O julgamento de José Sócrates é uma verdadeira novela mexicana.
Adensa-se
a ideia de que tudo irá prescrever.
De
uma notícia de Ana Henriques no Público de hoje:
O julgamento de José Sócrates é uma verdadeira novela mexicana.
Adensa-se
a ideia de que tudo irá prescrever.
De
uma notícia de Ana Henriques no Público de hoje:
Soldados da GNR e guardas da PSP foram mandantes de agrários que mantiveram, em condições de trabalho e de vida completamente miseráveis, trabalhadores imigrantes.
Os nomes dos agrários não foram revelados, tão pouco se sabe se irão ser incriminados.
Ana
Sá Lopes lembra hoje no Público:
«Safra
Justa: quem não transcreveu as escutas aos elementos da GNR e ao agente da PSP?
O que é que aconteceu
para não terem sido transcritas? Durante um ano não houve funcionários capazes
para o fazer? Os procuradores esqueceram-se? No programa Expresso da Meia-Noite
da SIC Notícias, na passada sexta-feira, o advogado Manuel Magalhães e Silva
chegou a dizer que as escutas não foram transcritas “de propósito”. Isto é
particularmente grave porque se está a falar de crimes de quase escravatura
contra imigrantes.
No comunicado de 25 de
Novembro, a GNR diz que “tudo fará para que os autores sejam criminalmente
responsabilizados” e que na Guarda Nacional Republicana “não há lugar para
pessoas cujo comportamento possa corromper o compromisso de honra e
exemplaridade ética” que os militares assumiram “perante a sociedade e os
cidadãos”.
A IGAI – Inspecção-geral da Administração Interna – já abriu um inquérito
aos suspeitos. Só que, por causa de uma indesculpável acção do Ministério
Público, afinal, na GNR “há lugar para pessoas cujo comportamento possa
corromper o compromisso de honra”. O regresso ao trabalho destes militares sob suspeita
é de uma imensa gravidade e põe em causa a confiança dos cidadãos nas forças de
segurança.»
Entre os juízes do Tribunal Constitucional, para
apreciação da lei dos estrangeiros, as coisas não estiveram muito fáceis.
Provavelmente, alguns juízes, não gostaram do que o
Presidente da República entendeu escrever quando lhes enviou a lei.
«Numa declaração de voto de vencido que
assina juntamente com outro conselheiro, o vice-presidente do Tribunal
Constitucional, Gonçalo Almeida Ribeiro, tece fortes críticas à posição da
maioria dos colegas, chegando a falar em “escolha ideológica”.
Os 13 juízes que compõem o Tribunal Constitucional dividiram-se quase a meio nas votações das normas que o Governo queria mudar na lei de estrangeiros, que foi declarada inconstitucional por uma pequena margem. De tal forma que cerca de metade das mais de duas centenas de páginas que ocupam o acórdão são preenchidas com declarações de voto, incluindo a do presidente do Palácio Ratton, José João Abrantes, que alinhou com a maioria por também ele ter detectado várias inconstitucionalidades nos planos do Governo.»
Da notícia do Público
O José Pacheco Pereira é de opinião que o rapaz que está à frente «daquela coisa» pretende proceder à alteração dos juízes do nosso Tribunal Constitucional, tal como fez Trump com o Supremo Tribunal Americano e isso coloca em perigo a nossa Democracia.
Estão a perceber?...
O pagamento de comissões ilegais relacionadas
com a
venda, em 2018, da sede da Federação
Portuguesa de Futebol, um
prédio situado
no centro
de Lisboa, desencadeou na terça-feira
-feira um
mega-operação da Polícia Judiciária, que
já tem suspeitos.
Dos jornais
Não chegará nunca, o dia em que as diversas autoridades deste país, entrem portas dentro dos clubes de futebol, da Federação e afins.
Porque
têm medo.
Porque também
são incompetentes.
