Mais uma vez, avalia a que ponto o mal-entendido é
irremediável, a que ponto são e continuarão a ser dois. Talvez ele não tenha
culpa… Mas que parte cabe também ao outro!
O automóvel ronca em frente da porta.
Como um autómato, André desce a escadaria.
Encostado ao carro, muito direito, recebe o beijo de
adeus; depois fecha a porta:
- Vá…
Maquinalmente, diz a meia voz:
- Eis-me sòzinho!
Levantar-se-á sozinho: sentar-se-á sozinho à mesa, sòzinho…
Voltará da herdade; onde está ela?... Na sala,
ninguém; no quarto, ninguém…
-Sòzinho!
Sente-se pregado ao fim da escadaria por um indivisível
terror de viver. A porta de entrada aberta como um túmulo.
Ergue os olhos para a casa vazia…
Maria, curiosa, debruçada da janela da senhora, segue
com os olhos o automóvel que desce a avenida.
José Milhazes, comentador político na SIC, escreveu num destes dias:
Em vez de celebrar de forma atabalhoada o 46º
aniversário do 25 de Abril, seria mais sensato transferir as comemorações para
quando a pandemia estiver dominada, e realizá-las no dia 25 de Novembro.
Os muitos Josés Milhazes que esperneiam por aí, respiram
uma demência senil para a qual ainda não foi encontrada vacina.
Este José Milhazes nasceu em 1958, foi militante do PCP,
estudou História na então União Soviética, doutorou-se e por ali viveu uns bons
anos.
Nunca fui de grandes viagens, e se aconteceram foi por
motivos profissionais.
Há uma série de países que gostava de visitar, mas a
União Soviética está completamente fora de questão.
Era miúdo quando aconteceu a invasão da Hungria, já não
era miúdo nenhum quando aconteceu a invasão da Checoslováquia e isso, com boas
ou más fontes que me passaram pelos olhos, chegou para deixar escorregar os
amanhãs que um dia poderiam vir a ser cantados.
Sobre a invasão da Checoslováquia tive longas conversas
com o meu pai, que era um convicto marxista-leninista, discussões bem
acompanhadas por tintos de colheita do ano, nunca grandes vinhos-para-enganar-burguês.
Não que o meu pai concordasse
com tudo o que se passava na União Soviética, ou que o socialismo estava à disposição
numa qualquer loja de esquina, mas guardava convicções que o levavam a ser um
homem daquele sonho.
Sou de esquerda mais por Roger Vailland, Albert Camus, Roger
Martin du Gard, os neo-realistas italianos, portugueses, outras leituras, do
que por Marx, Engels ou Lenine, não lidos na íntegra, sou de esquerda porque é uma
maneira de ser, como dizia o José Saramago.
Bastas vezes chateio-me com o Partido, entendo que lêem
pouco, dizem, praticam coisas que não consigo entender, mas li a Autobiografia de Mário Dionísio, de quem
gosto muito, e por lá está escrito que os erros dos nossos amigos não podem
fazer-nos esquecer os nossos inimigos.
Bom, mas eu vim aqui pelo disparate do José Milhazes e acabei
por me meter por ruas, travessas e
becos, mas o que queria dizer realmente
é que para um fulano que se formou em História, mesmo que tivesse sido na União
Soviética, não calha bem dizer que a gente do 25 de Abril comemora o 25 de
Novembro.
Equívocos, ou habilidades, palavras suaves, que servem para
continuar a enganar quem não pensa pela sua cabeça, ou tem preguiça em assim
pensar.
Por aqui me fico e é tempo de escolher a música.
Porque é domingo, e como andámos por aqueles lados, ficamos
com a Valsa nº 2 de Shoskatovich.
1.
«O mercado de trabalho português é marcado pelos baixos
salários e pela precariedade (em 2018, mais de um terço dos trabalhadores do
privado tinha um contrato de trabalho não permanente e 76% do emprego líquido
criado no privado nos últimos seis anos assentou em vínculos precários). São
estes os trabalhadores mais vulneráveis.
