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sábado, 10 de janeiro de 2026

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


Que presidente da República iremos ter?

A campanha eleitoral vai-se arrastando envolta numa pobreza franciscana.

Destaco este comentário de um leitor do Público:

«A memória é muito frágil e não tem sido trabalhada desde há uns anos Esquecer é mais fácil.

Quem apoia o Chega não é desejável como eleitor por não ser de confiança. Ponto. Já agora, a "geringonça" não era de esquerda. Era um governo minoritário de um partido de direita que necessitava do apoio de dois partidos de esquerda para poder governar.»

L. Mendonça, leitor do Público, na edição de 28 de Dezembro.

1. 

A PSP de Lisboa deteve cinco jovens, entre os 15 e os 20 anos, por roubos a estafetas de entrega de comida. O grupo foi apanhado em flagrante, num armazém em Marvila, do dia 29 de dezembro, a consumir a comida e as bebidas que tinham encomendado.

De acordo com a PSP, os suspeitos tinham delineado um plano com este objetivo, efetuando a encomenda e dando uma morada falsa. Quando o entregador chegou foi cercado, agredido e, sob ameaça de faca, obrigado a entregar as três encomendas realizadas para o mesmo local e o telemóvel.

2.

«A Sicasal, empresa industrial de processamento de carnes localizada no concelho de Mafra, foi declarada insolvente, a pedido do Banco Comercial Português, de acordo com o anúncio da declaração de insolvência do Tribunal da Comarca Lisboa Oeste publicado esta quarta-feira.
Contactado pela agência Lusa, o administrador de insolvência disse que a "produção da Sicasal está parada, mas há a intenção de apresentar um plano de recuperação para a reactivar e há todo o interesse em não encerrar a unidade".

Jorge Calvete confirmou que existem "vários investidores interessados" na empresa.»

Público

3.

As dez maiores fortunas portuguesas valem cerca de 25 mil milhões de euros, mais 1,6 mil milhões face ao ano passado. Paula Amorim, que lidera a petrolífera Galp - onde é presidente do Conselho de Administração - foi considerada a mais rica de Portugal pela revista Forbes, que divulgou esta quarta-feira o ranking das maiores fortunas nacionais, a maioria de caráter familiar.

Os cinco primeiros lugares da lista continuam a ser dominados pelas famílias Amorim, Soares dos Santos, Guimarães de Mello e Azevedo,  a que se juntou este ano Dionísio Pestana, que subiu um lugar face ao ano passado, dono do Grupo Pestana, Pousadas de Portugal e o Casino da Madeira, entre outras empresas.

4.

O Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2024, indica que cerca de 24 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica, o que dá uma média de um crime a cada 22 minutos.

5.


Esta frase da ministra da Saúde retrata a incompetência, a teimosia de um primeiro-ministro que teima em não querer ver o estado crítico que se vive no Serviço Nacional de Saúde.

Luís Montenegro ao anunciar ao país, com pompa e circunstância, a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, esqueceu-se de dizer que essa processo começou com o governo PS e arrasta-se há dois anos, e só chegarão daqui três e seis meses sem poderem a acudir ao pico de crise que se vive neste Inverno. 

domingo, 4 de janeiro de 2026

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Requisitámos trabalho para o Mourad e a Aishe  limparem a casa para a festa de Ano Novo que vamos dar.

A festa inclui duas pessoas a comer salada de batata e umas salsichas saborosas.

Não tenho a certeza se as duas pessoas vão aguentar ficar acordadas até à meia-noite, mas vamos ver o que acontece.

Porque comemoramos a passagem de ano em frente à televisão.

Se sobrevivermos até à meia-noite, talvez bebamos uma taça de champanhe ou talvez tenhamos começado a dormir mais cedo, então, sem champanhe.

1.


Lisboa perdeu mais 12 ecrãs de cinema com o encerramento, no final de 2025, do complexo Alvaláxia, explorado pela Nos Cinemas. É uma dúzia de salas perdidas que se junta aos 37 outros ecrãs apagados em várias cidades do país no ano passado, entre os quais cinco em Portimão, e aos nove que estão a caminho de encerrar em Vila Nova de Gaia.

2.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou na passada quarta-feira repúdio pelas recentes notícias de exonerações de administrações hospitalares, acusando o Governo de actuar por razões "estritamente de natureza política".
O governo vai afastar a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José em Lisboa e vai escolher um militante do PSD para o cargo. O mesmo vai suceder com a ULS de Coimbra.

3.

«Segundo a ONU, até novembro de 2025 mais de 69 mil palestinianos foram mortos e cerca de 170 mil feridos pelos bombardeamentos em Gaza ocorridos depois de um ataque terrorista perpetrado pelo Hamas a 7 de outubro de 2023, que matou 726 civis bem como 379 militares e polícias israelitas.

A resposta desproporcional de Israel ao terrorismo, assim quantificada, foi objetivamente uma carnificina, um autêntico genocídio, como muitos o classificam.

A entrada em vigor do acordo de paz entre Israel e o Hamas negociado em outubro deste ano por Donald Trump retirou do foco mediático a situação humanitária no território palestiniano, mas a ONU voltou a fazer soar o alarme, perante a indiferença ocidental.»

Pedro Tadeu no Diário de Notícias

4.

Os Estados Unidos invadiram a Venezuela para prender o ditador Nicolás Maduro e fazer o seu julgamento nos Estados Unidos.

Donald Trump disse que com este acto militar apenas pretende o petróleo venezuelano e instalar companhias norte-americanas para renovar o parque de extracção de petróleo que se encontra praticamente degradado.

Não se sabe o que seguirá mais: a Colômbia, Cuba...ah! sim, a Gronelândia?

Dizer ainda que este nosso mundo não só está mais perigoso como caminha precipitadamente para o abismo!

domingo, 28 de dezembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO



 Carlos Moedas garantiu que, após as últimas eleições autárquicas, tinha todas as condições de, neste novo mandato, produzir um excelente trabalho, um trabalho diferente.

Como não tinha a maioria, pediu ajuda à rapaziada «daquela coisa».

Tempo de Natal.

O lixo da cidade não foi recolhido.

Amontuou-se por todos os passeios, por todos os cantos das ruas de Lisboa.

No pequeno passeio que dei pelo bairro, em busca dos panos vermelhos estampados de Meninos Jesus, encontrei montanhas de lixo encontradas na Rua Carvalho Araújo.

Foi muito mau o trabalho de Carlos Moedas nos últimos quatro anos de mandato, pela amostra junta, promete ser muito pior nos anos que se vão seguir.

Terá que se agradecer aos votantes no Carlos Moedas.

É o destino dos povos: não saberem aprender com experiências vividas!

1.

Comboio regional atropelou e matou 100 ovelhas em Montemor-o-Velho
Um comboio regional de ligação entre Coimbra-B e as Caldas da Rainha atropelou um rebanho de ovelhas e matou cerca de 100 animais neste domingo de manhã. O incidente ocorreu no ramal de Alfarelos, em Montemor-o-Velho, disse fonte dos bombeiros.

