«Havia no País basco uma cidade santa chamada Guernica. Ao longo dos séculos, os reis de Espanha vinham, uma vez por ano, diante do velho carvalhão de Guernica, prestar juramento de respeitar as liberdades dos Bascos. Sob o carvalho de Guernica-a-Santa, os anciãos vinham fazer justiça.
Domingo, 26 de Abril de
1937, era, como todos os domingos, dia de feira em Guernica, às cinco da tarde…Os
aviões eram “Heinkel 111” e “Junker 52”.
O bombardeamento durou três
horas.
As vagas sucediam-se com
precisão de vinte em vinte minutos.
As bombas pesavam
quinhentos quilos.
Todo o centro de Guernica
foi destruído.
Mil seiscentos e cinquenta
e quatro mortos, oitocentos e oitenta e nove feridos.
Havia sete mil habitantes
em Guernica.
O general alemão Galland,
comandante da esquadrilha alemã, dirá mais atrde: »Guernica não era um
objectivo militar, foi apenas um lamentável erro.»
Madeleine
Chapsal em Morrer Em Madrid


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