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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

OLHAR AS CAPAS


Defesa Sem Controle

Mickey Spillane

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues

Capa: Lima de Freitas

Colecção Vampiro nº 241

Livros do Brasil, Lisboa s/d

O tipo podia considerar-se morto e sabia-o. Encolhido no chão, numa trouxa informe, só o rosto ensanguentado, de olhos ainda duros e brilhantes, o identificava como homem.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

OLHAR AS CAPAS

A Mina dos Assassinos

Mickey Spillane

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues

Capa: Lima de Freitas

Colecção Vampiro nº 230

Livros do Brasil, Lisboa s/d

Apeei-me devagar do automóvel e fiquei parado a olhar para cima, para a janela às escuras do apartamento. A chuva fria tamborilava nos vidros e dava-lhes um aspecto de espelho negro, de olho odiosos e diabólico, na fachada de um edifício odiosos e diabólico. Havia em tudo aquilo um não sei quê de conspurcado e sujo, de repugnante e inconcebível.

Lá em cima, atrás daquela janela às escuras, tinha de me matar. Lá em cima saberia o que era estar morto, conheceria a sensação e o aspecto da ausência de expressão, da lassidão da morte.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

OLHAR AS CAPAS


O Mercenário

Mickey Spillane

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues

Capa: Lima de Freitas

Colecção Vampiro nº 221

Livros do Brasil, Lisboa s/d

Abriu os olhos, recuou e sorriu-me, apesar das dores que sentia.

Viu o vulto caído de Massley, ao fundo da sala, e murmurou, com firmeza:

- Aquele homem não era o meu pai, Phil.

- Tens razão, Terry. Era apenas outro bandido. Tinha um estratagema que supunha capaz de te levar a conduzi-lo a qualquer coisa… mas está morto.

- E o meu pai?

- Morreu há muito tempo, querida. Nunca o conheceste.

Beijei-a outra vez e murmurei:

- Vamos para casa.

E fomos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

OLHAR AS CAPAS


 

Viver Para Matar

Mickey Spillane

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues

Capa: Lima de Freitas

Colecção Vampiro nº 245

Livros do Brasil, Lisboa s/d

Saí do caminho de acesso à cave e parei à esquina da rua, com a chuva a bater-me na cara. Era uma chuva fria e batida pelo vento, mas sabia bem. Cheirava a frescura e a limpeza e os regatozinhos que me entravam pelo colarinho pareciam possuir um poder revificante.

Atrás de mim, o homenzinho que estava à porta acenou amigavelmente e disse:

- Até `*a vista!

- Obrigado, Mutt – agradeci, e pisquei-lhe o olho.

- Sempre às ordens – replicou antes de fechar a porta.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

OLHAR AS CAPAS


 O Homem Poderoso

Mickey Spillane

Tradução: Mascarenhas Barreto

Capa: Lima de Freitas

Colecção Vampiro nº 176

Livros do Brasil, Lisboa s/d

Já tinha ouvido o boato, ainda antes da minha chegada.

Ele infiltrara-se na noite de Nova Iorque, um pouco abafado pela chuva, mas mesmo assim bastante audível para alcançara os extremos da cidade.

Eu ouvi-o, numa tasca (o cantinho do Hardy, a dois passos de Columbus Avenue), da boca de uma manhosa, meia grossa, que ficara sozinha, tempo demais, sobre o banco pernalta do balcão.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

OLHAR AS CAPAS


Expiação Perigosa

Mickey Spillane
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 254
Livros do Brasil, Lisboa s/d

A luz formava um padrão estranho, de riscas horizontais e tonalidade rosa, e produzia uma sensação de irrealidade, semelhante à que experimentamos quando, submersos, abrimos os olhos e olhamos para o céu, Ondulava e escorri, numa desfocagem constante e hipnótica, composta de fantasia e de sonho.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

OLHAR AS CAPAS



O Reverso do Espelho

Mickey Spillane
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa. Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 235
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Sim – murmurou -, apesar de toda a minha grandeza, apesar de ser um génio, sou inútil.
Enquanto falava, fez uma coisa que nunca fizera: mostrou-se a si mesmo e, pela primeira vez, viu a nulidade que era Ruston York. Sorriu de novo, ainda com a arma apontada a mim.
Não podia perder mais tempo, tinha de ser agora, agora! Dispunha, talvez, de um segundo apenas…
Ruston fitou-me e sorriu, consciente do que eu ia tentar.
- Sir lancelot… - murmurou, tristemente.
Depois, antes mesmo que eu saísse, sequer, da cadeira, voltou a arma, meteu o cano na boca e puxou o gatilho.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