Não é conhecido o montante dos prejuízos.

2.

Equipa presidida por Cristina Tomé no Metro de Lisboa passa a ter vencimentos alinhados com os do primeiro-ministro e da CP, e não com o Metro do Porto, após reclassificação feita pelo Governo.

3.

O número de pessoas sem-abrigo em Portugal já ultrapassa os 14 mil, o que significa um crescimento de 10% num ano e a maioria são homens, de nacionalidade portuguesa, entre os 45 e 64 anos.

4.

«Vivemos num tempo curioso: nunca tivemos tanto e, ainda assim, raramente celebramos o que temos. Pelo contrário, habituámo-nos a um discurso permanente de queixa, a uma espécie de vórtice negativo onde tudo é insuficiente, tudo falha, tudo decepciona. Diminuímos conquistas, relativizamos direitos, desvalorizamos o que foi ganho com esforço colectivo. A insatisfação tornou-se um hábito, quase uma identidade e, ao contrário de outros estados de alma, não parece ter cura, porque se alimenta de si própria.

Queixar-se passou a ser um gesto automático, socialmente aceite, até incentivado. É mais fácil denunciar do que reconhecer, mais cómodo destruir do que cuidar, mais sofisticado parecer desencantado do que assumir alegria. Mas este estado permanente de mal-estar tem custos: corrói relações, normaliza ambientes de trabalho indignos, legitima pressões que ultrapassam a decência e cria uma toxicidade quotidiana que se infiltra em tudo.

Talvez esteja na altura de mudarmos o foco. Não por ingenuidade, não por negação da realidade, mas por lucidez. Celebrar o que temos não é desistir de exigir mais; é reconhecer o caminho feito para poder avançar com mais força. Celebrar a vida, o trabalho digno, os afectos, o espaço comum, é um acto de responsabilidade cívica.»

Patrícia Reis no Diário de Notícias

5.

Segundo o Banco de Portugal a entrada de trabalhadores imigrantes em Portugal caiu 40% na segunda metade de 2024,  depois dos máximos atingidos em 2023, as inscrições na Segurança Social passaram de cerca de 20 mil por mês para 12 mil e entre janeiro e outubro deste ano os imigrantes em Portugal pagaram 3,1 mil milhões à Segurança Social, o quíntuplo do que receberam em apoios.

6.

«No espaço de um ano, apenas no dia do apagão geral da Península Ibérica, a 28 de Abril, e na véspera de Natal de há um ano, a 24 de Dezembro de 2024, Portugal experienciou quebras da actividade económica mais relevantes do que a sentida a 11 de Dezembro de 2025, dia da greve geral que uniu centrais intersindicais contra a reforma do pacote laboral e que o Governo considerou ter tido uma adesão “inexpressiva” nos sectores privado e social.

Público, 19 de Dezembro de 2025.

sábado, 13 de dezembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 «A opinião pública europeia foi enganada durante três anos e meio sobre as causas da guerra da Ucrânia e a situação no campo de batalha. Perante a impossibilidade de sanções secundárias contra a Rússia, pressionado pela sua base eleitoral, a quem prometeu acabar depressa com o conflito (mas também pela escassez de munições), Donald Trump mudou subitamente a estratégia americana e decidiu fazer um acordo com Moscovo. Os países europeus estão em pânico, mas ajudaram a escavar o buraco onde agora se encontram presos. A Europa podia ter negociado com o Kremlin muito antes, mas insistiu em prolongar uma guerra que a Ucrânia não podia vencer. Zelensky é uma figura trágica, não tem cartas na mão, será responsabilizado pela maior calamidade sofrida pelo povo ucraniano nos últimos setenta anos; terá de aceitar a neutralidade, perdas territoriais e garantias frágeis. A alternativa a um mau acordo é a saída dos EUA do conflito, inaceitável para todos. Os europeus sabem que não podem continuar sem os americanos e terão de aceitar um entendimento com a Rússia. A realidade tem este péssimo hábito de destruir as melhores ilusões: a guerra acaba, a Rússia sai vencedora, a Ucrânia será um Estado-tampão e os líderes europeus terão de começar a explicar o que fizeram.»

Luís Naves

1.

Não temos o hábito, deveria ser uma obrigação, de conhecer a história do país, a antiga, a de tempos recentes

É necessário ler o que nos possa chegar às mãos.

Em tempos ditadura, com a morte de Salazar, sucedeu Marcelo Caetana e alguém inventou a frase «primavera marcelista»

Uma falácia, como tantas outras.

A Loja Frenesi, pelo preço de 50 euros, tem à venda «Conversas Com Marcelo Caetano» da autoria de António Alçada Baptista.

Paulo da Costa Domingos, o dono da Loja, explica:

 

«Este livro, engendrado já no declínio, senão no estertor, do regime fascista, assume o estilo de um ex-aluno «respeitador» e «admirado» em amena troca de impressões gerais com o seu antigo professor. Mas tais generalidades passam um pouco ao largo da governação de um país a ferro e fogo policial, que é o que acontece quando o poder sente o chão a fugir-lhe de debaixo dos pés. Pode dizer-se que, apesar da dissimulada ambição, Alçada Baptista – que fôra, dez anos antes, o fundador da revista O Tempo e o Modo – nunca possuiu o fulgor atrevido de um António Ferro em diálogo com Salazar, que é o que acontece quando os consensos de uma época empurram a passos desordenados para o fim.

A título de exemplo, uma passagem:

Sinto que, para Marcello Caetano, a política é muito mais uma “arte” do que uma “ciência”: uma estratégia de conter o real que resulta das concretas motivações dos homens num determinado tempo da história, no pressuposto inabalável de que eles, neste domínio, quase nunca se movem segundo as “rectas intenções”. Daí que, desgraçadamente, o fenómeno político reflicta, afinal, o denominador comum da nossa humana banalidade. Donde, a consequência duma dualidade inevitável: de um lado, um universo pessoal povoado de valores tradicionais que se reflectem num comportamento pessoal à base das “antigas virtudes”: trabalho, exigência interior, vida espiritual, honestidade pessoal, austeridade; do outro, um universo social cujas virtudes são as “virtudes” da guerra, perante um inimigo que, no seu entender, está disposto a tudo, e a quem não podemos oferecer a vantagem dos nossos princípios pessoais. E que seriam esses prin­cípios, de que o homem completamente se desinteressou, que, a serem colectivamente vividos, poderiam modificar um dia as regras dum jogo que, ainda no seu entender, os outros quiseram assim. [...]» – Alçada Baptista, há que sublinhá-lo, está a referir-se ao segundo Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa, organização para-militar émula da “juventude hitleriana...»

2.

«O Ministério da Saúde promoveu uma conferência de imprensa para falar da prevenção e tratamento, pedindo a quem não se vacinou para se vacinar e para se usar máscara em espaços fechados. Senão, o aumento de casos às urgências e respetivos internamentos levarão “à interrupção das cirurgias menos urgentes”. Xavier Barreto e Carlos Cortes criticam Governo por que isto é o que acontece todos os anos e “estamos exatamente na mesma situação”».

