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domingo, 21 de dezembro de 2014

UM HOMEM COMOVENTE


Fernando Lopes Graça com Soeiro Pereira Gomes, Sidónio Muralha e outros, a bordo da fragata Liberdade, num dos Passeios doTejo.

Legenda: fotografia tirada de Na Esteira da Liberdade, Edição do Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, Novembro de 2009.

sábado, 21 de junho de 2014

QUOTIDIANOS


O chefe de escritório assina a correspondência. Viviana dactilografa uma carta. O meu colega Bernardo – Bernardo José da Costa e Silva – alinha parcelas com uma letra cheia de grossos e finos; e eu arquivo, por ordem alfabética, toda a correspondência do dia anterior. Assim_ - Alves, depois Assis, Biscaia, Castro – um mar de apelidos e de sono.
O escritório é grande. Tem muitas janelas, muitos móveis, muitos empregados. Tem mapas coloridos pelas paredes, e um relógio que é o relógio mais vagarosos do mundo. Tem dez salas e um corredor comprido. Ao fundo do corredor ficam os lavabos: - para senhoras, à direita; para homens, à esquerda. Os lavabos dos homens têm duas divisões: - uma pequena para os 47 empregados; outra, bastante maior, com água quente e fria, para os 2 directores.
Os ordenados estão na razão directa dos lavabos.
(Novembro de 1972)

Sidónio Muralha em A Caminhada

terça-feira, 17 de junho de 2014

POSTAIS SEM SELO


A vida tem que retomar os seus direitos. A mãe tinha um espírito jovem e sabia que as primaveras, depois dela e de nós, também têm o direito de ser primaveras. É nossa missão construir, ajudar a construir a primavera dos outros.

Sidónio Muralha em A Caminhada

Legenda: Salgueiro Maia, fotografia de Alfredo Cunha.

sexta-feira, 14 de março de 2014

OLHAR AS CAPAS


A Caminhada, Livro de Vivências

Sidónio Muralha
Capa: Dorindo de Carvalho
Prelo Editora, Lisboa, Setembro de 1975

Esta carta já vai longa e eu entro pela noite dentro, tranquilamente, porque hoje já é domingo e posso descansar até mais tarde. E é desta noite que é quase madrugada e pensando que é bom saber que todas as noites, mesmo as mais fechadas e tenebrosas, acabam por parir madrugadas, que te envia um fraternal abraço o teu muito dedicado Sidónio

São Paulo, Janeiro 1967.