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domingo, 18 de agosto de 2024

CANÇÔES DE ENTARDECERES


 Esperar o crepúsculo nestas janelas.

Não todos os dias, mas quando possível.

E o possível é quando? Já agora, o impossível também entra?

Certamente haverá quem não compreenda que dois tipos, um no 2º andar, o outro no 4º andar olhem os pôr-de-sol.

Os entardeceres batem à porta em cada dia.

Para onde vão quando os últimos lampejos ficam, por momentos, agarrados no horizonte?

«Na cidade quem olha par o céu?», perguntou um dia o poeta Carlos Queiroz.

Tratado de filosofia à vista!...

Acabamos, mais cedo ou mais tarde, por acreditar no silêncio.

No filme «Smoke» de Wayne Wang, com argumento de Paul Auster,  Auggie, dono de uma tabacaria em Brooklyn, explica a Paul, cliente, escritor e fumador de «Schimmelpennincks», que todos os dias, tira fotografias na esquina da Rua Três com a Sétima Avenida, às oito da manhã.

«Quatro mil dias seguidos com todos os tipos de tempo. É por isso que nunca passo férias. Tenho de estar no meu posto todas as manhãs. Todas as manhãs no mesmo sítio à mesma hora. É o meu projecto. Aquilo que se poderia chamar a obra da minha vida.

São todas a mesma coisa. Tem aí manhãs brilhantes de sol e manhãs sombrias. Tem aí a luz do Verão e a luz do Outono. Tem aí os dias de trabalho e os fins-semana. Tem aí pessoas de sobretudo e galochas e as pessoas de cações e T-shirts. Às vezes são as mesmas pessoas, às vezes são outras. E às vezes as outras tornam-se as mesmas e as mesmas desaparecem. A Terra gira à volta do Sol e todos os dias a luz do Sol incide na Terra com ângulos diferentes.»

Auggie, quase, quase, no final do filme ainda a filosofar com Paul:

«Merda. Se não podemos partilhar os nossos segredos com os amigos, que raio de amigo seríamos.»

A conversa vai longa, chegado é o tempo de pôr a rodar uma canção que, por não mera coincidência, faz parte da banda sonora de »Smoke» e é cantada pelo Senhor Tom Waits: «Innocent When You Dream»

Somos inocentes, enquanto sonhamos?

Ou voltar ao principio do filme quando Dennis, um outro cliente da loja de Auggie, aparece com uma T-shirt com estas palavras estampadas:

 «Se a vida é um sonho, o que é que se passa quando acordo?»


quarta-feira, 7 de agosto de 2024

CANÇÕES DE ENTARDECERES


Ah!, os entardeceres!...

Conheceu o Mário-Henrique Leiria na redacção do jornal República e passou a acompanhá-lo em algumas tardes no Bar Expresso, no Largo Trindade Coelho, mesmo ao lado do jornal.

O Mário é um tipo inclassificável, mas espantosamente fascinante.

Claro que poucos o conhecem e muitos menos o leem.

Pois é do Mário-Henrique o mote escolhido para o pôr-do-sol que o Rui Ornelas fotografou. O mote já, largamente, por este Cais foi (re)dito, mas acha-o, simplesmente brilhante e não hesita na sua repetição:

«… encostou-se no parapeito da janela aberta e ficou a olhar o entardecer discreto e melancólico.»

Falando-se de Mário-Henrique Leiria, tirando-se citação de um dos seus contos do Gin-Tonic, entendeu-se voltar a Françoise Hardy, precisamente a um dos seus álbuns a que chamou «Françoise-Gin-Tonic-Hardy», editado em 1980, e, naturalmente a canção seis da Face A que, justamente, Françoise chamou «Gin Tonic».

Dois gin-tonics, um bar de hotel, talvez em Londres, ou Paris, ou Berlim, mesmo Bruxelas, um piano triste palavras algo falsas, desencontradas, paraísos artificiais ditos indefinidos…

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

CANÇÕES DE ENTARDECERES

Os pôr de sol já andaram por aqui, em palavras e músicas.

Não lembra bem como tudo começou.

Há mais de 50 anos mora numa casa com vista que solta-se da Ponte Sobre o Tejo até ao aeroporto da Portela.

Por um dia, desatou a tirar fotografias de entardeceres com uma fatela máquina comprada em «loja de chineses».

Se não lembra como começaram, também não lembra com acabaram. O começo data de 6 de Junho de 2015, o fim de 7 de Dezembro de 2017, e, apesar de quase dois anos decorridos, há apenas 18 Entardeceres.

Não se sabe nunca que mistérios nos pode trazer um pôr de sol.

Se formos mais concretos, lembraremos sempre o que Chaplin em «Luzes da Cidade» diz: «A elegante melancolia do Crepúsculo.»

