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domingo, 3 de julho de 2016

PRETEXTOS DE VERÃO


Ruy Belo amava o Verão.

Espero pelo verão como por outra vida, deixou ele num poema

Os restantes dias do ano de Ruy Belo, eram passados à espera desse tempo " O tempo das suaves raparigas é junto ao mar ao longo da avenida.

Dou-me pessimamente com o Verão.

O meu pai também não gostava.

Em Setembro voltamos a ser gente, dizia ele quando a canícula batia à porta.
Verão do meu esquecimento.

Maria do Rosário Pedreira diz que o Verão deixa-lhe  os olhos mais lentos sobre os livros.

Sim, até os livros, por estes dias, conseguem não ser apelativos.

Resta a música.




terça-feira, 21 de junho de 2016

PRETEXTOS DE VERÃO


Jean Peters sorrindo no filme Niagara.

Ao lado uma mesa com livros.

Terão sido lidos?

Qual a razão do sorriso de Jean Peters?

Quem viu o filme, sabe.

Quem não viu, talvez conclua que ela sorri porque alguém diz que lhe vai trazer uma bebida e a seguir pôr a rodar a canção Summer Wind.

O vento de Verão, um vento quente, soprando nos seus cabelos.  

Os que disto sabem, dizem que ninguém a interpreta melhor do que Frank Sinatra.

Aliás, o problema está em que quase todas as canções em que Frank tocou, se tornaram únicas.

Talvez haja aqui um pouco de exagero, mas adiante.

Escolheu-se a versão de  Emmy Rossum, actriz, cantora e compositora, de seu nome completo Emmanuelle Grey Rossun, nascida em Nova Iorque a 12 de Setembro de 1986

Por fim: Niagara, provavelmente, é o único filme de Marilyn em que a Diva não nos surge como o seu ar inocente e ingénuo.

Um ar bem diverso da inocência e ingenuidade, diga-se.