Do mesmo modo, a dinâmica de emprego dos últimos anos
traz consigo elementos de fragilidade. Entre 2013-19 foram criados 500 mil
postos de trabalho, entre os quais 75 mil no sector do alojamento e
restauração. Empregos que, agora, ficarão muito expostos a este choque brutal
de procura. Os dados preliminares dão conta de que nestas semanas, neste
sector, 62% das empresas encerraram temporária ou definitivamente.»
Pedro Adão e Silva
2.
A afirmação de Ursula von der Leyen, presidente da
Comissão Europeia de que os velhos deveriam manter-se isolados até ao final do
ano, deixou-me em polvorosa.
A deputada do Partido Socialista Isabel Moreira, escreve
sobre esta ideia da senhora presidente, no Expresso:
«Simplesmente,
sabemos que a partir de um determinado momento vamos começar, lentamente, a
fazer a nossa vida em novos moldes. Nada será como antes. Ainda não sabemos
como decorrerão os dias após o isolamento sem vacina, mas certamente teremos de
nos proteger e de proteger terceiros, tentando que saúde e vida mais ou menos
habitual se conjuguem, porque precisamos de sair disto com um país de pé.
Precisamos, também,
de sair disto como gente. Todas as pessoas precisam de ver as suas pessoas,
todas as pessoas precisam de passear, ainda que com restrições, todas as
pessoas precisam de algum sentido de normalidade.
O que não é normal
é o discurso da clausura dos idosos por tempo indeterminado como se gente acima
de certa idade, que vive em contextos muito diferenciados, não tivesse
autonomia individual, autodeterminação, capacidade de tomar decisões, incluindo
a capacidade de escolher quais os riscos de saúde que quer ou não assumir.
Não se pode esperar
com enorme tranquilidade que homens e mulheres acima de 65 anos fiquem fechados
em casa ou em lares por meses e meses, sem direito ao mundo exterior, sem
direito ao afeto, sem direito a escolher. Quando estivermos em período de
regresso à normalidade, as pessoas idosas não podem ser condenadas a morrer da precaução.
Pelo contrário, temos de as respeitar enquanto cidadãos e cidadãs capazes de
fazerem as suas escolhas, livres naquilo que não afete terceiros, gente que
ainda quer ser gente.»
3.
Um homem de 26 anos morreu, na tarde deste domingo,
vítima de agressões com uma arma branca, ocorridas no bairro da Brandoa, na
Amadora. Os dois alegados autores do homicídio foram detidos no local.
4.
Os negros números:
Em Portugal morreram 714 pessoas.
Os Estados Unidos registam 38.664 mortos, no estado de
Nova Iorque ocorreram 14.451 mortes.
Itália: 23.660 mortos
Espanha: 20.453 mortos
França: 19.718 mortos
Grã-Bretanha: 16.060 mortos
Em todo o mundo já morreram 164.716 pessoas.
Legenda: contracapa do catálogo da Cinemateca, Imagens, Abril 1984
Uma sorte, um
privilégio, diga-se. Foi assim que tudo começou.
Há os que não
têm nem essa sorte, nem esse privilégio. Os que têm de procurar são as pessoas
que me merecem admiração, as pessoas de quem gosto, enquanto que os que têm
livros à disposição, entendem que ler é uma grande maçada, ignoro-os,
esqueço-me que existem, se bem que os oiça bolsar que os livros estão
empoeirados, as canecas de cerveja ensinam melhor, a cerveja dá prazer, os
livros apenas aborrecimento.
Havia o hábito
de, nas prateleiras mais altas, colocar os livros que se convencionava não
serem lidos em determinadas idades.
Lá em casa não
havia essa regra. Os livros, todos, eram para serem lidos.
Juntamente com
os Salgari, os Walter Scots, os Júlio Verne, ter lido o Eça de Queiroz aos
13/14 anos foi uma aventura inesquecível. Naturalmente que, mais tarde, ao Eça
tive que voltar, e não é por já tanto o ter lido e relido, que alguma vez
deixarei de lhe bater à porta.
