro do mundo

Entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, Portugal foi manchete quase diária de toda a imprensa internacional. Nunca nada de semelhante acontecera ou viria a acontecer no país, por um período tão largo de tempo.

O fim abrupto de uma ditadura de 48 anos, o início da democratização que parecia seguir por caminhos inesperados, as dúvidas a respeito do processo de independência de grandes países africanos, tudo fazia com que o mundo inteiro voltasse os olhos para Portugal. De um dia para o outro aterraram em Lisboa fotógrafos das maiores agências internacionais, jovens e veteranos, que captaram imagens por todo o país, acompanhando a sucessão vertiginosa dos acontecimentos.

Muitos vieram em missões de curta duração, outros instalaram-se vários meses para perceber e retratar o que se passava. Quase tudo era surpreendente para os estrangeiros: a situação política inédita num país europeu, o quotidiano dos portugueses, a forma como a política entrava na vida da população. Eram fotógrafos experientes. Tinham um olhar incisivo, procuravam imagens para as capas das revistas de maior tiragem, mas também revelavam empatia, encantamento e genuíno interesse antropológico. Durante cerca de um ano e meio fotografaram tudo.

A galeria de imagens começa no final de Abril, quando o golpe de Estado do Movimento das Forças Armadas se transforma em revolução, com as ruas cheias de uma população a quem fora pedido para ficar em casa, e que, pelo contrário, subia para cima dos tanques, entregava café e flores aos soldados, gritava e chorava de alegria. Seguem-se imagens da detenção dos agentes da PIDE (prémio World Press Photo 1974, de Henri Bureau), mas também fotografias de cravos nas espingardas que transmitiram ao mundo esse novo conceito: a revolução dos cravos.

Muitos fotógrafos estavam na tomada da PIDE/DGS, na chegada dos exilados políticos e na irrepetível manifestação do primeiro de Maio de 1974, com soldados e marinheiros abraçados a uma população feliz como nunca fora.

Nos meses que se seguiram, quando tudo podia acontecer e a surpresa era a regra do quotidiano, os fotógrafos seguiram as ocupações de fábricas, as nacionalizações, a Reforma Agrária, as Campanhas de Dinamização Cultural promovidas pelo MFA, o surgimento dos partidos políticos, as campanhas eleitorais para a Assembleia Constituinte.

Os mesmos fotógrafos voaram para Angola e Moçambique, procurando retratar o processo de descolonização e o regresso massivo de portugueses que viviam em África.

A partir da segunda metade de 1975 transmitiram para o mundo imagens de um país dividido, com ataques às sedes do Partido Comunista e a outros movimentos de esquerda. Seguiram as ocupações do Jornal República e da Rádio Renascença, bem como a politização crescente da igreja católica. Retrataram, finalmente, as tensões no exército, o conflito militar latente no 25 de Novembro e o sentimento de orfandade de alguns militares na base de Tancos.

Depois do 25 de Novembro, os fotógrafos estrangeiros deixam gradualmente o país. Alguns tornam-se estrelas maiores do mundo da fotografia. Portugal terá sido um balão de ensaio, onde puderam provar que tinham a distância e a sabedoria para sintetizar em imagens um processo extremamente complexo.

Neste catálogo, tal como na exposição, as fotografias não surgem sempre de forma cronológica. São agrupadas por temas e também se articulam numa narrativa dramática, onde duas imagens de momentos diferentes podem estar lado a lado por contraste, estabelecendo choques e pontes.

Após 50 anos, alguns arquivos desapareceram. Por esta razão, em casos excecionais, quando não houve acesso a negativos nem a provas em papel, decidiu-se reproduzir imagens publicadas em livros. À data de hoje é única forma de partilhar imagens únicas, de um período decisivo da história de Portugal.

Venham mais cinco

É o título de uma célebre canção de José Afonso, escolhida pelos militares do MFA para ser tocada no Rádio Renascença na madrugada de 25 de Abril de 1974, como senha do início do golpe militar. Mas, dois dias antes, perceberam que a canção estava numa lista negra e não poderia ser transmitida sem levantar suspeitas. Decide-se então usar outro tema de José Afonso, Grândola (não proibido), para sinalizar o início do golpe. Ao escolher Venham mais cinco como título desta exposição, prestamos homenagem à grandeza única de José Afonso e ficamos à espera de mais cinco revoluções.

                                       

 

Tomem nota que, nos sábados e domingos que ainda faltam, existirá visitas guiadas à exposição:

21 junho, sábado, 17h - Manuel Martins Guerreiro Nuno Santos Silva com Luisa Tiago de Oliveira  
28 junho, sábado, 17h - José Neves,  Manuel Begonha com Luisa Tiago de Oliveira   
05 de julho, sábado, 17h - Fernando Rosas, Sónia Vespeira de Almeida com Luisa Tiago de Oliveira 
12 de julho, sábado, 17h - Ana Luísa Rodrigues, Irene Pimentel com Luisa Tiago de Oliveira 
19 de julho, sábado, 17h - Jacinto Godinho José Pacheco Pereira com Luisa Tiago de Oliveira.  

As inscrições nas visitas comentadas devem ser feitas através do email: venhammaiscinco1974@gmail.com

quarta-feira, 4 de junho de 2025

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 Abre hoje.