Não
há quem não saiba, ou não imagine, a podridão pantanosa que tudo aquilo é.
Quando
o fizerem, como, por outra ordem de ideias, escreveu José Saramago:
«E CHEGARÁ O DIA DAS SURPRESAS!»
Segundo os jornais e as televisões do dia de hoje, ficou a saber-se que foi marcado o julgamento da «Operação Marquês» para o dia 3 de Julho.
Será
desta que acontecerá o julgamento?
Nunca
se sabe, e José Sócrates já disse que não concorda com a decisão, e utilizará
«todos os meios» para contestar a decisão.
Recuando
no tempo, sirvo-me do livro Pela Boca Morre o Peixe de João Pombeiro,
editado pela Esfera dos Livros para lembrar uma resposta a uma entrevista de José
Sócrates enquanto ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território em 16 de
Setembro de 2000:
«Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um
primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma
vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma
vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite.»
O Tribunal de Relação de Lisboa considerou prescrito o processo em que os principais bancos portugueses foram condenados, em Setembro passado, a coimas de 225 milhões de euros por violarem as regras de concorrência ao terem partilhado informação, ao longo de mais de dez anos, sobre os spreads que iam aplicar no crédito à habitação, ao consumo e às empresas.
Assim segue a justiça, a banca!... a nossa vidinha...Quando estava muito chateado com o país, o José Cardoso Pires dizia que a culpa era dos padres.
Alguns americanos,
chateados eles com o país, cansados do país, apresentam sinais de desistência, talvez
digam que a culpa é dos judeus, mais concretamente dos judeus americanos ricos.
Para as eleições do próximo
dia 5, o Partido Democrático só acumulou disparates. Primeiro deixou que Biden
se atravessasse como candidato, depois ter, muito tarde, direccionar-se para
Kamala que, face às suas ideias de esquerda, não reúne as simpatias dessa
terrível e estranha América profunda.
Para piorar a
situação, Kamala acaba de se deparar com Biden a chamar «lixo» aos apoiantes de
Trump.
Pode-se pensar, mas
não se diz publicamente.
Pelos meios ao seu
dispor, Kamala tenta distanciar-se do disparate de Biden:
«Discordo totalmente de qualquer crítica às pessoas com base no seu
voto», disse Harris aos jornalistas.
Não sei se chegará!
Ana Cristina Leonardo
no começo da sua crónica de sexta-feira no Público:
«A próxima vez que me sentar a escrever serão públicos os resultados
das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Desfrutemos, pois, da última
oportunidade de poder fazê-lo em inocência, desconhecendo sobre qual das
cabeças penderá a espada de Dâmocles, certo e sabido que, seja qual for o
resultado, o peso do mundo continuará a pesar-nos nos ombros.»
José Pacheco Pereira no Público de sábado:
«A complacência com os crimes de Trump, o medo que ele inspira, os poderosos apoios interesseiros que fecham os olhos a tudo para ganhar dinheiro e poder manietaram a justiça americana e permitiram-lhe uma impunidade que ninguém deveria ter. Trump, que é contra a democracia, beneficiou das fragilidades da democracia, usando três coisas: a manipulação da política-espectáculo, hoje uma das maiores ameaças à democracia; o dinheiro para pagar uma litigância infinita e para corromper testemunhas e processos; e o medo da retaliação e vingança que ele promete como quem respira. Na minha interpretação da história, Trump é o mais importante, e o seu carisma “cria” os seus seguidores. Podemos interpretar mil e uma coisas sobre o que lhe dá apoiantes, mas, antes disso, está perceber porque aceitam tudo o que ele diz e faz, e isso está antes, modela os acontecimentos, cria o movimento MAGA.
Estou a escrever este artigo na Trumplândia, e não é preciso ir muito longe para ver o medo. Nas campanhas eleitorais anteriores, os jardins em frente às casas estavam cheios de cartazes apoiando um ou outro candidato. Agora, nada. Há medo de vandalismo, de todos os lados. Medo de americanos contra americanos.»