E ele agora volta aos pôr-do-sol porque, num golpe quase de mágica, descobriu que Rui  Ornelas, vizinho do 4º andar deste prédio com 51 anos, diariamente, nos finais do dia, tira fotografias, belíssimas fotografias, que nada, mesmo nada, têm a ver com as da sua máquina de «loja de chineses».

Aberto o pano para estes novos  entardeceres, neste primeiro de Agosto, primeiro de Inverno, lembra Françoise Hardy que há um mês, mais alguns dias, nos deixou e lembra-a na canção «Dis Lui Non», que um velho e querido amigo, o Pedro Freitas Branco, considera uma das melhores canções da década de 60.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

CANÇÕES DE ENTARDECERES


O pôr-do-sol em qualquer época do ano, o pôr do sol em qualquer canto do mundo.

É esse Sol poente que tomamos por uma aurora ou o que sobra da luz quando as tardes terminam tal como se lê na Nossa Senhora de Paris de Victor Hugo ou neste lindíssimo poema de Ruy Belo:

O pôr-do-sol em espinho não é o pôr-do-sol
nem mesmo o pôr-do-sol é bem o pôr-do-sol
É não morrermos mais é irmos de mãos dadas
com alguém ou com nós mesmos anos antes
é lermos leibniz conviver com os medici
onze quilómetros ao sul de florença
sobre restos de inquietação visível em bilhetes de eléctrico
Há quanto tempo se põe o sol em espinho?
Terão visto este sol os liberais no mar
ou antero de junto da ermida?
O sol que aqui se põe onde nasce? A quem
passamos este sol? Quem se levanta onde nos deitamos?
O pôr-do-sol em espinho é termos sido felizes
é sentir como nosso o braço esquerdo
Ou melhor: é não haver mais nada mais ninguém
mulheres recortadas nas vidraças
oliveiras à chuva homens a trabalhar
coisas todas as coisas deixadas a si mesmas
Não mais restos de vozes solidão dos vidros
não mais os homens coisas que pensam coisas sozinhas
não mais o pôr-do-sol apenas pôr-do-sol 

A canção escolhida é Sunset de Kate Bush.




domingo, 29 de outubro de 2017

CANÇÕES DE ENTARDECERES


A hora mudou esta madrugada.
Este é o primeiro pôr-de-sol dos novos dias, em que o Verão entrou pelo Outono dentro e parece não querer sair.
Uma citação de Horace McCoy, tirada do seu livro Os Cavalos Também se Abatem – um pôr-do-sol é mais importante que o peixe.
«A cor do Sol havia-se derramado em algumas nuvens delgadas, avermelhando-as. Lá longe, onde o Sol desaparecia, o oceano estava calmo, não parecendo de maneira nenhuma um oceano. Estava maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso. Algumas pessoas pescavam no cais, não prestando a mínima atenção ao pôr do Sol. Eram loucos. «Vocês precisam mais do pôr do Sol do que de peixe» disse-lhes em pensamento.»

Quanto a canções, bom, escolheu-se «Everybody Hurts» na grande versão dos R.E.M e uma interessante versão dos The Corrs.



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CANÇÕES DE ENTARDECERES



O Sol hoje pôs-se às 19,32 horas e deu-se o último pôr-de-sol do Verão.
Já estamos no Outono.
Peguemos nas páginas de O Principezinho de Antoine Saimt-Exupéry:

 Ah, principezinho, assim fui conhecendo, aos poucos, a tua vida melancólica. Durante muito tempo, apenas a doçura dos poentes te serviria de distracção. Tomei conhecimento deste novo pormenor no quarto dia, de manhã, quando me disseste:
- Gosto muito do pôr-do-sol. Vamos ver um pôr-do-sol...
- Mas é preciso esperar...
- Esperar o quê?
- Esperar que o Sol se ponha.
A princípio ficaste muito surpreendido e depois, riste-te de ti próprio. E disseste-me:
- Julgo sempre que estou no meu sítio...
Com efeito. Quando é meio-dia nos Estados-Unidos, o Sol , toda a gente o sabe, põe-se em França. Bastava ira França num minuto para assistir ao pôr-do-sol. Infelizmente, a França fica muito longe. Mas no teu planeta tão  pequenino, bastava-te afastar a cadeira dois ou três passos e contemplavas o crepúsculos sempre que desejasses…
- Um dia vi o pôr-do-sol quarenta e quatro vezes!
E algum tempo depois, acrescentavas:
- Sabes... quando se está muito, muito triste, gosta-se do pôr-do-sol...
- Então no dia das quarenta e três vezes estavas assim tão triste?
Mas o principezinho não respondeu.

