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sábado, 27 de setembro de 2025

MÚSICA PELA MANHÃ


 Fala de Cheyenne para Jill McBain:


- Sabes que mais? Se eu fosse a ti, ia ali dar de beber aos rapazes. Nem podes imaginar como um homem se alegra por ver uma mulher como tu. Só de olhar para ela. E se um deles te der uma palmada no rabo… faz de conta que não foi nada. Ganharam o direito a isso.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

IL MAESTRO


Compôs música para mais de 500 bandas sonoras para cinema e televisão, tinha formação clássica, ministrada pelo seu pai, nos anos 40 tocava trompete em diversas bandas de jazz. gostava de futebol e a música que compôs para filmes deu-lhe os primeiros recursos financeiros para sustentar a família.

Gostava de ser tratado como Il Maestro, um imperador como lhe chamou Hans Zimmer, também ele compositor de bandas sonoras.

Morreu aos 91 anos, no dia 6 de Julho do passado ano, na sequência de complicações após uma queda, na sua residência em Roma, em que fracturou o fémur.

Aos 87 anos tornou-se o mais velho vencedor de um Óscar da Academia, com a banda sonora para o filme The Hateful Eight de Quentin Tarantino.  Antes teve seis nomeações, mas aqueles cromos da Academia andam sempre a dormir, ou melhor: andam a tratar das suas vidinhas, das suas vaidades, de tudo, menos de cinema.

Em 2007 recebe um Óscar de Homenagem pelos brilhantes trabalhos que realizou e a que a Academia não ligou puto.

Em Junho de 2020, juntamente com o compositor, John Williams, recebeu o Prémio Princesa das Astúrias das Artes.

A banda sonora de Aconteceu no Oeste, vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo, e Morricone considerou-a o seu melhor trabalho.


Guardo um velho single da canção Here’s To You, infelizmente a capa desapareceu, ficou apenas o disco, cantada por Joan Baez  e composta por Enio Morricone para o filme Sacco & Vanzetti, de 1971, filme de Giuliano Montaldo.

Here's to you, Nicola and Bart

Rest forever here in our hearts

The last and final moment is yours

That agony is your triumph

Em Maio de 2019, no decorrer da digressão «60 Years of Music», que marcou a sua despedida, passou por Portugal.

«O segredo da minha produtividade é não saber fazer mais nada na vida.»

domingo, 12 de julho de 2020

ETECETERA


A pandemia alastra pelo mundo, ainda há quem efusivamente se divirta, mas a esmagadora maioria tem o seu viver feito em estilhaços, outros enfrentam o frágil jogo de equilíbrio entre não se sabe bem o quê, mas não está longe de se encaminhar para trágicos desfechos.

Em França, um motorista de autocarro morreu na sexta-feira, depois de ter ficado em morte cerebral na sequência de um violento ataque por parte de passageiros, isto depois de lhes ter pedido que utilizassem máscara como medida de prevenção contra o novo coronavírus.

1.

Neste domingo, Lisboa derreteu-se de calor.

Há dias, um tipo, que cheguei a pensar estar a fazer qualquer coisa por aí, chafurdar em dinheiro, por exemplo, menos ter que o ouvir dizer barbaridades, Durão Barroso de seu nome, um tempão decorrido, 100 mil mortos e tudo o resto que é muito, assumiu que a realização da Cimeira das Lages, e o apoio à invasão do Iraque pelos Estados Unidos, foi um erro, e ainda deu para nos dizer que não foi esse apoio que o levou a ser presidente da Europa.

O Expresso, numa das suas primeiras páginas, informava que a sociedade de advogados SRS, liderada por Pedro Rebelo de Sousa, vai juntar-se à AAA Sociedade, de que Dulce Franco, antiga secretária do governo de Durão Barroso, é socia fundadora. Juntos serão mais fortes, pois então.

O orçamento retificativo, o último documento preparado por Mário Centeno, indica uma previsão de recessão de 6,9% do PIB este ano, com retoma para um crescimento de 4,3% em 2021. Das 263 propostas que a Oposição apresentou só passaram 35.

2.

Continua o calor infernal.

António Costa olha os tempos difíceis: Tap, Efacec, Novo Banco, parte do Partido Socialista, grande parte mesmo, a não compreender porque não apresenta um candidato do partido às presidenciais, o que levou o ministro Pedro Nuno Santos a dizer que se isso não acontecer terá que votar no candidato do BE ou do PCP, enquano os incêndios que começam a rebentar com meio mundo a dizer que nada foi feito para os prevenir e combater.

3.

Sobre o que se passa no Brasil muito pouco se sabe,  mas é certo que o COVID-19 assaltou Bolsonaro e, à data, entrou nos  1.643.539 brasileiros atacado pela tal «gripezinha». O governo investiga agora o jornalista que desejou que Bolsonaro morresse.

4.

José António Saraiva foi condenado por devassa da vida privada.

