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terça-feira, 26 de maio de 2026

À LUPA

Dentro de Greguerías, aforismos de Ramón Gómez de la Serna, encontrei um guardanapo de café ou tasco, com esta frase de José Sócrates, enquanto ministro do Ambiente e citada do Dna de 16 de Setembro de 2000:

 «Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, primeiro-ministro?»
«Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite.»

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

SOLTAS


Francis Ford Coppola produz vinhos para fazer os filmes que quer sem depender dos estúdios.

 «Sou apenas uma folha no vento. Fiz quase vinte filmes, muitos deles interessantes. Fala-se sempre nos altos e baixos da minha carreira, mas os meus verdadeiros “flops”, os que não fizeram dinheiro ou não tiveram aplausos ou prémios, foram apenas quatro: Do Fundo do Coração, Rumble Fish, Jardins de Pedra e Cotton Club. Acho que os meus “flops”,  são dos mais interessantes que algum realizador teve, porque eram filmes que tentavam ser diferentes. Sei que as pessoas pensam em mim primordialmente como realizador de O Padrinho, porque foi O Padrinho que o público realmente gostou. Estou a tentar fazer os filmes que quero e sempre a adiá-los para ganhar o dinheiro para pagar as dívidas dos filmes que fiz. Nestes últimos dez anos tenho estado sobretudo ocupado com a minha própria sobrevivência.»

1.

«São breves as flores dum cacto e tardam a nascer. Quando nascem vêm embrulhadas numa penugem que faria inveja ao papel de seda e abrem-se perfeitas, como peças de porcelana fina. Como uma dedicatória num “Livro da Noite” que dizia assim:

“Para ti, a fraternidade de quem escreve livros com a noite para que outros dias sejam possíveis”.»

2. 

Epitáfio do poeta Nicolas Guillen;

«Aqui estou. Lamento tê-los feito esperar tanto tempo.»

3.

E a sua inteligência parecia ser daquelas que acendem fósforos à distância.

4.

Até amanhã é uma primavera de abraços que se adia.

5.

Viagens.

Partir é bom, mas regressar é excelente.

6.

Não necessito de resposta. A dúvida delicia-me longamente.

7.

Em 1999, Marcelo Rebelo de Sousa coordena e publica a Fotobiografia de Baltasar Rebelo de Sousa, seu pai, ministro da ditadura e governador-geral de Moçambique.

O livro foi apresentado num velho restaurante da marginal, junto a S. João do Estoril.

Ness e restaurante, nos anos 50, Baltazar Rebelo de Sousa reunia-se com o seu grupo político numa mesa redonda sempre reservada. Jantavam, cavaqueavam, com música de fundo do Conjunto Shegundo Galarza.

A lagosta àTherminor, um clássico da culinária francesa, custava 48 escudos.

8.

O julgamento de José Sócrates volta a ser adiado porque a advogada nomeada, renunciou invocando que dez dias que a juíza lhe deu para consultar o processo não é tempo suficiente.

O processo é absolutamente gigantesco: tem 300 mil páginas, 126 apensos, tem 400 horas de escutas telefónicas.

9.

Chega de mortes. Chega de destruição.

 ONU diz que guerra na Ucrânia é “uma mancha na nossa consciência coletiva”

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO

 O julgamento de José Sócrates é uma verdadeira novela mexicana.

Adensa-se a ideia de que tudo irá prescrever.

De uma notícia de Ana Henriques no Público de hoje:

«A juíza que dirige o julgamento da Operação Marquês decidiu indicar uma advogada oficiosa para representar o principal arguido do processo, o antigo primeiro-ministro José Sócrates, cujo representante legal não pôde comparecer na sala de audiências por se encontrar internado no hospital. Porém, a defensora Inês Louro resolveu pedir escusa, alegando objecção de consciência por ser do Chega, partido que muito tem falado deste caso judicial. Candidata à presidência da Câmara de Azambuja nas últimas eleições, a advogada renunciou ao cargo de vereadora antes da tomada de posse.»

quinta-feira, 10 de julho de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Aparentemente acabaram os palavrosos «shows» de José Sócrates no antes e no depois das sessões do seu julgamento.

Hoje, cansados das críticas que vinha fazendo aos meios de comunicação social, os jornalistas deixaram-no a falar sozinho.

Já não era sem tempo! 

sexta-feira, 21 de março de 2025

OS DIAS VISTOS DO CAFÉ DO MONTE

«Cavaco Silva, José Sócrates, Luís Montenegro. Alguém devia estudar esta obsessão dos políticos lusitanos pelo imobiliário.