3.

Hoje, em Portugal, 1,9 milhões de pessoas, cerca de 18,6% da população , estão em «risco de pobreza e exclusão social», de acordo com o INE.

4.

«Número de pensionistas a trabalhar está a subir e já é de 10%
O número de pensionistas que decidiram adiar a reforma para além da idade legal, ou continuar a trabalhar depois de se reformarem, aumentou, nos últimos sete anos, de forma significativa em Portugal. Um fenómeno que mostra não só o impacto das medidas de incentivo ao prolongamento da vida activa, como também a forma como, num cenário de desemprego baixo, se assiste actualmente a um reforço da procura por trabalhadores com idades mais avançadas.

Os dados fazem parte do retrato publicado esta sexta-feira pelo Banco de Portugal sobre “os pensionistas de velhice em Portugal”, que revela, na análise realizada desde 2018, para além da manutenção de tendências de passado como a existência de uma forte desigualdade entre os homens e as mulheres no valor das pensões recebidas, a concretização, igualmente, de mudança significativas em diversas áreas.»


Ségio Aníbal no Público

5.

Nos primeiros dez meses do ano a PSP detectou em média 26 condutores por dia a conduzir com excesso de álcool no sangue.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO

Gosto de futebol.

Aos 5 anos, com o meu avô, rumámos ao Campo Grande, na velha «estância de madeira», e aí vi o primeiro jogo em que o Benfica defrontou o Vitória de Setúbal. Na memória ficou que o Benfica ganhou, o Setúbal tinha um avançado centro negro, de seu nome Melão, do Benfica ficou gravada a bonita e elegante figura de José Águas.

Ao longo de todos estes anos, vi os melhores jogadores do mundo, lembrarei sempre o Mundial de 1966, aquele jogo do Eusébio contra a Coreia do Norte.

Vou-me desiludindo com os caminhos que o futebol vai percorrendo e já pouco ou nada me entusiasma.

Ando a arrumar papéis velhos e dei com recortes que registam a morte de George Best, possivelmente, a primeira superstar do futebol mundial.

No dia da sua morte, os jornais ingleses realçaram as várias exibições memoráveis George Best e, como uma das mais brilhantes, lá vinha os quartos de final da Taça dos Campeões Europeu, em 1966. Na Luz, a rebentar pelas costuras, Best marcou dois dos cinco golos com que o Manchester presenteou o Benfica. Eu estive lá!

Dois anos depois, a final dos Campeões Europeus no Estádio de Wembley, 1 a 1 no final do jogo mas a segundos desse final, o Simões falha, à boca da baliza o segundo golo e, no prolongamento, o George Best marcou o 2º golo que terminaria com o resultado de 4 a 1.

Nesse ano de 1968, Best tinha 22 anos, estava no pico da sua carreira, glória do Manchester United e da selecção da Irlanda, os seus colegas de equipa diziam que não havia nada que ele não conseguisse fazer em campo, que não havia posição no terreno que lhe fosse incómoda. Mas começou a chegar tarde e a faltar aos treinos. Álcool, mulheres, noites que acabavam mal, algumas atrás das grades nas esquadras de polícia.

Disse:

«Na minha vida gastei montanhas de dinheiro em mulheres, vinhos e carros rápidos. O resto desperdicei…».

Um dia, Best sintetizou exemplarmente a sua vida:

«Na América vivia numa casa perto da praia. No caminho para lá, havia um bar, por isso nunca chegava à água.»

Também desmentiu um célebre rumor da época, segundo o qual tinha dormido com sete misses Mundo: «Foram só quatro!»

Legenda: fotografia na primeira página e destaque na 2ª e seguintes do Público de 26 de Novembro de 2005.

1.

A fuga de impostos das multinacionais custa 2,9 milhões de euros por dia.

2.

Os Açores, a Madeira, o Alentejo e o Algarve são as regiões portuguesas com taxas de mortalidade mais elevadas.

3.

Foi ajustada a idade da reforma sem penalizações para o ano de 2027: serão quase 67 noas (66 e 11 meses), mais dois meses do que em 2026. É o valor mais alto de sempre, um recorde que, ao que tudo indica, será batido ano após ano enquanto a esperança média de vida continuar a subir.
Lembrem-se que mais anos de vida não significa necessariamente mais anos com qualidade de vida.

4.

                        

A CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral para 11 de Dezembro, em resposta ao anteprojecto de lei da reforma da legislação laboral, apresentado pelo Governo.

O governo apenas tem debitado as banalidades do costume!

5.

Desde o início do ano, Portugal perdeu 37 ecrãs de cinema e está em vias de ver extinguirem-se mais nove, num total de 46.

6.

Bernardo Gouvêa, presidente do Instituto do Vinho e da Vinha, disse a Pedro Garcias do Fugas do Público que «Portugal produz vinho em quantidade suficiente para as suas necessidades, mas, mesmo assim importa mais de 299 milhões de litros a Espanha.»

Não sou especialista, mas entendo que estas misturas de uvas não ajudam à qualidade e sabor do vinho e, possivelmente, ao preço.

Talvez por isso os vinhos alentejanos, tinham um sabor que hoje não encontro. 

sábado, 22 de novembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Pedro Garcias no Público sobre o vinho:

«O álcool é uma das maiores contradições da vida. É alegria e tristeza, é paz e violência, é bem-estar e doença. Mas é exactamente por isso que é tão humano. Quem estiver disposto a viver num mundo sem álcool, força, siga em frente, desfrute da sua liberdade. Eu não. Embora beba pouco, espero, enquanto a saúde mo permitir, poder ter a opção de continuar a sentar-me numa esplanada para beber uma cerveja e ver o mundo a passar, de gozar o prazer de beber um bom vinho à mesa com amigos e família, e de continuar a maravilhar-me com as paisagens vitícolas do mundo. Passo bem sem saloons, mas não desdenho uma boa taberna, se servir uns bons petiscos. E também, já agora, para voltar ao início, não fazia cara feia a uma esquerda cristã que não tivesse vergonha de o ser. Até brindava com um bom vinho da Madeira.»

1.

Portugueses bebem 11,9 litros per capita por ano, o pior resultado da OCDE, os portugueses são os maiores consumidores de bebidas alcoólicas dos países da OCDE, estão entre os mais sedentários e alimentam-se pior, sobretudo os jovens.
2.

Desigualdade salarial faz mulheres trabalharem 64 dias por ano de graça


3.

Em outubro aumentou o número de utentes sem médico de família atribuído, mas também subiu o número de inscritos nos cuidados de saúde primários. Sem médico atribuído estavam 1542988 utentes, mais 28754 do que no mês anterior.

4.