Tratava-se da
edição brasileira do livro de John Reed, uma edição popular, publicada em 1945
pela Editorial Calvino Lda do Rio de Janeiro.
O Mundo, alguma
vez mudara? E em dez dias? Como teria sido?
Nada como ir ler
para contar como foi.
No prefácio
desta edição a que Egon Erwin Kish dá o nome John Reed, o jornalistas das
barricadas, pode ler-se logo nas primeiras linhas:
«Combateu nas
barricadas. Sua arma era o lápis, como a arma do ferreiro, lutando a seu lado,
talvez fosse o martelo.
Mesmo examinada
do ponto de vista jornalístico, a actividade de John Reed foi admirável. Os
acontecimentos de uma semana, que seus colegas consideraram simples lutas
episódicas entre os partidos russos ou incidentes pouco importantes da guerra,
para John Reed foram dias que abalaram o mundo.»
Na abertura do
prefácio, datado de Nova Iorque 1 de Janeiro de 1919, John Reed escreve:
«Este livro é um naco de história intensiva – tal como
eu a vi. Nada mais pretende ser do que uma narrativa pormenorizada da revolução
de Novembro, quando os bolcheviques, à frente dos operários e soldados, se
apoderar.»
E a fechar:
«Na luta, as
minhas simpatias não ficaram neutrais. Mas, ao narrar a história daqueles dias
grandiosos, tentei ver os acontecimentos com os olhos de um repórter
consciencioso, interessado em registar a verdade.»
Quando aos 17
anos, mais coisa menos coisa, em plena ditadura de Salazar, se pega num livro
como Dez Dias Que Abalaram o Mundo só duas coisas poderiam suceder:
colocar de imediato o livro de lado, lê-lo com o encantamento de uma aventura.
Sim, o livro é
uma apaixonante reportagem, um livro honesto porque o autor declara de que lado
está.
Penso que a
vontade, a vontade e as ideias, têm um importante papel nos tempos da
adolescência.
Caminhos que nos
levam a tomar partido, não ficar naquela margem de não ser coisa nenhuma, nem
direita, nem esquerda. Ficar no meio, com uma ténue ideia, a possibilidade de
ver os dois lados.
Há uns anos,
numa entrevista, António Mega Ferreira que, necessariamente, terá lido John
Reed, dizia que o centro é uma cobardia, é uma falta de coragem, é para onde
convergem, direita ou esquerda, quando não têm coragem.
Mais tarde ou mais cedo temos de tomar partido, de
forma a parecermos humanos.
É comum ouvir
dizer que se chegou a determinado olhar sem ter passado por manifestos, pelos
mais variados ismos.
Porque também se
pode chegar a esse olhar, lendo, Albert Camus, Elio Vittorini, Roger Vailland,
Jorge Amado Roger Martin du Gard, Hemingway, Soeiro Pereira Gomes, uma lista de
nomes de todo interminável.
Em 1981, Warren
Beaty realizouRedsum filme que retrata a vida do jornalista John Reed.
Sem dúvida, passará à reforma dentro de dois meses. Um
outro chefe virá sentar-se aqui, fará o inventário, tomará posse de tudo. E
ele, para onde irá ele?
Há trinta anos que usa a farda da companhia. Trinta
anos sem uma censura; trinta anos sem um erro de escrita. E agora a reforma.
Impossível escapar-lhe, tal como à morte.
Para trás fica a carreira que se acaba: uma existência
de chefe de estação. Não é grande coisa; mas é uma existência que ele quis que
fosse exemplar. Em trinta anos não concedeu a si próprio outra alegria que a de
bem executar a sua tarefa; defendeu-se heroicamente contra todos os maus
hábitos aos quais cede o comum dos homens. Nem tabaco nem amante. Nem mesmo uma
esposa legítima (desde o momento que se detém uma parcela de poder, é preciso,
para o exercer, parecer insensível, não dar o flanco mostrando algum sinal de
fraqueza). As duas únicas distracções que se permitiu são de ordem intelectual:
a colecção de selos e a biblioteca; entre dois comboios compulsava de boa
vontade o álbum ou folheava um dos catorze volumes encadernados que lhe legara
o padrinho, amador de teatro;: a obra completa de Scribe. Fora disto, tudo fora
sacrificado a este ideal: ser um perfeito chefe de estação. E hoje, na véspera
de abandonar tudo, de se enterrar vivo, a satisfação do dever cumprido não traz
nenhuma compensação ao seu desespero.
