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sábado, 28 de junho de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O ex-diretor executivo do SNS, António Gandra d'Almeida, escolhido pela ministra da saúde no anterior governo, autorizou a majoração do preço/hora pago aos médicos tarefeiros, de 40 euros/hora para 55 euros/hora, mas garante que ele próprio apenas recebeu o correspondente ao trabalho prestado em 2023 na Unidade Local de Saúde da Guarda, não tendo beneficiado da autorização.

Em causa está uma investigação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde: Gandra d'Almeida autorizou, enquanto DE do SNS, o pagamento superior ao estipulado para serviços médicos que ele próprio prestou na urgência da Guarda, num contrato de 29 mil euros.

Gandra d'Almeida explicou que o despacho "foi validar uma coisa para trás".

"Tratava-se de uma autorização genérica, como tantas outras. Quando assinei, não tive a perceção que me abrangia. Não interferiu, nem recebi mais pelo serviço prestado", garantiu, frisando que o relatório preliminar da IGAS aguarda ainda a sua versão.

quarta-feira, 28 de maio de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Carta de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro, 14 de Março de 1916 :

«Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental — uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto — que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.

Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueça. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a criança triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Março, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.

No jardim que entrevejo pelas janelas caladas do meu sequestro, atiraram com todos os balouços para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginação, ter balouços para esquecer a hora.

Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do "Marinheiro" ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.

Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena — cheia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.

Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.

Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio, amanhã, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no "Livro do Desassossego". Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.

As últimas noticias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.

Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.

De que cor será sentir?

Milhares de abraços do seu, sempre muito seu

Fernando Pessoa

P. S. — Escrevi esta carta de um jacto. Relendo-a, vejo que, decididamente, a copiarei amanhã, antes de lha mandar. Poucas vezes tenho tão completamente escrito o meu psiquismo, com todas as suas atitudes sentimentais e intelectuais, com toda a sua histeroneurastenia fundamental, com todas aquelas intersecções e esquinas na consciência de si-próprio que dele são tão características...

Você acha-me razão, não é verdade?»

1.

Cada vez mais pessoas em situação de sem-abrigo procuram as urgências hospitalares em busca de um teto, alimentação, higiene, entre as quais imigrantes e moradores que perderam a casa ou o quarto onde viviam por dificuldades financeiras.

2.

Odeiam trabalhadores.

Greve na CP.

Tiveram todo o tempo para resolver as justas reivindicações dos trabalhadores.

Ocuparam os seus tempos em tratar dos assuntos dos homens do dinheiro.

Agora dizem que os trabalhadores são uns ingratos, uns irresponsáveis por terem marcado greves para o tempo de eleições…

Ouvir Luís Montenegro, com o seu cínico sorriso dizer: "um dia, temos de pôr cobro a isto!", é de de colocar um cidadão no limiar do vómito.

Ver/Ouvir aquele ministro da tutela, Miguel Pinto Luz, completamente histérico: «Isto é política partidária, eleitoral que o Governo fez "tudo para evitar" a paralisação.

O pretexto para, mais uma vez, se atacar o direito à greve é a paralisação de comboios provocada pela adesão a uma série de paragens convocadas por 16 organizações sindicais da CP, umas filiadas na CGTP-IN, outras na UGT, outras sem filiação em qualquer central sindical.

3.

«É o imigrante mais antigo que recusa admitir direitos aos novos imigrantes; é o trabalhador mal pago que acredita que os pobres que recebem subsídios o estão a extorquir; é o branco que não aceita ver os negros fora dos musseques; é o homem macho que não suporta que as mulheres ganhem poder.

Em 50 anos de Democracia fizemos muito, mas muito ficou por fazer. Faltou educar a sociedade na ideia de cooperação entre todos e de abertura aos outros, e de uma saudável desconfiança em pregadores fáceis que vendem ilusões com os nossos ressentimentos. Não seremos capazes de reconhecer no que falhámos?

Pensar no que podemos e devemos fazer para contrariar esta deriva ideológica e moral em que vivemos, levar a nossa capacidade crítica ao fundo dos problemas criados, compreender que ser radical é ir à raiz dos problemas e que não o ser é colher passivamente os frutos que deixámos semear, é isto o que se pede aos responsáveis políticos. E tudo o resto será chover no molhado.»

Luís Filipe Castro Mendes no Diário de Notícias.

4.