A canção escolhida recaiu em I Believe I’m gonna love you.
Há mais de uma versão desta canção, mas apenas uma vale a pena registar: a que se ouve na voz de Frank Sinatra.


domingo, 13 de agosto de 2017

CANÇÕES DE ENTARDECERES


São diferentes os entardeceres dos domingos?
Digo que sim.
O poeta António Reis, dizia que «é o único dia que não repetimos e que dura menos.»
É este enlanguescer da natureza, este vago sofrer do fim do dia. Cores fabulosas, um fulgor que não conseguimos definir, que andam pelo cor-de-rosa, violeta, cor-de-laranja, cor de fogo. Um deslumbramento.
Um canção incontornável dos Simon and Garfunkel: Bridge Over Troubled Water.
A versão original e mais duas interpretações de arrebatar: Aretha Franklin e Roberta Flack.




terça-feira, 25 de julho de 2017

CANÇÕES DE ENTARDECERES


O Sol hoje pôs-se às 20,52 horas.
A fotografia foi tirada às 21,35 horas.
O regresso aos entardeceres.
Mário-Henrique Leiria nos seus Contos do Gin-Tonic:
«… encostou-se no parapeito da janela aberta e ficou a olhar o entardecer discreto e melancólico.»
Também o regresso das canções.
A escolha foi cair em Nature Boy, e percorrendo as dezenas e dezenas de versões, a escolheu recaiu nas interpretações de Ella Fitzgerald, Full Flava and Hagel Fernandez e Ney Matogrosso.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

CANÇÕES DE ENTARDECERES


A chegada do Outono assinala o regresso às Canções de Entardeceres.
O crepúsculo deslizando lentamente, o barulho de uma rolha que salta de uma garrafa.
Nunca sabemos o mistério que nos pode trazer um pôr-do-sol.

You've got a Friend é a canção escolhida.
 As interpretações de Stacey Kent e, inevitavelmente, James Taylor.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES



Hoje, primeiro dia de Inverno, o dia mais pequeno do ano, esteve gélido, mesmo tempo de Natal.
Receei, dado o tempo nebuloso que fez, que não conseguisse fazer o primeiro pôr-do-sol do Inverno, agora que estamos quase a tocar o Natal.
O pôr-do-sol acontecia pelas 17,20 horas e eis que, no último suspiro do dia, o Sol rompeu as nuvens e apresentou-se.
Fica guardado.
A Aida tem andado a apresentar as suas Canções de Natal e seria repetitivo trazer mais.
Assim, escolhi Over the Rainbow que, não sendo uma Canção de Natal, quadra bem com a época.
Interpretações de Judy Garland de O Feiticeiro de Oz e a do muito estimado Tony Bennett.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


Entardecer outonal, momento levemente melancólico e propício a divagações.
O calendário mostra-nos que vivemos o Outono.
Mas tradição ou não, temos assistido a um verdadeiro Verão de São Martinho.
Houve que voltar a ir buscar roupas mais leves, que já estavavam guardadas à espera dos dias quentes.
A última vez que por aqui estivemos, foi precisamente no começo do Outono.
Smile, é a canção escolhida para este suave entardecer.
As versões de Chris Botti e de Jimmy Scott.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


Primeiro entardecer do Outono.
Uma cor laranja, derramando uma luz amigável, muito serena.
A visibilidade dos afectos.
Albert Camus que nos diz que o Outono é outra Primavera, cada folha uma flor.
Chega-se a este ponto e voltamos a reaprender o Outono.
Os pássaros voltarão em Março.
A canção escolhida para este entardecer é La Vie En Rose.
As interpretações de Diana Krall e Louis Armstrong.



sábado, 19 de setembro de 2015

CANÇÔES DE ENTARDECERES


Hoje, o sol pôs-se às 19,40 Horas.
Não se sabe nunca que mistérios nos pode trazer um por de sol.
O pintor que foi a Marvão para pintar.
Num lento entardecer, entrevê a beleza única, as comportas abertas para o sonho e a vida.
Não hesitou: compra uma casa e arruma os pincéis e não mais lhes toca.
Os romanos diziam que em Marvão se estava acima do voo dos milhafres.
Ou como José Saramago escreveu na sua Viagem a Portugal:
«Compreende-se que, neste lugar do alto da torre de menagem do castelo, o viajante murmure respeitosamente:
«Que grande é o mundo».

Para este findar de tarde escolhemos a A Kiss To Build a Dream.
Interpretações de Sheila Cooper e Louis Armstrong.




sexta-feira, 4 de setembro de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


Fósforo apagado não volta a acender-se.
Não é isso que se passa com o Sol.
Amanhã acordará às 07,07 horas e hoje pôs-se às 20,03 horas.
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos de todos os filósofos e de todos os poetas, tal como disse o Sr. Fernando Pessoa disfarçado de Alberto Caeiro.
Entretanto olhamos a matéria indefinível dos sonhos.