Por um antigo Verão,
quando ainda havia Verão, em Almoçageme, quando Almoçageme ainda era uma pacata
aldeia, numa festa de bombeiros, quando ainda havia festas de bombeiros, o
Miguel apareceu com uma rapaziada francesa, altos, médios quadros de uma
importante empresa.
Sandes de isca para um
lado, bifanas para outro, caldo verde, pelo meio jarros de vinho tinto.
Eis senão quando, num
assomo de infantilidade a roçar a mais parva das idiotices, lembrei-me de
questionar os franceses sobre se conheciam Roger Vailland, Camus, Roger Martin
du Gard, Georges Brassens, Jean Ferrat, enfim, uma cachoeira de escritores e
cantores franceses, a que os rapazes, rigorosamente, disseram nada.
Boca-comentário para o lado:
ainda dizem que os portugueses é que são ignorantes!...
Corria o ano de 2007, Baptista-Bastos
numa entrevista ao Público, dizia:
Há tempos estive em França
e perguntei: “Como é que vamos de Roger Vailland. E ninguém sabia quem era. Vai
fazer agora 100 anos!”
Uma cadeia de hotéis do Reino Unido realizou, há
escassas semanas, um inquérito a dois mil alunos do ensino secundário para
testar conhecimento histórico e encontrou dados surpreendentes. A maioria dos
alunos, entre os 11 e os 16 anos, baralhou as personagens históricas e
contemporâneas e fez associações erradas.
Segundo o jornal The Independent, que divulgou os dados deste inquérito, a
maior parte dos adolescentes colocou Delia Smith (apresentadora de
programas de culinária), Jerry Hall (modelo) e Camila, duquesa da Cornualha e
mulher do herdeiro da coroa britânica Carlos, na lista de mulheres de Henrique
VIII.
Os inquiridos não souberam dizer que países
estiveram envolvidos na II Guerra Mundial e consideraram que Rod Stewart
(cantor), Bruce Forsyth (actor) e Alan Sugar (empresário) foram
primeiros-ministros durante esse conflito.
Quando foi pedido que identificassem William
Shakespeare, uma grande percentagem de inquiridos disse tratar-se de um
apresentador da BBC.
Já Nick Knowles, apresentador, foi identificado pelo menos
por um aluno como construtor das pirâmides e
Anne Frank, a adolescente judia que morreu no Holocausto, foi
identificada como apresentadora de um talk-show americano, a
Peste Negra como um grupo rock.
É de revolta em revolta que as sociedades se aperfeiçoam, que a civilização se estabelece, que a justiça reina… Liberdade de comércio, liberalismo de ensino, todas estas liberdades, como as chuvas fecundas do Verão, chegam nas asas da tempestade!
Nota do editor:
Durante o mês de Abril, irei apresentando uma série de livros que me acompanharam durante os tempos da ditadura.
Livros que, por isto ou por aquilo, ajudaram a formar uma consciência cultural e política.
A sua aparição não obedece a algum critério, e, naturalmente, muitos livros e autores irão ficar de fora.
Cresci rodeado de livros. Uma sorte, um privilégio, diga-se. Foi assim que tudo começou. Há os que não têm nem essa sorte, nem esse privilégio.