Uns dizem que a frase foi proferida por um anarquista mexicano, outros garantem tê-la ouvido pela primeira vez da boca de Che Guevara.

Para quem não sabe, Che Guevara, de seu nome de baptismo Ernesto Guevara de la Serna (não confundir com o espanhol Ramón Gómez de la Serna​ de quem aproveito para recomendar todos os livros traduzidos entre nós — e são vários), foi um revolucionário argentino com papel preponderante na luta cubana contra o ditador Fulgencio Batista – após o derrube do governo de Batista, chegou a ministro do novo governo dirigido por Fidel Castro – acabando por ser executado em território boliviano em Outubro de 1967, capturado pelas Forças Especiais da Bolívia assessoradas pela CIA. Enterrado, então, em parte incerta, as mãos decepadas enviadas para os EUA para confirmação de identidade, sobreviveria por vários anos em T-shirts e posters onde vinha impresso o seu rosto em grande plano coroado pela inevitável boina, pendurados, os posters, nas paredes dos quartos de adolescentes e jovens adultos que lhe admiravam, e invejavam, a rebeldia e coragem.»

Ana Cristina Leonardo na crónica de hoje publicada no Público.

segunda-feira, 17 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Segundo os jornais e as televisões do dia de hoje, ficou a saber-se que foi marcado o julgamento da «Operação Marquês» para o dia 3 de Julho.

Será desta que acontecerá o julgamento?

Nunca se sabe, e José Sócrates já disse que não concorda com a decisão, e utilizará «todos os meios» para contestar a decisão.

Recuando no tempo, sirvo-me do livro Pela Boca Morre o Peixe de João Pombeiro, editado pela Esfera dos Livros para lembrar uma resposta a uma entrevista de José Sócrates enquanto ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território em 16 de Setembro de 2000:

 «Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, primeiro-ministro?»

«Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite.»

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

NOTÍCIAS DO CIRCO


 Manuel Pinho, ex-ministro de José Sócrates, está em prisão domiciliária desde 15 de Dezembro de 2021.

Segundo o Ministério Público  terá beneficiado a EDP em 1,2 mil milhões de euros e é ainda suspeito de ter recebido uma avença mensal de 15 mil euros através do chamado saco azul do Grupo Espírito Santo,

O Juiz Carlos Alexandre, a pedido do Ministério Público mandou arrestar três imóveis a Manuel Pinho e outros 10 à sua mulher. A pensão de 15 mil euros foi congelada. Ex-ministro, passa a receber 2.115 euros por mês.

Legenda: recorte de uma 1ª página do Expresso.

domingo, 4 de julho de 2021

NOTÍCIAS DO CIRCO


José Sócrates, Ricardo Salgado, Joe Berardo, juntos e ao vivo, foram pivots de manigâncias que provocaram enormes prejuízos na banca.

Prejuízos que há longos anos, a grande parte dos idiotas deste país têm vindo a pagar.

Que essas trafulhices, só recentemente tenham provocado intervenção policial, causa o pasmo dos idiotas-pagantes do país.

Que, em tempo corrente, o clã-SONAE, farinha do mesmo saco, tenha dito que o trio de artistas-mafiosos tinham trafulhado a OPA da PT, apenas provocou sorrisos da gente esclarecida que esclareceram serem eram apenas palavras de rapaziada com dor de cotovelo.

Clara Ferreira Alves, excelsa pluma caprichosa do reino, contou na 5ª feira na SIC-Notícias que, enquanto presidente da Casa Fernando Pessoa, solicitou a Joe Berardo uma esmola de 500 euros para uma qualquer iniciativa pessoana que não especificou. Reuniu com o artista, aturou-lhe a parvoeira, a conversa a atirar para o marialvismo, para o nazismo, para sabe-se lá mais o quê, mas já muito agoniada saiu porta fora.

Contou então aos espectadores do «Eixo do Mal» que, tão frustrada, tão, tão o que não conseguiu especificar bem, depois daquilo, teve que ir beber champanhe.

E onde estão os abraços calorosos de António Mega Ferreira quando o trafulha-madeirense-sul-africano, espetou, no CCB, num negócio de bradar aos céus, com a sua colecção de quadros? 

Tudo isto é de uma tristeza sem fim. 

domingo, 18 de abril de 2021

O QUE DEVEMOS A JOSÉ SÓCRATES...

 

Sem que muitos tenham dado por isso, um dos grandes atentados que o povo português, nos últimos anos sofreu, chama-se Acordo Ortográfico 90.

A ideia rebenta, nesse ano, num dos consulados de Cavaco Silva.

José Sócrates, quando se apanha em primeiro-ministro do reino, determina e manda publicar a execução oficial do monstro.

