Ontem, a polícia voltou a carregar violentamente sobre manifestantes em Lisboa e no Porto.
Diana Andringa talvez lembre que continuam a partir o espelho dos sorrisos de Abril, ou José Gomes Ferreira na sua Intervenção Sonâmbula: «Estamos no fim da Revolução», mesmo Mário-Henrique Leiria:
«Porque
foi isto assim possível? propomos a explicação de que houve, como
"originalidade" típica, muito improviso no processo revolucionário,
que esqueceu a sua defesa, criando a alastrando a angústia na pequena
burguesia, camada significativa na sociedade portuguesa, a que até muitos
trabalhadores as piram por força das motivações que o obscurantismo fascista
teve longo tempo para semear.
Angústia semelhante à que agora
ressurge com o agravamento das condições de vida, a subida arrogante da
reacção, a incerteza do futuro que tem que ser construído de novo.
O Povo terá pois que teimar para que respeitem a sua vontade de acabar com a
exploração do homem trabalhador pelo homem esperto. Para que as condições de
vida sirvam as classes desfavorecidas. Para que acabem as perseguições aos que
olham o futuro sem medo da mudança. porque a justiça social deixe de ser uma
miragem evangélica no mundo dos mortos. Para quem produz trabalhando, exerça o
poder, Para que sejamos verdadeiramente um país Democrático.»
Legenda: Celeste dos Cravos

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