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sábado, 16 de maio de 2026

MÚSICA PELA MANHÃ


Pé ante pé, estamos a chegar aos Santos Populares.

Tempo de festa, tempo de fogueiras, tempo de cheiros: bailaricos, sardinhas assadas, iscas, bifanas, manjericos, caldo verde, sangrias, cheiro e mais cheiros.

Lisboa já tem Sol mas cheira a Lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro elétrico da rua
Faz coro com as chinelas da Ribeira

Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas da viela mais escondidas
Cheira a iscas com elas e a vinho

Um cravo numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa

A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiros de flores e de mar

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é verão

Nos lábios tem um cheiro de um sorriso
Manjerico tem cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas

Um cravo numa água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa

A fragata que se ergue na proa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiros de flores e de mar


Comprei ontem o primeiro manjerico no Pingo Doce.

Custou-me 1,29 euros, vaso de plástico, folha grossa.


Há uns anos, também no Pingo Doce, o majerico custou-me 0,95 euros.

Mas a guerra faz aumentar tudo, tudo, tudo.

Em outros tempos, o Largo de Camões, o Martim Moniz, o Rossio, enchiam-se de pequenas barracas com montanhas de manjericos em prateleiras. Pediam um preço, o freguês virava costas e elas marchavam atrás e em cada passo desciam o preço.

Hoje, os manjericos vendem-se no Pingo Doce, não sei se em mais alguma grande superfície. Também os encontramos nas floristas, mas pedem em balúrdio.

Cheguei a comprar sementes de manjerico, mas não deram em nada.

Dum velho Fugas do Público, deixo-vos cuidados a ter com os manjericos.



sábado, 6 de setembro de 2025

OLHARES


Todos os anos, pelos Santos Populares, compro um manjerico.

Uns não passam de Junho, outros vão mais além.

Ester comprei-o no Pingo Doce.

Chegados aqui, ainda é manjerico.


Colaboração de Aida Santos 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

VÉSPERA DE SANTO ANTÓNIO


Manjerico que te deram
amor que te querem dar...
recebeste o manjerico
o amor fica a esperar.

Fernando Pessoa

quarta-feira, 11 de junho de 2014

OLHARES


Manjerico.
Santos Populares, Lisboa

domingo, 11 de maio de 2014

PORQUE HOJE É DOMINGO


Ei-los que voltam.
Em cada dia que passa não há nada que não sofra um aumento.
Curiosamente, de há uns quatro ou três anos para cá, os manjericos que o Pingo Doce põe à venda, mantêm o mesmo preço: 99 cêntimos.
Claro que não têm nada a ver com os manjericos mais copados que se vendem, por exemplo, nas floristas do Rossio
Noutros tempos havia bancadas de vendas de manjericos na Praça de Camões, no Martim Moniz mas até nisto as grandes superficies mataram um negócio.
Bom, o primeiro manjerico deste ano, já cá mora.
Seguir-se-ão outros, porque gosto de os espalhar pela casa porque a envolvem num cheiro maravilhoso de que gosto muito.
Apareceram os manjericos, já vi as primeiras cerejas, caras mas não resisti, e os dias vão ser um corrupio e, sem darmos muito por isso, chegam os Santos Populares, depois será o Verão e nos findares de Setembro, os comerciantes começam a dizer-nos que o Natal está à mão de semear.
Bom domingo.

sábado, 30 de junho de 2012

CHEIRA BEM


O findar das festas.
Já começou o solstício, os dias longos, as noites quentes, o vermelho das cerejas, cheiros a sardinheiras e manjericos.
Sabemos agora em que medida merecemos a vida, tal como queria Ruy Belo, que tanto amava o Verão.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

COMO MANDA A TRADIÇÃO


Toda uma vida ouvi dizer que os manjericos não se cheiram directamente porque murcham. Deve colocar-se a mão sobre as folhas e então sentir o perfume.
Há dias li numa revista que isso é uma treta como outra qualquer.
O mito pode ter nascido pelo facto de os manjericos serem muito sensíveis e morrerem com muita facilidade.
Mas, com alguma maldade, adiantam que os manjericos dão-se mal com os bafos de álcool, cebola ou alho.
Por mim não vou arriscar e seguirei a velha tradição: os manjericos não se cheiram!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PARA O ANO HÁ MAIS!


Não resistiu aos últimos frios e começou a definhar.
Não chegará ao fim do ano. Agora, é apenas um pulinho, até ficar seco, e passar a servir para temperar comidas.
O record da casa continua a pertencer ao manjerico do ano de 2009: durou até 31 de Janeiro.

sábado, 23 de julho de 2011

OLHARES

Manjericos no café-bar do Museu da Cidadela em Cascais.

sábado, 28 de agosto de 2010

EM JUNHO VOLTARÃO

O manjerico de há três anos durou até meados de Novembro e constitui o “record” da casa.
O deste ano não resistiu aos brutais calores de Agosto. Está a definhar.
É uma pena.
Quando estiver seco servirá para artes culinárias.
Cheiros. Aromas.

sábado, 29 de maio de 2010

QUADRAS PARA A FESTA

A Sara pediu-me umas quadras para colocar nos manjericos que vão ser vendidos na Festa dos Santos Populares dão Jardim de Infância onde trabalham.
Saíram assim:

Nosso colégio tem nome
de Santo maravilhoso
o nome dele é António
Santo António Milagroso

Nesta época popular
Santo António vem dançar
trás calçada a chinelinha
para assim, não escorregar

Oferecemos um manjerico
tão verdinho e tão cheiroso
e uma sardinha assada
de cheirinho apetitoso

Pardais trazei no bico
lembrança ao nosso Santo
folhinhas de manjerico
cheirinho que gosta tanto

Um arraial de verdade
nesta época de ensejo
acalma a nossa cidade
a brisa do rio Tejo

Legenda: imagem tirada daquiI