Curiosamente, tanto o dono da ideia, como o seu concretizador, são rapazes de um evidente analfabetismo cultural e, quando ouvem falar em cultura, só não puxam da pistola porque enfim…

Lembrar que os restantes países de língua oficial portuguesa borrifaram-se para a determinação governamental, o que a transforma num justo, claro e declarado enxovalho para a nação.

Devemos ainda lembrar os escritores, os editores, os jornais, que, de imediato, decidiram dar andamento ao vómito socrateano.

Não sei como toda essa gente consegue dormir!

sábado, 17 de abril de 2021

NOTÍCIAS DO CIRCO


«Cheguei à livraria e não encontrei o livro do José Sócrates e pensei: o Carlos Santos Silva já passou por aqui.»

Ricardo Araújo Pereira, ontem, no Governo Sombra

sexta-feira, 16 de abril de 2021

COM TODA A SERIEDADE...


José Sócrates, numa entrevista a Clara Ferreira Alves dada em tempos idos, terá dito que lera a Metafísica dos Costumes de Kant, p'raí umas dez vezes. 

Vitor Dias, autor de O Tempo das Cerejassabe que vai morrer sem ter lido sequer um quarto de O Capital, «embora tenha repetido a leitura de muitas obras de Raymond Chandler».

sexta-feira, 9 de abril de 2021

DOS REBOTALHOS E COISAS ASSIM...


Se o cidadão-português-vulgar-de-lineu já muitas dúvidas tinha em relação à Justiça portuguesa, irá deitar-se, esta noite, ainda mais depressivo, apreensivo, amedrontado.

Da leitura pública do despacho de pronúncia, montado pelo juiz Ivo Rosa, 6.700 páginas de prosa, da acusação do Ministério Público contra José Sócrates, Ricardo Salgado e outros, ressalta que a maior parte das acusações já prescreveram, outras o juiz entende que o Ministério Público não fez com competência o seu trabalho.

Apenas 5 dos 28 arguidos vão a julgamento.

Sócrates será  julgado por seis crimes: três de branqueamento de capitais e três de falsificação de documentos, Ricardo Salgado será julgado por três crimes de abuso de confiança, Armando Vara será julgado por um crime de branqueamento de capitais, João Perna, o motorista de Sócrates, será julgado por detenção de arma proibida.

O juiz Ivo Rosa reduz, quase a cinzas, o megaprocesso, Operação Marquês, elaborado pelo Ministério Público, que vai recorrer da decisão.

Este processo que já demorou sete anos e qualquer coisa, arrisca-se a ser concluído lá para o ano 2026.

A justiça portuguesa sai arrasada e desfeita desta diatribe de Ivo Rosa que, ao que dizem os entendidos-más-línguas tem contas a ajustar com o Ministério Publico e com o Juiz Carlos Alexandre e aproveitou a oportunidade para os deitar abaixo. O que poderia ser dirimido num qualquer tasco, teve, durante a tarde do dia de hoje, o palco da Campus Justiça, os holofotes das televisões.

Já o entardecer acontecia na cidade, quando as televisões ainda apanharam Sócrates, numa esplanada do Parque das Nações, com os seus advogados, a beber uns fininhos e a comer umas sandes mistas em pão de forma.

Não resistiu em afirmar que «todas as grandes mentiras da acusação caíram» e, cereja no topo do bolo,  quer voltar à política.

Chegará?!

E será possível, neste país, alguém ser condenado por corrupção?

1.

 Foi hoje anunciado que a 92.ª edição da Feira do Livro de Lisboa vai realizar-se entre 26 de Agosto e 12 de Setembro, no Parque Eduardo VII, com as mesmas condicionantes do ano passado. mas o importante é que os livros venham para a rua, possam ser olhados, folheados.

2.

Um restaurante em Lisboa abriu, na quarta-feira, ilegalmente as suas portas para que um grupo de gente famosa pudesse assistir à transmissão televisiva do Porto com o Chelsea.

Não li a notícia, apenas o cabeçalho.

Alguém foi preso? Alguém pagou multas?

Há dias, um desgraçado foi multado pela Polícia Municipal, à porta da leitaria do bairro, porque estava a comer «gomas».

3.

Nos últimos 45 anos fecharam mais de mil quilómetros de linhas ferroviárias, e três capitais de distrito, Viseu, Vila Real e Bragança ficaram sem acesso ao comboio.

 4.

Disse Ana Sousa Dias:

«O acto amoroso, caramba, é muito mais complicado para um homem do que para uma mulher. Nós temos esse lado de concha sempre pronto, mesmo que o desejo não nos assista, o nosso corpo faz-se pronto, e o deles não, têm de estar sempre a prestar a prova disso. Essa sim, é uma grande diferença.»