Os politólogos e comentadores descobriram, em triunfo, que o maior partido da extrema-direita portuguesa, afinal, tem o seu calcanhar de Aquiles: depende absolutamente do chefe. O chefe é o partido e o partido é o chefe. Sem ele, o resto pouco vale. Escreve uma comentadora: «Ele e só ele. Presidente da Câmara, deputado, primeiro-ministro, Presidente. Ele mesmo e todos os seus ministros ao mesmo tempo.» Mas em que altura da história um movimento fascista ou protofascista não dependeu exclusivamente do chefe? Essa é a sua força. O contrário é que seria absurdo. Nestas eleições, o chefe, justamente, ampliou ainda mais o seu poder.
Não é fácil acompanhar as análises sofisticadas dos nossos politólogos e comentadores.

Rui Manuel Amaral no Bicho Ruim

domingo, 9 de novembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Gostar de futebol é uma coisa, saber que as televisões demoram horas intermináveis a discutir eleições, penaltys que não foram marcados ou foram mal marcados, ou golos que estavam em fora de jogo.

Poderia pensar-se que as mesmas televisões poderiam dedicar, não digo as mesmas horas intermináveis mas apenas algumas horas, sobre um filme, um livro, uma peça de teatro, uma exposição…

1.

Gouveia e Melo revela que se candidata porque Marcelo Rebelo de Sousa o tentou travar. Presidente nega ter tomado essa posição em público.

2.

Cavaco Silva declara apoio a Marques Mendes e diz que Gouveia e Melo carece de competência:

«O almirante Gouveia e Melo pode ter muitos predicados, mas não possui as competências e qualificações para exercer as funções de Presidente da República.»

3.

CGTP e UGT anunciam greve geral para 11 de Dezembro contra a reforma da legislação laboral.

4.

Segundo o bastonário da ordem dos médicos todos os anos saem 800 médicos de Portugal.

5.

Os bancos portugueses concederam 18 mil milhões de empréstimos para a compra de casa nos primeiro oito meses do ano.

6.

O Governo acaba de propor um aumento do subsídio de refeição para a função pública em 10 cêntimos ao ano a partir de 2027, de modo a atingir em 2029 o valor de 6,30 euros.

7.

Uma bebé nasceu dentro de uma ambulância do INEM, na berma da A22, em Loulé, quando estava a ser transportada para o Hospital de Portimão. O caso ocorreu na noite em que a urgência de Obstetrícia do Hospital de Faro estava encerrada por falta de médicos especialistas.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 A pianista Maria João Pires disse que terminou a carreira como intérprete, depois de em Junho ter sofrido um problema de saúde que a afastou dos palcos, e está agora num "processo de mudança radical".

No discurso de agradecimento pelo Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, entregue este sábado numa cerimónia na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, afirmou que adoeceu porque tentou "ultrapassar-se e ir até limites proibidos".

Disse ainda:

«Assistimos ao mesmo tempo a massacres hediondos, à destruição de povos, de culturas e, sem piedade, ao massacre do planeta. Parece que de repente temos de nos interrogar, afinal o ser humano será não inteligente ou simplesmente incapaz de evoluir com a experiência adquirida? É de certo modo explorar, tirar, não se importar, ficar indiferente ao Outro, recusar a realidade do grupo e a pertença comum. E perder é ficar de fora.»

José Saramago:

Por tudo o que me fez ouvir e sentir, Maria João, obrigado.» 

1.

A Galp registou um lucro de 973 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, com um recorde de 407 milhões de euros no terceiro trimestre (+53%).

2.
A Siemens anunciou que vai despedir cerca de uma centena de trabalhadores da sua fábrica de produção e manutenção de pás eólicas em Oliveira de Frades. E tudo indica que irá fechar portas em breve. A notícia surge nove meses depois da multinacional alemã ter avançado com um despedimento coletivo de 222 operários na sua unidade em Vagos.

3.

Preços das casas ultrapassam dois mil euros por metro quadrado pela primeira vez.
Num trimestre em que foram vendidas mais de 41 mil casas em Portugal, o preço mediano aumentou em quase 19% e fixou-se em 2065 euros por metro quadrado, o valor mais alto já registado pelo INE.

4.
Dois em cada cinco residentes em Lisboa são estrangeiros. No final de 2024 residiam em Portugal milhão e meio de estrangeiros, 85% dos quais em idade activa.  Os imigrantes são 17% da força de trabalho.

5.

Um estudo da Universidade da Beira Interior indica que mais de metade do país corre o risco de ficar sem cobertura jornalística e indica que cresce o número de concelhos sem órgãos de comunicação social.

5.

Nuno Júdice tem uma interessante reflexão sobre o assunto, em entrevista dada a Ricardo Marques, em que diz nomeadamente “Quando se escreve nós vemos as palavras, é um pouco como a pintura, onde temos a tela, esse sujar as mãos na tinta. Escrever para mim também é sujar as mãos nas palavras e é esse trabalho que eu também quero que esteja visível no poema”.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO

Perante o relatório preliminar sobre o trágico acidente do elevador da Glória, o presidente da Câmara de Lisboa entendeu realçar: «a infeliz tragédia do elevador da Glória foi derivada de causas técnicas e não políticas».

Na noite em que em que obteve novo mandato para a presidência da Câmara, Moedas confidenciou que sempre confiara na lucidez dos lisboetas e verificou que isso aconteceu e mais uma vez acreditaram em nós e agora sim, há condições para fazer mais na cidade de Lisboa.

Carlos Moedas é um político medíocre,medroso,incompetente.

Em quatro anos, tirando as cenas circenses que compõe e inventa, não se preocupou, minimamente  com o gravíssimo problema da habitação, o caos da mobilidade, a degradação e o desleixo de vários espaços comuns de lazer, à sujidade de passeios e ruas, a limpeza urbana, além da falta de iluminação.

Que face a este descalabro citadino, alguns lisboetas ainda lhe tenham dado novo mandato, é necessariamente um caso de estudo.

1.

Isabel tem salário de 900 euros e renda de 750: “Vejo-me neste papel de ser pobre”

Mãe e filha estão em risco de pobreza, com um rendimento inferior a 632 euros per capita (por adulto, no caso). Fintam a fome graças à ajuda de uma associação. Uma história entre 1,8 milhões.

- lido no Público.

2.

O risco de pobreza das mulheres continua  a aumentar face ao homens. São 17,6% contra 15,4%, o que se explica pelo facto de os seus salários serem em geral muito baixos, assim como todas as prestações que deles dependem. «A relação entre mulheres e pobreza assenta nos baixos salários e pensões, na desigualdade remuneratória, na discriminação, na precariedade laboral, na desvalorização do trabalho doméstico e de cuidados não remunerados e no maior desemprego das mulheres».

3.

Uma das maiores empresas mundiais, a Nestlé, anunciou o despedimento de 16 mil trabalhadores ao longo dos próximos dois anos.

4.

Um comboio Intercidades da CP que ligava Lisboa a Faro perdeu uma carruagem a meio da viagem, quando o engate que ligava duas carruagens se partiu, aparentemente por deficiente manutenção do equipamento. 

5.

Mais de 15% dos portugueses não conseguem aceder a cuidados dentários por razões financeiras. Se as contas forem feitas apenas para a população em risco de pobreza, a proporção dispara para os 32,5%.

6.

Só os loucos cantam na rua. Faz falta gritar. Grito.

