domingo, 1 de novembro de 2026

MÚSICA PELA MANHÃ

Ontem, a polícia voltou a carregar violentamente sobre manifestantes em Lisboa e no Porto.

Diana Andringa talvez lembre que continuam a partir o espelho dos sorrisos de Abril, ou José Gomes Ferreira na sua Intervenção Sonâmbula: «Estamos no fim da Revolução», mesmo Mário-Henrique Leiria:

 «Porque foi isto assim possível? propomos a explicação de que houve, como "originalidade" típica, muito improviso no processo revolucionário, que esqueceu a sua defesa, criando a alastrando a angústia na pequena burguesia, camada significativa na sociedade portuguesa, a que até muitos trabalhadores as piram por força das motivações que o obscurantismo fascista teve longo tempo para semear.

Angústia semelhante à que agora ressurge com o agravamento das condições de vida, a subida arrogante da reacção, a incerteza do futuro que tem que ser construído de novo.
O Povo terá pois que teimar para que respeitem a sua vontade de acabar com a exploração do homem trabalhador pelo homem esperto. Para que as condições de vida sirvam as classes desfavorecidas. Para que acabem as perseguições aos que olham o futuro sem medo da mudança. porque a justiça social deixe de ser uma miragem evangélica no mundo dos mortos. Para quem produz trabalhando, exerça o poder, Para que sejamos verdadeiramente um país Democrático.»


Legenda: Celeste dos Cravos

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