sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CONVERSANDO

Se os viajantes deste Cais gostam de biografias, mais ainda do poeta Herberto Helder, não poderão deixar de ler a Biografia do Herberto que João Pedro Jorge levou cerca de oito anos a fazer, a detectivar, a escrever.

«Alguém que está a esconder alguma coisa exerce um fascínio enorme sobre o público».

Assim era Herberto Helder.

E é preciso perceber «o inesgotável e enigmático Herberto Helder».

Estas 895 páginas de Se Eu Quisesse Enlouquecia, ajuda-nos a essa tarefa.

Em Março de 2025 o meu amigo António Abaladas ofereceu-me a Biografia doHerberto.

Fui folheando, lendo aqui e ali, apenas isso.

A leitura atenta e necessária ocorreu nos breves dias da semana passada.

O livro ficou largamente sublinhado, com comentários nas margens, sei lá mais o quê, um livro de que poderia dizer «lido à antiga».

Apercebi-me, então, que talvez fosse interessante mostrar aos viajantes o como foi a minha leitura à antiga, se isso é possível.

Vou tentar.

A todas essas intervenções, chamar-lhe-ei Herbertianas.

Começam hoje.

Legenda: pormenor de uma Carta a M.R. sobre «Photomaton  & Vox», escrita por Luna Levi e publicada num suplemento literário do Diário Popular s/d, talvez no ano de 1979.

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