António Borges Coelho em Crónicas e Discursos

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


«Há hoje um enorme défice de organizações informais de cidadãos. Essa falta reflecte-se na fraqueza da opinião pública.

Temos de renovar certo espírito de café, o melhor espaço da taberna, temos de reatar a tertúlia, a leitura em comum, a discussão do quotidiano e dos caminhos para uma sociedade mais fraterna.

Há uma fome secreta, envergonhada, diariamente escondida, de calor humano. Não correio eletrónico nem telemóvel que satisfaçam a sede. É preciso sentir a mão, a carne. Faz falta sentir vontade de cantar e cantar. Julgarão que estou louco. Só os loucos cantam na rua. Faz falta gritar. Grito.

António Borges Coelho em Crónicas e Discursos

 1)

Autárquicas 2025, algumas frases apanhadas por aí:

a)

Passos Coelho defende fim de linhas vermelhas ao Chega. Montenegro diz que tema de alianças “é ruído”

b) Miguel Corte-Real: “O PSD abandonou o Porto, e a prova disso foi ter ido buscar um candidato que não sabe para que lado fica Campanhã”.

Miguel Corte-Real, ex-lider do PSD na Câmara do Porto.

b)

«O PS viabilizou todos os orçamentos da direita.

Tudo o que é negativo em Lisboa tem a mão do PS também. Por isso é que o PS entendeu que devia aproveitar um momento de campanha não para atacar a política que apoiou, mas para atacar o PCP.»

Paulo Raimundo.

c)

 «As respostas de João Ferreira às críticas do PS não são simpáticas para os socialistas e lembram a toda a gente qual foi o partido que deixou a especulação crescer na cidade.»

Ana Sá Lopes, Público

sábado, 4 de outubro de 2025

DISTO,DAQUILO E DAQUELOUTRO


As eleições autárquicas são a 12 de Outubro.

Os partidos, em campanha eleitoral, têm invadido as ruas das cidades, vilas, aldeias.

Tirando os que vão a todas, são eles que são o número das arruadas, das bandeiras, das palavras de ordem.

O resto do país está cansado de eleições, desmotivado, não acredita nas promessas apregoadas e nunca concretizadas.

Chegámos a isto!

O circo não presta e o pão já vai faltando!...

1.

Passado um mês sobre o trágico acidente, o governo ainda está a averiguar quem é a entidade responsável pela fiscalização do elevador da Glória.

2.

«Governar com a expectativa de que o Chega pode ser, ou vir a ser, um parceiro fiável é desconhecer a fábula da rã e do escorpião. Com tantos malabarismos, tanta estalada sem resposta, tanta ambiguidade no confronto com um inimigo agressivo e perigoso, Montenegro pode ganhar uma lei para acalmar as percepções e mais meia dúzia de meses de equilibrismo. Mas sendo assim, jamais será o que hoje faz mais falta: um homem de Estado, capaz de ler o país e o mundo para lá do pequeno cálculo eleitoral. As pessoas que prezam coisas simples como a coragem, que em tempos expressou no “não é não”, ou a honra do bom nome, dificilmente olharão para ele com apreço.»

Manuel Carvalho no Público de 2 de Outubro.

3.

«Até Agosto deste ano, o SNS gastou mais de 17 milhões que em todo o ano de 2024 com médicos tarefeiros. Desde 2009, uma única empresa faturou perto de 56 milhões de euros. 

Em notícia avançada pela revista Sábado foi revelado o negócio de milhões das empresas que fazem da doença lucro. Empresas como a Randstad, a Talenter, ou Select Clinical viram na falta de médicos no SNS e na dificuldade de recrutamento, a oportunidade de negócio ideal e os vários governos foram facilitando e alinhando cada vez mais na contratação de médicos a essas empresas.

Na prática, os médicos tarefeiros trabalham à tarefa, ou seja, recebem por horas de serviço prestado, consultas feitas ou turnos realizados, e normalmente não têm vínculo laboral direto com o hospital público onde trabalham. Desta feita, o hospital ou centro de saúde celebra um contrato com uma empresa de prestação de serviços médicos e paga-lhe a quantia acordada por hora ou turno.» 

Lido em Abril, Abril

4.

«A medicina é uma arte do comércio.»

Nuno Júdice

5.

«Que podemos nós fazer pelo mundo, enquanto vivemos? Muitos homens e muitas mulheres desejariam servir a Humanidade, mas encontram-se perplexos, e a sua força parece infinitesimal. O desespero apodera-se deles, e mais sofrem com o sentimento de impotência, e os que mais estão expostos à ruína espiritual através da perda da esperança.»

Bertrand Russell 

sábado, 27 de setembro de 2025

DISTO, DAQULO E DAQUELOUTRO

Esta secção nasceu com o propósito de ser semanal, mas nunca conseguimos seguir esse propósito. Resta apresentar os necessários pedidos de desculpa.


De Donald Trump há que esperar tudo, mais alguma coisa  e ainda a procissão vai no adro.

Como um país, como a América, consegue colocar um louco a governá-lo, é algo que ultrapassa todos os limites da incompreensão, dizer ainda dos milhões de admiradores que ele tem pelo vasto mundo, do qual Portugal não escapa.

O discurso que Trump proferiu esta semana nas ONU, está repleto de ameaças e lá vieram os imigrantes -  «é tempo de acabar de com a experiência falhada das fronteiras abertas. Têm de acabar com isso agora. Posso dizer-vos que sou muito bom nestas coisas. Os vossos países vão para o inferno».

Mas o mais surpreendente foi  ouvi-lo lamentar-se de que em tempos, foi preterido como empreiteiro num concurso para a renovação do edifício das Nações Unidas.

1.

Os preços das casas em Portugal Continental subiram 21,6% em Agosto face a igual período do ano passado. Há quase 40 anos que não se verificava uma subida tão acentuada em Portugal.

 

2.

João Ferreira da CDU, apresenta-se como o mais bem preparado candidato à Câmara Municipal de Lisboa.

«Carlos Moedas e Alexandra Leitão, candidatos à Câmara Municipal de Lisboa estavam mesmo convencidos de que iam ser favas contadas. Quando já estava decretada a corrida a dois, um desastre: os confortáveis debates frente a frente, apenas um contra o outro (tão ao gosto dos nossos comentadores do espectáculo político), foram travados pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social , que repôs a justiça (e a lei) e forçou a comunicação social a incluir todas a forças políticas com vereadores eleitos na autarquia – sendo a CDU a única candidatura excluída.

Nem mesmo a opção absurda de incluir o Chega (sem que nenhum critério o justificasse) alterou o resultado dos dois primeiros debates (na SIC e no Observador): «Ferreira venceu. Moedas pouco melhor que Leitão», declarou o Observador («João Ferreira ganha de novo e Leitão perde para Moedas», repetiram dias mais tarde); «Com Moedas à defesa, João Ferreira impôs-se no debate de Lisboa e levou Alexandra Leitão ao prolongamento», concluiu o Expresso; o podcast da equipa de política do Público é peremptório no título escolhido – «A vitória de João Ferreira».

