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domingo, 26 de março de 2023

OLHAR AS CAPAS


Bem Comer & Curiosidades

José Quitério

Capa: O Pássaro e as Sombras, Fresco, Século I, Pompeia

Sistema Solar, Lisboa, Abril de 2022

Mito celulóidico, fantasma erótico de várias gerações, mulher fatal e total, Sophia Loren também pratica o amor com culinária. Em 1968, aproveitando repouso forçado por via de maternidade intrincada, deu à luz In Cucina com Amore, súmula de recordações e experiências gastronómicas. Aí enuncia os seus oito mandamento da coacção das massas. Para que fiquem como devem ficar: al dente, isto é, a oferecerem ainda resistência à dentadura na altura de serem comidas. Aà dentadura na altura de serem comidas. A saber:

1º - Cozê-las em panela grande com muita água.

2º - A água deve ferver em cachão e põe-se-lhe um pouco de sal quando entra em

 ebulição.

3º - Aumentar o fogo no momento em que se põe a massa na água fervente – diz Sophia  que é este o grande segredo napolitano.       

4º - Remexer as massas para que fiquem bem separadas umas das outras.

5º - Vigiar a cozedura. Desconfie dos tempos que vêm indicados nas embalagens Trincar a massa para saber se já está al dente

6º - Antes de retirar a água, pôr na panela um fio de azeite.

7º -  Sacudi-las bem no passador para que a água escorra toda.

Já está como ensinas, Sophia. Só falta o amore… 

domingo, 17 de maio de 2020

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?



D. Quixote, o fiel Sancho Pança e as suas andanças, moinhos de vento, aldonza a prostituta que tem de ser salva, aventuras, sonhos impossíveis.

O filme chama-se O Homem de La Mancha e foi realizado em, 1972, por Arthur Hiller.

 Um musical com interpretações de Sophia Loren, Peter O’ Toole James Cococ, para música de Mitch Leigh, e letras de Joe Darion

Durante a inquisição espanhola Miguel de Cervantes é preso como herege por defender pensamentos ditos subversivos e metem-no numa cela ocupada por ladrões e assassinos. Julgado pelos próprios prisioneiros, Cervantes utiliza na sua defesa a história de um homem idoso que passa dias e noites a ler e apenas vê um mundo de vigaristas e gentes sem lei. Durante o julgamento Cervantes, para sua própria defesa, transforma-se em D. Quixote.

Da banda sonora faz parte a canção The Impossible Dream, um êxito que perdura pelos tempos.
Era a canção favorita do Presidente John Kennedy e foi tocada durante as cerimónias fúnebres.

Sonhar mas um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo, cravar esse chão
Não me importa saber se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu, delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Por aqui fica o trailer do filme, a versão portuguesa de The Impossible Dream da autoria de Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra, cantada por Maria Bethânia e a versão de Frank Sinatra.




quinta-feira, 16 de maio de 2019

OLHARES


Novembro de 1961, uma fotografia tirada do arquivo da Shorpy e da autoria de Michael Vaccaro, e em que Sophia Loren posa, com uma estola, para a revista Look.
Passei parte da minha vida a ler anúncios em que Sophia dizia dever toda a sua beleza ao Sabonete Lux.
Estive quase a deixar de usar Feno de Portugal, que era o sabonete que desde tenríssima idade foi o meu sabonete, mas consegui resistir.
Hoje,com 85 anos,Sphia Loren continua uma mulher bem interessante.
Candidamente disse, um dia, aos jornalistas:
«Tudo o que vêem devo ao macarrão, além de banhos com azeite de oliva.»
E pronto, lá ficou o sabonete Lux no esquecimento!
Em Maio de 2007, o Napóles, seu clube de coração, estava em terceiro lugar, tinha ainda cinco jogos pela frente e a bela Sophia disse à Gazzetta dello Sport:
«Se forem para a série A faço um striptease».
E o Nápoles, que venceu pela primeira vez o campeonato italiano quando por lá passou Diego Maradona, subiu mesmo à série A.
Pela promessa de Sophia?
Acredite quem quiser.
Apesar de algumas buscas, não consegui confirmar se Sophia cumpriu a sagrada promessa feita aos jogadores do Nápoles.

terça-feira, 2 de abril de 2019

AGÈS VARDA



No domingo 10 de Março, o Público recordava algumas mulheres fotógrafas que andaram por Portugal a captar fotografias.
E lá vinha Agnès Varda e esta sua fotografia que conheço há tanto tempo e sempre me encantou.
Data de 1956, foi tirada numa rua da Póvoa de Varzim e mostra um cartaz rasgado de uma série em que Sophia Loren publicitava os sabonetes Lux.
Agnéès Varda morreu, na passada quinta-feira, com 90 anos.

domingo, 6 de novembro de 2016

BAILES


Em dia de clássico Porto -Benfica, nada como um pezinho de dança para distender.
E esta interpretação da Sophia Loren é soberba.
Tu vuó fa lámericano é uma velha canção de Renato Carosone. Lembro-me desses 78 rorações que existiam em casa do Freitas.


domingo, 14 de agosto de 2016

POSTAIS SEM SELO


A gente sente-se não sei como quando sai e vê as mulheres com vestidos de Verão.