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

HÁ TANTOS NEGÓCIOS QUE CORREM MAL... O DELE FOI UM DESSES!!!


Ter o exacto pressentimento de que não me deveria meter nisto.

Claro que ainda se pode dizer que vivemos os últimos dias da estação estúpida, mas – bolas! – nunca fui homem de ferro e não seria agora que passava a ser.

Ida ao barbeiro para aparar os poucos cabelos que restam,

O senhor Vítor é o barbeiro do bairro – devo-lhe, há anos, um texto com fotografias e tudo, a colocar aqui no Cais - , que há largo tempo frequento.

Apesar de ser Verão, cheguei e o senhor Vítor ainda estava às voltas com um cliente. Tempo de esperar e folhear os jornais e revistas que por ali estão. Os clientes compram, lêem, dão duas de conversa com o Sr. Vítor e deixam-lhe as revistas e os jornais para desfrute da clientela.

Peguei numa revista-dita-dor-de-rosa porque na capa vinha o ex-Dono Disto Tudo.

Fiquei basbaque a olhar para aquilo e digo-vos, desde já, que foi algo que me perturbou até ao limiar do vómito.   

Calculava que as coisas assim se passassem, ia dizendo não pode ser possível, mas está ali tudo, ou quase tudo.

A personagem continua a fazer a faustosa vida que sempre fez.

As férias na Comporta – as finanças já não tinham tomado conta daquilo? – têm algumas variantes: já não vão com tanta frequência aos restaurantes caríssimos da zona, o «Sal» ou o «Sublime», preferem encomendar a comidinha que prontamente lhes é levada a casa, e já não utilizam cartões, tudo é pago em dinheiro.

Por detrás de tudo isto estão todos os coniventes na enganosa e derradeira «expansão» do BES: o governador do Banco de Portugal, o ex-presidente Cavaco Silva –«para serem mais honestos do que eu têm de nascer duas vezes.» - todos os capachos e capachinhos que viveram à sombra das salgalhadas do BES.

Gente que devia estar a pão-e-água numa prisão ou num asilo.

Mas não, passeiam-se por aí, gozam férias paradisíacas, vestem bem, comem do melhor, deslocam-se em carros topo-de-gama.

Gente ingénua, também gananciosa, embalada por cantos de sereia, entregou-lhes as poupanças de uma vida.

Ficaram sem nada.

Uns não aguentaram o embate e suicidaram-se.

Outros estão a sobreviver rodeados de terríveis dificuldades.

Tenho a velada (?) ideia de que os casos de justiça que envolvem José Sócrates, Ricardo Salgado, outros personagens, acabarão por não dar em nada.


Os olhos continuam incrédulos a mirar a revista de sargeta, que peço emprestada ao senhor Vítor para fazer o recorte testemunhante.

Escreve o repórter: «houve muita gente que pensava que Ricardo Salgado não voltava a por os pés na sua amada Comporta, mas tal não tem acontecido. Compra os jornais na papelaria da povoação e ninguém esconde a simpatia que nutrem pelo casal. Diz o proprietário: «São meus amigos. Gosto muito dele, é muito educado e atenciosos dá sempre os bons dias e pergunta se está tudo a correr bem. Aqui a gente protege-o muito e evita dizer se ele está ou não, para não o incomodarem nas férias. O que dizem dele até pode ser verdade, mas a meu ver, há tantos negócios que correm mal… o dele foi um desses.»

Ainda o repórter: «Cristão praticante, mesmo estando de féria, Ricardo Salgado não falta às homilias semanais numa igreja local.»

Se esse tal Deus existe, e só ele sabe da tranquilidade do meu ateísmo e do respeito que tenho pela fé dos outros, apresto-me a gritar:

«Deus, não lhes dês o perdão porque eles sabem o que fazem!»

Esta gentalha merece todo o meu desprezo.

Estou desesperado, continuo a ter o exacto pressentimento de que não me deveria meter nisto… claro que não sou de ferro... também faz-se tarde e, como diria o Astérix, tenho um javali ao lume.

domingo, 20 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS DO CIRCO


A 3 de Dezembro do passado ano, o Público estava convencido que Armando Vara tão cedo não transporia os portões de uma prisão.

Havia uma série de habilidades em curso que possibilitariam que Armando Vara continuasse a passar pelos intervalos da chuva.

Mas um recurso apresentado ao Tribunal Constitucional foi rejeitado e, desde quarta-feira é o recluso 49 do Estabelecimento Prisional de Évora onde cumprirá pena de cinco anos de prisão no âmbito do processo «Face Oculta».