Lido em Abril, Abril

3. 

«Um genocídio na Palestina, guerra na Ucrânia, tensão nos EUA e entre os EUA e Venezuela, autárquicas à porta... mas a televisão pública dedica os primeiros 22 minutos do Jornal da Tarde à mudança de treinador no Benfica. E está a repetir a desgraça no Telejornal. Isto não é apenas doentio, é indecoroso. É a miséria em que estamos metidos».

Lido no blogue Antologia do Esquecimento

4.

Os dirigentes das principais universidades do país e dois dos mais prestigiados investigadores nacionais arrasam a extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a medida do governo é radical, não tem fundamento e compromete a ciência.

5.

«De acordo com dados da empresa, há quatro concelhos sem pontos de venda de imprensa; cerca de duas dezenas só com um; 61% das freguesias, onde residem 19% do portuguesas não têm pontos de venda de jornais. Com exceção para a Grande Lisboa e Grande Porto, Setúbal, Coimbra e Braga, o resto do país tem rentabilidade negativa.

Sem leitura, aumenta a dependência das redes sociais como fonte primária de informação. Ora, sabemos bem como essas plataformas são terreno fértil para teorias da conspiração e manipulações. A ausência de informação profissional e verificada deixa o espaço público vulnerável.

Ler continua a ser um ato político, no sentido mais nobre do termo. Ler amplia horizontes, combate preconceitos e fortalece a cidadania. Mas para que isso seja possível é necessário que o Governo assuma a sua responsabilidade: garantir que a imprensa chega a todo o território, apoiar uma rede de distribuição que não pode ser deixada ao abandono, e reforçar políticas públicas que promovam a leitura desde cedo e ao longo da vida.»

Do editorial de Valentina Marcelino no Diário de Notícias de 23 de Setembro

6.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, cada português desperdiça por ano 182,7 quilos de alimentos, e os dados de 2023 indicam que nesse ano desperdiçaram-se no país 1,9 milhões de toneladas de alimentos, sendo 66,8% desse desperdício atribuídos às famílias.

7.

Também uma frase do poeta e editor Paulo da Costa Domingos:

«É cada vez mais nos livros velhos que devemos buscar as verdades novas.»

terça-feira, 12 de agosto de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


Está um calor de ananases, como diria o Eça.

Adiantamos o extracto de uma crónica do poeta Luís Filipe Castro Mendes, com alguns meses já, mas com actualidade.

«É um cruel paradoxo da História que o cinquentenário do 25 de Abril tenha coincidido com o crescimento exponencial de um movimento contra a Democracia, que vem negar tudo aquilo em que se baseia a nossa ordem política constitucional. Este cansaço da democracia vem dos que não viveram outro sistema (daí predominarem os mais velhos na oposição a esta corrente) e que se sentem, alguns justamente, outros menos, espoliados e rejeitados pelo sistema.

Um país que oferece aos mais novos perspetivas de vida mais sombrias do que aquelas que tiveram os seus pais é um país doente. Mas o remédio para as dores não são os gritos, são medicamentos que há que ministrar com urgência. Na falta desses medicamentos, é natural que ganhem terreno aqueles que ecoam o nosso grito e transformam a nossa dor em ódio, contra aqueles que poderiam dar-nos os medicamentos, que os conhecem, que os prometem, mas que depois não têm margem ou condições para os conseguir.»

1.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, saudou hoje “os esforços do Presidente Trump para pôr fim à guerra" na Ucrânia.

O primeiro-ministro  será umas das primeiras assinaturas para o Nobel da Paz ardentemente ansiado por Donald Trump.

2.

Receitas da Sonae e Jerónimo Martins, donas do Continente e do Pingo Doce, bateram máximos históricos no primeiro semestre do ano: 124 milhões de euros por dia, 5 milhões por hora.

3.

O consumo de champanhe ou vinho branco, uma atitude positiva perante a vida, o consumo de fruta e um peso adequado fazem parte da lista de mais de 50 fatores não clínicos apontados numa investigação que foi publicada no científico "Jornal de Cardiologia do Canadá" como determinantes para prevenir o risco de sofrer um ataque cardíaco.

4.

Cristiano Ronaldo vai casar.

O anel que vai oferecer a Geogina, está avaliado em 1 milhão e 40 mil euros!

5.

Uma mulher de 28 anos entrou em trabalho de parto, esta segunda-feira, na Avenida da Associação Desportiva, no Carregado, concelho de Alenquer, e acabou por ter a bebé no meio da rua.

Foram os pais que ajudaram a neta a nascer, depois de terem rebentado as águas. Mãe e filha estão bem de saúde.

A neta mais velha assistiu a tudo.

A ministra da Saúde ainda não se dedemitiu mas já solicitou à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde a abertura de um processo de inquérito ao caso de uma jovem grávida que teve o parto numa rua do Carregado, no concelho de Alenquer.

6.

A Segurança Social encerrou 43 creches e 307 lares por falta de condições na sequência de perto de dois mil processos de fiscalização realizados desde 2023, em que foram detetados 766 estabelecimentos ilegais.

7.

Jacinto Lucas Pires: «Estamos a perder palavras. Como pensamos por palavras, estamos a perder capacidades». 

terça-feira, 29 de julho de 2025

DISTO DAQUILO E DAQUELOUTRO


É uma interessante crónica de Luís Filipe Castro Mendes publicada no Diário de Notícias, Já tem algumas semanas mas entendeu-se que a deveríamos reproduzir nesta secção aberta a tudo e mais alguma coisa.

«Vivemos um tempo em que os partidos social democratas começaram a ter vergonha de se dizer socialistas, porque “a palavra S” evoca nacionalizações, mais impostos para os ricos e estratégia económica reguladora do Estado, o que vai contra a “doxa” económica neo-liberal vigente, que visa remeter o Estado às estritas funções de soberania, beneficiar fiscalmente os mais ricos e anular qualquer influência estatal nos domínios económico e social. Em contrapartida, a extrema-direita perdeu qualquer resquício de vergonha e advoga o racismo, a xenofobia, o conservadorismo moral e o autoritarismo político, através da abolição da Constituição que nos rege. Qual seria a reação da nossa imprensa, dominada pelos ideais da economia liberal, se, algum iluminado de extrema-esquerda viesse propor uma Quarta República?

As universidades financiadas por empréstimos bancários aos estudantes, que passarão os primeiros tempos da sua vida profissional a trabalhar para os bancos, a saúde entregue aos privados, com seguros exorbitantes a cobrir dificilmente os elevados custos dos tratamentos mais inovadores, a educação para a desigualdade e não para a cidadania, esta é a face oculta do paraíso liberal, tão hipócrita e injusto como foi o paraíso comunista.

Face a esta hegemonia cultural da direita, no que toca às áreas económica e social, o socialismo democrático retrai-se, abriga-se num vago “socialismo liberal”, que não seria mais do que um liberalismo de rosto humano, uma economia desregulada com algum assistencialismo público associado.