OLHAR AS CAPAS



A Grande Caçada

Mickey Spillane
Tradução:  Almeida campos
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 124
Livros do brasil, Lisboa s/d

Era uma daquelas noites em que o céu desce até cá abaixo envolvendo a terra com o seu manto. A chuva raspava nas janelas do bar como se fosse um gato enraivecido, tentendo entrar pela porta cada vez que qualquer bêbado a abria. O ligar cheirava a cerveja fermentada e a perfume barato, numa mistura que nos fazia enjoar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

OLHAR AS CAPAS



A Vingança é Minha

Mickey Spillane
Tradução: Almeida Campos
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº143
Livros do Brasil, Lisboa s/d

Juno morreu a ouvir tudo isto e eu dei uma nova gargalhada enquanto me dirigia para o corpo sem vida, afastando da minha frente todos os artifícios em espuma de borracha que haviam caído dela quando o vestido ficar nas minhas mãos, os inevitáveis postiços que ela punha sobre os sólidos músculos e que eram encobertos por vestidos compridos e de mangas até aos pulsos. Era engraçado. Muito engraçado. Mais engraçado do que eu poderia supor. Talvez vocês também se riam. Cuspi sobre a argila que era Juno, rainha dos deuses e das deusas, e fiquei a saber o motivo porque tinha sempre um recuo instintivo perante ela, que agora se tornava num asco, ao fitá-la.
Juno era uma rainha sem dúvida, uma rainha verdadeira e viva. Sabeis o que quero dizer.
JUNO ERA UM HOMEM!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

OLHAR AS CAPAS


A Longa Espera

Mickey Spillane
Tradução: Almeida Campos
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 134
Livros do Brasil, Lisboa s/d

O autocarro chegou ao cimo da ladeira e em frente apareceu Lybcastle pousada num vale escuro, como um estojo de jóias com a lua a brilhar lá dentro. À distância, as avenidas e ruas eram como fitas salpicadas de luzes e tubos néon, um brilho enganador que se prolongava para além da meia-noite, juntamente com os gritos e movimentos de uma alegria falsa, produzida pelo álcool.
Tirei a cartata da algibeira e rasguei-a em mil pedacinhos: em seguida abri a janela e atirei por ela os fragmentos que se perderam na noite.
A mulher gorda que se encontrava atrás de mim espetou-me um dedo no ombro.
- Se não se importa – disse ela -  gostaria que fechasse essa janela.
A interpelação foi feita com uma ar de professora a dirigir-se a um menino mal educado.
- E eu gostaria que a senhora fechasse essa boca – foi a minha resposta.
Fechou-a. Durante toda a jornada não deixara de criticar tudo: desde a maneira como o motorista conduzia o autocarro até ao barulho que fazia a criança do banco da frente, mas desta vez fechou a boca tão firmemente que nem se lhe viam os lábios.
O último pedaço da carta foi levado pelo vento e eu pensei que se alguém conseguisse juntá-lo aos outros fragmentos que se haviam espalhado pelo espaço de um quilómetro, encontraria uma razão poderosa para a morte de outro alguém.
Deixei a janela aberta na esperança de que o vento fizesse voar o chinó da mulher gorda e só a fechei quando o autocarro entrou na central de camionagem, situada no mesmo terminal que servis de estação de caminho de ferro.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

OLHAR AS CAPAS


A Minha Arma Não Perdoa

Mickey Spillane
Tradução: Ersílio Cardoso
Colecção Vampiro nº 89
Livros do Brasil, Lisboa s/d

- Ouve, minha filha – disse eu – tu não me conheces muito bem, mas há quem me conheça. Eles poderão medo aos cidadãos pacíficos, mas quando me virem aparecer, são eles que têm medo. Eles conhecem-me, sabes? Sabem muito bem que, para mim, as vidas deles não contam. Tenho uma arma e tenho-me servido dela… muitas vezes. Tenho uma licença, coisa que eles não têm e, se matar alguém, vou ao tribunal e explico porquê. Posso perder o emprego. Mas se eles puxarem o gatilho, vão parar à cadeira eléctrica. Eu gosto de matar esses filhos da mãe e faço-o sempre que tenho oportunidade. Eles sabem-no bem e é por isso que t~em medo de mim.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

OLHAR AS CAPAS


Nylon, Mulheres e Crimes

Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
Capa: Lima de Freitas
Colecção Vampiro nº 249
Livros do Brasil Editores, Lisboa, s/d

Um cão reconhece sempre outro cão. Vêem-se, cheiram-se ou ouvem-se, mas nunca se tomam por outra coisa, a não ser por cães. Podem ser de qualquer, feitio ou cor, mas para um cão, um cão é um cão.