O catequista Marques Mendes disse na SIC:

«Armando Vara é apenas uma ponta do icebergue de uma rede muito poderosa que durante 20 anos, ou mais, existiu em Portugal, uma rede liderada por Sócrates, Vara e Carlos Santos Silva, que começou a operar ainda no tempo de Guterres, nos anos 90 e que foi até ao fim do consulado de Sócrates».

E nos finalmente proferiu:

«Armando Vara, para ajudar a destruir a CGD e o BCP, não teve apenas o aval de Sócrates. Teve também a aprovação do Banco de Portugal».


A Alexandra, personagem do José Cardoso Pires, sempre disse:

«Isto não é um país, é um sítio mal frequentado».

Teremos cadeias suficientes para todos os armandos varas que pululam por aí?

terça-feira, 8 de maio de 2018

ETECETERA


Para evitar qualquer situação de mal-entendido, digo que sou completamente contra qualquer tipo/género  de assédio sexual.

Mas, percebendo a problemática, gostaria de deixar dito que toda esta gente levou bastante tempo a fazer as denúncias e as revelações que, agora, saltam em cada dia abrangendo as mais variadas gentes. 

Sim, a vida é difícil…

O velho recorte que antecipa este apontamento é de autoria da jornalista Antónia de Sousa e foi publicado no Diário de Notícias há uns bons 30 anos.

Está lá tudo!

Os salários em atraso, os contratos a prazo, a precaridade do emprego tornaram as mulheres mais vulneráveis à chantagem sexual nos locais de trabalho.

Lembram-se da grande crise nas empresas têxteis do Vale do Ave?

E a chantagem, não é muitas vezes exercida pelos patrões, mas por chefes e chefinhos, encarregados e encarregadinhos, que se aproveitam das fragilidades das trabalhadoras para as seduzir.

Há quem resista mas a esmagadora maioria são mulheres que não aparecem em público a denunciar as chantagens.

Por vergonha, por medo.


Voltando ao escândalo que envolve a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, referido no último Etecetera, é muito importante ler o artigo de  Ana Sousa Dias, no Diário de Notícias. de sábado.

Começa assim:


Mais uma citação:

E tudo por causa de um rastilho acendido em outubro do ano passado por múltiplas denúncias de que um certo Harvey Weinstein usava e abusava do seu poder de produtor de cinema para conseguir sexo. É uma história do género O Rei Vai Nu. Aquela coisa de"toda a gente sabe mas ninguém fala nisso", como aconteceu com a pedofilia na Igreja Católica ou, por cá, com as histórias escabrosas da Casa Pia, sobre as quais já se percebeu que nunca saberemos nada que se aproxime de verdade.

TEMPOS SOCRÁTICOS

O ganda noia Marques Mendes, na sua prática dominical na SIC, largou, ontem, a ideia de que José Sócrates vai fazer tudo para perturbar a vida ao Partido socialista e embaraçar António Costa. 

«José Sócrates é vingativo» afirmou.

A jornalista Fernanda Câncio, que manteve relação próxima com José Sócrates, em artigo no Diário de Notícias afirma que o ex-primeiro-ministro enganou toda a gente.

E por onde anda Manuel Pinho?

AVISO

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisou, em entrevista à Rádio Renascença que pode antecipar as eleições legislativas se o Orçamento:

«É tão fundamental para mim, que uma não aprovação do Orçamento me levaria a pensar duas vezes relativamente àquilo que considero essencial para o país, que é que a legislatura seja cumprida até ao fim».

NÚMEROS DA POBREZA

Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que, em 2017, dois milhões e 399 mil portugueses estavam em risco de pobreza ou exclusão social, ou seja, menos 196 mil pessoas do que no ano anterior.

Do total de pessoas em pobreza ou exclusão social, 18% (431 mil) eram menores de 18 anos, enquanto 18,8% (451 mil) eram pessoas com 65 ou mais anos.

sábado, 5 de maio de 2018

ETECETERA


Em 2018, passam 20 anos sobre a atribuição a José Saramago do Prémio Nobel da Literatura.

Maria do Rosário Pedreira lembra no seu blogue Horas Extraordinárias:

«Há uns anos, pediam aos membros do P.E.N. uma sugestão de um autor português que devesse ser candidato ao Prémio Nobel, e o nome do escritor que colhesse mais «votos» era depois encaminhado para o P.E.N. Internacional que, suponho, teria voto na matéria e poderia propor nomeações. Eu puxei sempre a brasa à minha sardinha (de poeta) e indiquei, enquanto foi viva, Sophia de Mello Breyner e, depois, embora soubesse que provavelmente o recusaria, Herberto.»