1.
Na dia 30 morreu André Freire, politólogo, comentador televisivo, cronista do
Público, além de professor Catedrático do Departamento de Ciência Política do
ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e investigador integrado no Centro de
Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-Iscte), dirigia o Departamento de
Ciência Política do ISCTE desde 2015 e o Observatório da Democracia e
Representação Política. Numa nota de pesar, o CIES-Iscte destaca o “legado de
excelência e inspiração para todos os que tiveram o privilégio de trabalhar” ao
lado de André Freire, que “foi mentor de várias gerações de estudantes e
investigadores, partilhando generosamente o seu vasto conhecimento e fomentando
o pensamento crítico e rigor académico”.
Segundo o Público André Freire foi operado esta
terça-feira ao ombro no Hospital da Luz, em Oeiras, tendo sofrido uma paragem
cardio-respitatória após a cirurgia que obrigou à sua transferência para o
Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, por ser o hospital mais próximo
com cuidados intensivos, onde acabou por morrer.
A tristeza da sua
morte, demonstra, uma vez mais que a medicina privada pode retirar médicos do
Serviço Nacional de Saúde, mas apenas isso.
André Freire é um
homem público, daí termos sabido, o que por norma acontece em quase todos os
dias: as coisas correrem mal no hospital privado e transferem-se os doentes
para o hospital público.
No caso de André
Freire, infelizmente, não houve possibilidade de o salvar.
2.
Na Comissão europeia
os líderes estão divididos sobre as migrações.
No princípio era tudo
muito bonito, agora face a um trabalho mal conduzido. querem encontrar formas
de acelerar os repatriamentos.
Os países precisam dos trabalhadores imigrantes,
3.
Para períodos de descanso ou tempo para viajar, o próximo ano vai ter cinco fins de semana de três dias e quatro feriados à quinta-feira, existindo a possibilidade para fazer ponte.
4.
A PSP deteve dois homens em flagrante delito, minutos
depois de terem sido colocados em liberdade por um juiz de instrução, estando
estes suspeitos referenciados por recentes assaltos em Campo de Ourique,
Lisboa.
5.
O tempo médio
dedicado diariamente pelos portugueses às redes sociais é actualmente de 97
minutos, um aumento face a 2023.
6.
O juiz Orlando Nascimento subiu agora ao Supremo Tribunal de Justiça apesar de ser arguido num processo crime em que é suspeito de abuso de poder.
Na
1ª página do Jornal de Notícias pode ler-se que a um trabalhador da
SONAE foi-lhe tirado meio salário porque ia levar um saco de plástico sem
pagar.
A
decisão acabou por ser anulada pelo Supremo Tribunal de Justiça por ser
desproporcionada.
- Dos jornais
Ascensão,
Apogeu e Queda do M.F.A.
2º Volume
Diniz de Almeida
Edições Sociais, Lisboa s/d
Por outro lado, a manutenção das próprias estruturas do velho regime, preenchidas na generalidade pelos mesmos elementos de antes do 25 de Abril, que faziam o contra-vapor piorava a situação. Particular gravidade assumiria todo o sistema judicial, civil e militar, que se manteve praticamente intacto até aos nossos dias.
«Mas a formação dos magistrados é absolutamente essencial, porque já se tornou por demais evidente que ainda hoje há decisões judiciais absolutamente indignas de um país que se diz ser um Estado de direito democrático e tem uma Constituição da República correspondente, que aliás recebe expressamente no seu texto a Declaração Universal como ponto de referência interpretativo privilegiado em matéria de direitos liberdades e garantias.»
Teresa Beleza
Ricardo Espírito Santo sofre de Alzheimer e, segundo os
peritos, está no segundo grau mais grave da doença com dependência de terceiros
para algumas actividades básicas passando depois desta fase a dependência
total.
E agora?
