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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

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As Ideias de Eça de Queiroz

António José Saraiva

Centro Bibliográfico, Lisboa 1946

Há várias maneiras de estudar as ideias num artista porque nem sempre da mesma maneira se articulam as ideias e as artes.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

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A Escola: Problema Central da Nação

António José Saraiva

Edição da Comissão Pró- Associação Estudantes do Ensino Liceal de Lisboa, Lisboa, 1966

Temos de procurar em troca de tal regime um outro em que o interesse do aluno seja espontaneamente solicitado pela matéria a assimilar. Para tanto é indispensável começarmos por pôr de parte definitivamente a noção de que o educando é uma folha em branco ou um bocado de cera nas nossas mãos.

domingo, 28 de julho de 2024

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 História Ilustrada das Grandes Literaturas

Literatura Portuguesa

1º Volume

António José Saraiva

Capa: Manuel Correia

Ilustrações desenhadas: Fernando Azevedo

Estúdios Cor, Lisboa, Dezembro de 1963

A Cidade e as Serras de Eça de Queiroz constitui o desenvolvimento de um conto de tese. A caricatura e a descrição  realista são aí utilizados não apara a análise dos meios sociais, mas para a sua valorização. De um lado o meio parisiense caricaturado pejorativamente, do outro o meio rural minhoto idealizado elogiosamente. Neste último a paisagem sobrepõe-se às personagens, deixa de constituir uma atmosfera. As próprias personagens perdem quase totalmente a dimensão psicológica.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

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Fernão Lopes

António José Saraiva

Colecção Saber nº 21

Publicações Europa-América, Lisboa s/d

Fernão Lopes foi afastado do seu do seu cargo de cronista do Reino após o triunfo da nobreza em Alfarrobeira, certamente porque a sua personalidade e a sua maneira de fazer a história não se adequavam à nova Orientação da Corte Portuguesa.

terça-feira, 2 de abril de 2024

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Herculano e o Liberalismo em Portugal

António José Saraiva

Edição do Autor, Lisboa 1949

Esta incompatibilidade entre os emigrados e a religião tradicional, orientada pelo clero regular, não é mais que um aspecto do processo histórico pelo qual a sociedade portuguesa era transformada de alto a baixo num cataclismo só comparável ao realizado em França pelos acontecimentos de 1789, A distância, Herculano abarcará a perspectiva dos acontecimentos e terá a noção da sua grandeza: «As forças sociais antigas desapareceram para dar lugar a novas forças; destruíram-se classes; criaram-se novos interesses, que substituíram os que se aniquilaram; os elementos políticos mudaram de situação. Tal foi, segundo Herculano, on resultado da «única revolução social por que (desde o fim do século XV) o nosso país tem passado»

domingo, 11 de fevereiro de 2024

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História da Literatura Portuguesa

António José Saraiva/Óscar Lopes

Porto Editora, Porto s/d

Na época em que Portugal se constitui como estado independente, em meados do século XII, encerra-se a chamada «Idade das Trevas», isto é, a idade em que a economia, a sociedade, a vida política e a cultura estiveram estruturadas dentro de moldes estritamente feudais.

A Península Ibérica não chegou a conhecer a sociedade feudal típica. 

sábado, 30 de dezembro de 2023

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Para a História da Cultura em Portugal

Volume 2

António José Saraiva

Capa de António Domingues

Publicações Europa-América, Lisboa, Novembro 1961

Oh! Caro Amigo, para quê? E que sei eu disso? Estou a ver-te daqui, com o teu sólido arcaboiço de Vítor Hugo, como Rodin o fixou na pedra, em movimento. Marcha! Avança! No fundo, a tradição está no futuro, é o sentido que damos à nossa actividade, é aquilo que queremos. Avança na Tua velhice robusta. A tradição é o vento que a tua passagem levantar.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

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Inquisição e Cristãos-Novos
António José Saraiva
Capa: Armando Alves
Colecção Civilização Portuguesa nº 2
Editorial Inova, Porto, Fevereiro 1969