Miguel Torga será o escritor português que mais vezes foi, pelos seus pares, indicado para o Prémio Nobel da Literatura.

Passou despercebida a notícia de que a Academia Sueca pediu formalmente à Academia das Ciências de Lisboa a indicação de um candidato ao próximo Prémio Nobel da Literatura:

«Em nome da Academia Sueca temos a honra de vos convidar a nomear, por escrito, um candidato (ou candidatos) ao Prémio Nobel da Literatura para o ano de 2018.

Os membros da Classe de Letras da Academia de Ciências de Lisboa indicaram os nomes de Manuel Alegre, o mais votado, e Agustina Bessa-Luís.

Provavelmente, António Lobo Antunes, o eterno candidato português, não terá apreciado o gesto dos membros da Academia.

Mas tudo foi em vão.

Soube-se, hoje, que este ano não haverá Nobel da Literatura.

A Academia Sueca ficou sem quórum depois da última demissão e, por esse motivo, o prémio não pode ser atribuído. O impasse resulta do facto de, embora demissionários, os membros da Academia não poderem ser substituídos enquanto forem vivos.

Tudo começou em Novembro do ano passado, com o escândalo que envolve o fotógrafo Jean-Claude Arnault, marido da poeta Katarina Frostenson, um dos membros mais proeminentes da Academia: Arnault é acusado de assédio sexual por dezoito mulheres, mas, indiferente à controvérsia, Katarina Frostenson só se demitiu há poucas semanas.

Trata-se da primeira vez que, em tempo de paz, o prémio não é atribuído.

O Nobel da Literatura foi, tal como os das restantes categorias, sete vezes não atribuído durante as guerras mundiais do século passado mas nunca por outros motivos.

Questionado pelo Diário de Notícias pela não atribuição do Nobel da Literatura, António Lobo Antunes reagiu assim:

 «O assunto Nobel não me interessa.»

A PROCISÃO AINDA NÃO SAÍU DO ADRO

Depois das declarações de António Costa, Carlos César, Fernando Medina, António Arnaut e João Galamba, proferidas nas últimas horas, José Sócrates abandonou o Partido Socialista.

Em artigo, publicado no Jornal de Notícias esclarece:

«Durante quatro anos suportei todos os abusos: a encenação televisiva da detenção para interrogatório; a prisão para investigar; os prazos de inquérito violados sucessivamente como se estes não representassem um direito subjetivo que não está à disposição do Estado; a campanha de difamação urdida pelas próprias autoridades com sistemáticas violações do segredo de justiça; o juiz expondo na televisão a sua parcialidade com alusões velhacas; a divulgação na televisão de interrogatórios judiciais com a cumplicidade dos responsáveis do inquérito.
Na verdade, durante estes quatro anos não ouvi por parte da Direcção do PS uma palavra de condenação destes abusos, mas sou agora forçado a ouvir o que não posso deixar de interpretar como uma espécie de condenação sem julgamento.» 

O primeiro-ministro António Costa mostrou-se surpreendido porque «não há qualquer tipo de mudança da posição da direção do PS sobre aquilo que escrupulosamente temos dito desde o início: separação entre aquilo que é da justiça e aquilo que é da política.»

Mas respeita a decisão de José Sócrates.

A FECHAR

«Ordinariamente, todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações, e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal  são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»

Eça de Queiroz no Distrito de Évora em 1917

sexta-feira, 4 de maio de 2018

ETECETERA


O cerco aperta-se em redor do personagem Manuel Pinho:

«A confirmar-se é uma situação incompreensível e lamentável», diz Carlos César.

O líder parlamentar do PS, Carlos César, afirmou que o Partido Socialista «sente-se envergonhado» em relação ao ex-ministro Manuel Pinho, caso sejam confirmadas as suspeitas de que é alvo.

Questionado sobre o caso José Sócrates, Carlos César admite que a vergonha «até é maior», dado tratar-se de um ex-primeiro ministro.

BOB DYLAN

Bob Dylan vai lançar em Maio uma marca de uísques, a "Heaven's Door", num negócio para o qual conseguiu angariar mais de 28 milhões de euros de investidores.
«Este é um grande uísque», afirmou Dylan 
O nome da marca remete para a música Knockin' on heaven's door.


CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

«A polémica que envolve a actual composição do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos esconde uma realidade: os cargos na gestão do banco público serviram para distribuir lugares de acordo com prioridades que nada têm a ver com os interesses da CGD. Recuámos a 1989, à época da privatização da banca, da criação da União Económica e Monetária e das maiorias absolutas do PSD, com Cavaco Silva como primeiro-ministro. Analisámos os dez mandatos que cobrem o período entre 1989 e 2015 e os números são claros: a passagem de ex-governantes, militantes, dirigentes e gente próxima do PSD, do PS e, a partir de 2004, do CDS tem sido regra na gestão da Caixa.
Mas uma análise caso a caso mostra outra realidade: a promiscuidade alastra-se ao regulador – o Banco de Portugal – e à banca privada. O que têm em comum Vieira Monteiro, Mira Amaral, Carlos Santos Ferreira, Tomás Correia e Jorge Tomé? Todos eles foram presidir a bancos privados depois de saíram da Caixa. Na verdade, os três primeiros ainda estão à frente do Santander Totta, do BIC, e do BCP, respectivamente.
Os conselhos de administração da Caixa Geral de Depósitos foram, ao longo dos últimos anos, território ocupado por gente próxima do poder político e económico, que muitas vezes se confundem. Na verdade, a actual composição dos órgãos sociais da Caixa não mostram qualquer ruptura com este passado, pelo contrário. Paulo Mota Pinto, ex-deputado e dirigente do PSD, preside à Assembleia Geral. Rui Vilar, o primeiro presidente do período que abordamos, é vice-presidente do conselho de administração. O presidente, António Domingues, e metade da comissão executiva vieram directamente do BPI para o banco público»

Lido em Abril, O Outro Lado das Notícias


A FECHAR


Frades... frades... Eu não gosto de frades. Como nós os vimos ainda os dêste século, como nós os entendemos hoje, não gosto dêles, não os quero para nada, moral e socialmente falando.
No ponto de vista artístico, porém, o frade faz muita falta.
Nas cidades, aquelas figuras graves e sérias com os seus hábitos talares, quási todos pitorescos e alguns elegantes, atravessando as multidões de macacos e bonecas de casaquinha esguia e chapelinho de alcatruz que distinguem a peralvilha raça europeia — cortavam a monotonia do ridículo e davam fisionomia à população.
Nos campos o efeito era ainda muito maior: êles caracterizavam a paisagem, poetizavam a situação mais prosaica de monte ou de vale; e tão necessárias, tão obrigadas figuras eram em muitos dêsses quadros, que sem elas o painel não é já o mesmo.


Almeida Garrett em Viagens na Minha Terra

quinta-feira, 3 de maio de 2018

ETECETERA


Há muito que os políticos estão descredibilizados.

Hélas!

Uma série desses ditos, tem feito tudo para que os cidadãos não lhes tenham respeito, neles terem deixado de acreditar.

Por uns – e eles são tantos! – pagam outros.

Sempre assim foi e não há volta a dar.

O último triste exemplo dá pelo nome de Manuel Pinho ex-ministro da economia de um governo de José Sócrates.

Entre outras variantes, Manuel Pinho é suspeito de ter recebido 15 mil euros mensais dessa coisa tenebrosa que dava pelo nome de Grupo Espírito Santo, ao mesmo tempo que recebia o respectivo vencimento ministerial.

A comunicação social estranha que Manuel Pinho ainda não tenha dito nada sobre tão escabroso caso.

Mas dizer o quê?

Que é tudo mentira?

Que não passa de mais uma cabala jornalística?

Manuel Pinho iniciou funções de ministro da Economia em Março de 2005 e, a partir de Outubro do ano seguinte, passou a acumular com as retribuições deste cargo público uma quantia mensal de 14 963,94 euros paga pelo Grupo Espírito Santo. A informação de tais transferências, de um saco azul do GES para uma sociedade offshore de Manuel Pinho no Panamá, acaba de ser incorporada no inquérito-crime onde são investigadas decisões do ex-ministro que custaram ao Estado e valeram à EDP 1,2 mil milhões de euros.

Manuel Pinho acabou por pedir a demissão de ministro quando, na Assembleia da República, num episódio lamentável, desenhou com as mãos, um par de cornos ao deputado comunista Bernardino Soares.

Uma atitude miserável, desprezível que agora talvez se perceba melhor: o homem queria sair da governação, não sabia bem como e resolveu-se pela ordinarice.
Recorde-se que Manuel Pinho foi administrador executivo do Banco Espírito Santo  de 1994 a 2005. Próximo de Ricardo Salgado e membro da Comissão Executiva do BES, era igualmente administrador de outras sociedades do GES até tomar posse como ministro.

«Em 10 de Março de 2005, cessei a minha relação profissional com o BES/GES, uma vez que aceitei o convite para integrar o XVII Governo.»