Quem me lê dirá que estou a forçar as tintas, a caricaturar e a desvirtuar os objetivos liberais. Eu penso do neo-liberalismo que ele constitui uma ideologia extremista a partir dos princípios do liberalismo clássico, como o marxismo-leninismo (que eu, como social democrata que sou, distingo do marxismo), e que é expressão dos interesses de um capital financeiro que veio exercer a sua dominação nociva sobre a economia real. Houve antes um liberalismo social, aquele que integrou no pós guerra a economia social de mercado e que durou até ao dia em que Margaret Thatcher descobriu que não havia sociedade, só mercado.

Esse liberalismo extremista, próximo do anarco-capitalismo, encontra-se por toda a extrema-direita mundial, salvo quando o líder da extrema-direita (por exemplo Trump) descobre que esse neo-liberalismo vai limitar a sua autoridade absoluta e prolongar a abertura ao mundo que a globalização trouxe, impedindo políticas nacionalistas extremas: volta então (sempre Trump) ao conservadorismo autoritário tradicional das extremas-direitas, rompendo com Musk, o tecno-feudalista que desfaz os Estados com um serrote .

Não durou muito o idílio entre os multimilionários das tecnologias da informação e o presidente Trump. Mas olhemos para a Europa: a extrema-direita cresce por todos os Estados e interrogamo-nos até quando a direita que se reclama da Democracia irá fazer barreira a essa torrente e manter o seu lema “não é não”. A esquerda, obviamente, deve assumir como sua missão o combate, sem reservas nem meias palavras, àqueles que querem o suicídio do regime democrático. O que pode implicar da sua parte alianças e compromissos com a direita democrática, mas nunca o esquecimento da sua identidade e da sua diferença.»

Luís Filipe Castro Mendes no Diário de Notícias

1.

Alterações no programa da disciplina de Cidadania confirmam “pendor retrógrado” do Governo, acusa a Fenprof.

2.

Dez mil milhões de euros para reconstruir a Ucrânia., conclusão da Conferência de Recuperação da Ucrânia, para planear o pós-guerra, realizada em Roma.


3.

A Infraestruturas de Portugal perdeu 995 milhões de euros de fundos europeus para o projecto de linhas ferroviárias de alta velocidade.

4.

Portugal é o país que mais depende de fundos europeus e por cada dez euros gastos pelo sector público, nove são suportados por verbas de Bruxelas. 

5.

A Comissão Europeia corta verbas para agricultura em 22%.

6

«Era um miúdo, estava a correr para ir para casa, que era relativamente perto, passou um carro da polícia e abordaram-me. A primeira coisa que disseram foi: 'Então, preto, o que é que já roubaste?»

Rapper Harold

7.

Dados da OCDE mostram que sem imigrantes, a população activa em Portugal diminuiria e aquela organização defende que é preciso continuar a atrair estrangeiros, sobretudo para áreas menos qualificadas.

8.

 Roman Arkadyevich Abramovich ocupa o 311.º lugar na lista de bilionários da Forbes. Nascido na Rússia, em 2018 tornou-se israelita, encontrou ascendência sefardita da comunidade judaica de Hamburgo e, em 2021, conseguiu ser português também. O seu nome está associado a diversos crimes, mas a direita nunca se incomodou.

 10.

A proibição de voos nocturnos entre a uma e as cinco da madrugada, anunciada há sete meses, ainda não se concretizou e o Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, desculpa-se dizendo que a medida “ demora um tempo a ser implementada”.

11

Em Maio havia 1.644.807 utentes sem médico de família, mais 42.230 que no mesmo mês de 2024.

12

Portugal continua a atrair cada vez mais milionários estrangeiros e deverá somar mais 1400 «indivíduos com património elevado» este ano, indica o mais recente relatório da consultora britânica Henley & Partners.

quarta-feira, 25 de junho de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


Cimeira da NATO em Haia.

Uma enorme palhaçada para adormecer camelos.

Num graxismo nunca visto em acontecimentos deste jaez, o Secretário-Geral da NATO, o incrível Mark Rutte, numa mensagem, possivelmente particular, enredou-se num bajulamento com Donald Trump, que de imediato a tornou pública.

Vergonha das vergonhas!

Mark Rute retratou Trump como o “papá”, pelo seu papel nas negociações para alcançar um cessar-fogo entre o Irão e Israel e Donald comentou que Rutte foi muito carinhoso para com ele.

«Ele gosta de mim, acho que gosta de mim. Se não gostar, eu digo-te: Volto e bato-lhe com força, está bem? Muito afetuoso", disse Trump, em resposta à pergunta de uma jornalista da Sky News, à margem da cimeira da NATO, em Haia.

"Ele fê-lo com muito carinho. Papá, tu és o meu papá", continuou.

Convém recordar que o termo surgiu  porque Trump comparou o Irão e Israel como "dois miúdos no recreio de uma escola", que tinham de ser deixados a "lutar durante dois ou três minutos" para ser "mais fácil pará-los". 

Foi nesta altura que o secretário da NATO interveio para dizer que, depois, "o papá tem de usar linguagem forte para os fazer parar".

"É preciso usar linguagem forte, de vez em quando; é preciso usar uma certa palavra", concordou Trump.

Tudo isto aconteceu mesmo?

Não será um qualquer sketch dos Monty Python?

1.

Maria João Guimarães no Público de hoje:

«Após doze dias de guerra, Israel, EUA e Irão “não cumpriram todos os seus objectivos”
Israel conseguiu uma vitória, mas no país “começam as perguntas”, o mesmo nos EUA. O Irão sofreu uma derrota humilhante, mas o programa nuclear apenas se atrasou, e o regime não caiu.

Foram dias nada menos do que extraordinários, com os primeiros ataques israelitas, a resposta iraniana, a entrada dos EUA na guerra, e ainda um cessar-fogo, anunciado, quebrado, o que fez um Presidente ordenar uma acção a um aliado através de uma rede social. Se muito mudou nesta guerra cheia de acontecimentos “sem precedentes”, houve ainda muito que se manteve. Isso provoca preocupação quanto à longevidade desta calma após a tempestade.»

2.

Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que Portugal não teve conhecimento de ataque ao Irão.

3.

«É muito difícil escrever na manhã seguinte a uma declaração de guerra. Kafka escreveu no seu diário, no dia 2 de agosto de 1914: “Hoje a Alemanha declarou guerra à Rússia. De tarde fui nadar”. Kafka não foi indiferente aos acontecimentos e escritos posteriores seus mostram a sua angústia perante a guerra que dilacerava a Europa. Mas o que se pode dizer no início ou na viragem decisiva de uma guerra?

As declarações de guerra, apresentadas formalmente aos governos por embaixadores em trajes de cerimónia, são, porém, coisa do passado. O estado de guerra entre o Irão e Israel existia há muito tempo e o facto novo, mas tão ou mais relevante do que uma declaração de guerra à antiga maneira diplomática, foi a entrada em força dos Estados Unidos nesta guerra.

