Ler
Nº 37 – Inverno
de 1997
Entrevista de
António Lobo Antunes
Capa: fotografia
de João Francisco Vilhena
Direcção
gráfica: Henrique Cayatte
Círculo de
Leitores, Lisboa s/d
Nunca li um livro meu.
Ler
Nº 37 – Inverno
de 1997
Entrevista de
António Lobo Antunes
Capa: fotografia
de João Francisco Vilhena
Direcção
gráfica: Henrique Cayatte
Círculo de
Leitores, Lisboa s/d
Nunca li um livro meu.
Essa História
António Salvado
Capa: Henrique
Cayatte sobre versão de João da Câmara Leme
Colecção Poetas
de Hoje
Portugália
Editora Junho de 2008
É Então
A vinda do crepúsculo
nunca sabe que a sombra
surgirá como seu véu
tecido pelos astros
a encurtarem
dóceis
a entre nós distância
e o ignoto infinito.
É Então que se vê
o que as estrelas dizem:
que o infinito tem
a extensão do amor.
Dicionário Político
de Mário Soares
Pedro Ramos de Almeida
Capa: Henrique Cayatte
Editorial Caminho, Lisboa, Setembro de 1985
1978: MS: «É preciso esclarecer que actualmente, no que se refere aos agentes da PIDE, foram todos soltos, excepto quatro ou cinco, implicados no assassínio de Delgado. Todos os demais foram postos em liberdade. Para um País que atravessa um período tão dramático, com tantos problemas e confrontos, foi necessária uma grande doses de sabadoria e de sensatez para acalmar as águas e para que não se reabram as feridas.
La Stampa: «Significa
isso, em última análise, que todos estes acusados vão ser amnistiados em vez de
processados?»
MS – Para mim seria a solução ideal: cancelar todos estes problemas e seguir uma política de reconciliação.» ) Entrevista a La Stampa, 24.2.78).
Piano
Bar
José
Viale Moutinho
Capa:
Henrique Cayatte
Colecção Caminho da Poesia
Editorial
Caminho, Lisboa, Maio de 1988
Fragmentos
para Motim
acima
do silêncio nascia março
e
os dentes dispersos pelos medos
eram
outras tantas voltas em vão
sempre os rostos trocados os rostos
sem
mais nada à cidade deixada de lado
somava-se
a cárie às ruas as gangrenas
as
suas mãos cerravam-se com força
em
que romances de caranguejos se vivia
sempre
os rostos voltados os rostos
sem
mais nada o país ainda próximo
as
suas mãos agarravam-se aos medos
dessa
primavera de sonos ásperos
A
Conspiração Contra a América
Philip
Roth
Tradução:
Fernanda Pinto Rodrigues
Capa:
Henrique Cayatte
Publicações
Dom Quixote, Lisboa, Outubro de 2008
O
medo preside a estas memórias, um medo perpétuo. Embora infância alguma esteja
isenta dos seus terrores, pergunto-me se teria sido um rapaz menos assustado se
Lindbergh não tivesse sido presidente ou se eu não tivesse sido filho de
judeus.
O Fantasma Sai de
Cena
Philip Roth
Tradução: Francisco Agarez
Capa: Henrique Cayatte
Publicações Dom Quixote, Lisboa, Novembro de 2008
Tinha passado estes
onze anos sozinho numa casinha à beira de uma estrada de terra batida do
interior profundo, tendo decidido viver assim isolado de tudo uns dois anos
antes de me ser diagnosticado o cancro. Vejo poucas pessoas. Desde a morte, há
um ano, do meu vizinho e amigo Larry Hollis, podem passar-se dois, três dias em
que não falo com ninguém além da mulher-a-dias que vem todas as semanas fazer a
limpeza e do marido dela, que é o meu caseiro. Não vou a jantares, não vou ao
cinema, não vejo televisão, não tenho telemóvel nem gravador de vídeo ne,
leitor de DVD nem computador. Continuo a viver na Idade da Máquina de Escrever
e não faço ideia do que seja a World Wide Web. Já não me dou ao trabalho de ir
votar. Escrevo durante quase todo o dia e muitas vezes pela noite dentro. Leio,
principalmente, os livros que descobri em estudante, as obras-primas da ficção
cujo poder sobre mim não é menor, e em alguns casos é ainda maior, do que foi
nos meus primeiros e exaltantes encontros com elas.
José Saramago
Ilustrações: Graça Morais
Capa: Henrique Cayatte
Editorial Caminho, Lisboa Novembro de
1987
Nenhum
lugar é suficientemente belo na terra para que doutro lugar nos desloquemos a
ele.