A canção escolhida para o entardecer de hoje é When You Say Nothing at All que aparece na banda sonora desse amável filme que é Notting Hill, em que Julia Roberts consegue pôr o canastrão do Hugh Grant a representar qualquer coisinha de jeito.

No filme a canção é interpretada por Ronan Keating, mas uma outra versão, a de Alison Kraus, é a cereja no topo do bolo. 



terça-feira, 1 de setembro de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES



O sol hojepôs-se às 20,08 horas.
Estão complicados os por-de-sol deste quase findar de Verão.
Agosto foi um mês imprestável e Setembro segue-lhe os passos.
Mas também existem entardeceres com nuvens.
E há inda um risco branco que é tão só um avião a cruzar o céu.

A música escolhida é Broken Bicycles da autoria de Tom Waits e que faz parte da banda sonora desse lindíssimo filme de Coppola Do Fundo do Coração.
Interpretações de Anne Sophie von Otter e Elvis Costello e, como não poderia deixar de ser, de Tom Waits. 



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


Vergílio Ferreira no seu Conta-Corrente
Entardece devagar. Uma melancolia vaga pois lenta nas coisas, procura incerta a razão de ser triste. Todo o presente e futuro se esfumam em passado. A sagração do silêncio.
O sol hoje pôs-se às 20,35 horas.

A canção escolhida para hoje foi Nature Boy.
As vozes de George Benson, Nat King Cole e Ney Matogrosso numa espantosa interpretação.






terça-feira, 11 de agosto de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


E contudo, ela move-se.
Em redor do Sol.
Sol que, em cada dia, oferece espectáculos esplendorosos.
No amanhecer, no anoitecer.
Qual deles o mais deslumbrante.
Para saber das razões que tanta gente o prefere quando se despede de mais um dia.
Talvez pela solidão dos crepúsculos, como se lê em O Diabo Sobre as Colinas do Pavese.
Ou naquele Crepúsculo, poema de Gedeão:

Cai a tarde, dentro e fora.
E agora, ao caír da tarde,
frio, caminho, por fora,
face estranha à tarde que arde
na hora que cai agora.
Adeus, tarde. Vou-me embora
antes que seja mais tarde.
Não quero ser leão covarde:
quando tem dentes, devora,
quando os não tem, geme e chora,
anjo falso que se inflora
à hora em que cai a tarde.
Oh não quero! Vou-me embora
antes que seja mais tarde.
Para quê sentir agora
se agora é a hora da tarde?
Não há nada que nos guarde,
nem defenda nem resguarde
do que na hora é outrora.
Chora, chora, chora, chora.
Não chores mais. Vai-te embora
antes que seja mais tarde.


O sol, hoje, pôs-se às 20,36 horas, mas às 20,30 deixei de o ver, apenas o clarão, escondido que ficou escondeu-se por detrás de um dos mamarrachos que, estupidamente-verdadeiro-crime de lesa-pátria, deixaram construir nos terrenos do Técnico.
A escolha musical recaiu em Tennessee Waltz, interpretações de Simone Kopmajer e da incontornável Patti Page.



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


A tarde inclina-se.
Os dias lentamente, muito lentamente, vão sendo mais curtos.
Não tardará que o nosso espanto se situe no ponto de verificarmos que o Verão está a chegar ao fim.
Já houve o primeiro de Agosto que os velhos dizem que é o primeiro de Inverno.
Algures em Mão Direita do Diabo, Dennis McShade, aproxima-se da janela para ficar a ver o espectáculo do dia a nascer, como uma criança que foi pela primeira vez ao circo.
O mesmo sentimento ao olhar o sol a desaparecer para lá do fio do horizonte,
O sol hoje pôs-se às 20,46 horas. 

A canção para o entardecer de hoje é Every Breath You Take.
Escolheram-se as interpretações de Karen Souza e dos The Police. 





terça-feira, 21 de julho de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES



Em Os Pescadores, Raul Brandão confidencia que se fosse pintor passava toda a vida a pintar o pôr do Sol à beira-mar.

Um espectáculo extraordinário.

Fernando Pessoa, na pele de Alberto Caeiro, tem sobre os entardeceres uma visão feliz:

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
 


O sol hoje pôs-se às 20,58 horas.

A canção escolhida para hoje é I Can See Clearly Now.

As versões são do Holly Cole Trio e de Jimmy Cliff




quinta-feira, 16 de julho de 2015

CANÇÕES DE ENTARDECERES


Estou na paisagem onde a linha do horizonte é sempre a fronteira da nostalgia
e a solução um penacho de fumo
o meu coração fumegando na linha do horizonte

Alexandre O' Neill em Poemas Com Endereço

O sol hoje pôs-se às 21,01 horas.

Comes Love é a canção deste findar de dia.
Interpretações  de Robin McKelle e Billie Holiday.