Portugal é um enorme buraco e não se consegue vislumbrar qualquer ponta de retorno que permita que nos tornemos um país, minimamente decente.
Para além de outras
coisas, péssimas coisas, Ricardo Araújo Pereira põe um dos dedos nas muitas
feridas que nos rodeiam:
«Portugal abusa na bandalheira e André Ventura ganha
com este lamaçal. Isso é imperdoável.»
1.
António Costa é um dos políticos mais experientes do círculo
português mas custa a crer como se rodeou de ministros e colaboradores que deixam,
em todos os sentidos, muito a desejar.
Por causa do ministro João Galamba arranjou uma guerra
tão estutúpida, como inútil, com o Presidente da República que sempre entendeu
que Galamba não tinha condições para ser ministro e António Costa insistiu em
mantê-lo.
Agora o ministro das Infraestruturas apresentou um pedido
de demissão do cargo ao primeiro-ministro. Na última sexta-feira, na Assembleia
da República, o governante tinha afastado este cenário, mas justifica agora a
decisão como a "única possível" para assegurar à família a
"tranquilidade e discrição a que inequivocamente têm direito", isto
apesar de entender que "não estavam esgotadas as condições políticas de
que dispunha" para exercer funções.
António Costa acumulará o cargo de ministro das
Infraestruturas.
O jornalista Pedro Tadeu perguntava, ontem, no Diário de Notícias se podemos confiar no Ministério Público:
«A pergunta que
deixo é esta: Não podendo, nem devendo, a política meter-se no trabalho da
Justiça, que penalizações a própria Justiça aplicou aos responsáveis por erros,
omissões, incompetências, demoras, desleixos, teimosias e atropelos ao bom
senso que, como é evidente, sempre que um caso é mediático, sistematicamente os
investigadores judiciais cometem?... Que fizeram sobre isso, por exemplo, o
Conselho Superior do Ministério Público ou o Conselho Superior da Magistratura?
E já nem falo das
violações de segredo de justiça que, em todos estas situações, aconteceram e
que arruinaram a reputação pública de alguns inocentes.
Se o Ministério Público quer que confiemos nele, tem de fazer Justiça a si próprio.»
Ricardo Salgado vai ser julgado pelos crimes de que estava acusado, de acordo com a decisão instrutória lida hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal .(Lisboa).
São 65
crimes, aqueles que a Justiça conseguiu avaliar, onde surgem associação criminosa, corrupção ativa,
falsificação de documento, burla qualificada e branqueamento.
A
derrocada do BES terá causado prejuízos superiores 11,8 mil milhões de euros.
O juiz
acabou por concluir que Ricardo Salgado foi líder de uma associação criminosa
na cúpula do Banco.
O que
resta desta notícia é o tempo que vai decorrer até que Ricardo Salgado se sente
no banco dos réus.
Entretanto os advogados de Ricardo Salgado & Cª vão fazer todos os seus brilhantes esforços para que esse tempo dure, dure, dure…
Fancaria... anda meio mundo a enganar outro meio.
O título pertence ao Público de hoje:
«Advogados de Braga também são arguidos no
caso Altice.»
Nada que
não soubéssemos!...
Um mundo
de aldrabões!
Portugal Telecom, Altice.
Empresas
privatizadas pelos ultraliberais.
À frente
das empresas colocaram uma rapaziada que, refastelada no ar condicionado,
trataram de engendrar esquemas que lhes tratassem da vidinha, a presente e a
futura.
Pelo meio
obtiveram prémios de excelência todos eles pagos a bom dinheiro.
É assim a
excelência-mor do nosso empresariado.
O
Ministério Público suspeita que a gentalha empresarial estão envolvidos em
esquemas fraudulentos que terão lesado
as empresas e o Estado em mais de 100 milhões de euros.
Altice.
Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes ficam em prisão domiciliária
MP suspeita que Armando Pereira e Hernâni Antunes estão envolvidos num alegado
esquema fraudulento, que terá lesado o Estado em mais de 100 milhões de euros.
