Hoje, para abrir, detemo-nos numa frase de Karl Marx, citada por Ana Cristina Leonardo na crónica das sextas-feiras no suplemento ípsilon do Público:
PRIMEIRO A TRAGÉDIA, DEPOIS A
FARSA
1.
Portugal é o 3.º país da UE com maior índice de envelhecimento: um rácio de 182 idosos por cada 100 jovens.
2.
António Guerreiro, na sua crónica no Ipsilon do Público, aborda o populismo.
Há uma grande conveniência em que seja lida:
«A noção de populismo, que surgiu nos anos 80 do século XX, tornou-se
actualmente um conceito vazio, uma palavra que significa tudo e não significa
nada, como aquelas a que Lévi-Strauss, lendo Marcel Mauss, chamou “significantes
flutuantes”. Sob essa condição vazia, o populismo não passa de uma “coisa”.
Originalmente, ele foi designado como uma ideologia fraca, sem espessura (uma “thin
ideology”, dizem os teóricos de língua inglesa), caracterizada pelo apelo de
um chefe carismático a um antagonismo político e moral, eminentemente
maniqueísta, entre dois campos: de um lado, o “povo”, simples e puro; do outro,
as “elites” maléficas e corruptas. O populismo, na sua acepção primeira, é um
fascismo em potência: tem alguns traços do fascismo, mas evita deslizar
completamente até aí. Tal como o fascismo, ele participa de uma metafísica; e
tal como o fascismo, opera através da mobilização reaccionária de um povo que
ele próprio fabrica.»
3.
Limite de voos nocturnos em Lisboa só foi cumprido em duas semanas de 2026.
4.
O governo, a uma só voz, defende o ministro Luís Neves. O mesmo não acontece nas sedes do PSD, em que pelos corredores, em surdina, ou não, se critica largamente o ministro.
5.
A frase da
secção Escrito na Pedra do Público, de hoje, pertence a Simone de
Beauvoir.
«O homem sério é perigoso, pode transformar-se em
tirano».
6.
«DANÇAR È REZAR
COM AS PERNAS».
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