Cesare Pavese em Terras do Meu País

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

BOOM! PARA CIMA DA MESA


A foto, tirada numa festa em Beverly Hills, Califórnia, em 1957 tornou-se desde o primeiro momento aquilo que hoje chamamos "viral": Sophia Loren olha de lado para o generoso decote de Jayne Mansfield, sentada ao seu lado.
A festa tinha como objetivo apresentar a atriz italiana a Hollywood. Mansfield era já uma "cidadã" da meca do cinema. E não estava para se deixar ofuscar pela nova estrela.
"A Paramount organizou a festa para mim. Estava lá todo o cinema, foi incrível. Até que a dada altura entra Jayne Mansfield, a última a chegar. E para mim, foi quando as coisas se tornaram surpreendentes", contou Sophia Loren à revista americana Entertainment Weekly.
Aos 80 anos e tendo acabado de publicar as suas memórias, "Yesterday, Today and Tomorrow: My Life", a atriz italiana mostrou lembrar-se bem dessa noite, há 57 anos. "Ela veio logo para a minha mesa. Sabia que toda a gente estava a olhar. Sentou-se. E ficou quase... Ouça, olhe para a fotografia. Para onde olham os meus olhos? Estou a fitar os mamilos dela porque estou com medo que eles vão saltar para o meu prato. É possível ver o medo na minha cara. Estava com medo que tudo naquele vestido explodisse - BOOM! - para cima da mesa".

Fonte: Diário de Notícias

sábado, 20 de setembro de 2014

PELA NOSSA DEVOÇÃO


Faz hoje 80 anos e continua irresistivelmente fascinante.

Diz a lenda que o segredo de sua beleza é o amor à vida e ao esparguete,

Tudo o que vêem devo ao macarrão, além de banhos com azeite de oliva. quando me olho ao espelho,vejo-me feliz.

Algures, num canto do país, num domingo à noite, 30 de Julho de 2006, Tiago Galvão escrevia:

Que faço a esta hora da noite? Sonho, meus caros. Sonho com os clássicos. Mais propriamente, com Sophia Loren. A doce menina que cresceu nos arredores de Nápoles, entre a decadência e a perdição. A pecaminosa mulher, filha ilegítima de Romilda Villani e Riccardo Scicolone. A diva, que, ainda na adolescência, conheceu o homem, Carlo Ponti, vinte e dois anos mais velho, com quem se haveria de casar por duas vezes, uma em 57 e outra em 66 até aos dias de hoje. A senhora, que, em 82, cumpriu dezoito dias de prisão, por fuga aos impostos. No fundo, a bela e imortal Sophia, a minha paixão, que tem menos cinco anos que a minha avó Alice, o meu grande amor. Mas enquanto a minha querida avó passa os dias silenciosamente, encostada a um canto, sentada numa cadeira, a fazer tricô, o que faz Sophia? Sophia pousa semi-nua, para o calendário da Pirelli. Sim, leram bem, Sophia Loren, aos setenta e um anos, em indumentária desenhada por Giorgio Armani, com quantidades modestas de tecido, submete-se a uma cama e deixa-se fotografar. Porquê? Não sei, ninguém sabe e, sinceramente, ninguém quer saber. Sophia Loren não pousa em nome da luta contra o cancro, nem sequer o da mama, e, ainda menos, pelos direitos dos pobres dos animaizinhos, que todos os anos morrem espancados por fétidos donos como eu. Sophia Loren pousa por nós. Pelo nosso deleite. Pelo nosso inteiro e imerecido deleite. Pela nossa devoção.

domingo, 29 de setembro de 2013

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Há meses doces, doces meses.
Setembro é um deles.
Tal como disse Eugénio d’Andrade: conheço Setembro pelo cheiro.
Há uma canção do Bob Dylan, I Shall Be Free, em que ele diz que o telefone não parava de tocar.


Era o Presidente Kennedy a perguntar por mim
Ele disse: «Amigo Bob, do que precisamos para fazer o país crescer?»
Eu disse: «Amigo John, Brigitte Bardot
Anita Ekberg
Sophia Loren»


As três nasceram num há longo, muito longo Setembro e ainda se passeiam por aí.
Brigitte que nasceu a 28 de Setembro de 1934, anda metida numas guerras malucas pela defesa dos animais.
Sophia nasceu no mesmo dia, no mesmo ano de Brigitte, exala charme, está aí para as curvas e tudo, tudo, entre sorrisos ela o diz,  graças ao esparguete.
Anita é a mais velha das três, nasceu a 29 de Setembro de 1931 e ainda estamos a vê-la na Fonte de Trevi, naquele filme de Fellini.
Pode-se, assim, salvar uma nação?
Dylan diz que sim
Why not?

domingo, 21 de abril de 2013

COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...


Ela chegou ia eu no terceiro conhaque. Era uma mulher jovem, de corpo esplêndido e um rosto de anjo moreno. Mau grado as minhas mágoas, era impossível não reparar na perfeição das pernas, envoltas em meias de nylon, o que era ainda relativa novidade em Portugal. 
Os sábios da América inventaram muitas coisas mas os criadores das meias de nylon, ou de vidro, são merecedores da maior gratidão. Com elas, as mulheres redobraram encantos, sobretudo para quem observa o invento em toda a extensão, dos pés ao cinto-ligas que mantém as meias esticadas como segunda pele das pernas. Pena que tantas senhoras as tenham substituído pelos nefandos e embaraçosos collants. 

Mário Zambujal em Já Não se Escrevem Cartas de Amor. 

Legenda: Sophia Loren numa cena do filme Ontem, Hoje e Amanhã de Vittorio de Sica, 1963

quarta-feira, 14 de julho de 2010

DO BAÚ DOS POSTAIS

Há uns bons anos atrás, Sophia Loren, andou a tentar convencer-nos de que devia toda a sua beleza ao “Sabonete Lux”.
Hoje com 76 anos, descontando tudo o que uma idade destas tem para descontar, é uma mulher bem interessante.
Há uma meia dúzia de anos atrás, quando lhe perguntaram o seu segredo de beleza, respondeu, calmamente: "Devo tudo o que sou ao esparguete."Legenda: Fotografia de Agnés Varda, “Sophia Loren, Póvoa do Varzim, 1956."Edições 19 de Abril, 1997