O juiz
Carlos Alexandre, o cristiano ronaldo da justiça, decidiu aplicar a prisão
domiciliária como medida de coacção à tal rapaziada. O Ministério Público tinha
pedido que um deles, pelo menos, prestasse uma caução de 10 milhões de euros.
O povoléu
tem sempre impressionantes dúvidas por que esta gentalha de colarinho branco
não bate com os costados na pildra.
Assim ficam
em casa, comendo e bebendo do fino, engendrando com os advogados do costume
outros esquemas e esqueminhas.
Abençoada justiça!
Há um estudo que
mostra que a quantidade de informadores da PIDE era tão grande que quase metade
da população portuguesa era constituída por informadores. Muitos ainda andarão
por aí.
A maior parte seria
salazarista, mas outros actuaram como vingança sobre pessoas de que não
gostavam: vizinhos, familiares.
As denúncias dos
informadores levaram à prisão pessoas que nada tinham a ver com nada, mas
outros redundaram na prisão de militantes
que lutavam pela Liberdade e acabaram por ser julgados nos Tribunais Plenãrios.
O poema reproduzido
acima é da autoria de José Carlos de Vasconcelos e pertence ao livro «Poemas Para a Revolução». O poeta lembra os juízes dos tribunais plenários, e
pergunta: «que direis no dia do vosso julgamento?»
Nada disseram porque deles não se fez qualquer
julgamento.
Deles, dos pides, de todas as ratazanas que, durante,
perto de meio século, nos infernizaram a vida.
Provavelmente, muitos deles continuaram, não naquelas
funções, mas noutras, as suas vidinhas na justiça. Hoje, por ventura, ainda
gozam chorudas reformas, bons carros, casas na praia, nada lhes perturba o sono
pela simples razão de não serem gente… apenas isso…
Como puderam estes abutres julgar homens?
Homens que apenas lutavam por um país limpo.
Que foi feito dos abutres?
Sim, somos homens de justiça e não de vingança, mas foi
um crime deixá-los impunes!
As sombras que envolvem, hoje, a nossa justiça, tiveram
gente desta como eventuais mentores, disciplinadores.
A perpetuação da ditadura verificou-se, durante tanto
tempo, porque muitas foram as instituições que a protegeram: forças armadas,
pide, censura, tribunais plenários.
E o medo, sim o medo.
Era terrível a nossa vida, mas grande parte da população, com a sua inércia, com o seu medo, permitiu que aqueles monstros sobrevivessem, se multiplicassem.
Quantos furos do cinto faltarão para que a degradação do sistema político português atinga o KAOS?
Em Portugal, falarmos de Justiça é
entrar no completo reino da anedota.
A procuradora-geral da República justificou os atrasos no caso
"Tutti Frutti" com a falta de recursos, enquanto que a divulgação das
escutas está a ser investigada por violação do segredo da justiça.
Como não há recursos oferecem-se escutas aos jornais para que eles façam
a sua «investigação» e descubram qualquer coisisnha.
Quantos inquéritos à violação do segredo de justiça a Procuradoria já realizou?
Algum teve conclusões?
É melhor ficar por aqui!...
Domingo de Carnaval.
Vergílio Ferreira:
Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se.
Há uma cena genial em A Família Addams quando perguntam à Wednsday se não vai mascarada ao baile e ela responde que já está mascarada:
Estou mascarada de psicopata. Os psicopatas parecem pessoas normais.
Por ele, que nunca foi de carnavais, gostava um dia de ir ao Carnaval de Nova Orleães.
Os taipais são os do Kioske.
Correm, ao findar do dia, depois de lida, apenas o que entendeu ler, a imensa tralha que se aloja no vazio da internet.
1.
Francisco Louçã em entrevista: «Para o Partido Socialista, o Chega é o Euromilhões».
2.
Advogado acusado de cobrar
60 mil euros por processo fictício.
O Marque Mendes disse hoje na SIC, que os maiores beneficiários com o projecto habitacional de António Costa, serão os advogados!
3.
Duas casas devolutas, em espaços contíguos, arderam durante a madrugada deste domingo, na freguesia de São Victor, em Braga.
4.
Um grupo de católicos
portugueses está a organizar uma vigília de oração contra abusos sexuais na
Igreja Católica.
De acordo com a divulgação feita nas redes sociais, o evento vai decorrer em todo o país na próxima quarta-feira, dia 22 de Fevereiro, entre as 21 e as 22 horas.
5.
«Fui segunda-feira à Gulbenkian ouvir o relatório da Comissão
Independente para o Estudo de Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica
Portuguesa.
Tirei quatro conclusões básicas: há cem sacerdotes no activo que têm de ser imediatamente expulsos das sacristias e altares e colégios e seminários e grupos de escuteiros; há 25 acusações ainda não prescritas, agora enviadas ao Ministério Público, que deverão ser investigadas e, caso se provem, severamente punidas com prisão; a Igreja terá, como noutros países, de pagar despesas médicas de acompanhamento psicológico e indemnizações às vítimas; por último, é essencial que haja um pedido de desculpas formal, ecuménico, irreversível e genuíno, dos bispos portugueses e do Papa, durante as cerimónias da Jornada Mundial da Juventude, no Trancão.»
Rui Cardoso Martins, da crónica no Jornal de Notícias
6.
O preço que os trabalhadores terão de pagar por uma refeição nas cantinas dos organismos e serviços públicos vai aumentar 80 cêntimos, passando dos actuais 4,10 euros para 4,90 euros.
7.
Ainda é possível, passados que são 13 dias sobre a tragédia encontrar pessoas com vida entre os escombros que, segundo números recentes, provocaram mais de 40.000 mortos.
8.
O primeiro-ministro português mostrou-se este domingo confiante na reeleição de António Vitorino, em alguns tempos o partido solicitou-lhe auxílio, «não há festa nem festança onde não apareça a Dono Constança» e ele assobiou para o lado, para a Organização Internacional para as Migrações, salientando que todos os líderes africanos com quem falou em Adis Abeba apoiam a manutenção de António Vitorino.
9.
A biografia de Natália Correia que será publicada em Março pela Contraponto tem 700 páginas e levou seis anos a ser escrita, notícia revelada ao final da tarde desta sexta-feira no Correntes d’Escritas, o festival literário da Póvoa de Varzim.
10.
Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta sexta-feira que a posição do PCP sobre a condecoração do Presidente ucraniano com a Ordem da Liberdade “é coerente” com aquilo que o partido defende desde o inicio da guerra.
11.
Dados oficiais demonstram que cerca de 57 milhões de toneladas de comida são desperdiçados na União Europeia todos os anos, o equivalente a 127 quilogramas por habitante. São cerca de 130 milhões de euros que vão, literalmente, para o lixo, quando milhares de europeus não têm acesso a uma refeição completa.
Neste cenário, números de 2020 mostram que Portugal está acima da média. No quarto país da União Europeia onde mais se deita comida fora, cada português desperdiça em média quase 184 quilogramas de alimentos por ano.
12.
«Os sacrificados funcionários judiciais são peças essenciais para o bom funcionamento da Justiça e a sua greve está a criar um caos. É do mais estrito bom senso que o Ministério da Justiça, rapidamente, chegue a um acordo com os funcionários judiciais.»
Francisco Teixeira da Mota no Público
Foram pelo menos 4815 as crianças abusadas no seio da Igreja em Portugal, segundo o estudo retrospectivo sobre os abusos sexuais cometidos no seio da Igreja em Portugal desde 1950 até à actualidade. Segundo o coordenador da comissão, Pedro Strecht, esse é o número "absolutamente mínimo", a que foi possível chegar após terem sido validados 512 testemunhos.
Notícia do Público