Se
os viajantes deste Cais gostam de biografias, mais ainda do poeta Herberto
Helder, não poderão deixar de ler a Biografia do Herberto que João Pedro Jorge
levou cerca de oito anos a fazer, a detectivar, a escrever.
«Alguém que está a
esconder alguma coisa exerce um fascínio enorme sobre o público».
Assim
era Herberto Helder.
E
é preciso perceber «o inesgotável e enigmático Herberto Helder».
Estas
895 páginas de Se Eu Quisesse Enlouquecia, ajuda-nos a essa tarefa.
Em Março de 2025 o meu amigo António Abaladas ofereceu-me a Biografia doHerberto.
Fui
folheando, lendo aqui e ali, apenas isso.
A
leitura atenta e necessária ocorreu nos breves dias da semana passada.
O
livro ficou largamente sublinhado, com comentários nas margens, sei lá mais o
quê, um livro de que poderia dizer «lido à antiga».
Apercebi-me,
então, que talvez fosse interessante mostrar aos viajantes o como foi a minha
leitura à antiga, se isso é possível.
Vou
tentar.
A
todas essas intervenções, chamar-lhe-ei Herbertianas.
Começam
hoje.
Legenda: pormenor de uma Carta a M.R. sobre «Photomaton & Vox», escrita por Luna Levi e publicada num suplemento literário do Diário Popular s/d, talvez no ano de 1979.
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