Por fim

Alguém um dia afirmou que um canal de televisão tanto pode vender sabonetes como presidentes.

Interessante o artigo de Bárbara Reis no Público de hoje:

«João Pinhal, da Universidade Nova de Lisboa, trouxe luz para o debate sobre papel dos media na ascensão do Chega.

Pinhal, que tem 20 anos, contou, uma a uma, todas as entrevistas que as televisões públicas e privadas fizeram ao líder do Chega, André Ventura, e ao líder do PSD, Rui Rio ou Luís Montenegro, entre Outubro de 2019 e Junho de 2024 (este período inclui os primeiros meses de Montenegro como primeiro-ministro).

Os números dos 57 meses desde que Ventura foi eleito pela primeira vez mostram que o líder do Chega deu 61 entrevistas e o líder do PSD deu 42. Os números falam por si:


SIC+SIC Notícias: 15 entrevistas a Ventura; nove ao líder do PSD.

 

TVI+ TVI24+CNN: 29 a Ventura; 17 ao líder do PSD.

 

CMTV: 12 a Ventura; seis ao líder do PSD.

 

RTP e RTP3: cinco a Ventura; dez ao líder do PSD.

Estas são entrevistas a sós, em estúdio, ou com Ventura convidado para debater ou comentar algum tema da actualidade. Excluem os debates das campanhas eleitorais.
A principal responsabilidade pela ascensão do Chega é do Chega, que vende soluções fáceis embrulhadas em mentiras e ódio. Mas os media, em particular as televisões, não podem sacudir a água do capote.»

sexta-feira, 23 de maio de 2025

BLOGUEANDO POR AÍ

"O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeitou hoje classificar as ações de Israel como genocídio, apesar de reconhecer que a situação humanitária na Faixa de Gaza, provocada pelo bloqueio e bombardeamentos israelitas, é “absolutamente intolerável”."

Para ser genocídio, era preciso serem russos, muçulmanos, chineses, pretos ou indostânicos. Sendo judeus, coitadinhos, são danos colaterais.

hmbf na Antologia do Esquecimento

sexta-feira, 25 de abril de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Já de há muito se sabe, que Montenegro e os acólitos que giram à sua volta, não gostam do 25 de Abril.

Causa-lhes azia, comichões várias…

Num golpe completamente saloio, miserável, aproveitaram-se do luto decretado pela morte do Papa Francisco, para cancelarem as festas governamentais – como se eles soubessem fazer festas, ou delas gostassem!...

David Pontes, em editorial do Público de hoje, diz-lhes o que realmente são:

«Mostrando uma insensibilidade notável às polémicas em torno desta data e da importância deste 25 de Abril específico, o executivo embrulhou-se sobre o que podia ou não fazer devido ao luto nacional por causa do Papa Francisco e criou uma polémica escusada, quando o apelo deveria ser a que o dia de hoje seja o mais consensual possível. Tal como foi o ano passado, com a participação no desfile de Lisboa do presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, e da Iniciativa Liberal, que este ano volta a integrar o cortejo.

É este 25 de Abril, uno e inclusivo, que se quer. Sempre.»

quinta-feira, 3 de abril de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

As sondagens são o que são, cada cor, seu paladar.

Uma sondagem da Universidade Católica para o Público, RTP e Antena 1 mostra que as eleições, com ligeiras alterações, vão deixar o país na mesma, ou seja: ingovernável.

Foi isto que o primeiro-ministro espinhense, acolitado por aqueles jotas laranjas, quis. Uma chico-espertice-de-vendedor-de-banha-da-cobra, que ontem atingiu um parvo e saloio climax, como referia o editorial do Público - Cuidado com as Confusões:

«O Governo juntou-se nesta quarta-feira, em peso, no Porto, para fazer o balanço do seu primeiro (e único) ano de governação. A reunião de ministros realizou-se numa sala do icónico Mercado do Bolhão e a conferência de imprensa acabou por acontecer no piso das bancas.

Cuidado com as confusões!
De passagem pelo mercado, Luís Montenegro cumprimentou os vendedores, distribuiu beijos, tirou selfies, e o executivo seguiu a pé para o almoço no Café Majestic, na Rua de Santa Catarina — por onde passarão tantas campanhas partidárias até ao dia 18 de Maio.»

domingo, 30 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O primeiro-ministro Luís Montenegro esteve internado no hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde deu entrada, na sexta-feira, pelas 13h00, foi encaminhado para a cardiologia, saiu por volta das 20h40.

Não se sabe a cor da pulseira que lhe colocaram no pulso, nem o tempo que esperou na fila de atendimento.

Calcula-se… apenas…

«Estou bem, podem estar tranquilos. Foi um episódio de uma arritmia cardíaca, que de quando em vez, muito esporadicamente, me atinge. Está tudo tranquilo e vou descansar durante o fim de semana. Na segunda-feira vou reassumir todos os meus compromissos», disse, sorridente, aos jornalistas, às televisões, no «lugar do morto» do carro de serviço.

No sábado, o ministro dos Assuntos Parlamentares garantiu que o primeiro-ministro tem uma "saúde rija" e que não há motivos para preocupação, salientando que o episódio de arritmia,  "foi um pequeno percalço. "

CONVERSANDO


Li, diversas fontes, que a frase pertence ao romano Júlio César:

 Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar.

Claro que são os portugas!

Quem mais poderia ser?

sábado, 29 de março de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


 Luís Montenegro não é um homem confiança.

Desde que tomou posse, ficou a pensar que, a todo o custo, teria que provocar a queda do governo para que acontecessem eleições.

Umas trapalhadas que é um novelo a que ninguém consegue dar a volta foram o pretexto.

Ninguém queria eleições, excepto Montenegro.

Acontecerão a 18 de Maio.

Aparentemente muito pouco, ou nada, irá mudar.

O meu avô dizia-me que quando houver alguém que fale das coisas melhor do que tu, escolhe o silêncio.

É por isso que convoco o editorial do Público de hoje da autoria de Helena Pereira, deu-lhe o título: Luís Montenegro e o Rei Sol.

«Se pudesse, Luís Montenegro provavelmente só aceitaria um debate televisivo com o líder do maior partido da oposição, Pedro Nuno Santos. Montenegro quer que a campanha eleitoral para as eleições de 18 de Maio se centre exclusivamente em si e no seu Governo, e está a fazer tudo para que assim seja. Quer que na cabeça dos eleitores ecoe apenas a pergunta sobre se querem ou não um governo liderado por si. E o Governo que abruptamente interrompeu funções.


É por isso que pretende reduzir ao máximo a participação em debates televisivos. É por isso que distribuiu 11 ministros como cabeças de lista pelo mesmo número de distritos, numa aposta inédita em cinco décadas de democracia.»

1.

Montenegro faz casa de luxo a preço de saldo. Moradia tem 8 casas de banho e lavandaria

Crise da habitação, pois então!...

2.

Mais de 40 mil pessoas trabalham nas 380 empresas portuguesas do sector das indústrias de defesa, que facturam em conjunto cerca de cinco mil milhões de euros. 

3.

«Quando os restantes desiludem, sobra Marcelo Rebelo de Sousa. De acordo com o barómetro da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN, o presidente da República volta a ser o político português mais popular, ultrapassando Luís Montenegro, castigado pelas polémicas com a empresa familiar e uma crise que levou à queda do Governo: são cada vez mais os que dão boa nota ao presidente (55%), e cada vez menos os que lhe dão negativa (41%). Uma imagem positiva que se fica a dever a um grupo em particular: as mulheres. São elas que fazem a diferença. Se dependesse apenas dos homens, Marcelo seria mais um entre uma longa lista de políticos desprezados.»

 

Do Jornal de Notícias

4.

Entre os partidos que foram recebidos no Palácio de Belém, o líder do CDS-PP, Nuno Melo, levantou objeções à data de 11 de Maio, por considerar que colidia com a peregrinação a Fátima de milhares de católicos empenhados em participar na celebração do 13 de Maio.

5.

Para Portugal aumentar 1,5% do PIB a despesa militar teria de gastar qualquer coisa como mais quatro mil milhões de euros anuais, para além dos atuais 3 mil milhões. Vamos perder esse dinheiro, que tanta falta faz para outros serviços do Estado?

ATÉ MORTOS VÃO A NOSSO LADO

Nestes dias deixaram-nos:

Luís Oliveira, um dos mais emblemáticos editores portugueses, fundador da Antígona Editores Refractários, morreu de paragem cardíaca na segunda-feira, em Lisboa. Tinha 84 anos e o anúncio da sua morte foi esta terça-feira revelado pela editora em comunicado. "Dono de uma força imensa e de uma energia contagiante, fazia do mundo um 'espaço de encontros que visam o prazer e a construção de um lugar ameno, deleitoso e voluptuoso'. Dançou até ao fim", escreve a equipa da Antígona na sua despedida.

O programador cultural Francisco Guedes, que esteve na origem dos festivaisliterários Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, o Lev — Literatura emViagem, em Matosinhos, e o FLiD — Festival Literário do Douro, em Sabrosa, morreu esta segunda-feira, no Porto, aos 75 anos.


José Brandão, um dos mais relevantes designers portugueses e professor emérito da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, morreu na quarta-feira, aos 80 anos, revelou em cominicado a instituição onde leccionava desde 2017.Fundador do B2 Atelier de Design, em 1982, com a sua mulher, Salette Brandão,foi também um dos fundadores da Associação Portuguesa de Designers.

terça-feira, 18 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O Governo já se encontra em gestão mas quer passar para os privados 174 centros de saúde agregados aos cinco hospitais que virão a ser PPP.

A notícia é do Expresso:

«Relançamento das parcerias público-privadas em cinco hospitais inclui todas as estruturas de cada uma das cinco unidades local de saúde. As ULS que têm os hospitais de Braga, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra e Garcia de Orta servem mais de um milhão e 700 mil pessoas. Privados esperam para ver se as propostas interessam.»

Esta de os privados esperarem para ver se as propostas interessam, não lembraria ao careca!...

O poeta, Nuno Júdice, que nos deixou em 17 de Março de 2024 – um ano, como o tempo voa! – deixou escrito num poema:

«A medicina é uma arte do comércio.»

Outro poeta, Marta Cristina Araújo, também disse que:

« Que importa o nome das doenças, se o dinheiro não chega para pagar a cura? Os pobres quando adoecem deitam-se e tomam chá.»

Sempre soubemos o que o governo do homem de Espinho tinha como prioridade primeira a destruição do Serviço Nacional de Saúde e entrega-lo, de mão beijada, aos privados.

Vamos deixar?

Temos a possibilidade de nas eleições de 18 de Maio evitar que isso aconteça.

sexta-feira, 14 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO


O título do Editorial do Público, de hoje, assinado por David Pontes, pede-nos que cruzemos os dedos.

Pela sua leitura ficamos a saber:

«A estratégia de vitimização prosseguiu com uma comissão política em que o delírio verbal subiu a níveis poucas vezes vistos. Pedro Nuno Santos fez "pior à democracia em seis dias do que André Ventura em seis anos", disse Aguiar-Branco. O PS é um “Chega de esquerda” e promoveu um “assalto institucional”, escalou Sebastião Bugalho. O PS é a “corista ordinária do Chega” e o seu líder “um sem-vergonha”, sustentou Luís Campos Ferreira.»

Por outras fontes soubemos:

«Manuela Ferreira Leite: "Isto é o caminho para a ditadura" José Pedro Aguiar-Branco: “Pedro Nuno Santos fez pior à democracia nestes últimos seis dias do que André Ventura nos últimos seis anos” Sebastião Bugalho: "Este PS é um Chega de Esquerda”. ».

Diga-se:

AI QU’ISTO CHEGOU!

E calar-me-ei porque, de modo algum, poderemos cair na vida alucinada de Luís Montenegro, do PSD, que foi de Sá Carneiro, que grande parte dos idiotas que naquelas cadeiras se sentam, nem devem saber quem foi.

Como dizia um velho amigo: os governantes de um país, pode ser o nosso, terão que ser gente que se lava todos os dias!

quinta-feira, 13 de março de 2025

CANSAÇO...

Marcelo Rebelo de Sousa marcou as eleições legislativas para 18 de Maio.

Segundo o presidente não estão em causa políticas, mas sim a «a confiabilidade, ou seja, a ética da pessoa exercendo a função de primeiro-ministro».

Fica provado que Luís Montenegro está agarrado ao poder com todas as suas forças.

A seu lado o PSD apoia, cegamente, o seu delírio.

O que vale, o que nos vale, é que já ninguém leva a sério esta gente que está a destruir o país. O que, por outro lado, é perigosíssimo quando baixarmos de vez os braços. 

Valham-nos os deuses todos do Olimpo.

NOTÍCIAS D CIRCO

O único responsável por esta crise é Luís Montenegro. É responsável pelas suas falhas éticas, que a fizeram nascer. É responsável por forçar uma moção de confiança que sabia chumbada, para poder ir o mais depressa possível a votos, na derradeira esperança deles substituírem a verdade. E é responsável pelo espetáculo de taticismo infantil de ontem, tentando transformar a moção de confiança numa negociação de uma CPI.

Até ontem, não desejava eleições. Não achava que este fosse o melhor momento e o melhor ambiente para acontecerem. Mudei de opinião. Quem sequestra, desta forma, um partido, um parlamento e um País para se proteger a si mesma não pode ser primeiro-ministro. Já tivemos uma experiência traumática. Não precisamos de a repetir.»

Daniel Oliveira no Expresso

segunda-feira, 10 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Uma sondagem feita para o Jornal de Notícias, CNN, TVI, TSF, revela que, com algumas e irrelevantes diferenças, as eleições que se avizinham vão deixar o país na mesma situação pantanosa.

Ninguém quer eleições, mas uma coisa é certa: este primeiro-ministro jamais poderá a estar à frente de um governo.

Uma estratégia de suicídio só ao alcance de gente terrivelmente incompetente.

E não só!

sábado, 8 de março de 2025

MÚSICA PELA MANHÃ


Se houver eleições, existem já previsões que vão ser gastos 25 milhões de euros.

Mas o que há dias era dado como certo, poderá não acontecer.

Ninguém quer eleições.

Nem o povo nem os partidos.

Ao que se chegou!..

Nós merecemos o que está a acontecer porque há 50 anos, andamos a eleger gente  que apenas pensa em si próprios e nos amigos.

Esta é a total impreparação dos nossos actuais políticos.

O governo não é competente, mas pior de tudo é o seu chefe, um saloio-com-vista-para-o-mar-de -Espinho, um ser desprezível…

Diria o velho Eça: «O governo não há-de cair – porque não é um edifício. Tem que sair com benzina – porque é uma nódoa!».

Este é o país-do-quero-lá-saber-quem-vier-atrás-que-feche-a-porta.

Oh! Jorge Palma dá-nos aqui um ajuda para uma musiquinha pela manhã.

sexta-feira, 7 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

«A política passou a ser vista como uma coisa grosseira, uma vulgaridade de criaturas retardadas que tratam o povo como crianças.

António Guerreiro, no Público de hoje

quinta-feira, 6 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Ontem, Quarta-feira de Cinzas, o primeiro-ministro Luís Montenegro, ainda mascarado de Calimero, não quis prestar informações sobre a sua empresa-de-jogos-de-influências, manteve a sua gestão de silêncios e preferiu arrastar o País para eleições.

Marcelo Rebelo de Sousa já adiantou que as eleições serão em Maio.

Como o Manuel Bandeira, gostaria de dizer:

«Vou-me embora pra Pasárgada».

segunda-feira, 3 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO


Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, virou Calimero.

É um primeiro-ministro precário, como se pode ler no editorial do Público.

Se o governo cair, a culpa apenas poder ser assacada a Luís Montenegro.

O Partido Comunista apresentou uma moção de censura.

O Partido Socialista vai avançar com uma comissão de inquérito obrigatória à empresa familiar de Luís Montenegro e ameaça com moção de censura e Pedro Nuno Santos vai pedir audiência ao Presidente da República para justificar a iniciativa do PS.

A Ordem dos Advogados também vai averiguar as suspeitas de violação da lei dos actos próprios da advocacia por parte da empresa propriedade da família do primeiro-ministro.

A Procuradoria Geral da República recebeu denúncia anónima e vai analisar se há alguma ilegalidade relacionada com os negócios da empresa familiar de Luís Montenegro
O constitucionalista Reis Novais defende existir, no mínimo, violação de obrigação de exclusividade pelo primeiro ministro, e que este deveria ser, em última análise, demitido pelo PR ou destituído pelos tribunais.

Depois de tudo isto, provavelmente mais algumas coisas, o gabinete do primeiro ministro revela que o primeiro-ministro vai pedir à Entidade que faça uma auditoria.

Apesar das críticas dos partidos ao silêncio do Presidente da República sobre a polémica em torno do primeiro-ministro, Belém remete para depois do desfecho parlamentar comentários sobre a crise política.

Amílcar Correia no editorial do Público:

«Há duas qualidades que o primeiro-ministro não tem demonstrado: transparência e clareza. Luís Montenegro geriu este caso da sua empresa familiar com a intenção de ocultar o que deveria ter sido esclarecido e de desocultar o que não importava. A estratégia de resposta foi tardia e esquiva. O primeiro-ministro acha sempre que a gestão do silêncio é a melhor gestão possível, porque os problemas se esfumam sem precisar de responder. Mas, neste caso, não o foi.»

Chegámos a isto!

Os canais televisivos rejubilam e os comentadores amontoam-se em horas seguidas a debitar as mesmas coisas que se reduzem a nada.

É a vida, como um dia disse o engenheiro.

domingo, 2 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Ao qu'isto chegou!

Sempre se soube que Luís Montenegro – ah! aquele sorriso cínico… - não era o primeiro-ministro que o país necessitava, no entanto, algum povo nele votou.

E assim assistimos, em horário nobre televisivo, ao triste show televisivo a que se seguiu a feira de comentaristas sem saber o que dizer e a inventar atalhos e saídas da crise há muito instalada.

Do editorial do Público:

 «Ficará para o campo das interrogações e das perplexidades como é que alguém que enquanto líder da oposição fez carreira com a exploração dos casos que envolveram os governos de António Costa, exigindo transparência máxima, achava que ia poder escapar ao escrutínio feroz a que estão sujeitos os políticos.

Independentemente do resultado desta crise ela é, para já, uma derrota de Montenegro. Perante um registo tão favorável para o executivo, que ele próprio traçou no seu discurso, mergulhar o país numa crise política por causa de uma empresa familiar é um enorme desperdício a que Portugal não deveria ser sujeito. Mas não foi essa a escolha de Luís Montenegro.» 

sábado, 1 de março de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Face ao imbróglio em que se meteu, o nosso primeiro, depois de encontrar conforto e almofada num conselho de ministros extraordinário pelas 18,00 horas, falará, qual conversa de família à la Marcelo Caetano, ao país na hora nobre televisiva.

Neste momento, avalia a situação pessoal e política.

Pedro Nuno Santos: "É preciso ter a certeza que o senhor primeiro-ministro não ficou a dever favores"

O secretário-geral do PS diz que a notícia das incompatibilidades do primeiro-ministro "é grave" e desafia Montenegro a dar todas as explicações para restabelecer confiança com os portugueses.

O chefe «daquela coisa» diz que Montenegro deve apresentar hoje a demissão.

Rui Rocha diz que se Montenegro quer continuar a ser Primeiro ministro tem de desfazer-se da empresa.

O líder da Iniciativa Liberal considera que é incompatível ser chefe do Governo e ter atividade empresarial.

O Partido Comunista diz que o Governo não tem condições para resolver problemas e é "foco de descredibilização".

Para Paulo Raimundo , este é "um Governo ao serviço dos grupos económicos" e que "promove um verdadeiro conflito de interesses".

O Livre defende que Montenegro deve divulgar lista de clientes e ponderar  a venda da empresa.

Rui Tavares afirmou não ter "confiança institucional" em Montenegro para que seja o próprio a "determinar quando é que deve ou não pedir escusa" de determinados assuntos tratados pelo Executivo.

O Bloco de Esquerda diz que maior conflito de interesses do executivo de Montenegro é governar para a elite.

Mariana Mortágua aludia aos ministros e secretários de Estado que têm ou que tiveram participações em empresas do ramo do imobiliário.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

Pedro Tadeu perguntava, ontem no Diário de Noticias:

«Podemos confiar nos políticos com imobiliárias?»

Não, não podemos, e temos sempre aquele travo amargo de, também, não podermos confiar nos políticos.

Enquanto ministro, Cavaco Silva disse um dia:

"Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes".

 Para depois virmos a saber o que se passou com o BPN para além de afirmar  que o BES, já em falência, era um banco em que os portugueses podiam investir.

Há breves semanas, o primeiro-ministro, na Assembleia da República, acossado por uma moção de censura colocada por «aquela coisa», disse quase o mesmo e, hoje o Expresso coloca na primeira página que «O grupo Solverde paga à empresa da família de Luís Montenegro, a Spinumviva, uma avença mensal de 4500 euros desde julho de 2021 a troco de um conjunto de “serviços especia­lizados de compliance e definição de procedimentos no domínio da proteção de dados pessoais».