A vitória da Inquisição sobre os Cristãos-novos e os Jesuítas, em 1861, de modo algum destruiu o verme roedor que no espírito de um sector cada vez mais vasto do grupo dirigente a reduzia a uma carcaça sobrevivente e sem substância. É um fenómeno quase fascinante, embora mito recorrente, esta exibição soberba de um poder ilimitado, este recrudescimento do terror dos autos-de-fé, bem nutridos de vítimas durante o reinado de D. João V, esse respeito atemorizado e subserviente que inspirava o pretensamente Santo Tribunal, tanto no Rei, como nos súbditos, ao mesmo tempo que, nos gabinetes dos poderosos, nas celas dos conventos e mesmo no confessionário régio, se desprezava e odiava, a um tempo, este anacronismo bárbaro, a propósito do qual o padre António Vieira dizia que Portugal estava mais atrasado que os índios selvagens do Brasil.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

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Dicionário Crítico de Algumas Ideias e Palavras Correntes

António José Saraiva
Capa: António Domingues
Colecção Estudos e Documentos
Publicações Europa-América, Lisboa, Dezembro de 1960

Quando os adultos respondem ao inconformismo da juventude repetindo os ensinamentos teóricos que ela sabe melhor do que eles (pois que é justamente em nome desses ensinamentos e para salvaguardar a sua pureza que ela se levanta), colocam-se, evidentemente, numa posição absurda e risível. E quando, pelo contrário, argumentam com as necessidades e limitações na prática, criam uma situação trágica porque estão desmentindo tudo quanto ensinaram. O diálogo entre a juventude e os adultos só teria sentido se uns e outros colaborassem na transformação da realidade social de modo que esta deixe de ser a negação das virtualidades e promessas do jovem. Mas justamente encontramo-nos numa sociedade que condena o jovem a assassinar a sua utopia antes de aceder aos postos onde deveria realizá-la, com ela enterrando a sua própria juventude. O diálogo não é possível, em condições normais, nesse mundo em que os adultos são cadáveres de jovens.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

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Correspondência

António José Saraiva e Óscar Lopes
Prefácio e notas: Leonor Curado Neves
Capa: Armando Lopes
Gradiva, Lisboa, Novembro de 2004

A CEE não é um espaço de lógica do mercado: a Alemanha vai acabar por ditar a lei, com algum contrapeso da França, da Grã-Bretanha e da Itália (e um pouco menos da Espanha). As grandes decisões são tomadas em gabinete de Primeiros-Ministros, ou seus representantes, muito dependentes dos interesses criados (ou que têm força para se impor). Os parlamentos nacionais não chegam lá. O Parlamento Europeu pouquíssimo pode.



(De uma carta de Óscar Lopes para António José Saraiva em Setembro de 1991.).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

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Para a História da Cultura em Portugal
Volume 1

António José Saraiva
Capa de António Domingues
Publicações Europa-América, Lisboa, Julho 1961

O problema nacional da cultura tem de começar a ser resolvido pela base.
Quer-se primeiramente uma população de cultura média suficientemente moderna. Mas aqui põe-se outro problema: como poder elevado o nível cultural de uma população esfomeada? Como pode o nível cultural ser alto onde o nível económico é baixíssimo? Há, portanto, preliminarmente, problemas de aparelhagem técnica, de aproveitamento de recursos naturais e de redistribuição da riqueza a resolver. E como o problema económico de um país pequeno não pode ser resolvido na base da autarquia, impõe-se o problema das trocas com o estrangeiro, e, portanto, da política externa. Mas outro problema se põe ainda: onde estão os técnicos e os dirigentes capazes de levar a cabo e de garantirem a continuidade de uma transformação desta ordem? A questão não é saber se os há em determinado momento, por acaso. Consiste em que, se o nível dos dirigentes é função do nível da massa, como lembrámos há pouco, uma massa culturalmente atrasada não nos dá o direito de esperar os dirigentes em qualidade e número suficientes para lhe melhorar as condições técnicas de vida, em que além disso, qualquer grupo de dirigentes precisa do apoio e do controle de uma massa esclarecida. E voltamos ao princípio: põe-se de nova na bases o problema pedagógico, círculo vicioso e insolúvel, se os houvesse para a natureza humana – plástica e capaz de se conhecer a si própria.


Nota do editor:
Durante o mês de Abril, irei apresentando uma série de livros que me acompanharam durante os tempos da ditadura.
Livros que, por isto ou por aquilo, ajudaram a formar uma consciência cultural e política.A sua aparição não obedece a algum critério, e, naturalmente, muitos livros e autores irão ficar de fora.