Os que têm de procurar são as pessoas que me merecem admiração, as pessoas de quem gosto, enquanto que os que têm livros à disposição, entendem que ler é uma grande maçada, ignoro-os, esqueço-me que existem, se bem que os oiça bolsar que os livros estão empoeirados, as canecas de cerveja ensinam melhor, a cerveja dá prazer, os livros apenas aborrecimento. Havia o hábito de, nas prateleiras mais altas, colocar os livros que se convencionava não serem lidos em determinadas idades. Lá em casa não havia essa regra. Os livros, todos, eram para serem lidos. Juntamente com os Salgari, os Walter Scots, os Júlio Verne, ter lido o Eça de Queiroz aos 13/14 anos foi uma aventura inesquecível. Naturalmente que, mais tarde, ao Eça tive que voltar, e não é por já tanto o ter lido e relido, que alguma vez deixarei de lhe bater à porta. Um livro de capa preta tinha o título de Dez Dias Que Abalaram o Mundo.
Tratava-se da edição basileira do livro de John Reed., um edição popular, publicada em 1945 pela Editorial Calvino Lda do Rio de Janeiro . O Mundo, alguma vez mudara? E em dez dias? Como teria sido? Nada como ir ler para contar como foi. No prefácio desta edição a que Egon Erwin Kish dá o nome “John Reed, o jornalistas das barricadas”, pode ler-se logo nas primeiras linhas: “Combateu nas barricadas. Sua arma era o lápis, como a arma do ferreiro, lutando a seu lado, talvez fosse o martelo. Mesmo examinada do ponto de vista jornalístico, a actividade de John Reed foi admirável. Os acontecimentos de uma semana, que seus colegas consideraram simples lutas episódicas entre os partidos russos ou incidentes pouco importantes da guerra, para John Reed foram dias que abalaram o mundo”. Na abertura do prefácio, datado de Nova Iorque 1 de Janeiro de 1919, John Reed escreve: “Este livro é um naco de história intensiva – tal como eu a vi. Nada mais pretende ser do que uma narrativa pormenorizada da revolução de Novembro, quando os bolcheviques, à frente dos operários e soldados, se apoderaram do poder governativo da Rússia e o colocaram nas mãos dos sovietes.” E a fechar: “Na luta, as minhas simpatias não ficaram neutrais. Mas, ao narrar a história daqueles dias grandiosos, tentei ver os acontecimentos com os olhos de um repórter consciencioso, interessado em registar a verdade”. (1) Quando aos 17 anos, mais coisa menos coisa, em plena ditadura de Salazar, se pega num livro como “Dez Dias Que Abalaram o Mundo” só duas coisas poderiam suceder: colocar de imediato o livro de lado, lê-lo com o encantamento de uma aventura. Sim, o livro é uma apaixonante reportagem, um livro honesto porque o autor declara de que lado está. Penso que a vontade, a vontade e as ideias, têm um importante papel nos tempos da adolescência. Caminhos que nos levam a tomar partido, não ficar naquela margem de não ser coisa nenhuma, nem direita, nem esquerda. Ficar no meio, com uma ténue ideia, a possibilidade de ver os dois lados. Há uns anos, numa entrevista, António Mega Ferreira que, necessariamente, terá lido John Reed, dizia que o centro é uma cobardia, é uma falta de coragem, é para onde convergem, direita ou esquerda, quando não têm coragem. Graham Greene, em “O Americano Traquilo” vai mais longe.: “ Mais tarde ou mais cedo temos de pomar partido, de forma a parecermos humanos”. É comum ouvir dizer que se chegou a determinado olhar sem ter passado por manifestos, pelos mais variados ismos. Porque também se pode chegar a esse olhar, lendo, Albert Camus, Elio Vittorini, Roger Vailland, Jorge Amado Roger Martin du Gard, Hemingway, Soeiro Pereira Gomes, uma lista de nomes de todo interminável. Em 1981 Warren Beaty realizou Reds um filme que retrata a vida do jornalista John Reed, protagonizado, entre outros, pelo próprio Warren Beaty, Diane Keaton, Jack Nicholson, Gene Hacmann.
(1) – A tradução de “Dez Dias Que Abalaram o Mundo”, aqui citada, é a de A. Dias Gomes para “Publicações Europa-América”, Maio de 1976.