A Arábia Saudita, que se apressou a condenar o ataque dos seus amigos americanos, e os emiratos do Golfo Pérsico (insisto, Golfo Pérsico) sabem que Teerão e os seus aliados hutis no Iémen têm capacidade para bloquear as suas remessas de petróleo por algum tempo. Esta viragem fundamental (embora previsível) no curso da guerra no Médio Oriente vai obrigar os Estados árabes a mais declarações platónicas de apoio aos palestinianos, que entretanto continuarão a ser massacrados, agora com menos espetadores, porque as atenções estarão viradas para o Irão. Uma boa notícia também para Putin, que se permite declarar, contra todos os tratados que a Rússia assinou, que a Ucrânia é uma parte integrante da Rússia.

Nós não sabemos (e a declaração arrogante de Trump de que a Europa nada tinha que ver com as negociações com o Irão mostra que muitos mais não sabiam) os negócios ou, como prefere dizer Trump, as transações, que terão sido tecidas entre os poderes dominantes, de que a Europa foi excluída, isto é, entre os Estados Unidos, a Rússia e (quem sabe?) a China.

E como nem nós, leitores do Diário de Notícias, nem os dirigentes da nossa Europa (o que é mais grave) estão dentro da verdadeira negociação paralela a esta batalha, encerro esta página, não, como Kafka, declarando a minha intenção de ir nadar (ainda que o tempo hoje esteja bom para essa atividade), mas ocupando os carateres que me restam com o final da crónica que tinha escrito para hoje, sobre a perda das ilusões e a corrida, no final de Os Maias, de Carlos da Maia e João da Ega atrás de um transporte público:

Atrevo-me a pensar que alguns leitores possam sentir-se identificados, lá no fundo de si mesmos, com o estado de perda de ilusões em que este cronista se encontra (ou pretende que se encontra: como o poeta, o cronista é um fingidor). Se assim for, terá valido a pena este exercício de escrita à volta da perda das ilusões. É aliás um belo título de um excelente romance de Balzac, As Ilusões Perdidas, que em muitas ocasiões parece até passar-se nos dias de hoje. Ou o final da Educação Sentimental de Flaubert ou dos Maias do Eça, onde a perda das ilusões é sintetizada numa conversa cínica entre os principais personagens (Flaubert) ou numa cómica corrida atrás de um meio de transporte, a caminho de uma capitosa ceia (Eça). Porque, afinal, perdidas as ilusões, resta-nos só o irrisório exercício da nossa sobrevivência.

A lanterna vermelha do americano, ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e João da Ega uma esperança, outro esforço:

- Ainda o apanhamos!

- Ainda o apanhamos!»

Luís Filipe Castro Mendes no Diário de Notícias

sábado, 14 de junho de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


De muito, nas suas convulsões patéticas, se esperava de Donald Trump e da troupe com que se rodeou  na Casa Branca, mas tudo o que tem acontecido, ultrapassam as expectativas e aconteceram de um modo muito rápido. 

O senador democrata do Estado da Califórnia Alex Padilla foi expulso de uma conferência de imprensa em Los Angeles, onde a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, falava sobre o combate à imigração ilegal.

 "Sou o senador Alex Padilla. Tenho perguntas para a secretária", disse aos elementos da segurança de Kristi Noem, antes de ser travado e empurrado para trás, e depois levado à força para uma sala adjacente enquanto exigia que o largassem e acabou imobilizado no chão e depois algemado.

 Enquanto o senador era afastado, Noem dirigiu-se aos presentes para criticar a interrupção, afirmando que Padilla, que não conhece, não pediu uma reunião consigo.

 "Acho que todos nos Estados Unidos concordariam que isto foi inapropriado", afirmou Noem.

 "Trump e a sua polícia de choque estão fora de controlo", afirmou o governador democrata da Califórnia.

 Trump ordenou o envio de 4.000 soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais, para a perseguição aos trabalhadores imigrantes não documentados, apesar dos protestos do governador democrata da Califórnia e da presidente da Câmara de Los Angeles, Karen Bass, que consideraram a iniciativa desproporcional e provocatória.

“Continuaremos aqui para libertar esta cidade dos socialistas e da liderança opressiva que este governador e esta mayor impuseram ao país”, declarou a mais alta responsável federal pela segurança pública.

1.

Em quatro anos a Associação Portuguesa de Apoio à vítima  apoiou 6523 idosos vítima de violência doméstica, uma média de 136 pessoas por mês, cinco a cada dia. A grande maioria, 52,7%, é alvo de violência ao longo dos anos. As estatísticas referem-se ao período 2021-2024 e revelam um aumento de 8,5% do número de crimes contra estas pessoas. A maioria das vítimas é do sexo feminino (76,5%) e tem entre 65 e 74 anos (49,4%). A pessoa agressora é quase sempre um descendente, o que acontece em 31,4% das pessoas apoiadas pela APAV.

Segundo a APAV, a violência pode assumir diferentes formas: psicológica, física, sexual, financeira, negligência ou abandono.

2.

Duas mulheres que integram equipas de voluntários que distribuem ajuda alimentar a pessoas em situação de sem abrigo, no Porto, foram injuriadas e vítimas de “empurrões e murros” por dois homens, que, depois de terem feito a saudação nazi, as responsabilizaram pelo aumento de imigrantes no país.

3.

A Liga portuguesa voltou a superar a barreira dos 3,7 milhões de espectadores nos estádios, em 2024/25. No final desta temporada contabilizaram-se exatamente3 761 888 de adeptos nas bancadas, mais 54 598 do que na época anterior, altura em que se tinha ultrapassado pela primeira vez a fasquia dos 3,7 milhões e batido o recorde de 2017/18, que registou 3 654 720 espectadores nos estádios. Os números desta temporada significam que estiveram presentes nas bancadas 111 006 adeptos, em média, por jornada, ou 12 334 adeptos, em média, por jogo.

4.

Perto de meio milhar de trabalhadores de uma empresa de Palmela,  a Vanpro, que trabalhava para a Autoeuropa, vão ficar desempregados até ao final do ano, prevendo-se que o despedimento coletivo comece em outubro.

5.

Em 2024 as apostas realizadas em Portugal ultrapassaram 24 mil milhões de euros, impulsionadas pelo jogo online  e as perdas dos apostadores ultrapassaram os 2600 milhões de euros.

6.

 «Parece-me que a verdadeira ideia da Reforma do Estado do Governo PSD/CDS, aplicada por “alunos” da Fundação Francisco Manuel dos Santos, só pode ser uma: desmantelar vários serviços públicos e entregá-los ao mundo dos negócios.»

Pedro Tadeu, no Diário de Notícias

7.

Quem ganha menos de 746 euros na Grande Lisboa fica abaixo do limiar de pobreza

Quem ganha menos de 746 euros na Grande Lisboa fica abaixo do limiar de pobreza

Quem ganha menos de 746 euros na Grande Lisboa fica abaixo do limiar de pobreza

O limiar da pobreza a nível nacional está nos 632 euros líquidos mensais, mas quando se olha para as diferentes regiões, esse limiar varia e a Grande Lisboa piora o seu desempenho, a par com Setúbal.