sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SOLTAS

Hoje, para abrir, detemo-nos numa frase de Karl Marx, citada por Ana Cristina Leonardo na crónica das sextas-feiras no suplemento ípsilon do Público:

 

         PRIMEIRO A TRAGÉDIA, DEPOIS A FARSA

 

1.

Portugal é o 3.º país da UE com maior índice de envelhecimento: um rácio de 182 idosos por cada 100 jovens.

2.

António Guerreiro, na sua crónica no Ipsilon do Público, aborda o populismo. 

Há uma grande conveniência em que seja lida:

«A noção de populismo, que surgiu nos anos 80 do século XX, tornou-se actualmente um conceito vazio, uma palavra que significa tudo e não significa nada, como aquelas a que Lévi-Strauss, lendo Marcel Mauss, chamou “significantes flutuantes”. Sob essa condição vazia, o populismo não passa de uma “coisa”.
Originalmente, ele foi designado como uma ideologia fraca, sem espessura (uma “
thin ideology”, dizem os teóricos de língua inglesa), caracterizada pelo apelo de um chefe carismático a um antagonismo político e moral, eminentemente maniqueísta, entre dois campos: de um lado, o “povo”, simples e puro; do outro, as “elites” maléficas e corruptas. O populismo, na sua acepção primeira, é um fascismo em potência: tem alguns traços do fascismo, mas evita deslizar completamente até aí. Tal como o fascismo, ele participa de uma metafísica; e tal como o fascismo, opera através da mobilização reaccionária de um povo que ele próprio fabrica.»

3.

Limite de voos nocturnos em Lisboa só foi cumprido em duas semanas de 2026.

4.

O governo, a uma só voz, defende o ministro Luís Neves. O mesmo não acontece nas sedes do PSD, em que pelos corredores, em surdina, ou não, se critica largamente o ministro.

5.

A frase da secção Escrito na Pedra do Público, de hoje, pertence a Simone de Beauvoir.

«O homem sério é perigoso, pode transformar-se em tirano».

6.

«DANÇAR È REZAR COM AS PERNAS».

Sem comentários: