O Ministério Público e a Polícia Judiciária avançaram, esta manhã, com cerca de uma dezena de buscas, designadamente em casas de responsáveis da Carris e de uma empresa privada, no âmbito da investigação criminal do acidente do Elevador da Glória, que ocorreu na tarde de 3 de setembro do ano passado e em que morreram 16 pessoas.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
SÍTIOS POR ONDE ELES ANDARAM
Sim,
quantas vezes eles andaram naquele Elevador, mais subidas que descidas.
Não
conseguem, agora, saber a data em que a fotografia do Elevador da Glória, com o
assador das castanhas em fundo, foi tirada.
Dado
o fumo das castanhas, talvez um tempo outonal/invernoso.
Mas foi a 3 de Setembro que a tragédia se abateu sobre o velho Elevador da Glória.
«Foi numa quarta-feira, a 3 de Setembro, com o país regressado de férias,
mas com Lisboa ainda repleta de veraneantes, que o elevador da Glória salta
para as páginas dos jornais de todo o mundo. Aquilo que era para ser mais uma
das 87 viagens diárias de rotina do elevador mais conhecido de Lisboa, acaba em
tragédia quando um dos dois veículos se desliga do cabo que o sustentava (e
rebocava) e corre desgovernado pela Calçada da Glória abaixo embatendo numa
esquina e em dois postes de electricidade, provocando a morte de 16 pessoas.
As ondas de choque deste acidente dominariam as notícias e a vida política do
país durante semanas. O elevador da Glória transportava 3 milhões de
passageiros por ano, na sua maioria estrangeiros e era um ícone da capital
portuguesa. Num país europeu, considerado seguro, não era suposto que o cabo de
um equipamento tão importante se desligasse do veículo e o deixasse à solta,
fora dos carris, sem outra redundância eficaz para o fazer parar.»
Quanto
às indemnizações, a que todas as vítimas da tragédia têm direito, deverão
decorrer ainda muitos anos para que isso venha a acontecer, uma lonjura de
tempo em que as companhias de seguros são exímios mestres.
ELEVADOR DA GLÓRIA
Na mais profunda das
confusões
Nas vozes alteradas dos turistas
A pedirem desculpa dos empurrões
Aos vulgares passageiros, aos jornalistas
A quem todos os dias te
percorre
Quase sem dar pelo ângulo da subida
E em cada viagem também morre
Ou (pelo menos) deixa um pouco de vida
Às crianças com três
anos de idade
Na voz hesitante dos seus pais
Perdida entre o apelo da verdade
E os gostos da poupança, naturais
A todos que comigo
viajaram
E posso ter como testemunhas
E este fado comigo cantaram
Numa guitarra velha como as unhas
A todos direi; tomem
nota por favor:
não há lugares sentados neste elevador.
José
do Carmo Francisco em Transporte
Sentimental
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
NOTÍCIAS DO CIRCO
Carlos Moedas é um político deprimente.
Saber
que o teremos a dirigir Lisboa por mais 4 anos, é um enorme pesadelo, um circo
de horrores.
A oposição pede responsabilidades políticas à gestão de Carlos Moedas na câmara de Lisboa, depois de o relatório preliminar sobre o acidente com o elevador da Glória, ter concluído que o cabo não estava certificado para transporte de passageiros, e ter arrasado a manutenção por uma empresa externa.
«A gravidade da
situação não pode merecer, da parte do presidente da câmara, apenas a
referência de que isto não é um problema político, mas sim um problema técnico».
Valentina
Marcelina, editorial do Diário de Notícias:
«É uma recomendação
óbvia e tardia. Este relatório preliminar não fixa culpas penais. Essa é tarefa
do Ministério Público, que aguardaremos e não esqueceremos - foram 15 vidas o
resultado desta cadeia de irresponsabilidades.
Ao apontar para
responsabilidades institucionais, o GPIAAF evidencia o retrato de uma falência
de sistema. Uma empresa pública que não controla o que compra, um Estado que
não supervisiona o que transporta e uma cidade que confiou num símbolo sem
garantir a sua segurança. A tragédia não foi inevitável. Estavam lá os sinais.
Foi anunciada.»
terça-feira, 21 de outubro de 2025
DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO
Perante o relatório preliminar sobre o trágico acidente do elevador da Glória, o presidente da Câmara de Lisboa entendeu realçar: «a infeliz tragédia do elevador da Glória foi derivada de causas técnicas e não políticas».
Na
noite em que em que obteve novo mandato para a presidência da Câmara, Moedas
confidenciou que sempre confiara na lucidez dos lisboetas e verificou que isso
aconteceu e mais uma vez acreditaram em nós e agora sim, há condições para
fazer mais na cidade de Lisboa.
Carlos
Moedas é um político medíocre,medroso,incompetente.
Em
quatro anos, tirando as cenas circenses que compõe e inventa, não se preocupou,
minimamente com o gravíssimo problema da
habitação, o caos da mobilidade, a degradação e o desleixo de vários espaços
comuns de lazer, à sujidade de passeios e ruas, a limpeza urbana, além da falta
de iluminação.
Que
face a este descalabro citadino, alguns lisboetas ainda lhe tenham dado novo
mandato, é necessariamente um caso de estudo.
1.
Isabel tem salário de 900 euros e renda de 750:
“Vejo-me neste papel de ser pobre”
Mãe e filha estão em risco de pobreza, com um
rendimento inferior a 632 euros per capita (por adulto, no caso). Fintam a fome
graças à ajuda de uma associação. Uma história entre 1,8 milhões.
- lido no Público.
2.
O risco de
pobreza das mulheres continua a aumentar
face ao homens. São 17,6% contra 15,4%, o que se explica pelo facto de os
seus salários serem em geral muito baixos, assim como todas as prestações
que deles dependem. «A relação entre mulheres e pobreza assenta
nos baixos salários e pensões, na desigualdade remuneratória, na discriminação,
na precariedade laboral, na desvalorização do trabalho doméstico e de cuidados
não remunerados e no maior desemprego das mulheres».
3.
Uma das maiores
empresas mundiais, a Nestlé, anunciou o despedimento de 16 mil trabalhadores ao
longo dos próximos dois anos.
4.
Um comboio
Intercidades da CP que ligava Lisboa a Faro perdeu uma carruagem a meio da
viagem, quando o engate que ligava duas carruagens se partiu, aparentemente por
deficiente manutenção do equipamento.
5.
Mais de 15% dos portugueses não conseguem aceder a cuidados dentários por
razões financeiras. Se as contas forem feitas apenas para a população em risco
de pobreza, a proporção dispara para os 32,5%.
6.
Só os loucos cantam na rua. Faz falta gritar. Grito.
António Borges
Coelho em Crónicas e Discursos
terça-feira, 14 de outubro de 2025
NOTÍCIAS DO CIRCO
Por
aqui, a quase esmagadora das gentes que vivem e trabalham, acabam por se
revelar uma gente muito estranha.
Muitos
não têm casa onde dormir, não têm de comer, são regularmente pontapeados pela
direita e pelo seu extremo.
Mas
é neles em que depositam o voto.
Existem
imensos casos de estudo destes procedimentos.
Há
diversos avisos para os perigos que correm.
Em vão!
«Era expectável que os candidatos do PS alimentassem a possibilidade de
vencerem no Porto e em Lisboa, o que condicionaria a leitura dos resultados
eleitorais. Manuel Pizarro tinha no Porto uma notoriedade que Pedro Duarte
reconhecia ser o seu principal inconveniente. Alexandra Leitão suspeitava que a
candidatura de João Ferreira fosse determinante para a sua derrota, como se veio
a confirmar, mas travava uma campanha contra alguém enfraquecido por quatro
anos de gestão petulante e pela incongruência do discurso em que se enredou
após o acidente do Elevador da Glória. Todavia, os últimos meses desastrosos
não o impediram de receber mais 30 mil votos do que há quatro anos.»
Amílcar
Correia no Público
domingo, 5 de outubro de 2025
NOTÍCIAS DO CIRCO
«Uma investigação do programa ‘Prova dos Factos’, da RTP, mostra, com toda a clareza, um velho vício do Estado e dos atores políticos, neste caso da Câmara Municipal de Lisboa e de Carlos Moedas. Depois de terem garantido “todo o apoio” às vítimas da tragédia do Elevador da Glória e aos seus familiares, passado um mês, o esquecimento, a incúria, a invisibilidade daqueles vai-se impondo. Moedas encheu as televisões a dizer que tinha falado com todas as famílias mas, em dois casos documentados pela RTP, não só não falou como foi apanhado numa grave incorreção. Afinal, falou com quem lhe pediu para ser recebido, coisa muito diferente do alarido mediático inicial. O episódio é grave e mostra um cinismo antigo na forma como alguns atores políticos tratam estes casos. Passada a pressão mediática e política, instala-se o torpor, o laxismo, o jogo de palavras, como o da dita correção. Instala-se o abandono das pessoas, as dificuldades burocráticas, a gestão fria da lei, dos regulamentos, das interpretações jurídicas, relegando tudo para comissões, como a que neste caso acompanha a questão das indemnizações devidas, que ainda nem tomou posse. O baixo nível de exigência cívica que domina entre nós é uma das maiores armas dos políticos incumpridores. Criou um padrão amoral, de alguma indiferença ao sofrimento, que não pode triunfar. Assim saibamos todos cumprir o nosso papel. Neste caso, os media têm-no cumprido inteiramente.»
Eduardo Dâmaso no Correio da Manhã
sábado, 4 de outubro de 2025
DISTO,DAQUILO E DAQUELOUTRO
As eleições autárquicas são a 12 de Outubro.
Os partidos, em campanha eleitoral, têm invadido as
ruas das cidades, vilas, aldeias.
Tirando os que vão a todas, são eles que são o número
das arruadas, das bandeiras, das palavras de ordem.
O resto do país está cansado de eleições, desmotivado,
não acredita nas promessas apregoadas e nunca concretizadas.
Chegámos a isto!
O circo não presta e o pão já vai faltando!...
1.
Passado um mês
sobre o trágico acidente, o governo ainda está a averiguar quem é a entidade
responsável pela fiscalização do elevador da Glória.
2.
«Governar com a expectativa de que o Chega pode ser, ou vir a ser, um
parceiro fiável é desconhecer a fábula da rã e do escorpião. Com tantos
malabarismos, tanta estalada sem resposta, tanta ambiguidade no confronto com
um inimigo agressivo e perigoso, Montenegro pode ganhar uma lei para acalmar as
percepções e mais meia dúzia de meses de equilibrismo. Mas sendo assim, jamais
será o que hoje faz mais falta: um homem de Estado, capaz de ler o país e o
mundo para lá do pequeno cálculo eleitoral. As pessoas que prezam coisas
simples como a coragem, que em tempos expressou no “não é não”, ou a honra do
bom nome, dificilmente olharão para ele com apreço.»
Manuel Carvalho no Público de 2 de Outubro.
3.
«Até Agosto
deste ano, o SNS gastou mais de 17 milhões que em todo o ano de 2024 com
médicos tarefeiros. Desde 2009, uma única empresa faturou perto de 56 milhões
de euros.
Em notícia
avançada pela revista Sábado foi revelado o negócio de milhões das empresas que
fazem da doença lucro. Empresas como a Randstad, a Talenter, ou Select Clinical
viram na falta de médicos no SNS e na dificuldade de recrutamento, a
oportunidade de negócio ideal e os vários governos foram facilitando e
alinhando cada vez mais na contratação de médicos a essas empresas.
Na prática, os médicos tarefeiros trabalham à tarefa, ou seja, recebem por horas de serviço prestado, consultas feitas ou turnos realizados, e normalmente não têm vínculo laboral direto com o hospital público onde trabalham. Desta feita, o hospital ou centro de saúde celebra um contrato com uma empresa de prestação de serviços médicos e paga-lhe a quantia acordada por hora ou turno.»
Lido em Abril, Abril
4.
«A medicina é uma arte do comércio.»
Nuno Júdice
5.
«Que podemos nós fazer pelo mundo, enquanto vivemos? Muitos homens e muitas mulheres desejariam servir a Humanidade, mas encontram-se perplexos, e a sua força parece infinitesimal. O desespero apodera-se deles, e mais sofrem com o sentimento de impotência, e os que mais estão expostos à ruína espiritual através da perda da esperança.»
Bertrand Russell
domingo, 28 de setembro de 2025
CONVERSANDO
Marcelo Rebelo de Sousa terminará o seu mandato presidencial em Janeiro do próximo ano.
Este
ano realizou a 8ª edição da Feira do Livro no Palácio de Belém.
Esteve
para ser realizada nos dias de 4 a 7 de Setembro, mas a tragédia do Elevador da
Glória, levou ao seu cancelamento e foi marcada para esta semana 25 a 28 de
Setembro.
Faltei
às anteriores edições, por isto e por aquilo, o tempo decorrido não permite à
metade do meu cérebro que ainda não está em branco, lembrar os porquês.
Este
ano não faltaria mesmo, quem gosta de livros como eu, não deixaria de ir até
Belém, inclusive, no final da visita, entrar nas longas filas, ali ao lado,
para comer um Pastel de Belém.
Mas
os deuses não quiseram nada com a cultura, e a Gabrielle resolveu estragar
tudo.
Hoje,
ainda olhei o tempo lá, li que são
permitidos os guarda-chuvas, mas não vi boas possibilidades, olhar, folhear
livros debaixo de chuva e vento não é nada agradável!...
Os
enormes lamentos, melancólicos e tristes, ficam comigo.
Contudo,
Luís Marque Mendes, candidato à presidência , com um largo sorriso, disse aos
jornalistas, que se for eleito presidente, manterá a organização da Festa do
Livro nos jardins do Palácio de Belém.
Marques Mendes, por motivos óbvios, não é o meu candidato, mas se ele for à 2ª volta das eleições, contará, qual novo sapo a engolir, com o meu voto…
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
À LUPA
A Lupa, por vezes, perde-se e nem sempre abrange o que vale a pena referir.
Desconheço se os responsáveis editoriais das
televisões noticiaristas: SIC, RTP 3, CNN, CMTV, NOW, peregrinam até Fátima, ou
se andam de avental pelas salas das maçonarias.
Mas,
muito regularmente, têm uma sorte levada da breca: o elevador da Glória que
perdeu os freios e provocou uma tragédia; as próximas eleições autárquicas, a
ainda distante eleição presidencial em que o presidente «daquela coisa»,
anunciando a sua candidatura, seria a estrela da noite, mas os deuses contrariaram-no
e o colapso de Bruno Lage, à frente da equipa de futebol do Benfica,
estragou-lhe a festa circense, e os tudólogos, os sabe-tudo, invadiram, madrugada
dentro, os écrans e apenas se falou de futebol.
domingo, 7 de setembro de 2025
CARLOS MOEDAS: PIOR É IMPOSSÌVEL!
Carlos Moedas, nas últimas eleições autárquicas, obteve a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, sem saber ler nem escrever.
Acima
de tudo porque Fernando Medina, outro político medíocre, se deixou relaxar, ao
ponto de admitir que a vitória estava no papo e que vestir a camisola, seria
suficiente para vencer o jogo.
Enganou-se
redondamente!
Numas
outras eleições, João Soares cometeu o mesmo erro.
Carlos
Moedas e os seus apaniguados do PSD, na tragédia do Elevador da Glória, têm
responsabilidades políticas. As outras responsabilidades, os inquéritos e
averiguações, a seu tempo, darão as possíveis conclusões.
A entrevista que, há poucos minutos, Carlos Moedas deu na SIC, é um perfeito desastre.
Não
contente com a falta de conteúdo, técnico e político, lamentavelmente, rematou a entrevista com ofensas graves e falsas sobre Alexandra Leitão, sua adversária na luta pela
chefia da Câmara de Lisboa, trazendo para a praça pública uma palavra que a maioria
dos portugueses desconhecia, chamando SICÁRIOS a adversários políticos.
No topo deste texto apresentamos a definição que pode ser lida no Dicionário de Morais e incluímos uma frase do escritor Henry David Thoreau, que podia ser lida no Público de 21 de Agosto, e que se pode aplicar a todos os Moedas destes tristes e cinzentos tempos.
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
À LUPA
A tragédia abateu-se sobre a cidade de Lisboa.
Um
dos dois veículos, que constituem o Elevador da Glória, por motivos ainda desconhecidos,
desceu desgovernado, embateu num prédio da rua, matando 16 passageiros e originando
dezenas de feridos, alguns, permanecem nos hospitais, em estado grave.
Aparentemente
um cabo que se partiu, estará na origem do acidente, mas é muito cedo pa ra
qualquer conclusão, ainda por cima, o cabo, «olhado» na manhã do acidente, não
mostrava qualquer anomalia.
Contudo,
a empresa privada que faz a manutenção dos elevadores, a mando não se sabe de
quem, reduziu vistorias de 24 horas diárias para inspecções de 30 minutos.
A
Lupa, percorrendo um artigo publicado, no Público, da autoria de Carlos Cipriano e Ruben
Martins, verificou que, provavelmente, uma equipa de trabalhadores técnicos da
Carris com experiência na manutenção permanente, teria detectado, apara além do cabo, outras anomalias.
Alguém aleatório, que só vê a maquinaria do elevador meia hora por dia, não dá por eventuais
diferenças.
«Várias
fontes consultadas pelo Público alertam para a perda de conhecimento técnico,
não só na Carris como noutras empresas públicas, à medida que os trabalhadores
mais velhos se reformam sem serem substituídos por novos quadros porque se
optou pelo outsourcing. Esse conhecimento técnico, partilhado por
engenheiros e operários, era obtido e consolidado através de sucessivas
gerações de pessoal que pertencia ao quadro e tinham carreiras estáveis nas
empresas. Além do know how propriamente dito, havia o conhecimento
empírico, traduzido, por exemplo, em expressões como “manhas da máquina” ou
“cantar diferente” quando se referiam ao funcionamento dos equipamentos. Algo
que se perde quando a actividade passa a ser feita por empresas que prestam
serviços em contratos de três ou quatro anos.».
sábado, 9 de junho de 2018
ELEVADOR DA GLÓRIA
Nas vozes alteradas dos turistas
A pedirem desculpa dos empurrões
Aos vulgares passageiros, aos jornalistas
Quase sem dar pelo ângulo da subida
E em cada viagem também morre
Ou (pelo menos) deixa um pouco de vida
Na voz hesitante dos seus pais
Perdida entre o apelo da verdade
E os gostos da poupança, naturais
E posso ter como testemunhas
E este fado comigo cantaram
Numa guitarra velha como as unhas
não há lugares sentados neste elevador.




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