São 350 os stands que compõem a Feira deste ano.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

O OUTRO LADO DAS CAPAS


O nº 1 desta Colecção do Público sobre o 25 de Abril saiu no dia 25 de Novembro.

Serão 10 volumes a sair , sempre no dia 25 de cada mês.

O nº 2 da Colecção será as Paredes da Revolução, excepcionalmente, a sair no dia 26 de Dezembro.

Preço de cada volume: 11,00 euros. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

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A Frenesi Loja tem à venda «Redações da Guidinha» de Luís de Sttau Monteiro.

É este o anúncio:

 

[LUÍS DE STTAU MONTEIRO]

ilust. Luís Osório

 

Lisboa, 1971

Edições Ática, S. A. R. L.

1.ª edição (em livro)

195 mm x 181 mm

136 págs.

ilustrado

exemplar estimado, pequeno restauro na contracapa; miolo limpo

35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre 1969 e 1980, primeiro no suplemento «A Mosca» (Diário de Lisboa) e, depois do 25 de Abril, n’O Jornal, este alterego traquina e desbocado de Sttau Monteiro não deu tréguas ao Portugal sensaborão e reaccionário, em crónicas fingidamente pueris, curtas e demolidoras dos poderes vigentes. Aqui reunidas, temos apenas uma amostra dentre elas, publicadas durante os anos 1969-1970; uma segunda série virá a lume, nas edições em livro do semanário O Independente, por mão de Vasco Rosa / Helena de Gubernatis, somente em 2004.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]


Um livro interessante que colocou, na mais que cinzenta primavera de Marcelo Caetano, um toque de humor e crítica aos quotidianos que nos assistiam, em redor de redações escolares de uma moça moradora no Largo da Graça. 

Ou como se lê na contracapa: «A condição humana vista através do incisivo humor duma pequena personagem encantadoramente maliciosa e irreverente que observa, comenta, vibra – e faz vibrar quantos a conhecem.»

Começa assim:

«Ora cá estou eu Guidinha em tudo menos nos papéis porque nos papéis sou Margarida Peixoto para falar dos homens pais que são os homens piores que eu conheço são tão ruins que eu tenho pena de ter Mãe e Pai antes queria ter duas Mães eles são tão ruins que até fingem que a gente não existe quando eu ando na escola a escrever os nomes dos namorados das vizinhas nas paredes sim que não segredo nenhum toda a gente sabe que a D. Mécia do segundo anda embeiçada pelo careca da sapataria aparece sempre alguém que pergunta «pst ó menina quem são os seus pais?» o que eu queria dizer é que ninguém me pergunta «pst ó menina quem são as suas Mães»?

As redacções da Guidinha foram publicadas por Luís de Sttau Monteiro no suplemento A Mosca no Diário de Lisboa. de 1969 a 1970.

Legenda: pormenor da capa das Redacções da Guidinha, ilustrada por Luís Osório.

quinta-feira, 9 de maio de 2024

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Esta é a capa do mês de Abril da  revista «Somos Livros» , distribuída gratuitamente, nas lojas das livrarias Bertrand.

Uma frase de Sérgio Godinho, tirada da entrevista que no corpo da revista deu a Marta Ribeiro:

«Muitas vezes, o povo não é nada sábio.»

sábado, 9 de dezembro de 2023

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

domingo, 3 de dezembro de 2023

terça-feira, 14 de novembro de 2023

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Capa da revista, «Somos Livros» que a Livraria Bertrand distribui, gratuitamente, nas suas lojas.

Tema central da revista de Natal: a memória.

Uma citação:

«O primeiro olhar foi uma deceção e até uma espécie de raiva amarga: aquele livro roubado, correndo um enorme risco, guardado com uma expectativa tão ardente era nada mais nada menos que um livro de exercícios de xadrez, uma colecção de partidas de mestres.

Se não estivesse encarcerado, fechado, tê-lo-ia deitado pela janela foira no momento inicial de cólera, caso contrário o que deveria ou poderia eu fazer com este disparate?»

Stefan Zweig, Novela de Xadrez.

Percorrendo as páginas da revista, voltarmos a verificar que os livros estão caros, caríssimos.

Colaboração de Aida Santos

sábado, 9 de setembro de 2023

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 Todas as segundas-feiras, começou a tocar clarinete no Michael’s Pub.

Depois passou para o Carlyle Hotel.

Agora anda em digressões pela Europa.

Volta e meia vem a Portugal e os preços são proibitivos para a minha reforma.

Mas  irá tocar em Lisboa na Praça do Campo Pequeno.

Os preços giram à volta dos 35,00 e 150,00 euros.

Mereceria um esforçozinho para ver o sacana, mas as condições da Praça de Touros são horríveis: principalmente em questões de som.

E eu que gosto de grande parte dos filmes de Woody Allen, bem como o jazz de New Orleans, vou deixar passar a banda.

Woody Allen assume que não é propriamente um grande músico e quem viu o documentário de Barbara Kopple, Wild Man Blues, sobre algumas digressões da New Orleans Jazz Band, fica com a ideia de que são um verdadeiro enfado para o artista.

O rapaz já tem 88 anos, tempo de sopas e descanso, mas Woody Allen tem que continuar a pagar as avultadíssimas despesas com advogados por causa das cegadas em que senhora Mia Farrow o meteu. Uma competição desenfreada, tal como ele escreveu na sua Autobiografia.