A jornalista Fernanda Câncio é uma das indemnizadas. Autor do livro "Eu e os políticos", que foi retirado do mercado por ordem judicial, foi condenado a 180 dias de multa à taxa diária de 30 euros: 5400 euros e a pagar indemnizações aos autores da queixa e assistentes no processo, a jornalista Fernanda Câncio e um seu ex-namorado no valor de 15 mil euros cada.

O  ​​​​​​livro "Eu eos Políticos - O que não pude (ou não quis) escrever até hoje", foi publicado pela Gradiva em Setembro de 2016.

José António Saraiva, que não se cansa de dizer que será um dos próximos Prémio Nobel da Literatura, ainda não disse se recorrerá da sentença.

5.

Portugal comprou pelo menos 627 mil máscaras FFP (modelos mais avançados, para uso dos profissionais de saúde em contacto com as pessoas infetadas) sem certificado de qualidade ou com um certificado de qualidade duvidoso, revelou o jornal Público. O fenómeno repetiu-se por toda a Europa, uma vez que durante a pandemia da Covid-19 a União Europeia aliviou os critérios de certificação para permitir a rápida aquisição do material necessário: nesta altura, não é obrigatório que o equipamento tenha a indicação CE (que garante o cumprimento das normas europeias), embora vendedores e compradores tenham de assegurar a qualidade das máscaras, sujeita a fiscalização.

6. 

Títulos ao acaso.

Primeira página do Público de 6 de Julho.

7.


Com 92 anos, morreu Enio Morricone, autor de inúmeras bandas sonoras, tendo trabalhado com grandes realizadores e vendido mais de 70 milões de discos.

Lisboa, Maio de 2019,  fez parte das cidades que assistiram  à digressão mundial da sua despedida dos palcos.

8.


No dia 5 de Julho morreu o realizador Alfredo Tropa. Um dos seus notáveis trabalhos para a televisão  chama-se Povo Que Canta.

Para o cinema realizou, em 1970, Pedro Só, uma adaptação sua da obra de Manuel Mendes Pedro – Romance Dum Vagabundo, em que contou com a colaboração de Fernando Assis Pacheco e Afonso Praça. As canções do filme  têm poemas de Ferando Assis Pacheco, música de Manuel Jorge Velosos e são cantadas por Manuel Freire,

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Cada vez há menos pessoas a ficarem sentadas até ao fim do genérico.

Há também uma frase de Federico Fellini:

Sou muito pessimista porque creio que o público já não tem simpatia pelo grande ecrã. Mas não quero continuar a repetir as razões que seriam a causa da desafeição do público: a televisão, o medo de sair à noite, as repugnantes condições do cinema em Itália. O público perdeu o hábito de ir ver um filme porque o cinema perdeu o seu fascínio, o carisma hipnótico, a autoridade que outrora teve. A autoridade que outrora teve para todos nós — a de um sonho que sonhámos de olhos abertos — desapareceu. Será ainda possível que 1000 pessoas possam reunir-se às escuras e fazer a experiência do sonho dirigido por um único indivíduo?

E há um filme – tantos e tantos e tantos -mas a memória, no imediato, trouxe este: Era Uma vez na América.

Na vez primeira vi o filme no Berna que não era um primor de sala de cinema, depois passos a ser estúdio da TV da Igreja, uma benesse de Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro, que redundou na TVI de hoje

Um filme intenso. 

Ler a última linha do crédito e, apesar da longa duração do filme, o desejo de não sair do lugar e voltar ao princípio do filme, aquele telefone a tocar…

Um filme alucinante desse extraordinário Sergio Leone, uma maravilhosa banda sonora assinada por Ennio Morricone que só, 500 bandas sonoras depois, a Academia se dignou celebrar.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MAIS DE 500 BANDAS SONORAS DEPOIS


Finalmente, o compositor Ennio Morricone recebeu um Óscar da Academia como autor de uma banda sonora.

Em 2007 recebeu um Óscar honorário, mas Quentin Tarantino, cumprindo um velho sonho seu, encarregou-o de escrever a música para o seu último filme, Os Oito Odiados.

Ennio Morricone é autor de mais 500 bandas sonoras mas nunca merecera a atenção da Academia.

Justiça tardia, mas, tal como diz o povo, mais vale tarde do que nunca.

Quentin Tarantino já usara música de Morricone antes, mas foi a primeira vez que um filme do realizador teve direito a banda sonora completa daquele que considera o seu compositor favorito. 

sábado, 29 de novembro de 2014

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


Depois de matar Frank, o homem da harmónica entra em casa e Jill McBaine sorri para ele.

Sergio Leone, implacável de ternura, fixa-lhe a expressão dos olhos, enquanto, em fundo, se ouve a música de Enio Morricone.

- Espero que um dia voltes, diz ela.

- Um dia, diz ele.

Legenda: imagem e diálogo de Aconteceu no Oeste.