Terá , agora, que prestar contas.

Mais um processo que terá eventual resolução lá para as calendas gregas.

UMA RAPARIGA DO MEU TEMPO

Françoise Hardy, aos 74 anos, lançou o seu 2º disco, Personne d’Autre
«com a elegância e melancolia habituais», escreveu João Gobern no Diário de Noticias:

Disse em tempos:

«Creio ter chegado ao ponto em que a inspiração não me visita com a frequência indispensável. Teria de acontecer algo de verdadeiramente inesperado, quase insólito, que me levasse a regressar aos estúdios. E também que houvesse um forte sopro de energia, que me permitisse ultrapassar os problemas de saúde que me afligem nestes tempos mais chegados.»

Mas são águas passadas.

Regressa como nunca.

O que levou João Gobern  a desabafar:

«Não há ninguém como Françoise.»

Assino por baixo.


Legenda: o artigo de Pedro Adão e Silva foi publicado no Expresso de 28 de Abril de 2018.

sexta-feira, 2 de março de 2018

NOTÍCIAS DO CIRCO


Um Procurador-Geral da República, um primeiro-ministro que que tivemos…

«No meu tempo não havia nenhuma razão para prender Sócrates».

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

ETECETERA


Francisco George, que cumpriu hoje o seu último dia como diretor-geral da Saúde, por atingir o limite de idade, partilhou com dezenas de individualidades e dirigentes do sector, assim como representantes parlamentares, ex-ministros da Saúde, e o actual, os marcos de uma carreira de 44 anos dedicada ao Estado.

Disse um dia: «não vacinar os filhos é como infligir maus-tratos, porque os pais têm o dever de proteger os filhos.»

O acontecimento que mais o marcou a nível mundial foi a descoberta da sida, tendo trabalhado com alguns dos primeiros casos, e o surto da bactéria legionella em Vila Franca de Xira, a nível nacional.

Presente na sessão de homenagem estava Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, e foi a ele que Francisco George dirigiu um desafio no sentido da Assembleia da República alterar a Constituição e tornar possível um cidadão doente ser obrigado a tratar-se para evitar epidemias.

PESCA DA SARDINHA

O parecer do Conselho Internacional para a Exploração do Mar indica que a pesca da sardinha deverá ser proibida em Portugal e Espanha em 2018. O stock de sardinha tem vindo a decrescer de 106 mil toneladas em 2006 para 22 mil em 2016.

SÓ ARTISTAS!...

Madonna está interessada num palacete de 15 milhões de euros na zona de Paço de Arcos mas primeiro quer viver no local "à experiência", durante um ano.

O proprietário recusou a proposta.

TANCOS

O material de guerra desviado de Tancos encontrava-se num descampado na Chamusca.

O achado não resultou de qualquer investigação mas de uma chamada telefónica anónima.

Continua a ser uma história muito mal contada.

A CIA DESPEDIU LULU

A CIA anunciou na quarta-feira que despediu uma jovem cadela do programa de deteção de explosivos K9.

A justificação?

Lulu não mostrava interesse ou jeito para o trabalho.

Lulu, uma cadela labrador de cor preta que pertencia ao grupo de cães do programa K9, deixou bem claro que não estava interessada em procurar explosivos.

A história tem um final feliz: Lulu foi adoptada pelo seu tratador.

«Vamos perder Lulu, mas esta foi a decisão certa para ela. Desejamos-lhe o melhor na sua nova vida», concluiu a CIA no comunicado

BANCA

Despesa com os três veículos financeiros nascidos dos escombros do BPN ascende a 641 milhões. Mais quatro veículos do universo Banif levam 372 milhões. E cinco sociedades ligadas ao antigo BES mais 3,6 milhões.

As três grandes falências bancárias dos últimos anos - BPN, BES e Banif - vão implicar uma despesa superior a mil milhões de euros, mostra a proposta de Orçamento do Estado para 2018.

JOSÉ SÓCRATES

A Ordem dos Engenheiros emitiu um comunicado onde esclarece que José Sócrates não é engenheiro. A informação surge na sequência de um "inusitado número de interpelações e pedidos de informação" de membros da instituição e de outros cidadãos.

A Ordem dos Engenheiros vai ainda alertar a Assembleia da República para o facto de, na biografia do antigo primeiro-ministro, constar que este é engenheiro.

A pergunta é simples:

Porquê só agora?

Não gosto da pessoa, nunca gostei do político, mas custa ver, estando o homem no chão, todos desatarem aos pontapés.


A ordem, quem quer que seja, não teve o tempo mais que suficiente para saber que Sócrates não era engenheiro?